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10/12

Exportação de vinhos portugueses para a China cresceu 62%

A exportação de vinhos portugueses para a China cresceu 62% nos primeiros cinco meses de 2012, para 3,4 milhões de euros, confirmando aquele país como "um marcado prioritário", disse hoje à agência Lusa uma técnica do sector.

"A China já é o nosso quinto maior mercado fora da Europa, a seguir a Angola, Estados Unidos, Brasil e Canadá", realçou Filipa Anunciação, gestora da ViniPortugal, no início de uma campanha de promoção por quatro cidades chinesas.

Foi a segunda iniciativa do género realizada este ano e decorreu num hotel do centro de Pequim, com a participação de 50 produtores portugueses e cerca de 300 profissionais chineses.

"Há um crescente interesse por este mercado, que, além de uma grande dimensão, tem uma população que está a ganhar poder de compra e começa a aspirar a outro tipo de produtos", disse Filipa Anunciação.

Segundo indicou aquela técnica, "os vinhos tinto e branco continuam a ser os que têm mais saída, mas há também mais interesse pelos rosés e os espumantes".

Filipa Anunciação salientou, no entanto, que "há ainda muito a fazer para construir a marca 'vinhos de Portugal' na China".

"Chegou a altura de os nossos produtores de vinho terem uma representação permanente em Pequim que faça a promoção da marca Portugal", declarou à agência Lusa o embaixador português na China, José Tadeu Soares".

A campanha da ViniPortugal prossegue na quinta-feira em Xangai, seguindo depois para Cantão e Hong Kong.

Pelas contas daquela associação, que não incluem o Porto e o Madeira, as exportações de vinhos portugueses para a China quase duplicaram em 2011, pelo segundo ano consecutivo, somando 8,23 milhões de euros.
(30/10/2012/Fonte : Diário Económico)

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4400 casas foram entregues à banca este ano

Cerca de 1.100 imóveis foram entregues aos bancos para pagamento da dívida no terceiro trimestre deste ano, o que representa um aumento face aos 3 meses anteriores.

Segundo dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), a que a agência Lusa teve hoje acesso, entre janeiro e setembro foram entregues 4.400 imóveis em dação em pagamento, tanto por famílias como por promotores imobiliários, tendo um quarto deste número sido registado entre julho e setembro.

A análise da APEMIP mostra que no terceiro trimestre o fenómeno registou um aumento de 9,9% em relação aos três meses anteriores, mas os valores estão muito mais baixos do que no primeiro trimestre, quando foram entregues 2.300 casas.

Este aumento, diz a associação no mesmo documento, é o "corolário da continuidade de um ano extremamente difícil, com níveis de confiança no mercado combalidos e expectáveis perante o futuro desenvolvimento do setor imobiliário e do mercado, quer no âmbito nacional, quer global".

Entre janeiro e setembro, os distritos onde foram entregues mais imóveis em dação em pagamento foram os do Porto, de Lisboa e de Faro, representando em conjunto 40,5% do total.

Entre os 10 distritos onde o fenómeno é mais relevante encontram-se ainda os de Setúbal, de Santarém e de Coimbra, que representam 23,8% do total, e, por último, os de Aveiro, de Braga e os arquipélagos da Madeira e dos Açores, que somam 21,9% dos imóveis entregues até setembro.

A APEMIP adianta ainda que as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto concentraram quase um terço (31,7%) do número de casas entregues entre janeiro e setembro, sendo que só no terceiro trimestre o valor foi de 22,7%.

Em termos de municípios, os mais penalizados são o Entroncamento, que regista uma média de 2,8%, graças a uma subida do número de casas entregues em setembro para 8,6%.

Entre as três autarquias onde houve mais entregas de imóveis em dação em pagamento contam-se ainda as de Vila Nova de Gaia, com 2,7%, e da Figueira da Foz, com 2,1%.

"A divulgação dos dados das dações do primeiro trimestre deste ano pela APEMIP, bem como a mediatização da sentença do tribunal de Portalegre [que determinou que a entrega da casa liquida na totalidade o empréstimo concedido], fizeram com que o setor financeiro passasse a olhar este fenómeno com outros olhos", afirma o presidente da associação na nota hoje divulgada.

Segundo Luís Lima, este conjunto de situações criou um "ambiente mais propício à renegociação dos créditos, para que a prática da entrega de imóveis não passasse a regra em vez de exceção".
(29/10/2012/Fonte : Diário Económico)

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Exportações [portuguesas] de azeite disparam 40% e já valem mais de 161 milhões de euros

Mais de 62% de toda a produção nacional está no Alentejo.
A produção atingiu, no ano passado, o valor mais alto desde 1967. Com mais de 76 mil toneladas de azeite a abastecer o mercado interno e externo, o sector vive, actualmente, um período áureo.

A produção nacional de azeite atingiu, na última campanha, o valor mais alto desde os anos 1967 e 1968: 76.203 toneladas que ajudaram a estimular o ímpeto exportador do sector. Entre Janeiro e Agosto deste ano, as vendas internacionais dispararam 40%, em comparação com o período homólogo de 2011. E já valem mais de 161 milhões de euros. Este é também o melhor resultado de sempre, 88% superior às vendas para o estrangeiro conseguidas, por exemplo, em 2006.

"Há cinco anos, ninguém teria imaginado que seria possível este crescimento. A forma como os indicadores dispararam não era expectável", admite Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, Associação do Azeite de Portugal.

O investimento no olival que tem sido feito nos últimos anos, sobretudo no Alentejo, está a ter efeitos práticos na balança comercial, que, pela primeira vez, tem saldo positivo. Mariana Matos diz que a produção vai aumentar ainda mais quando o novo olival plantado der frutos. "Em Junho de 2011, havia intenções de plantar mais 6309 hectares de olival. Ainda há milhares de hectares para entrar em produção", garante. Mais de 62% de toda a produção nacional está no Alentejo, que passou de 14.854 toneladas em 2004 para 47.278 o ano passado. Com mais azeite no mercado, as vendas para o estrangeiro cresceram entre Janeiro e Agosto deste ano. E não foi pouco.

"Este aumento acontece em grande parte devido ao Brasil", começa por explicar Mariana Matos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, citados pela Casa do Azeite, mostram que nos primeiros oito meses de 2012 as compras a Portugal aumentaram 28,6%, para 27.816 toneladas. Espera-se que, no final do ano, haja subidas, já que "as grandes exportações são feitas no Natal, quando acontece o pico máximo". O Brasil compra 40% do azeite que consome a Portugal. Segue-se Espanha (o maior produtor europeu), a quem comprou 11.200 toneladas entre Janeiro e Agosto (7,8% de aumento) e Itália.

De acordo com dados do INE, no bolo total das exportações portuguesas, o Brasil pesa 57% em valor. Os primeiros oito meses do ano renderam 93 milhões de euros em vendas para este mercado, mais 35% face ao período homólogo. Os maiores operadores como a Sovena (dona da Oliveira da Serra) e a Gallo Worldwide há muito encontraram no Brasil um destino rentável para os seus produtos.

Azeite a granel para Itália
O crescimento das vendas internacionais foi transversal a quase todos os principais mercados onde o sector nacional opera, com excepção da Venezuela e dos Estados Unidos. "As exportações não se mantêm estáveis. Em 2011 atingiu-se um pico", explica Mariana Matos, referindo-se aos EUA, país que pondera impor restrições às importações de azeite para estimular a produção local (ver caixa). Espanha é o segundo destino do azeite português e atingiu em 2011 o valor mais alto dos últimos cinco anos (40,3 milhões de euros). Até Agosto de 2012 cresceu 50% em comparação com os primeiros oito meses do ano passado, para 33,4 milhões. Já as vendas para Itália (terceiro mercado) dispararam para 8,7 milhões até Agosto, contra os 1,7 milhões conseguidos em 2011. É também o melhor desempenho desde, pelo menos, 2006. De acordo com Mariana Matos, este é um fenómeno novo, até porque a maior parte do azeite vendido a Espanha e Itália é a granel e não-embalado. "Sai do Alentejo em grande quantidade em direcção a Espanha e Itália", descreve.

Há empresários espanhóis que vêm a Portugal comprar directamente e empresários portugueses que apostam neste nicho de mercado e escoam a produção para os maiores produtores europeus. Além disso, "o mercado italiano é muito deficitário e o preço do azeite é sistematicamente mais elevado do que em Espanha e Portugal. Assim, apesar das vendas serem a granel, é um bom negócio", analisa Mariana Matos. As marcas italianas, reconhecidas e valorizadas em mercados como os Estados Unidos, fazem o loteamento (junção de vários lotes de azeite) com produto de origem italiana e portuguesa. "Na prática, podemos comprar uma marca italiana com produto português", aponta. Depois das quedas sucessivas na produção que aconteceram depois da campanha de 1967/1968, o sector vive um momento áureo.

O auto-aprovisionamento chega, agora, aos 93%, contudo, a percentagem de cobertura das necessidades totais (consumo interno e exportações) ronda os 50%. Os produtores também se debatem com uma redução dos preços do azeite nos mercados internacionais e uma subida dos custos de produção. O preço baixo, que não agrada aos agricultores, tem tido impacto nas prateleiras dos supermercados: o volume de vendas aumentou 3,4% entre 2010 e 2011, de acordo com dados da Nielsen apresentados pela Casa do Azeite. Em Portugal consomem-se 82 mil toneladas de azeite (2011) e a expectativa é que aumente para as 91 mil até 2020. Os preços também deverão sofrer subidas: devido às condições climatéricas e à seca, espera-se uma "grande quebra na produção", nomeadamente em Espanha. Os preços, diz Mariana Matos, "já estão a reagir a essa expectativa e sobem nos mercados internacionais". Quanto ao futuro, as estimativas da Casa do Azeite para os próximos anos são de contínuo crescimento. No período entre 2016 e 2020 a previsão média é de um aumento nas exportações de 30% comparando com os anos 2011-2014. Até 2020, Portugal pode chegar às 98 mil toneladas, o que "não é de todo exagerado, mas não chega para as exportações".

Limitação às importações
Portugal já está a articular-se com outros países produtores de azeite da União Europeia para tentar travar uma possível restrição às importações de azeite que está a ser ponderada nos Estados Unidos. O mercado dos EUA é um dos mais importantes para Espanha e é o sexto para Portugal. Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, sublinha que esta restrição vai afectar "particularmente as exportações europeias". "A defesa dos interesses europeus nesta matéria passa por uma acção diplomática da UE, concertada com os Estados-membros produtores e com o Conselho Oleícola Internacional (COI)", sublinha. Os Estados Unidos são o principal mercado importador do mundo e compram no estrangeiro perto de 300 mil toneladas de azeite. Ao limitar as importações, o Governo americano espera impulsionar a produção local de pouco mais de 10 mil toneladas.

"A possível publicação nos Estados Unidos de uma marketing order para o azeite vai implicar uma série de procedimentos administrativos que prejudicarão muito as exportações para aquele mercado", defende a secretária-geral da Casa do Azeite. Esta medida, continua, é uma "barreira comercial". "São os produtores de azeite da Califórnia que estão a pressionar as autoridades americanas, embora só representem cerca de 2% do azeite que se consome nos EUA", acrescenta. Nos primeiros oito meses do ano em curso, Portugal exportou para este país 2,9 milhões de euros em azeite, uma queda de 8% em comparação com o mesmo período de 2011. Desde 2006, e até ao ano passado, as vendas para os Estados Unidos da América cresceram 8%.(28/10/2012/Fonte : Público)

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Universidade do Algarve sem dinheiro para funcionar e pagar salários em 2013 se avançarem os cortes previstos

O reitor da Universidade do Algarve (UAlg) admitiu hoje que em 2013 não haverá dinheiro para o normal funcionamento da instituição e para pagar salários, caso sejam executados os cortes orçamentais previstos pelo Governo nas universidades.

Em causa está a proposta de um corte médio na transferência de verbas do Orçamento de Estado (OE) para as universidades na ordem dos 10 por cento e que, no caso da UAlg, supera os 12 por cento, disse hoje João Guerreiro aos jornalistas.

O reitor da UALg falava à margem da sessão de lançamento do projeto "Algarve 2020 - Uma Proposta Jovem", que hoje à tarde decorreu na Faculdade de Economia da UAlg.

Segundo o reitor da instituição, trata-se de cortes "insustentáveis", que não permitirão o normal funcionamento das universidades nem o pagamento de salários, obrigando as instituições a cair numa situação de incumprimento quase generalizado.

"As universidades não são caixas de elástico ou caixas de borracha que podem ser comprimidas a bel prazer", contesta João Guerreiro, afirmando que quer acreditar que a Assembleia da República (AR) vai alterar a proposta.

De acordo com o reitor da UAlg, tem de haver uma avaliação muito rigorosa das necessidades das universidades, "de forma a admitir que há limites", uma vez que "o limite na proposta de orçamento foi francamente superado".

"Não é possível às universidades funcionarem com esses cortes", sublinha, lembrando que já foi feito entre 2011 e 2012 um corte de 8,5 por cento, ao qual se somam cortes mais moderados nos anos anteriores.

João Guerreiro refere ainda que está a ser fornecida informação à comissão especializada e aos deputados, no sentido de tentar inverter o conteúdo da proposta de lei.(24/10/2012/Fonte : I-Online)

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Queda da receita fiscal acelera no último mês

A receita com impostos continuou a cair em Setembro e a um ritmo mais elevado do que no mês anterior. Segundo, o relatório da execução orçamental, até Setembro, a receita fiscal caiu 4,9%.
"Entre Janeiro e Setembro de 2012, regista-se uma variação homóloga de -4,3% na receita líquida acumulada de impostos directos, sendo que a receita do IRS continua a apresentar uma variação positiva (2,6%)", escreve a Direcção-geral do Orçamento (DGO). "No caso dos impostos indirectos, verificou-se uma variação homóloga da receita líquida acumulada de -5,4%."

A quebra da receita fiscal é o principal responsável pela derrapagem do esforço de consolidação orçamental, que acabou por obrigar a troika a flexibilizar as metas de défice para este ano e o próximo. O Governo subestimou o efeito das medidas de austeridade no consumo dos portugueses, cuja retracção afectou muito negativamente a receita conseguida com impostos.

A queda surpreendeu o Governo e continua a aprofundar-se face ao mês anterior. Até Agosto, a receita fiscal estava a cair 2,4%, tendo acelerado para mais do dobro num só mês (4,9%). Entre todos os impostos, só o IRS e o Imposto Único de Circulação (IUC) registam um crescimento da receita. Todos os outros caem.(23/10/2012/Fonte : Jornal de Negócios)

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100 mil portugueses podem abandonar o país em 2012

O número de jovens na população activa está a diminuir em Portugal. Os especialistas apontam a emigração como justificação do fenómeno. 100 mil pessoas abandonaram o país em 2011 e o fenómeno deverá repetir-se 2012.

José Cesário, secretário de estado para as comunidades afirmou que se assiste a um aumento da emigração para países fora da Europa como Angola, Brasil e Moçambique, de acordo com a TSF. Quanto à emigração para dentro da União Europeia (UE), na opinião do executivo português estará a haver uma diminuição por haver também um decréscimo do número de empregos nestes países.

O secretário de estado disse não acreditar que tenha havido um aumento da emigração em 2012, precisamente pela redução dos postos de trabalho disponíveis na UE. José Cesário admite, porém, que se possam repetir os números de 2011, 100 mil saídas, segundo as estimativas do Governo.

Entre Junho de 2011 e Junho de 2012, terão deixado a população activa portuguesa 65 mil jovens com idades entre os 25 e os 34 anos, o que corresponde a uma descida de 4,7% da população activa. 44 mil das 65 mil saídas registadas só no primeiro semestre de 2012, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), referidos pela TSF.

A diminuição observada foi maior entre os homens. O fenómeno relaciona-se com a emigração que tende a atingir mais o sexo masculino, que foi também o mais afectado pelo desemprego, explicou Jorge Malheiros do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, segundo a mesma Rádio.

Os números indicam que a emigração esteja a ocorrer, maioritariamente, em faixas etárias até aos “30 e poucos anos”, segundo o mesmo especialista. Pode observar-se também que o fenómeno atinge muitos jovens licenciados que “nem tentam cá”, ao concluir o ensino superior, abandonam logo o país.(22/10/2012/Fonte : Jornal de Negócios)

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Instituto Superior Técnico corre o risco de fechar “por algum tempo”

O Instituto Superior Técnico (IST) pode fechar as portas durante algum tempo, devido aos cortes orçamentais previstos para o Ensino superior.

Ouvido pela TSF, Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico, admitiu o fecho desta instituição, que se encontra aberta todos os dias do ano.

“Vamos ter de reduzir os serviços para além do que é razoável e equacionamos a possibilidade de fechar durante algum tempo”, admitiu.

Após uma análise detalhada do orçamento para o próximo ano, Arlindo Oliveira revelou terá de continuar a reduzir os serviços. “Os cortes levam a uma situação «insustentável» da instituição”.

Para o responsável, “o sistema universitário está a ser muito prejudicado em relação aos outros sistemas” e acrescentai ainda que “temos o mais baixo nível de financiamento de todos os países da comunidade, por aluno, vamos continuar a baixar, o que dificulta a competitividade internacional”, lamentou.(19/10/2012/Fonte : I-Online)

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Alentejo quer apostar no olivoturismo

A Turismo do Alentejo desafiou produtores de azeite e associações do setor para se unirem e desenvolverem um novo produto turístico baseado na fileira do azeite, o olivoturismo, revelou o presidente da entidade.

"Tal como sucedeu com os vinhos, queremos um caminho similar em relação aos azeites", realçou o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, António Ceia da Silva, em declarações à agência Lusa.
"Queremos criar a marca e o marketing dos azeites do Alentejo e estruturar a oferta e o produto", disse, destacando a necessidade de serem criados novos produtos, como SPA de azeite, e roteiros pelos lagares da região.
António Ceia da Silva considerou que a fileira do azeite teve "uma dinâmica brutal", do ponto de vista agrícola, ao longo dos últimos "seis ou sete anos", mas é o momento para o setor se lançar na área do turismo.
O responsável falava no final da Conferência Internacional "Olivoturismo: um novo produto turístico para o Alentejo", que decorreu ontem em Portalegre, no âmbito do Festival Internacional "Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas".(18/10/2012/Fonte : OJE)

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Governo aumenta pacote de austeridade para 5,3 mil milhões de euros

Entre Setembro e a proposta de hoje, o Governo acrescentou mais 400 milhões de euros de austeridade. Uma subida de 8,9%. O pacote de austeridade apresentado hoje pelo Governo é ainda mais duro do que o próprio executivo havia anunciado.

O total de medidas apresentadas hoje equivale a 5,34 mil milhões de euros, o que compara com os 4,9 mil milhões anunciados pelo Governo em Setembro. Trata-se de um aumento de 8,9% ou 437 milhões de euros.

O Governo explica este aumento da austeridade pelo recuo na descida da TSU que, defende, irá prejudicar o mercado de trabalho, prejudicando contribuições e despesas com subsídios de desemprego.

“Note-se que este valor [5,34 mil milhões de euros] das medidas é ligeiramente superior ao apresentado após a conclusão do 5º exame regular do PAEF [4,9 mil milhões de euros] na sequência da revisão do cenário macro”, lê-se no relatório de OE, onde se acrescenta: “Com efeito, a substituição da medida de desvalorização fiscal conduziu a uma revisão quer do nível de desemprego (em alta) quer do nível de emprego (em baixa). Nestas circunstâncias, a erosão da base contributiva e fiscal (também afectada por efeitos de composição) e o maior nível de despesa implicaram a adopção de medidas de consolidação adicionais com vista a assegurar o cumprimento dos limites orçamentais que resultaram do 5º exame regular”, explica o Governo.

O esforço de consolidação será feito em 81% pelo lado da receita (4.312 milhões de euros), com os cortes de despesa (1.025 milhões de euros) a explicarem apenas 19%.(15/10/2012/Fonte : Jornal de Negócios)

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Exportações têxteis ultrapassarão 4 mil milhões este ano, prevê ATP

As exportações da indústria têxtil e vestuário (ITV) portuguesa cresceram 9,4% em agosto, face ao mesmo mês de 2011, e deverão ultrapassar os 4 mil milhões de euros até final do ano, anunciou hoje a associação setorial.

Considerando agosto "um mês bastante positivo" para as exportações da ITV, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), destacou que, desde janeiro, o setor já exportou cerca de 2.760 milhões de euros, mais 0,4% do que no período homólogo de 2011.

"Para além do mais, o saldo da sua balança comercial foi de 758 milhões de euros, ou seja, 37% superior ao registado no período homólogo", acrescenta.

Segundo a ATP, "com este resultado é possível estimar para 2012 um valor anual das exportações da ITV superior a 4.000 milhões de euros e um saldo da balança comercial superior a 1.100 milhões de euros".

Numa análise por subsetores, a associação adianta que os produtos que "melhores desempenhos" registaram em termos de exportações foram o vestuário e acessórios não malha (que cresceram 11% e representam cerca de 21% no total das exportações da ITV) e os tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e artigos para usos têxteis (com um crescimento de 18%).(10/10/2012/Fonte : OJE)

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Estado vai dispensar 50% dos trabalhadores a prazo

Medida põe em risco mais de 40 mil postos de trabalho.
Os serviços e organismos do Estado terão de reduzir em 50% o número de funcionários com contrato a termo resolutivo ou com nomeação transitória, até ao final de 2013. A medida faz parte de um pacote de medidas enviado hoje aos sindicatos da Função Pública e abrange a administração pública directa e indirecta, as entidades regionais e autárquicas. Segundo dados da Direcção Geral do Emprego Público, existiam cerca de 85 mil funcionários públicos com contratos a prazo na Função Pública no final do segundo semestre deste ano, pelo que a intenção do Governo ameaça mais de 40 mil postos de trabalho no Estado.

A redução do número de trabalhadores será feita face ao número de funcionários a apurar no final deste ano, e há apenas excepções para os cargos cofinanciados por fundos europeus e para os militares das forças armadas em regime de voluntariado e de contrato, que têm legislação especial. De acordo com a proposta, os serviços estão também proibidos de renovar contratos a prazo e as nomeações transitórias, no próximo ano.

O Governo admite que, em situações excepcionais, pode haver reduções de contratados abaixo dos 50% ou renovações de contrato. Isso só poderá acontecer quando houver relevante interesse público», carência de recursos humanos» e impossibilidade de recorrer aos trabalhadores em mobilidade especial. As Finanças têm de dar autorização prévia e o serviço em causa terá de assegurar à mesma a redução de 2% no mapa de pessoal já em vigor. As câmaras ou regiões que violem estas normas verão ser reduzidas as transferências do Orçamento do Estado.(08/10/2012/Fonte : SOL)

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Ocupação hoteleira no Algarve cresceu em setembro

A taxa de ocupação de quartos na hotelaria algarvia foi de 76,0%, em setembro, três pontos percentuais acima do verificado em igual mês de 2011 (73,1%), anunciou hoje a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Por nacionalidades, as principais subidas registaram-se no mercado holandês (+12,5%) e no britânico (+3,2%). A descida mais significativa verificou-se no mercado espanhol (-21,1%).

De todas as áreas do Algarve, a zona de Monte Gordo/Vila Real de Santo António (-2,4%) foi a que apresentou a maior descida, enuncia a AHETA.

As principais subidas ocorreram em Lagos/Sagres (+7,6%), Albufeira (+4,6%) e Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago (+5,1%).

A zona de Albufeira registou a taxa de ocupação média mais elevada (82,3%), enquanto Faro/Olhão registou a mais baixa, com 43,0%.

Por categorias, as maiores descidas registaram-se nos hotéis e aparthotéis de 3 estrelas (-2,8%) e nos de 5 estrelas (-1,6%). Os aldeamentos e apartamentos de 5 e 4 estrelas (+7,1%) foram os que apresentaram as maiores subidas nas ocupações.

Os hotéis e aparthotéis de 5 estrelas foram os que apresentaram a ocupação mais baixa (69,0%). Os hotéis e aparthotéis de 4 estrelas tiveram as ocupações mais elevadas (83,0%), conclui a associação empresarial.(08/10/2012/Fonte : OJE)

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Portugal eleito melhor destino de golfe europeu e Algarve melhor destino de praia

Portugal foi hoje distinguido com o galardão de melhor destino de golfe da Europa e a região do Algarve foi considerada o melhor destino de praia europeu, na gala europeia dos World Travel Awards 2012, realizada no Algarve.

No que respeita às categorias disputadas apenas entre unidades portuguesas, o Algarve revelou-se o grande vencedor, arrecadando sete de oito galardões.

O único hotel fora do Algarve distinguido pelos World Travel Awards (WTA) foi o Bairro Alto Hotel, em Lisboa, considerado o melhor boutique hotel português.

Cristopher Frost, vice presidente dos WTA, disse aos jornalistas que estes prémios são a prova de que o Algarve é um "excelente mercado" e de que os turistas continuam a visitar a região, sobretudo os clientes de ‘resorts’ de luxo, que não estão a ser tão afetados pela crise.

A entrega dos galardões, considerados os óscares do turismo, decorreu no recém inaugurado hotel Conrad Algarve, na Quinta do Lago, numa iniciativa organizada em parceria com o Turismo do Algarve, que contou com a presença de representantes de 35 países.

O hotel Vila Joya, no Algarve, foi considerado o melhor boutique ‘resort’ europeu, à semelhança de edições anteriores, e o Conrad Algarve o melhor novo ‘resort’ europeu.

As unidades hoteleiras Dunas Douradas Beach Club e Martinhal Beach Resort & Hotel, no Algarve, foram ainda distinguidas com os prémios de melhor complexo de moradias e melhor ‘villa resort’, respetivamente.

A distinção para o melhor hotel para conferências foi atribuída ao Ria Park Hotel & Spa, tendo o Sheraton Algarve Hotel e Pine Cliffs Resort sido distinguido como o melhor ‘resort’ familiar.

Os restantes hotéis distinguidos foram o Le Meridien Penina, considerado o melhor golfe ‘resort’, o Hilton Vilamoura, considerado o melhor hotel, e o Conrad Algarve, distinguido como o melhor novo ‘resort’ de luxo.

O Le Meridien Penina Golf & Resort recebeu ainda o prémio para melhor ‘resort’, enquanto o Blu & Green Vilalara Thalassa Resort foi considerado o melhor Spa ‘resort’.

A cerimónia de prémios WTA, aclamada como os óscares da indústria de viagens pelos órgãos de comunicação mundiais, premeia as marcas do setor do turismo que deram o maior contributo para a indústria ao longo do ano.(07/10/2012/Fonte : I-Online)

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Economia paralela cresce em época de vacas magras

No momento em que a economia paralela atinge 25,4% do PIB, autor apresenta modelo para “incentivar” os cidadãos “à declaração fiscal”. Só falta o Estado participar no sistema.

A economia paralela já representa 25,4% do PIB. Por outras palavras, 43,4 mil milhões de euros "fogem" ao controlo fiscal, segundo o último estudo do Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Universidade do Porto (OBEGEF).

O que poderia ser feito para combater esta (já) tendência de crescimento, que tem um impacto directo no défice? Segundo Luís Damas, autor de "Para acabar com a Economia Paralela", o Estado deveria "incentivar" os contribuintes a participarem no sistema. "Todos ganhariam". Entenda como.

Como é possível reduzir a economia paralela?
A redução da economia paralela só é possível com a colaboração activa dos contribuintes e cidadãos em geral. Por isso, em vez do Estado se apresentar com o comportamento autoritário habitual, seria aconselhável que olhasse para os seus cidadãos como aliados naturais para conseguir este objectivo, fazendo-os participar activamente e dividindo com eles o resultado de todo esse esforço. Conseguiria assim uma maior recolha de impostos e, ao mesmo tempo, iria premiar, de forma tão generosa quanto possível, todos os cidadãos que contribuíssem para o esforço comum, injectando somas consideráveis nos orçamentos familiares.

Considera que existe alguma vantagem na economia paralela?
Como tudo na vida, também podemos encontrar vantagens e desvantagens na economia paralela. Falando especificamente das vantagens, a economia paralela permite que muitas pessoas que estariam arredadas do mundo dos negócios possam desenvolver pequenas actividades, muitas vezes com carácter informal e pouco regular, permitindo compensar desta forma os magros salários e rendimentos que obtêm na economia comum. A economia paralela acaba por funcionar como uma válvula de escape ao permitir que parte dos cidadãos exerça algum tipo de actividade e obtenha aí um rendimento suplementar que lhe estaria vedado na sua actividade profissional, onde as regras são muito mais rígidas.

Em que consiste o modelo que defende?
Resumidamente, podemos dizer que o modelo consiste em sete pontos. 1) Convencer as pessoas a pedir/exigir factura em todas as transacções comerciais (combustíveis, supermercado, alimentação, vestuário, etc) de maneira a virem a obter algum reembolso em todas elas; 2) Presume-se que o acréscimo de impostos (IVA, IRS e IRC) que se verificar no final desse ano será resultante da aplicação do modelo; 3) O valor adicional de impostos será então dividido em duas partes iguais, uma para o estado e outra para os cidadãos, uma vez que o ganho adicional resultou da dedicação destas duas partes; 4) O Estado fará o que muito bem entender com a sua metade; 5) A distribuição da outra metade pelos cidadãos será realizada em função da sua participação na implementação do modelo, isto é, será realizada em função do montante total das facturas e impostos associados a cada contribuinte; 6) O tecto máximo de reembolso não será fixo e consistirá sempre no total do IRS do contribuinte ou do agregado familiar, havendo assim a possibilidade real de uma parte significativa da população recuperar a totalidade do seu IRS; 7) Não existe por isso uma taxa fixada a priori, a qual teria que ser necessariamente baixa para reduzir os riscos do Estado. A taxa final será calculada em função de todas as capturas envolvidas e da característica dos impostos arrecadados por todos os contribuintes;

No final, e simplificando as coisas, esta é uma forma de baixar os impostos a todos os contribuintes, pois parte dos impostos pagos ser-lhes-á devolvida algum tempo depois. No fundo, a loucura de impostos que pagamos ao Estado passaria, em parte, a ser vista como um adiantamento ao Estado para permitir que este resolva os seus problemas, sendo esse adiantamento devolvido mais tarde.

Como é que pode ser aplicado?
O modelo deverá ser aplicado a todas as transacções e a todos os sectores de actividade de modo a maximizar o encaixe financeiro, reduzindo assim, tanto quanto possível, a taxa da economia paralela. Na vida das empresas e das pessoas nada muda. Os contribuintes deverão exigir que coloquem nas suas facturas o seu NIF para que o montante do reembolso associado a cada uma das facturas lhe seja atribuído directamente. Apenas nas Finanças terá que ser montado um sistema que permitirá reunir todos os dados envolvidos e calcular os reembolsos de cada contribuinte. Terá ainda que implementar um sistema que exclua a possibilidade de fraude por parte de qualquer dos intervenientes no processo. Sendo estes aspectos um pouco mais técnicos não os vou aqui referir mas estão descritos em detalhe no livro.
Clique aqui para consultar o blog da autora Mafalda de Avelar.
(07/10/2012/Fonte : Diário Económico)

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Setor agroalimentar exportou 4 mil milhões de euros em 2011

"Se a economia está bem nas exportações, temos de especificar o que está bem. O setor agroalimentar (frutas, legumes, enchidos, queijos, vinhos, carne, doçaria, entre outros) exportou em 2011 cerca de 4 mil milhões de euros e representa mais de 60% de mão-de-obra", disse hoje à agência Lusa José Frazão, no dia de abertura da primeira edição da Intergal, que decorre até sábado.

As 80 empresas expositoras estão presentes "por conta própria" e a Exposalão assume os custos das deslocações de Lisboa à Batalha e estadia dos visitantes e potencias clientes estrangeiros - 60 empresas de 20 países, como os Emirados Árabes Unidos, China ou Japão, entre outros.

"Temos de alargar o mais possível o mercado para fora da Europa, temos chineses interessados na carne portuguesa, por exemplo", disse José Frazão, embora na Intergal também existam clientes europeus de países como a Inglaterra, França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, Bélgica e Holanda, locais onde existem empresas "detidas por portugueses que importam produtos nacionais".

O responsável do centro de exposições da Batalha assinalou ainda que a AICEP (Agência para o Desenvolvimento e Comércio Externo de Portugal) contribui "em larga medida" com ações de divulgação da feira, embora José Frazão lamente a "baixa participação" de empresários portugueses, concretamente de micro e pequenas empresas, em iniciativas de formação que aquele organismo realiza.

"Por vezes o proprietário é o pilar da empresa, são empresas muito pequenas, com cinco a dez empregados, se ele sair é difícil manter a produção", frisou.

Por outro lado, defendeu que Portugal "tem de deixar a cultura do produto" para se concentrar na "cultura" das vendas.(04/10/2012/Fonte : OJE)

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IRS pago pelos portugueses vai subir cerca de 30% em 2013

O Governo vai agravar, no próximo ano, o IRS pago pelos portugueses em cerca de 30% face ao actual valor.

A conclusão retira-se dos anúncios feitos esta quarta-feira pelo ministro das Finanças na conferência de imprensa destinada a dar a conhecer ao país as medidas alternativas à desvalorização fiscal que foi anulada pelo Governo.

Vítor Gaspar revelou que o Executivo vai repor, em 2013, aos funcionários públicos um dos dois subsídios que lhes foram retirados este ano. Aos pensionistas vai repor 1,1 subsídios. Em contrapartida, vai reduzir o número de escalões do IRS e introduzir uma sobretaxa de 4% deste imposto, semelhante à aplicada em 2011. As duas mudanças no IRS produzirão um agravamento da taxa média efectiva do imposto de mais 3,4 pontos percentuais.

De acordo com o ministro das Finanças, a taxa média efectiva do IRS é actualmente de 9,8%. Passará agora para 13,2%. Isto significa que o agravamento na factura de IRS a suportar pelos portugueses será, em média, superior a 30%.

Dois pontos percentuais deste agravamento estão relacionados com a redução dos escalões do IRS de oito para cinco. O resto está relacionado com a sobretaxa do IRS.

O ministro disse ainda que as alterações a efectuar no IRS farão aumentar a progressividade do imposto. Assim, o aumento da taxa será mais significativo nos rendimentos mais elevados e mais moderado nos mais baixos.

Em relação à sobretaxa, Gaspar afirmou que, ao contrário do que aconteceu em 2011, não deverá ser aplicada exclusivamente no subsídio de Natal, repartindo-se os seus efeitos ao longo dos vencimentos dos 12 meses do ano. Vítor Gaspar anunciou também que se irá proceder a um agravamento adicional da tributação sobre os rendimentos de capital, rendimentos de poupança, património, bens de luxo, tabaco e transacções financeiras. E que o Governo aprovou um conjunto de propostas para combater a evasão fiscal e a economia paralela – medidas que, no seu conjunto, considerou tratar-se de um “enorme” aumento dos impostos. Para Vítor Gaspar, as medidas repartem o “esforço de ajustamento” pela população “de uma forma justa e equilibrada”. E, por isso, considerou, a esmagadora maioria dos funcionários públicos e pensionistas ficará melhor em 2013.

Em relação à criação da taxa sobre as transacções financeiras, nada concretizou. “Está em aberto”, assumiu, explicando que será introduzida em sintonia com outros Estados-membros da União Europeia, porque “estão a desenvolver-se esforços a nível europeu”. A questão estará em cima da mesa da reunião de ministros das Finanças da zona euro da próxima semana, e o próprio ministro português irá defender um avanço mais rápido “nesta matéria”, prometeu. Gaspar remeteu para a apresentação do Orçamento do Estado para 2013, a 15 de Outubro, detalhes em relação a outras medidas, nomeadamente um aumento da tributação em sede de IRC, justificando que “o exercício [de elaboração do documento] não está fechado” e que as suas explicações de hoje não são para apresentar o orçamento.

Mais desemprego em 2013 Gaspar reviu ainda em alta a previsão do nível de desemprego para 2013. Em vez de uma taxa de 16% da população activa, como previa ainda há três semanas, o Governo aponta agora para 16,4%. Embora considere que a proposta de alteração da Taxa Social Única (TSU), que o Governo deixou cair nos termos em que o primeiro-ministro a apresentou em Setembro , visava conter o agravamento do desemprego e teria impactos positivos na criação de emprego, reconheceu que, pela forma como foi recebida, não teria “condições de aplicabilidade”.

Gaspar diz não existir “uma medida alternativa” que responda aos objectivos definidos pelo Governo para a medida – promover o crescimento e a competitividade –, mas adiantou que existem muitas ideias “parcelares” dos parceiros sociais, com “margem de adaptação”, que “precisam de ser afinadas” para serem postas em prática. Confrontado com as declarações de António Borges sobre a reacção dos empresários às mexidas na TSU, Vítor Gaspar insistiu que foram feitas em nome pessoal e que não reflectem “a posição oficial do Governo”. Para as empresas e os trabalhadores, deixou a seguir uma mensagem, sem voltar a falar do consultor do Governo para as privatizações: “O esforço de ajustamento do sector privado em Portugal, das empresas portuguesas, dos empresários portugueses e dos trabalhadores portugueses é a força motriz… por trás do comportamento das nossas exportações”.(03/10/2012/Fonte : Público)

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Cerâmica de Valadares declarada insolvente

A Fábrica Cerâmica de Valadares foi declarada insolvente na semana passada, disse hoje o inspetor-geral do Trabalho, salientando que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) continua a acompanhar o processo, sem indícios de violação.

O processo de insolvência foi declarado pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia no dia 26 de setembro, sendo a assembleia de credores no dia 12 de novembro, com os seguintes nomes: BCP, Bemis, Eurest, Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e os Serviços de Justiça Tributária.

O administrador da Cerâmica, António Galvão Lucas, afirmou à Lusa que se está no decurso de um processo e que não seria oportuno prestar declarações neste momento.

O inspetor-geral do Trabalho, José Luís Forte, explicou hoje, à margem das segundas jornadas do Direito do Trabalho na Universidade Lusíada, no Porto, que a ACT está a acompanhar o processo quer da Valadares quer da têxtil Finex Tech, na Maia, sem ter ainda conclusões finais.

"Não temos indícios de que tenha ocorrido qualquer violação da lei, mas não temos os processos encerrados", disse José Luís Forte.

Da parte do Sindicato dos Cerâmicos do Norte, Manuel Mota recordou que os trabalhadores pediram a suspensão dos contratos de trabalho, de modo a requererem o fundo de desemprego.

Manuel Mota lamentou que os funcionários da Cerâmica de Valadares ainda não tenham recebido nada por parte da Segurança Social, algo que tinha sido prometido com uma resolução rápida.(02/10/2012/Fonte : OJE)

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Taxa de desemprego mantém-se na Zona Euro mas aumenta para 15,9% em Portugal

Em Agosto, foram para o desemprego 34 mil pessoas na Zona Euro. A taxa de desemprego na região continua, ainda assim, nos 11,4%. É o valor mais elevado de sempre, registado pelo terceiro mês consecutivo. Em Portugal, a taxa continua a ser a terceira mais alta, apenas atrás dos valores da Grécia e de Espanha.

A taxa de desemprego na Zona Euro permaneceu inalterada em 11,4% em Agosto. É o terceiro mês consecutivo em que a taxa fica neste que é o valor mais elevado de sempre (de acordo com os números revistos pelo Eurostat) Portugal não seguiu o comportamento europeu e a taxa de desemprego subiu, estreando um novo máximo histórico.

A taxa de desemprego em Portugal subiu de 15,7%, em Julho, para 15,9%, em Agosto, segundo os números do gabinete de estatística europeu, o Eurostat.

Portugal continua a apresentar a terceira taxa mais relevante da região, apenas inferior à da Grécia e à de Espanha. Na Grécia, a taxa é de 24,4% (relativa a Junho) e de 25,1% em Espanha (relativa a Agosto), uma décima percentual acima da registada em Julho. Os três são países afectados pela crise da dívida na região, estando a implementar medidas de austeridade que penalizam o seu desempenho económico.

Em termos percentuais, o agravamento da taxa de desemprego nacional é o segunda mais considerável. Se houve uma subida de duas décimas no caso português, na Finlândia, a taxa de desemprego subiu três decimas, fixando-se em 7,9% em Agosto.

De acordo com os dados do Eurostat, as taxas de desemprego mais baixas continuam a ser as da Áustria (4,5%, descendo relativamente aos 4,6% do mês anterior), do Luxemburgo (inalterada nos 5,2%) e ainda nos Países Baixos (em 5,3% pelo segundo mês). Na Alemanha, a taxa é de 5,5%. A média da Zona Euro fixou-se em 11,4%, a mesma do mês anterior (a taxa de Julho foi revista de 11,3% para 11,4%), enquanto na Europa a 27 a taxa é de 10,5%.

"O Eurostat estima que 25.466 milhões de homens e mulheres na União Europeia a 27, dos quais 18.196 milhões na Zona Euro, estavam desempregados em Agosto de 2012", aponta o comunicado no gabinete distribuído pelas redacções. Num mês, mais de 49 mil pessoas ficaram desempregadas na União Europeia, sendo que mais de 34 mil é da Zona Euro.

Na análise homóloga, em relação a Agosto de 2011, verificou-se um aumento da taxa de desemprego em 20 países, uma queda em seis e uma manutenção da taxa apenas no Reino Unido. A maior subida foi protagonizada pela Grécia, cuja taxa subiu de 17,2% para 24,4%. Portugal aparece com um agravamento da taxa de 12,7% para 15,9%, logo após o Chipre. Estónia, Lituânia e Letónia viveram um movimento contrário, com descidas da taxa de desemprego no último ano.(01/10/2012/Fonte : Jornal de Negócios)

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