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09/13

Economia paralela já representa quase 27% do PIB

O peso da economia paralela em Portugal voltou a aumentar em 2012 para 26,74% do PIB, equivalentes a 44,183 milhões de euros, mais de metade do valor do empréstimo da 'troika' a Portugal, segundo um estudo hoje divulgado.
Relativamente a 2011, este valor representa uma subida de 1,25 pontos percentuais, ou 992 milhões de euros, suficientes para pagar um mês de salários a todos os funcionários públicos portugueses, conforme notou o vice-presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF) da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), Óscar Afonso, que apresentou o Índice da Economia Não Registada relativo a 2012.

De acordo com o professor da FEP, este aumento do peso da economia não registada na economia resultou quer do crescimento em volume da fuga ao fisco, quer do decréscimo do Produto Interno Bruto (PIB) oficial.

Segundo os cálculos do OBEGEF, bastaria que os níveis de economia paralela em Portugal caíssem para a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) -- 16,4% do PIB, contra os 26,74% portugueses -- para, aplicando-se uma taxa média de impostos de 20% ao rendimento adicional considerado, o défice público descer dos 6,443% de 2012 para os 3,77%.

Já num cenário de total inexistência de economia não registada no país, Portugal passaria a ter um défice de 0,85%, "um valor próximo do equilíbrio", conforme salientou Óscar Afonso.

Analisando a evolução da economia paralela em Portugal, verifica-se que o seu peso no PIB praticamente triplicou relativamente aos 9,23% estimados pelo OBEGEF para o ano de 1970, enquanto, em termos absolutos, o seu valor aumentou mais de 300 vezes face aos 135 milhões de euros do início da década de 70.

A carga de impostos directos e indirectos, de contribuições para a Segurança Social e de regulação e ainda a taxa de desemprego são apontadas pelo OBEGEF como as "principais variáveis motivadoras" do aumento da economia não registada, sendo que o observatório antecipa que, "se nada mais for feito", haverá uma nova subida em 2013.

"Têm sido tomadas algumas medidas que vão no sentido positivo - é melhor fazer alguma coisa do que nada fazer -, mas entendemos que existem muitas outras medidas que podiam ser implementadas", disse.

Entre estas, destacou "uma justiça mais rápida e eficaz, com a criminalização do enriquecimento ilícito e o combate a empresas fantasma, aos relatórios fraudulentos de empresas, ao aproveitamento de situações de dupla tributação e ao branqueamento de capitais", defendeu Óscar Afonso.

Também, defende o vice-presidente do observatório, deve haver "uma gestão mais transparente dos recursos públicos".

"Acredito que seja difícil [implementar estas medidas], mas, também, alguma falta de vontade política tem de existir, na minha opinião [para que tal não seja feito]", sustentou.

Outra dos aspectos apontados pelo OBEGEF é o facto de as medidas de combate à fraude fiscal tomadas pelo Governo estarem "mais vocacionadas para a economia informal, ou alguma economia subterrânea mais marginal [o vulgo 'biscate'], e não tanto para a economia subterrânea mais grossa, mais qualificada e de montantes mais significativos, que tem a ver com a fraude empresarial".

E, alerta: "Se nada mais for feito a tendência é que sempre que exista um aumento do desemprego, da carga fiscal e das contribuições para a Segurança Social" - fatores considerados como incentivadores da economia paralela - "seja para aumentar" o peso desta na economia.(25/09/2013/Fonte : Jornal Sol)

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Fábrica norte-americana prevê 630 postos de trabalho em Viana

A fábrica que o grupo BorgWarner está a construir em Viana do Castelo deverá empregar pelo menos 630 trabalhadores, disse fonte da administração da multinacional norte-americana.

Esta instalação resultará da transferência gradual, até 2015, da produção da atual unidade de Valença para a nova fábrica, que já começou a ser construída no Parque Empresarial de Lanheses, em Viana do Castelo.

A administração da multinacional, que produz acessórios para a indústria automóvel, garantiu à Lusa que todos os cerca de 550 postos de trabalho de Valença serão mantidos na fábrica de Viana do Castelo, "incluindo trabalhadores temporários".

Aos trabalhadores que aceitem a mudança para Viana do Castelo a empresa assegurará, gratuitamente, o transporte, numa viagem diária de cerca de 100 quilómetros.

Esta nova fábrica, construída para assegurar a expansão e aumento da capacidade produtiva, representa um investimento de 25 milhões de euros.

A administração da BorgWarner prevê que, além dos atuais postos de trabalho, a força laboral, depois de transferida a produção, deverá aumentar "pelo menos em mais 80 trabalhadores" na fábrica de Viana do Castelo.

"Mas, começando a trabalhar com vários clientes em novos projetos, esperamos que esse número ainda aumente", sublinhou a mesma fonte.

A nova fábrica, que está a ser construída desde agosto, inclui 15000 metros quadrados de área de produção e um "espaço adjacente para uma futura expansão".

A empresa admite que esta "maior capacidade de produção" permitirá "servir eficientemente os clientes com várias tecnologias ecológicas". Como os radiadores de recirculação dos gases de escape (EGR), tubos EGR e módulos de controlo de velas incandescentes, "tecnologias chave para motores modernos tendo como objetivo a redução das emissões", acrescentou a administração.

A construção da nova fábrica integra a estratégia da BorgWarner de expansão da produção da tecnologia de arranque a frio para motores 'diesel', surgindo também para "satisfazer a crescente procura" de tecnologias EGR.

Aquele grupo é um dos maiores produtores mundiais de acessórios para a indústria automóvel, com 57 fábricas instaladas em 19 países. Trabalha para praticamente todos os grandes construtores automóveis.(20/09/2013/Fonte : Jornal de Notícias)

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BCP reduz 1200 trabalhadores e 97 balcões até 2017

O BCP deverá reduzir em 20% o número de colaboradores e de sucursais até 2017, o que significa menos 1200 funcionários e quase uma centena de balcões face a 2013, segundo a apresentação a investidores enviada ao regulador do mercado.

Segundo o documento enviado nesta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que detalha o plano de reestruturação acordado com Bruxelas, o banco pretende avançar com uma “redução de custos com o pessoal superior a 30%” até 2017, face à média 2008-2011.

O plano sofreu uma actualização, na sequência do acordo alcançado com Bruxelas, o que implicou um corte adicional de 100 milhões de euros até 2017 face ao plano anterior.

A rede de balcões em Portugal terá uma redução superior a 20% face a 2011 (de 887 em Junho de 2011 para cerca de 700 em 2017).

Percentagem semelhante afectará o número de colaboradores, que são reduzidos de 10.083 em Junho de 2011 para cerca de 7500 em 2017.

Em Junho de 2013, o BCP contava com 797 sucursais domésticas e 8744 colaboradores.

O banco diz ainda que estima alcançar proveitos superiores a 1300 milhões de euros em 2017 na operação a Portugal.

O BCP foi obrigado a submeter a Bruxelas um plano de reestruturação por ter recorrido à ajuda do Estado.

Os planos definem a estratégia de cada instituição para os próximos anos e implicam reduções nos custos com trabalhadores, proibição de aquisições e práticas de risco e limites aos bónus pagos aos administradores.

Este plano prevê ainda a venda até 2017 da totalidade da participação financeira na Millennium Gestão de Activos, bem como a carteira de crédito do BCP Bank & Trust e BCP Banque Privé. Já antes, o BCP assumira a venda da filial da Roménia e da participação que o banco detinha no banco Piraeus, que já surgiam no plano de reestruturação submetido a Bruxelas.(12/09/2013/Fonte : Público)

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Peças para aviões militares da Airbus vão fazer-se em Gaia

Salvador Caetano tem tudo a postos para iniciar negócio que vale 10 a 15 milhões de euros por ano

A Salvador Caetano inicia em novembro a produção de peças para a indústria aeronáutica, no âmbito do contrato assinado com a Airbus, prevendo faturar 70 a 80 milhões de euros até 2018.

O presidente da Salvador Caetano Indústria, José Ramos, adiantou à Lusa que o objetivo é obter uma faturação média anual de 10 a 15 milhões de euros na área aeronáutica, o que representará 15% a 20% da faturação da empresa.

Instalada num edifício com sete mil metros quadrados no perímetro industrial da fábrica da Salvador Caetano em Gaia, a unidade de aeronáutica tem já "uma máquina montada" e aguarda a chegada das restantes em novembro, para então arrancar a produção "em volume".(03/09/2013/Fonte : Jornal de Notícias)

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