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12/15

Governo aprova subida do salário mínimo para 530 euros

A subida do salário mínimo para 530 euros a partir de 1 de janeiro de 2016 foi aprovada esta quarta-feira em Conselho de Ministros.

Um comunicado do Governo revela que a medida não contou “com a oposição de nenhum parceiro social", mas "não foi possível celebrar um acordo formal por ausência de consenso total em torno de outras propostas constantes do acordo".

Isso levou a que o Governo decidisse não manter para 2016 "a manutenção do apoio [do desconto de 0,75 pontos percentuais] em sede de Taxa Social Única (TSU) para os salários que estivessem atualmente abaixo dos 520 euros".(29/12/2015/Fonte : Jornal I)

Mulheres até 40 anos e solteiros dominam emigração qualificada portuguesa

A emigração qualificada portuguesa é maioritariamente feminina, na faixa dos 30 aos 40 anos, e representa uma perda para Portugal na ordem dos 7 mil milhões de euros, revela um estudo apresentado esta quinta-feira em Lisboa.

Com base numa amostra de 1.011 emigrantes com, pelo menos, o grau de licenciatura, o estudo concluiu que 54,2% são do sexo feminino, 60% estão na faixa dos 30 aos 39 anos e 58,5% são pessoas solteiras, sendo que, em termos de habilitações académicas, há 43% com mestrado, 35% com licenciatura/pós-graduação e 22% com doutoramento.

As conclusões do estudo, que se insere no projecto Bradramo - Brain Drain and Academic Mobility from Portugal to Europe (Êxodo de competências e mobilidade académica de Portugal para a Europa) e resulta do trabalho conjunto das Universidades de Coimbra, do Porto e de Lisboa, foram apresentadas hoje no seminário "A Emigração Portuguesa no Século XXI", que decorreu no Instituto Universitário de Lisboa, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

"A área das ciências, matemática e informática, com 35%, é a mais representada entre a emigração portuguesa qualificada, tendo 80% dos inquiridos saído de Portugal no deflagrar da crise, contra apenas 15% que deixaram o país antes de 2007", revelou Rui Brites, metodólogo, momentos antes da sua intervenção, intitulada "A Emigração Portuguesa Qualificada na Europa: Principais Resultados".

De acordo com o investigador, os emigrantes portugueses qualificados escolhem como destino principal o Reino Unido, seguindo-se a Alemanha, a França e a Bélgica, sendo a realização profissional o principal móbil para sair do país, seguido das razões económicas.

Em termos de rendimento, enquanto em Portugal a maior parte dos inquiridos recebia até 1.000 euros, no estrangeiro a maior parte recebe de 1.000 a 3.000, "com cerca de 7% a 8% a receberem acima de 6.000 euros", assinalou Rui Brites, acrescentando que "mais de metade dos respondentes pensa ficar fora de Portugal mais de 10 anos".

Cerca de dois terços planeia permanecer no país onde está ou mudar para outro país europeu e só pondera regressar a Portugal por razões de carreira ou realização profissional, melhores salários ou pela ocorrência de uma mudança no contexto familiar, caso do nascimento de filhos ou da doença de um familiar.

Rui Brites assinalou ainda que "o grau de satisfação com a vida e a felicidade, numa escala de 0 a 10, atinge valores superiores a 8 entre os emigrantes qualificados portugueses, o que, na Europa, apenas costuma surgir nos países escandinavos, já que a a média em Portugal ronda os 6,4 a 6,6".

"Os nossos emigrantes são, inclusivamente, mais felizes do que a média dos cidadãos europeus, o que penso dever-se ao facto de estas pessoas sentirem que tiveram a coragem de tomar a vida nas mãos. Ou seja, foram à procura, não ficaram a carpir mágoas aqui sentadas e isso torna-as felizes e satisfeitas", concluiu.

Por seu lado, Luísa Cerdeira, coordenadora da equipa da Universidade de Lisboa, concentrou-se na perda que a vulgarmente designada "fuga de cérebros" representa para Portugal. "Para o efeito, considerámos os cerca de dois terços dos inquiridos que pensam permanecer a médio ou longo prazo fora de Portugal e usámos dados da OCDE, referentes a 2010, sobre os custos - de investimento público e gastos familiares - relativos à formação de homens e mulheres portugueses até à conclusão de um grau de ensino superior", explicou a investigadora.

Segundo a OCDE, esses custos são da ordem dos 80.000 dólares por pessoa, o que, aplicado ao universo da emigração qualificada portuguesa - 145.000 emigrantes com formação superior segundo os Censos 2011 - corresponde a 11,5 mil milhões de dólares, ou seja, 10,64 mil milhões de euros ao câmbio actual.

"Esta verba equivale ao que custou formar aquelas pessoas. Como dois terços delas ponderam manter-se no exterior durante a sua vida activa, estamos a falar de 7 mil milhões de euros a fundo perdido", explicou Luísa Cerdeira à Lusa, que apresentou um trabalho intitulado "'Exportar' mão-de-obra qualificada a custo zero: quanto perde Portugal com a 'fuga de cérebros'?"(17/12/2015/Fonte : Jornal de Negócios)

Habitação. Casas em Lisboa e no Porto voltam a ficar mais caras

Interesse por parte de estrangeiros faz com que os preços continuem a subir. No entanto, esta subida apenas se verificou nas grandes cidades.

O aviso foi deixado em Abril deste ano, altura em que os responsáveis das imobiliárias garantiam que os preços das casas nas zonas históricas de Lisboa e do Porto iam continuar a subir devido ao aumento dos serviços causado pelo crescimento do turismo e, principalmente, pela procura internacional. E foi, efectivamente, o que aconteceu.

Os preços das casas nestas duas cidades cresceram exponencialmente desde o ano passado. O motivo? O interesse por parte de estrangeiros fez com que os preços disparassem. No entanto, este aumento verificou-se apenas nas grandes cidades já que, fora delas, o mercado permanece estagnado.

De acordo com declarações recentes de Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP), 2015 afigurou-se como um ano em que a valorização das casas, em algumas zonas de Lisboa e do Porto, “foi até excessiva”.

Esta recuperação já se tinha começado a fazer sentir em 2013 e continuou até este ano. Mas esta tendência não se registou apenas em Portugal.

De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat em Julho, o preços das casas subiu 0,3% na zona euro e 0,6% na União Europeia no primeiro trimestre do ano, face ao mesmo período de 2104. Já em Portugal, os valores subiram nestes três meses 0,8%.

As maiores subidas, entre os Estado-membros, em termos homólogos, registaram-se Na Irlanda, Suécia, Hungria e Reino Unido, enquanto as quedasse registaram principalmente na Letónia, Itália e França.

Tendência para continuar As subidas deverão continuar nos próximos em anos. De acordo com as contas da agência de rating Standard & Poor (S&P), divulgadas em Agosto deste ano, esta tendência vai manter-se principalmente devido ao investimento estrangeiro e a explicação não podia ser mais simples: a recuperação económica e o aumento do interesse estrangeiro faz com que os preços continuem a aumentar. Além de haver ainda, de acordo com a agência, mercado para crescer. Mas desengane-se quem pensa que esta tendência é uma novidade. Já em Maio, o preço médio a que os bancos avaliam as casas quando chega a altura de concederem crédito representou a maior subida desde Agosto do ano Passado.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor médio nesse mês para o total do país foi de 1026 euros por metro quadrado.

As zonas mais caras Os preços ganham destaque na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e na dos Aliados, no Porto. De acordo com o estudo Business Brief da Cushman & Wakefield, são avenidas cada vez mais procuradas pelo mercado de luxo. Os valores de mercado traduzem-se exactamente nesta evolução do sector. A zona do Chiado, em Lisboa, é a mais cara em Portugal, com um custo médio de 97,5 euros (m2) por mês.

Recorde-se que a Avenida da Liberdade, conta com 77% do mercado de luxo da capital portuguesa. Até porque, de acordo com este relatório, em quatro anos abriram em Lisboa 37 novas loja de luxo.

Já a zona dos Clérigos, no Porto, conta com um total de 80 lojas de luxo, que representa 15% do retalho total desta cidade.

O relatório da Cushman & Wakefield garante ainda que já se sente um alargamento do eixo de luxo às ruas adjacentes à Avenida da Liberdade, “o que cria novas oportunidades” e uma situação de “maior dinamismo”.(15/12/2015/Fonte : Jornal I)

Anivec. Exportações de vestuário a subir

Nos primeiros 10 meses do ano, as exportações portuguesas de vestuário atingiram 2,41 mil milhões de euros. Segundo divulgou ainda a Anivec – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, os EUA e a Espanha foram os mercados com melhor performance.

Espanha, que representa 42,5% de todas as exportações de vestuário, cresceu 10,1% entre janeiro e outubro, para 1,02 mil milhões de euros. Já para os EUA, o principal mercado extracomunitário, com uma quota de 2,7%, as exportações cresceram 37,6%, para 65 milhões de euros, o que corresponde a mais 17,8 milhões de euros do que no mesmo período do ano passado.

Entre os principais mercados, destaca-se ainda a evolução positiva dos Países Baixos (+3,4%, para 86,4 milhões de euros) e a manutenção das exportações de vestuário para a Alemanha (+0,3%, para 216,1 milhões de euros) e para a Áustria (+1%, para 41,4 milhões de euros).

Neste contexto, o presidente da direção da Anivec, César Araújo, destaca que “o saldo comercial do sector de vestuário (categorias vestuário e seus acessórios, de malha e vestuário e seus acessórios, exceto malha) aumentou para um valor superior a 853 milhões de euros”.(11/12/2015/Fonte : OJE)

França vê mais longe. Vem aí mais investimento

Alain Afflelou e Sodexo são duas apostas recentes no mercado português. Quase sem se dar conta, o investimento francês no nosso país cresceu 17,6% nos primeiros seis meses deste ano. Os bons ventos mantêm-se.

A ótica francesa Alain Afflelou adquiriu este ano 30% do capital da Optivisão, tornando-se o maior acionista individual do grupo português. Logo a seguir, anunciou a fasquia para os próximos anos: 100 lojas de marca própria. Atualmente são 25. A também francesa Sodexo, que opera em 82 países, adquiriu o negócio do cartão “Free Refeição” do Millennium bcp e prepara já novos lançamentos no mercado.

Alain Afflelou e Sodexo estão a entrar em Portugal, numa clara demonstração de confiança no mercado. Não são, nesta altura, as únicas empresas a fazê-lo. Dados do Banco de Portugal referentes ao primeiro semestre de 2015 dão conta de um aumento de 17,6% no montante do investimento francês quando comparado com o período homólogo de 2014, alcançando cerca de 184 milhões de euros.

A França é, tradicionalmente, um dos maiores investidores estrangeiros em Portugal. Com uma implantação iniciada há décadas, o investimento francês tem a caraterística de incidir mais na área industrial e produtiva do que nos serviços, embora também aqui se verifique uma presença forte. No vasto rol de investimentos na área dos serviços, dois se destacam pela sua dimensão e importância: a compra da ANA pela Vinci Airports, maior investimento francês de sempre em Portugal e nos serviços financeiros, o BNP Paribas. A maior instituição financeira gaulesa centralizou em Lisboa as operações mundiais da filial BNP Paribas Securities Services.

Além de grandes grupos e empresas em setores como o automóvel (Peugeot-Citroën, Renault ou Faurecia), químico (Air Liquide) e farmacêutico (Sanofi), material elétrico (Schneider), transportes (Veolia), hotelaria (Accor), telecomunicações (Altice), grande distribuição (grupo Auchan/Jumbo, Leroy Merlin ou Decathlon), materiais de construção (Saint-Gobain), vinhos (Grupo La Martiniquaise) ou setor da moda (Louis Vuitton), existe um conjunto de várias centenas de pequenas e médias empresas nestes e noutros setores (como as TIC, aeronáutica, energia, ambiente ou turismo e restauração) que reforçam a sua presença no país.

Estima-se em mais de 600 as empresas francesas em Portugal, a maior parte das quais tem apostas de natureza estruturante como a que a Alain Afflelou agora anuncia. A estratégia da empresa passa por fazer crescer a marca própria e manter a Optivisão como uma entidade separada. Pretende-se que Portugal venha a representar 10% das vendas. Mais. Conforme revelou ao OJE Wilson Gaspar, country manager da marca em Portugal, a empresa está de olhos postos no mercado. “Estamos atentos a possíveis oportunidades que surjam ao nível de aquisições de unidades já existentes”, avançou o gestor.

O investimento de França em Portugal (IDE), de acordo com o Princípio Direcional, registou os seus valores mais elevados em 2011 e 2014: 591 milhões e 114 milhões de euros, respetivamente.

Os dados do Banco de Portugal referem que em termos de sotck, o IDE ascendeu a 3 958 milhões de euros no final de dezembro de 2014, representando 4,5% do total captado por Portugal. Em junho de 2015, o sotck de IDE francês em Portugal ascendeu a quase 4.221 milhões de euros, posicionando-se a França como o quinto país de origem do IDE, com 4,1% do total nessa data.(07/12/2015/Fonte : OJE)