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02/13

Eurostat: 24% dos portugueses vivem no limiar de pobreza

Actualmente, 24,4% dos portugueses vivem em risco de pobreza ou exclusão social, divulgou esta terça-feira a Eurostat (organismo estatístico da União Europeia).

Apesar de esta percentagem ter diminuindo em 2011, comparando com o ano anterior (25,3%), continua a atingir quase um em cada quatro cidadãos, mantendo-se acima da média europeia. Representa assim o 11º valor mais elevado entre os 27 países da União.

Apenas a Espanha, Grécia, Irlanda e Itália estão piores que Portugal. Estes resultados provam que todos os países que estão a aplicar programas de ajustamento económico, estão a ter mais dificuldade em controlar a pobreza.

Em Portugal, são as crianças e os jovens com menos de 18 anos que estão mais vulneráveis à pobreza (28,6%). Logo a seguir, apresentam-se os idosos com mais de 65 anos (24,5%).(26/02/2013/Fonte : I-Online)

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Remessas de emigrantes atingem valor mais alto da última década

As remessas de emigrantes para Portugal cresceram 13% no ano passado, para 2,75 mil milhões de euros, o valor mais alto da última década.

O boletim estatístico do banco central dá ainda conta da continuação da quebra das remessas de imigrantes em Portugal, na ordem de 10% no ano passado, para 525,5 milhões de euros.

O valor de remessas de emigrantes portugueses é o mais alto desde os 2,82 mil milhões de euros registados em 2002.

Mais de metade deste valor continua a chegar de emigrantes em países da União Europeia, cerca de 1,51 mil milhões de euros, e deste valor mais de metade chega por sua vez de França, um quarto do total mensal, com 846,1 milhões de euros.

França foi, contudo, das poucas origens de remessas a registar um decréscimo, dos 867,6 milhões de euros registados em 2011, por sua vez inferiores aos 899 milhões de 2010.

Forte aumento registaram a Alemanha, de 113,4 milhões de euros para 172,9 milhões em 2012, e Espanha, de 88,4 milhões de euros para 129,9 milhões, mas também Holanda, Itália, Reino Unido e Suíça.

A maior subida registou-se no grupo PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), que escalou de 155,3 milhões em 2011 para 278,7 milhões em 2012.

Em dezembro, o valor das remessas dos emigrantes atingiu os 290,8 milhões de euros, mais 16% que o valor registado no mês homólogo.

Quanto às remessas de imigrantes em Portugal, destacam-se as quebras para o Brasil, de 277,6 milhões de euros para 225,6 milhões de euros.

Os PALOP registaram um aumento, de 36,9 milhões de euros para 41,9 milhões de euros, recuperando depois de duas quebras sucessivas em 2010 e 2011.(21/02/2013/Fonte : Diário de Económico)

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Altran prevê criar 120 empregos no Fundão até final de 2015

A consultora francesa Altran anunciou hoje que vai criar 40 a 60 empregos para engenheiros e outros técnicos este ano, num novo centro de serviços no Fundão, no qual espera garantir 120 postos de trabalho até final de 2015.

A firma prevê abrir escritórios e espaços de trabalho no dia 1 de Março no último andar do edifício municipal da Moagem, onde a Câmara do Fundão já realizou obras de adaptação, disse à Lusa o presidente da autarquia, Paulo Fernandes.

Ali vai nascer o centro de serviços Nearshore, destinado a projectos de sistemas de informação e telecomunicações, refere a Altran, num comunicado hoje divulgado.

"As nossas ambições para o futuro centro Nearshore passam por atingir um novo patamar com a contratação de 120 colaboradores", refere Cyril Roger, vice-presidente do grupo Altran para França, Sul da Europa e Médio Oriente.

Segundo o comunicado, o número deverá ser alcançado "entre 2013 e 2015". Para já, para este ano, "a Altran Portugal prevê criar entre 40 a 60 novos postos de trabalho".

O processo de recrutamento está em curso para integrar profissionais em projectos da empresa nas áreas da engenharia e sistemas de informação.

A Moagem vai começar por acolher um primeiro grupo de 20 programadores, que vai crescer até 45, e a partir de Junho a empresa deverá mudar-se para o pavilhão multiusos da cidade, readaptado para a instalação e incubação de novas empresas.

Trata-se de um trabalho de "readaptação de edifícios públicos, reposicionando-os para a criação de emprego", disse Paulo Fernandes à agência Lusa.

Segundo o autarca, há negociações com mais empresas com base nos argumentos de "baixo custo de vida e maior qualidade de vida nesta zona do país".

O autarca acredita que a presença de uma multinacional como Altran na cidade credibiliza a nova estratégia da autarquia.

Em comunicado, a Altran justifica a escolha do Fundão para deslocalização de serviços com "a proximidade de universidades de referência e a estratégia de integração da comunidade da autarquia do Fundão, assim como a qualidade de vida que o concelho pode oferecer".

A instalação no Fundão foi ainda apoiada por um acordo entre a empresa e o Governo, através da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.(18/02/2013/Fonte : Diário de Económico)

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Estado sai definitivamente da EDP e encaixa 356 milhões

A Parpública, empresa que gere as participações do Estado, anunciou hoje a venda das últimas ações detidas na EDP, num total de 4,144% do capital social da empresa, que deverá gerar um encaixe de 356 milhões de euros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Parpública informa que a venda foi concretizada a 2,35 euros por ação.

Durante a manhã de hoje, a CMVM suspendeu a negociação de ações da EDP nos mercados da Euronext Lisboa até à divulgação de informação pedida pelo regulador. Entretanto, após o anúncio, as ações da EDP voltaram a negociar na bolsa de Lisboa, estando a perder 1,57% para 2,28 euros.

"O Conselho Diretivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deliberou o levantamento da suspensão da negociação das ações da EDP -- Energias de Portugal, S.A. a partir das 14h00 por terem cessado os motivos que justificaram a suspensão", disse hoje, em comunicado, o regulador dos mercados financeiros.

A CMVM tinha suspendido a negociação das ações da EDP no mercado bolsista da Nyse Euronext Lisboa, depois da Parpública - a sociedade gestora de participações sociais do Estado - ter divulgado um comunicado no qual referia que ia vender os 4,14% das ações da empresa de energia que ainda detém, "através de um processo de 'accelerated bookbuilding'" para investidores institucionais.

O 'accelerated bookbuilding' é um processo usado por empresas que não podem obter fundos a curto prazo para investimentos por causa do tamanho da sua dívida.

Segundo informou a Parpública, o lançamento de ações da EDP vai ser feito no âmbito da sétima fase de reprivatização da EDP, aprovada a 15 de novembro de 2012.

O Governo vendeu, em 2012, 21,35% que o Estado detinha na EDP à China Three Gorges por um valor total de 2,7 mil milhões de euros. A Parpública ainda ficou a ser detentora de 151.517.000 ações da EDP, que representam 4,144% do capital social da EDP.

De acordo com a informação da Parpública, a venda - com efeitos imediatos - das ações da EDP será processada através da Caixa BI -- Banco de Investimento e da Morgan Stanley.(14/02/2013/Fonte : Diário de Notícias)

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Desemprego dispara para novo recorde de 16,9% e já atinge mais de 920 mil pessoas

Estavam 923,2 mil pessoas desempregadas entre Outubro e Dezembro de 2012, o que representa uma taxa de desemprego de 16,9%.

A taxa de desemprego de 16,9% entre Outubro e Dezembro do ano passado compara com a taxa de 15,8% no terceiro trimestre, segundo divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). No quarto trimestre de 2011, a taxa de desemprego estava nos 14%.

A taxa anunciada esta quarta-feira, 13 de Fevereiro, pelo INE reflecte um valor mais elevado do que os 16,4% antecipados à agência Lusa pelo economista-chefe do Montepio Geral, Rui Bernardes Serra.

Para este valor, contribui a taxa de desemprego de 16,8% dos homens e de 17,1% das mulheres.

No quarto trimestre de 2012, 923,2 mil pessoas estavam desempregadas, quando o número não superava os 871 mil no trimestre anterior. Para a referida subida, as pessoas contribuíram pessoas com grau de escolaridade mais elevado.

"O aumento de 67,2 mil pessoas desempregadas com um nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3º ciclo do ensino básico, de 44,3 mil pessoas desempregadas com ensino secundário e pós-secundário e de 40,6 mil pessoas desempregadas com ensino superior", indica o INE no documento.

No acumulado de 2012, a taxa de desemprego média ficou-se pelos 15,7%, penalizada pelos dois últimos trimestres, o que indica que, ao longo do ano, houve um agravamento do desemprego. O valor anual é superior à taxa de 12,7% registada em 2011.

A taxa de 15,7% do desemprego no ano passado ficou acima do previsto pelo governo para 2012, que era de 15,5%.

A taxa de desemprego em Portugal está a subir desde 2008, altura em que se situava nos 7,3%, o equivalente a 409,9 mil desempregados, conforme cita a agência Lusa.

Nos últimos tempos, a taxa de desemprego tem vindo a avançar em resultado das medidas de austeridade impostas na Zona Euro, que acabam por empurrar o país para a contracção económica, congelar o investimento (o que destrói empregos e impede a criação de novos postos de trabalho) e que, por isso, prejudicam o mercado laboral.

Taxa de desemprego jovem nos 40%
Nos últimos três meses do ano, a taxa de desemprego jovem (entre os 15 e 24 anos) em Portugal fixou-se em 40%, o que significa uma subida de um ponto percentual face ao trimestre anterior. Tal como tem sido hábito, a faixa etária mais jovem tem sido uma das mais penalizadas pelo progresso do desemprego.

Quando se compara a taxa de desemprego jovem no quarto trimestre de 2012 com o mesmo trimestre do ano anterior, o avanço é mais expressivo. Nessa altura, 35,4% dos jovens portugueses pertencentes à população activa estavam desempregados.(13/02/2013/Fonte : Jornal de Negócios)

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27% dos portugueses tem dificuldade em comprar bens essenciais

Cerca de 30% dos portugueses tem dificuldade em gerir o impacto da crise na sua vida e fazer face às despesas.

A conclusão é do estudo Há luz nesta crise? da empresa de estudos de mercado Kantar Worldpanel, realizado junto de um painel de 4 mil lares no final do ano passado.

O estudo revela que as dificuldades dos portugueses com a crise tem vindo a aumentar. Junto do segmento que a empresa classifica de impactados - casais, com filhos, entre os 25-49 anos, da classe baixa e média baixa e que já representa, 27% dos portugueses - o valor subiu 5 pontos percentais, em relação aos 22% registados em 2009.

A crise teve efeitos nos hábitos de consumo das famílias, com os produtos de marca de distribuição, as ofertas e promoções a serem cada vez um maior chamariz para os consumidores.

O ano passado, de acordo com os dados da Kantar Worldpanel, os frescos (+5,3%), o papel (+2,1%) foram as categorias que viram subir em volume o seu consumo, já as bebidas, por exemplo, caiu 10,6%.

O que leva os responsáveis da empresa de estudos de mercado a concluir que está a emergir "um novo padrão de consumo, mais contido, refletido", diz Sónia Antunes, diretora da Kantar Wordlpanel.

"Já em 2012 se detetou sinais desse novo padrão", diz, afirmando que em termos de alimentação "voltamos aos anos 80". "Comida tradicional como o borrego", exemplifica, "produtos estavam muito associados a momentos específicos" estão a regressar ao consumo das famílias.

À medida que o tempo passa as perspectivas de evolução da economia nos lares também piora. Se em 2009, em média 58,1% dos inquiridos considerava que a crise iria demorar três anos a passar, em 2012 o valor sobe para 76%, com apenas 4,3% a considerar que passado um ano a economia vai dar a volta.(05/02/2013/Fonte : Dinheiro Vivo)

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