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05/13

Cada vez mais portugueses procuram ajuda alimentar

Quase 40% dos participantes num inquérito da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome confessaram ter passado um dia sem comer por falta de dinheiro e mais de metade disseram que o rendimento familiar "nunca é suficiente para viver".

A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome e a ENTRAJUDA retomaram em 2012 o estudo iniciado em 2010, em parceria com a Universidade Católica, com o objetivo de conhecer melhor a situação das pessoas apoiadas pelas instituições de solidariedade social.

Entre setembro de 2012 e janeiro de 2013 foram enviados inquéritos para 3.880 pessoas carenciadas, através das 388 instituições que as apoiam, tendo sido validados 2.209 inquéritos.

Cerca de 60% dos inquiridos disseram que o rendimento da família nunca é suficiente para viver, 29% afirmaram que às vezes é suficiente. Apenas 12% referiram que o rendimento familiar é sempre suficiente para viver.

Cerca de 26% disseram ter falta de alimentos ou ter sentido fome alguns dias por semana nos seis meses que antecederam o inquérito, mais 10 % do que em 2010, e 14% referiram que lhes aconteceu isso, pelo menos, um dia por semana, mais 3% face a 2010.

Segundo o estudo, a maioria dos indivíduos que disseram receber ajuda alimentar foram os que mais referiram ter sentido fome ou falta de alimentos nos seis meses prévios à inquirição.

O inquérito constatou uma tendência para o aumento das carências alimentares: em 2013, 39% contaram que tinham passado um dia inteiro sem comer por falta de dinheiro, enquanto em 2010 foram 27% os que referiram estar um dia inteiro sem comer muitas vezes ou "uma vez ou outra".

Em 2013, apenas 23% disseram ter dinheiro para comprar comida até ao final do mês, mais 26% comparativamente a 2010.

"O que se constata é que há um deteriorar muito grande da situação, porque há mais famílias que não têm todo o rendimento que necessitariam" para viver, disse à agência Lusa a presidente da federação.

Isabel Jonet adiantou que "muitos dos inquiridos têm bastante menos do que o rendimento mínimo e 40% dos utentes das instituições de solidariedade social são idosos".

"Um dos aspetos a ressaltar é o facto de haver famílias (mais 10% do que em 2010) que tiveram fome nos últimos dois meses", frisou, comentando: "É nas necessidades mais básicas que se registam um deteriorar muito grave da situação".

Em cerca de 52% dos agregados familiares o valor total auferido por mês é inferior ao salário mínimo nacional: 23% auferem menos de 250 euros, 29% entre 351 e 400 euros e 26% mais de 500 euros.

"Os agregados familiares com menores rendimentos correspondem a respondentes mais velhos, com menos escolaridade e com agregados familiares mais pequenos", uma caracterização semelhante à verificada em 2010.

Em 32% dos casos o rendimento provém do trabalho, o que não invalida a existência de outros apoios sociais, e em 40% resulta de reformas/pensões.

A casa (69%), a alimentação (66%) e a saúde (39%) são as três maiores despesas das famílias, situação idêntica a 2010.

Mais de metade dos respondentes (53%) gasta, por mês, com a casa, até 250 euros, enquanto cerca de um quarto gasta entre 251 euros e 400 euros.

Cerca de 24% dos respondentes referiram ter pelo menos um empréstimo.

Isabel Jonet sublinhou à Lusa que as instituições de solidariedade social "têm sido a almofada de segurança da sociedade portuguesa".

"Sem as instituições de solidariedade social, que todos os dias no terreno, com muito afeto e muito calor humano, procuram dar a atenção que essas famílias necessitam, a situação era muito mais gravosa", salientou.(29/05/2013/Fonte : Diário de Económico)

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Martifer constrói maior parque solar do México

A Martifer Solar está a construir o maior parque fotovoltaico da América Latina no México, um projeto que irá produzir eletricidade suficiente para cerca de 160 mil habitantes, estando prevista a conclusão da primeira fase em agosto.

O parque a ser construído pela subsidiária da Martifer SGPS, refere o comunicado, "quadruplica a capacidade fotovoltaica instalada no México" e terá uma capacidade de produção de 82 GWh por ano, que "permitirá evitar a emissão de mais de 60 mil toneladas de CO2 por ano".

A Martifer Solar é a responsável pela engenharia, fornecimento e construção do parque e ficará também encarregue dos futuros serviços de Operação e Manutenção (O&M), sendo que o projeto "será financiado pelo banco mexicano Nafin, pelo IFC (International Finance Corporation, the World Bank Group) e pela Corporación Aura Solar".

Segundo fontes próximas da operação, o projeto envolve um contrato de 80 milhões de euros para a empresa portuguesa, sendo que o parque, em construção para a Gauss Energía, situa-se na região de La Paz, Baja California, numa área de 100 hectares.

O comunicado refere que se trata "do primeiro projeto de grande escala a ser construído no México já com um contrato PPA (Power Purchase Agreement) entre uma empresa privada e a Comissão Federal de Eletricidade, empresa elétrica nacional, estando desta forma assegurada a venda da energia produzida pelo parque, durante 20 anos".

Hector Olea, diretor geral da Gauss Energía, empresa mexicana especializada em desenvolvimento de projetos no setor energético adiantou que "a experiência mundial da Martifer Solar foi fator decisivo aquando da análise das propostas realizadas pelas principais empresas do setor".

Já o presidente executivo da Martifer Solar, Henrique Rodrigues, sublinhou que a construção do maior parque fotovoltaico da América Latina "vem confirmar as nossas melhores expectativas para 2013", considerando o mercado mexicano como "chave na estratégia de internacionalização da Martifer Solar".(23/05/2013/Fonte : OJE)

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Qualidade das águas balneares portuguesas acima da média europeia

Portugal surge em 7.º lugar na lista dos dez países da União Europeia com águas balneares de excelente qualidade, acima da média. O relatório da Agência Europeia do Ambiente (AAE) divulgado nesta terça-feira revela que a qualidade da água para banhos melhorou em 2012, com 94% dos locais a cumprirem os requisitos mínimos.

Segundo o documento, que analisa dados de 2012, 87% das águas balneares portuguesas – o equivalente a 456 praias – têm qualidade excelente, acima da média europeia, que é de 78%. Melhor do que Portugal estão Chipre e Luxemburgo – ambos com qualidade excelente em 100% das respectivas águas balneares –, Malta, com 97%, Croácia, com 95%, Grécia, com 93%, e Alemanha, com 88%.

A completar a lista dos dez países mais bem posicionados, abaixo de Portugal está Itália com 85%, e Finlândia e Espanha, ambos com 83%. No caso português, foram identificadas 50 zonas balneares (9,5%) que cumprem os parâmetros mínimos de qualidade, um valor abaixo da média europeia de 15,7%. Quatro zonas balneares portuguesas não cumprem as normas.

A AAE realça que estes resultados são melhores do que os do ano anterior, mantendo-se a tendência positiva verificada na monitorização da aplicação da Directiva das Águas Balneares, iniciada em 1990. Em 2012, 94% das águas balneares cumpriam os requisitos mínimos, enquanto em 1990 apenas 70% estavam nessa situação.

No entanto, o documento revela que quase 2% das águas balneares analisadas têm ainda má qualidade. A maior parte das águas com piores níveis encontra-se na Bélgica (12%), nos Países Baixos (7%) e no Reino Unido (6%). Algumas praias tiveram mesmo de ser encerradas a banhos durante a época balnear passada.

“Este relatório demonstra que a qualidade das águas balneares é no geral muito boa, mas ainda há locais com problemas de poluição, por isso apelamos às pessoas que vejam a classificação das suas zonas balneares favoritas”, diz a directora executiva da AAE, Jacqueline McGlade, numa nota de imprensa.

O documento analisa dados relativos à qualidade da água dos 27 Estados-membros da União Europeia, da Croácia e da Suíça, num total de 22 mil locais. A agência mede a qualidade da água consoante os níveis de bactérias. Mais de dois terços das águas analisadas são costeiras, as restantes são rios ou lagos.(21/05/2013/Fonte : Público)

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Mais de 30 mil empresas fugiram ao IVA no 1º trimestre

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, referiu hoje que foram detetadas mais de 30 mil empresas em situação irregular, de não entrega de IVA devido, nos primeiros três meses do ano.

"Nos primeiros três meses de atividade da reforma de faturação foi possível já detetar mais de 30 mil empresas com situações ilegais e irregulares de não entrega do IVA devido, com base nas faturas emitidas, e foi possível também detetar mais de 14 mil empresas que, embora não estivessem registadas nas Finanças, emitiam faturas e estavam a operar", afirmou Paulo Núncio numa declaração proferida esta manhã no Ministério das Finanças, em Lisboa.

Paulo Núncio considerou que, no que concerne às 14 mil empresas detetadas, "essa é claramente uma situação de economia paralela que este novo sistema e este novo regime permitiu detetar".

O novo regime de faturação eletrónica entrou em vigor no início deste ano e a fiscalização do seu cumprimento começou logo a ser efetuada.

A fatura é obrigatória em todas as transações comerciais, mesmo que esta não seja pedida pelo consumidor final. O incumprimento desta obrigação está sujeita a uma coima que pode ascender a 3.750 euros por infração.(21/05/2013/Fonte : Diário de Notícias)

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Credores decidem encerrar fundição em Torres Vedras
100 trabalhadores no desemprego

Os mais de 200 credores da Fundição de Dois Portos, em Torres Vedras, decidiram encerrar em definitivo a fábrica e liquidar os bens, deixando 100 trabalhadores no desemprego.

Na assembleia de credores que decorreu no tribunal da comarca, os 223 credores aprovaram por unanimidade, com duas abstenções, a proposta do administrador de insolvência, que optou por não avançar com qualquer plano de recuperação da empresa, disse à agência Lusa fonte ligada ao processo.

"Não houve qualquer interessado na exploração do negócio e os equipamentos estão obsoletos e desatualizados", o que dificulta o aparecimento de novos investidores, referiu Jorge Calvete no relatório, a que a Lusa teve acesso.

Entre as causas da insolvência estão a deterioração da rentabilidade económica, o investimento de 16 milhões de euros na nova fábrica, a crise de liquidez, o avolumar das dívidas dos clientes e problemas de tesouraria, que levaram à paragem da laboração em março.(17/05/2013/Fonte : OJE)

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