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02/17

Imobiliárias e bancos antecipam crescimento no crédito à habitação este ano

As mediadoras imobiliárias e vários bancos nacionais antecipam que continue, em 2017, a tendência de crescimento no crédito habitação, mas sem se alcançarem níveis de anos passados.

Segundo o Banco de Portugal, em 2016, os bancos disponibilizaram 5790 milhões de euros em crédito à habitação, traduzindo um crescimento de 44,28% face aos 4013 milhões de euros registados em 2015.

Fonte do Millenium BCP afirmou a expectativa da tendência de crescimento, mas "com valores de produção ainda distantes dos registados há uma década".

Entre os principais motivos para a evolução positiva estão as taxas de juro historicamente baixas, a estabilização/redução da taxa de desemprego e o aumento do índice de confiança dos consumidores, segundo o banco, que explica que a atual concessão de crédito decorre "maioritariamente de transações de imóveis usados, e não de nova construção, que é neste momento mais reduzida do que a verificada há 10 anos".

O Santander Totta assumiu-se à Lusa "otimista" acerca da evolução do mercado e acredita haver margem para o banco continuar a crescer neste mercado, "até porque os valores atuais estão bastante abaixo dos registados no passado".

"'Spreads' [margem de lucro dos bancos] mais baixos e uma economia a apresentar sinais positivos" contribuirão para o crescimento, segundo fonte do Santander Totta, que informou como os novos empréstimos revelaram "grande dinamismo" em 2016, "o que se traduziu numa quota de mercado de cerca de 19%".

"Se tomarmos em conta um período mais largo, de 2008 a 2016, o Santander Totta concedeu 7100 milhões de euros de crédito a particulares", informou.

A Caixa Económica Montepio Geral indicou que o dinamismo no setor imobiliário começou desde finais de 2015 e a expectativa é de continuar a crescer em 2017, dada a "valorização do imobiliário e a tendência do aumento da procura".

A área de crédito do Bakinter recordou, por seu lado, que 2016 foi o ano em que se inverteu a tendência de redução da oferta e da procura de crédito, "com o retomar dos níveis de confiança e com os primeiros sinais dados por bancos como o Bankinter, mais resilientes e com melhores estruturas de capital, de que este é um mercado onde pretendem investir".

O Banco Popular afirmou, por sua vez, que "neste início de ano não há quebras na concessão de crédito à habitação", mas que não dispõe de dados para antever o resto do ano.

Pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o presidente, Luís Lima, disse que "o setor financeiro já tem revelado vontade em apostar mais neste tipo de produto, confirmando deste modo a existência de um setor imobiliário pujante, seguro e com perspetivas de crescimento".

À Lusa, o responsável observou a falta de financiamento na construção, o que "poderá levar a uma eventual subida dos preços no imobiliário português", por se estarem a esgotar as opções, sobretudo nos centros das cidades.

"É preciso que haja construção nova que promova a estabilização de preços, o que será benéfico para o mercado que, em algumas localizações, necessita de aliviar os preços praticados, até para evitar eventuais bolhas especulativas", acrescentou.

No seu balanço de 2016, a rede imobiliária Century 21 referiu que o crédito à habitação, além de impulsionar o mercado imobiliário residencial, "permitiu que muitas famílias portuguesas regressassem ao mercado", especialmente nas periferias.

O administrador da Century 21 Portugal, Ricardo Sousa, disse à Lusa que a rede cresceu "55% em volume de crédito à habitação, canalizado para parceiros, face ao volume registado em 2015".

"Para 2017, o nosso objetivo é incrementar em 50% o volume de crédito à habitação verificado em 2016", resumiu.

A rede ERA prevê que o crédito à habitação continue a crescer entre 25% e 30% na concessão por parte dos bancos em Portugal, "mas com critérios de risco controlados".(26/02/2017/Fonte : Jornal de Notícias)

Governo anuncia projectos de 800 milhões para energias renováveis

Portugal teve, em 2015, uma quota de 27% de energias renováveis no mix energético nacional, a sétima maior da União Europeia.
O Governo anunciou neste domingo que vão arrancar novos projectos em energias renováveis com uma capacidade instalada de cerca de 750 megawatts e um investimento potencial superior a 800 milhões de euros.

Segundo o Ministério da Economia, "a par dos 380 megawatts de licenças para centrais solares, sem tarifas subsidiadas pelos consumidores e com cauções já entregues pelos promotores, o Governo aprovou 41 megawatts relativos a três centrais de biomassa".

A este conjunto de investimento junta-se "o projecto de energias das ondas Windfloat que representa um investimento de cerca de 125 milhões de euros, a realizar nos próximos anos e cuja ligação a terra será feita sem onerar os consumidores (ao contrário do programado), adianta o gabinete do secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.

O executivo acrescenta que a EDP Renováveis anunciou, no quadro de um acordo com o fabricante de aerogeradores Senvion, a instalação de mais 216 megawatts em parques eólicos.

Indica ainda que, "no âmbito do grupo de trabalho criado pelo Governo para fazer a reforma da floresta, serão brevemente lançados cerca de 60 megawatts de licenças, destinadas a centrais de biomassa".

Portugal teve, em 2015, uma quota de 27% de energias renováveis no mix energético nacional, a sétima maior da União Europeia que, no seu conjunto, chegou aos 16,4%, divulgou, já este mês, a Comissão Europeia.

A União da Energia confirma assim um aumento constante na quota de energia proveniente de fontes renováveis desde 2013 (25,7% do consumo final bruto de energia), ano em que estava já ultrapassada a meta de pelo menos 20% até 2020.

"Com excepção de autorizações resultantes de pedidos anteriores, a nova orientação política do Governo passa pela autorização de centrais sem tarifas feed-in (ou seja, sem subsídios pagos pelos consumidores)", de acordo com o Ministério da Economia.

O gabinete de Jorge Seguro Sanches recorda que "a subsidiação da actual potência instalada custa aos consumidores portugueses cerca de 600 milhões de euros por ano, responsável, em boa parte, pela divida tarifária que, no início de funções deste Governo era de cerca de 5000 milhões de euros".(05/02/2017/Fonte : Público)