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06/12

Despedimentos de 300 trabalhadores na Delphi faseados até meio de julho

Os 300 despedimentos anunciados a meio do mês na fábrica de componentes para automóveis Delphi, em Castelo Branco, vão acontecer de forma faseada até meados de julho.

A fábrica emprega 1.300 pessoas e a redução do número de trabalhadores deve-se "à mudança para outro país de uma linha de produção da marca Land Rover", explicou Gabriela Gonçalves, dirigente do dirigente do Sindicato das Indústrias Transformadoras (SITE).

A linha vai produzir componentes "enquanto houver encomendas", o que deverá acontecer até meio do mês, sem data específica, referiu.

De acordo com a dirigente, o SITE espera nos próximos dias conseguir reunir com um dos responsáveis pela fábrica para discutir a situação.

Alguns trabalhadores "já foram dispensados e outros já estão a receber as cartas de rescisão de contrato", acrescentou.

Há funcionários que "têm esperança em conseguir regressar à fábrica, mas não se sabe quando, nem de que forma, porque não há garantias" sobre se Castelo Branco vai conquistar alguma nova linha de produção, refere Gabriela Gonçalves.

A sindicalista alerta ainda para o facto de os 300 despedimentos afetarem trabalhadores precários, com casos que se arrastam há oito anos, e outros de pessoas sem descontos suficientes para agora terem direito ao subsídio de desemprego.

Questionada pela Agência Lusa sobre a situação, a administração da empresa referiu apenas que não comenta "ajustamentos derivados de aumentos ou decréscimos de produção e que são inerentes à atividade da indústria automóvel".

A fábrica da Delphi em Castelo Branco é uma das maiores empresas empregadoras do distrito.

A 31 de dezembro de 2010, a multinacional tinha encerrado a fábrica da Guarda e parte da produção tinha sido deslocalizada para a cidade albicastrense.

Com o despedimento anunciado, "vai haver um aumento brutal de desempregados no distrito" e a situação deverá ser especialmente difícil "para casais em que marido e mulher trabalham na empresa", acrescenta.

Para além da saída de 300 pessoas na Delphi, outras 400 vão ficar sem emprego em Castelo Branco a partir de sexta-feira, devido ao despedimento de todos os funcionários do centro de atendimento telefónico Via Segurança Social.(28/06/2012/Fonte : Jornal de Notícias)

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Famílias [portuguesas] tiram 7,2 milhões/dia

Certificados de Aforro: Rentabilidades são as mais baixas de sempre.
A crise está obrigar os portugueses a resgatarem as poupanças que têm aplicadas em Certificados de Aforro. Desde o início deste ano, foram já levantados 1090 milhões de euros aplicados naqueles instrumentos de poupança, o que dá uma média de 7,2 milhões por dia. Só no mês de Maio, os portugueses tiraram 208 milhões, tendo apenas aplicado 22 milhões naqueles títulos do Estado, segundo dados do boletim do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

A fraca rentabilidade daquelas aplicações (que em Junho atingem uma taxa bruta de 0,829%) é uma das razões fundamentais para estes levantamentos. A própria Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (Deco) deixou de recomendar qualquer investimento nos Certificados de Aforro, que hoje em dia perdem para qualquer depósito a prazo.

"Desde a última alteração, em 2008, que este produto perdeu o interesse. Aliás, desde essa alteração que os resgates têm sido superiores aos investimentos", disse ao Correio da Manhã António Ribeiro, da Deco. Este responsável refere que "a série C dos Certificados de Aforro (a única que está disponível para subscrição) tem uma taxa líquida de 0,6%. É fácil encontrar depósito a prazo com valores mais elevados".

Mesmo com sucessivos resgates, a verdade é que os portugueses ainda têm mais de 10 mil milhões de euros aplicados em Certificados de Aforro.

OS BONS TÍTULOS DO TESOURO
Contrariamente aos Certificados de Aforro, os Certificados do Tesouro continuam a ser uma boa aplicação para quem possa mobilizar poupanças a cinco ou 10 anos, com remunerações ilíquidas de 6,8% e 7,10%.(26/06/2012/Fonte : Correio da Manhã)

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Portugal: Novo Código do Trabalho entra em vigor a 1 de Agosto

Menos quatro feriados, três dias de férias. Cortes nas horas extra e nas indemnizações são algumas das alterações.

Menos de uma semana depois de o Presidente da República ter dado luz verde a alterações ao Código do Trabalho, por não encontrar "indícios claros de inconstitucionalidade", a nova legislação foi hoje publicada em Diário da República e entra em vigor a 1 de Agosto.

O fim de quatro feriados e dos três dias extra de férias, cortes nas indemnizações e flexibilização dos despedimentos são algumas das muitas alterações que a partir de amanhã constam da lei.

Mas as mudanças não vão ficar por aqui. No dia em que este diploma, que hoje foi publicado em diário da República, seguiu para Belém, para promulgação, o Governo apresentou no Parlamento outra proposta de alteração ao Código do Trabalho, para o adequar ao novo regime de escolaridade, que passa dos 16 para os 18 anos.

O Executivo também já prometeu o alinhamento das compensações por despedimento com a média europeia (entre 8 e 12 dias) e a criação de um fundo para pagar parte desse montante.

O que muda no Código de Trabalho :
- Corte para metade do pagamento de horas extra.
- Possibilidade de negociar bancos de horas directamente com os trabalhadores.
- Alterações nos despedimentos e cortes nas compensações, que ainda devem descer mais em Novembro.
- Em 2013, desaparecem quatro feriados e os três dias extra de férias.(25/06/2012/Fonte : Diário Económico)

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Curiosidade : Monólito com três mil anos no Fundão

A estela, com 2,70 metros de altura, foi encontrada no final de Maio, num terreno agrícola da freguesia do Telhado, no Fundão, e está exposta a partir desta semana no museu, onde vai ser estudada em detalhe.

Um guerreiro ou príncipe dos povos pioneiros do território português, há três mil anos, é evocado num monólito "raro e importante" descoberto por uma equipa do Museu Arqueológico do Fundão, revelou ontem o director da instituição, João Rosa.

Um capacete, uma espada e um escudo estão esculpidos na pedra, a par de inscrições, através das quais os arqueólogos esperam descobrir novos pormenores sobre os antepassados dos portugueses. Para já, "não há consenso sobre a funcionalidade desde monólito", disse João Rosa.

Com a ajuda do casal proprietário do terreno onde estava, a peça foi resgatada e acondicionada por técnicos e pelos serviços municipais.(22/06/2012/Fonte : Correio da Manhã)

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Crédito às famílias caiu 3.700 milhões de euros em Abril

O crédito concedido a particulares fixou-se em Abril em 138.285 milhões de euros, menos 3.708 milhões face ao mesmo mês de 2011.

O crédito concedido pela banca aos particulares fixou-se em Abril em 138.285 milhões de euros, menos 3.708 milhões de euros do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do boletim estatístico do Banco de Portugal.

Entre Março e Abril, a queda nos empréstimos às famílias foi de 466 milhões de euros.

A maior fatia dos créditos às famílias destina-se à habitação, que caiu de Março para Abril 311 milhões de euros para 112.506 milhões.

No consumo, a queda foi de 128 milhões de euros para 14.373 e os créditos para outros fins desceu de 27 milhões de euros para 11.406 milhões.

Quanto ao crédito malparado, este fixou-se em 4.978 milhões de euros em Abril, um aumento de 1,61% face a Março.

Nas famílias, a cobrança duvidosa continua a centrar-se sobretudo nos empréstimos à habitação, que atingiram 2.212 milhões de euros em Abril, o valor mais alto desde que há registos.(21/06/2012/Fonte : Diário Económico)

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Cotacâmbios fecha

150 funcionários vão para o desemprego.
A Cotacâmbios vai encerrar a rede de 30 lojas em Portugal, num despedimento colectivo de 150 funcionários. A ordem de encerramento veio do liquidatário judicial e chegou por e-mail às várias agências espalhadas pelo País.

As dificuldades da Cotacâmbios não são recentes e desde o início do ano que já não podia mandar dinheiro para o estrangeiro via Western Union, por cessação de contrato. No início desta semana, o Banco de Portugal suspendeu a licença que lhe permitia fazer câmbios, restando-lhe apenas o negócio de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica e telecomunicações.

Os 150 empregados, alguns dos quais com mais de dez anos de serviço na empresa, já receberam instruções para tratar do subsídio de desemprego.(21/06/2012/Fonte : Correio da Manhã)

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Portugueses têm apenas 77% do poder de compra europeu

Portugal continua na cauda da Europa e da zona Euro em termos de rendimento por habitante. Segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, os portugueses apenas dispõem de 77% do poder de compra europeu.

Os dados provisórios referentes ao ano de 2011 dão conta de grandes disparidades de rendimento entre os países da Europa, variando entre os 45% expressos na Bulgária e os 274% no Luxemburgo, que continua no topo da tabela, embora devido a um enviesamento estatístico motivado pelo facto de ter um grande número de trabalhadores transfronteiriços que continuam para o PIB nacional mas não são considerados nas estatísticas da população residente, empolando o resultado.

No segundo lugar da tabela do PIB per capita medida em paridades do poder de compra está a Holanda, com um rendimento por habitante 31% acima da média europeia, seguida pela Áustria e da Irlanda. De baixo para cima estão a Bulgária, com 45% da média europeia, a Roménia e Letónia.

Portugal está em nono a contar de baixo, entre os 27 países. Entre os parceiros do euro, só a Eslováquia está atrás de nós, com uma marca de 73% da média nacional.

Os resultados hoje apresentados são provisórios, devendo ser revistos em Novembro de 2012.(20/06/2012/Fonte : Jornal de Negócios)

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Bata encerra lojas e dispensa 146

O Grupo Bata vai avançar com o despedimento coletivo dos 146 trabalhadores das 26 sapatarias existentes em Portugal, segundo uma carta recebida por um dos funcionários da empresa a que a Lusa teve acesso.
Na missiva, assinada pelo diretor financeiro europeu do Grupo, Marc Entrecanales, a multinacional refere que "vai proceder ao despedimento coletivo, que abrangerá os trabalhadores discriminados (146)" numa lista que acompanha a notificação.

Na carta datada de 18 de junho, a empresa informa que "os trabalhadores têm cinco dias para formar uma comissão, com um representante de cada um dos 26 estabelecimentos".

Os gestores das lojas foram informados do fecho de todas as sapatarias, até setembro, durante uma reunião com os responsáveis da empresa, que decorreu na semana passada em Lisboa, confirmaram à lusa alguns dos responsáveis das lojas.

Confrontada com o possível encerramento, e em resposta enviada à Lusa, o grupo tinha esclarecido que "decidiu restruturar a rede de lojas a retalho que detém em Portugal".

A multinacional, com sede em Espanha, adiantou entretanto que "o clima económico no país tornou-se extremamente difícil, deteriorando a confiança dos consumidores bem como o seu poder de compra", o que "tornou impraticável a continuação da Bata em Portugal, como vinha acontecendo até aqui".
(20.06.12/Fonte : Oje)

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SAP investe 17 milhões em Portugal

A tecnologia alemã inaugura hoje um centro internacional de serviços tecnológicos, em Lisboa, na presença do ministro Álvaro Santos Pereira.

Este centro vai dedicar-se a exportação de serviços inovadores de consultoria para clientes da SAP na Europa, Médio Oriente e África.

O centro representa um investimento de 17 milhões de euros a três anos e em 2014 deverá contar com uma equipa de 300 consultores.

O ministro da Economia português destacou que "este investimento reforça a ideia de credibilidade do País estabelecida nos últimos meses com a implementação de um conjunto de reformas estruturais impares e ambiciosas"e argumentou que "Portugal apresenta vantagens para a localização de centros de serviços qualificados, como este".

"Este centro da SAP mostra que neste sector Portugal tem uma capacidade competitiva em relação a outros países. A criação de 300 postos até 2014 são boas notícias, principalmente porque são empregos qualificados", concluiu o governante.

Já Paulo Carvalho, director geral da SAP Portugal, frisou que "o investimento da SAP em Portugal está inserido na estratégia global de crescimento da empresa e resulta do reconhecimento do potencial do nosso país para a instalação de centros desta natureza".(19/06/2012/Fonte : Diário Económico)

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Renováveis pesam quase duas vezes mais em Portugal que na média da UE

O contributo das energias renováveis em percentagem da energia consumida aumentou em todos os países da Europa a 27 e também na Noruega e na Croácia no período entre 2006 e 2010. Em Portugal, as renováveis pesam quase duas vezes a média da UE.

A energia produzida em Portugal com recurso a fontes renováveis corresponde a 24,6% do total de energia consumida. Trata-se do quinto maior contributo das renováveis em percentagem da energia consumida entre os pares da União Europeia (UE), segundo os dados publicados hoje pelo Eurostat para os anos entre 2006 e 2010.

Este nível de produção de energias renováveis equivale a quase duas vezes a média da União Europeia, que se saldou em 12,4% do total de energia consumida.

Entre os países da União Europeia, a Suécia teve a melhor prestação no indicador publicado. Produziu 47,9% da energia consumida a partir de fontes renováveis, sendo seguida pela Letónia (32,6%) e Áustria (30,1%).

Em destaque aparece ainda a Noruega cujos dados foram incluídos no relatório do Eurostat apesar de o país não integrar a União Europeia. O sétimo maior exportador de petróleo do mundo produziu 61,1% da energia que consumiu em 2010 com recurso a fontes renováveis.

O país que mais aumentou a produção de energias renováveis em percentagem do consumo está a Estónia, que aumentou 8,2 pontos percentuais de 16,1%, em 2006, para 24,3%, em 2010. A Roménia ampliou a produção de renováveis em 6,3 pontos percentuais para 23,4%.

Por cá, o aumento da produção energética a partir de fontes renováveis em percentagem do consumo de energia foi de 3,8 pontos percentuais no mesmo período e superou o crescimento de 3,4 pontos percentuais que se verificou na média da União Europeia.(18/06/2012/Fonte : Jornal de Negócios)

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Turismo representa 15% da economia nacional

Viagens e dormidas dos portugueses estão a cair. Recuperação do sector deverá vir do estrangeiro. Turismo podia ajudar a sair da crise e criar postos de trabalho.

O sector do turismo tem-se ressentido com a crise com os hotéis longe de terem casa cheia e os portugueses a cortarem no número de viagens. E, perante a contracção do mercado interno, o crescimento do sector deverá passar pela captação de estrangeiros.

No ano passado, os portugueses fizeram 15,2 milhões de viagens turísticas de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), menos 1,2% do que em 2010. E este ano, segundo o mesmo organismo, a tendência continua a verificar-se: os hotéis e outros alojamentos registaram 2,6 milhões de dormidas em Março, menos 1,8% do que no período homólogo de 2011. O maior decréscimo registou-se nos residentes, cujas dormidas em território nacional desceram 6,5% para as 827,6 mil dormidas. Já as dormidas de não residentes subiram ligeiramente face ao mês homólogo, subindo 0,7%, para 1,7 milhões. No trimestre, as dormidas também desceram, aproximando-se dos seis milhões, menos 0,7% do que no primeiro trimestre.

Para o economista Filipe Garcia, o reforço do turismo deverá ser conseguido através dos estrangeiros. "Mesmo com a crise em Espanha e falta de confiança em alguns dos mercados em que captamos turistas, espero que essas receitas não diminuam ou diminuam menos do que o resto da procura interna", afirmou em declarações ao Diário Económico.(15/06/2012/Fonte : Diário Económico)

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Embraer produz em Julho [em Portugal]

Fábricas de Évora vão ser inauguradas em Setembro. Fábricas de Évora vão empregar na primeira fase 100 pessoas.

As primeiras estruturas metálicas e compósitos para os aviões executivos Legacy 450 e 500 começam a ser produzidas nas duas fábricas da Embraer, em Évora, em Julho. A inauguração desta unidade do grupo aeronáutico brasileiro – o terceiro maior do mundo – está prevista para 21 de Setembro.

Na primeira fase, as fábricas irão empregar 100 pessoas. Em 2015, já deverão atingir entre 400 a 600 postos de trabalho directos e um total de 1200 indirectos.

"Estas unidades vão suportar a Embraer no futuro, produzindo componentes para novos aviões com a mais alta tecnologia", referiu Luís Fuchs, presidente da Embraer na Europa.

No futuro, as unidades de Évora irão também produzir componen-tes para o avião militar KC-390.(13/06/2012/Fonte : Correio da Manhã)

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Compras da China a Portugal aumentam 67,1% até abril

A China comprou a Portugal produtos no valor de 492 milhões de dólares (394 milhões de euros) nos primeiros quatro meses do ano, mais 67,1% do que em igual período de 2011.

Já para Portugal - terceiro parceiro comercial da China na lusofonia - seguiram mercadorias chinesas avaliadas em 745 milhões de dólares (596 milhões de euros) até abril, menos 18% do que no período homólogo de 2011, indicam estatísticas divulgadas hoje pelos Serviços da Alfândega da China.

Não obstante à significativa subida das compras chinesas a Portugal, as trocas comerciais luso-chinesas cresceram apenas 2,8% até abril para um total de 1,2 mil milhões de dólares (989 milhões de euros).

Entre janeiro e abril, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa aumentaram 22% face a igual período do ano passado, atingindo a fasquia dos 39,1 mil milhões de dólares (31,2 mil milhões de euros).

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa no ano de 2003, altura em que estabeleceu o fórum que reúne ao nível ministerial de três em três anos.
(12.06.12/Fonte : Oje)

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Subida de 8,4% nas exportações [portuguesas] desagrava défice comercial

As exportações portuguesa cresceram 8,4 por cento no trimestre terminado em abril para 11.422,7 milhões de euros, face a igual período de 2011, desagravando o défice comercial em 2.048,4 milhões de euros, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

De acordo com o INE, as importações caíram 7,7 por cento, face ao mesmo período ano passado, para 13.962,8 milhões de euros, com a taxa de cobertura das exportações pelas importações a situar-se em 81,8 por cento.

A evolução positiva da taxa de cobertura correspondeu a "uma melhoria" em 12,1 pontos percentuais em relação à taxa observada no período homólogo do ano passado.

O INE refere também que "o acréscimo registado nas saídas [exportações] de bens com destino para a China [no primeiro trimestre deste ano] contribuiu significativamente para a evolução positiva das saídas de bens para os mercados externos no primeiro trimestre de 2012, o que foi devido essencialmente ao crescimento verificado nas exportações de veículos e outro material de transporte".

Naquele período, "a China foi o 4.º maior mercado de destino para veículos e outro material de transporte produzidos em Portugal", salientou.

Por sua vez, em termos de comércio intracomunitário, no trimestre concluído em abril deste ano, as vendas homólogas para outros países cresceram 3,5 por cento para 8.253,4 milhões de euros, enquanto que as compras diminuíram 9,8 por cento para 10.126,0 milhões de euros.

A taxa de cobertura melhorou de 71,1 para 81,5 por cento no final do trimestre concluído em abril, refere o INE.

Já ao nível do comércio extracomunitário, no trimestre terminado em abril deste ano e face ao mesmo período de 2011, as exportações registaram um crescimento de 23,8 por cento e as importações diminuíram 1,6 por cento, a que correspondeu um défice de 667,5 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 82,6 por cento.

Se excluirmos os Combustíveis e lubrificantes, observa-se que as exportações aumentaram 22 por cento e as importações recuaram 16,9 por cento, face a idêntico período de 2011, segundo o INE.

O saldo da balança comercial, com a exclusão deste tipo de produtos, atingiu um excedente de 946,6 milhões de euros.

A taxa de cobertura passou assim para 82,6 por cento, avançou o INE.(11/06/2012/Fonte : Jornal de Notícias)

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Treze mil famílias pediram ajuda

Endividamento: Maioria chega à DECO com média de 5 créditos.
Entre Janeiro e o final de Maio deste ano, 13 678 agregados familiares pediram ajuda à DECO, por causa da crise. Um aumento próximo dos 50 por cento, em comparação com igual período de 2011: 9153 . São mais 4525 famílias a solicitar auxílio , ou seja, uma média de mais trinta pedidos por dia nos últimos cinco meses. A maioria chega àquela instituição de apoio ao consumidor com mais de cinco créditos, sobretudo ao consumo.

Os números mostram o peso da crise, com a coordenadora do gabinete ao sobreendividado da DECO, Natália Nunes, a alertar que "em regra, as famílias têm mais de cinco créditos".

Na véspera de serem discutidas no Parlamento mais de uma dezena de propostas de todos os partidos, da direita à esquerda, quem lida diariamente com processos de incumprimento e procura soluções junto da Banca avisa: "A família pode resolver o crédito à habitação, mas continuará a ter problemas por causa dos outros créditos que tem". Ou seja, não chega para a especialista.

No Parlamento, o debate pode levar a que os partidos decidam não votar as propostas e discuti--las na especialidade. Uma das medidas é permitir que a entrega da casa salde a dívida.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal, em 13 % das famílias endividadas os encargos com dívidas de crédito superam 40% do rendimento.(08/06/2012/Fonte : Correio da Manhã)

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Portugueses gastam 63% do salário para ter um filho na universidade

Luísa Cerdeira revela que o preço líquido que um aluno português tem de pagar para estar no ensino superior é muito elevado.

Portugal é o 5º país de uma lista de 16 da OCDE em que as famílias mais gastam para ter um filho no ensino superior.

As famílias portuguesas são das que mais pagam para ter um filho a estudar no ensino superior. Em média, os portugueses canalizam 63,6% do seu rendimento para pagar a facturas associadas a ter um filho a estudar na universidade. Portugal é o 5º país do ‘ranking' dos estados (em 16 países) em que maior percentagem do rendimento é destinada a custear as despesas de frequência do ensino superior. O resultado é revelado no estudo "O Custo dos Estudantes no Ensino Superior Português", um relatório coordenado por Luísa Cerdeira e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian que será apresentado, hoje, num colóquio na Universidade de Lisboa.

O valor é encontrado da seguinte forma: primeiro somam-se as despesas da educação e custo de vida do estudante, em seguida retira-se o valor médio da bolsa por estudante e as deduções das despesas de educação que se podem apresentar em sede do IRS. Feitas as contas, 5613 euros por ano é quanto custa, em média a uma família, ter um filho a tirar um curso no superior. Depois basta calcular a percentagem que isso representa do rendimento médio de um português, que é de 8823 euros por ano.

No universo considerado pelo estudo, o México lidera a lista dos países em que as famílias mais gastam por filho, seguido do Japão, Austrália e Estados Unidos. Se fizermos um plano mais apertado sobre a realidade económica dos estudantes do ensino superior verificamos que a factura dispara se o aluno frequentar o ensino superior privado chegando aos 9.349 euros por ano.(06/06/2012/Fonte : Correio da Manhã)

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Portugal é o segundo país da União Europeia com mais perdas nas vendas a retalho

Os dados do Eurostat mostram uma quebra de 1% nas vendas a retalho na zona euro. Gaspar reviu em alta a taxa de desemprego para 2012 e 2013.

Portugal é o segundo país da zona euro com a maior quebra das vendas a retalho nos últimos 12 meses. Segundo os dados publicados hoje pelo Eurostat, o comércio de retalho nacional contraiu 9,3% entre abril de 2011 e de 2012, apenas ultrapassado por Espanha (-9,6%).

Entre todos os países da zona euro, o índice de venda a retalho caiu 2,5%, em comparação com abril do ano passado. Para os estados membros da União Europeia, a redução foi de 1,9%. Depois de terem registado recuperações em março, o índice voltou a cair em abril, com contrações de 1% e 1,1%, respetivamente, para a zona euro e a UE.

As economias onde as vendas a retalho mais subiram foram a Estónia (8,5%), Letónia (7,8%) e Roménia (3,4%). Entre as maiores quedas, o pódio liderado por Portugal e Espanha é fechado com Malta (-4,6%).
(05.06.12/Fonte : Dinheiro Vivo)

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Grupo Bosch Portugal vende acima de mil milhões

O Grupo Bosch anunciou que o volume de vendas total de todas as empresas Bosch em Portugal aumentou 3,3% para 1047 milhões de euros, em 2011.

Para este crescimento e para a manutenção da faturação acima dos mil milhões de euros, valor alcançado pela primeira vez em 2010, contribuiu o aumento das encomendas da indústria automóvel, principalmente ao nível dos equipamentos de multimédia produzidos em Braga.

As subsidiárias portuguesas exportam cerca de 90% do volume total de vendas e o volume de exportações aumentou o ano passado 4% para 937 milhões de euros, explica a Bosch. "Os produtos produzidos em terras lusas são exportados para mais de 60 mercados em todo o mundo", disse João Paulo Oliveira, Responsável do Grupo Bosch em Portugal.

No entanto, a empresa ressalva em comunicado que, devido à atual situação económica do país, as vendas no mercado português diminuíram cerca de 10% para 234 milhões de euros.

A Bosch reforçou, em 2011, o investimento em Portugal, que aumentou 14% para 31 milhões de euros.

O destaque no desempenho da Bosch o ano passado em Portugal passa ainda pelos Recursos Humanos. A empresa contratou 350 novos colaboradores, contando agora com uma equipa de 3845 pessoas no dia 1 de janeiro de 2012, mais 10% do que no ano anterior.

A empresa investiu o ano passado mais de 13 milhões de euros no desenvolvimento de produtos, principalmente nas áreas da tecnologia automóvel e da termotecnologia, com a preparação da produção de novos produtos como o head-up-display, um sistema de informação e entretenimento inovador, e o desenvolvimento das bombas de calor, acrescenta comunicado da Bosch.
(04.06.12/Fonte : Oje)

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2769 empresas faliram desde o início do ano, uma média de 18 por dia

Sector têxtil, imobiliário e venda de carros registaram maiores variações.
O número de empresas que pediram insolvência desde 1 de Janeiro até agora aumentou 48%, em comparação com o mesmo período de 2011. O distrito do Porto continua a ser líder nesta contabilidade, segundo os dados do Instituto Informador Comercial.

Desde o início do ano até este domingo foram registados 2769 pedidos de insolvência. A dividir pelos 155 dias já passados em 2012, dá uma média de 17,86 – arredondando, 18 insolvências por dia.

Os dados são actualizados todos os dias por aquele instituto. Porém, para se perceber o significado destes pedidos de insolvência no contexto da economia portuguesa será necessário comparar com o número de empresas criadas no mesmo período.

O que parece inegável é que o ritmo de destruição de empresas acelerou em comparação com os dois últimos anos. Por esta altura em 2010 havia 1752 registos, em 2011 eram 1863 e no presente ano este valor aumentou 48%. Em valor absoluto, o distrito do Porto lidera esta contabilidade, como já sucedia no passado, com 650 empresas em insolvência (contra 463 em 2011 e 334 em 2010), mas a variação em percentagem indica que é o distrito da Guarda onde o ritmo mais acelerou: os 33 pedidos registados até agora correspondem a um aumento de 175% face aos 12 pedidos de 2011, ano em que havia uma variação nula face a 2010.

Por sectores de actividade, o têxtil, o imobiliário, o comércio a retalho e de automóveis, a reparação de computadores e bens domésticos e as actividades de apoio social com alojamento são os que apresentam uma variação mais acentuada. Em valor absoluto, os sectores mais atingidos são o imobiliário e a venda de automóveis.

Esta informação, explica o instituto, "resulta do processamento diário de todos os anúncios de Acção de Insolvência publicados em Diário de República".
(04.06.12/Fonte : Público)

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Desemprego: Vítor Gaspar anuncia previsões mais pessimistas

Governo revê previsões e espera agravamento da taxa para 15,5% este ano e 16% em 2013.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou esta sexta-feira previsões mais pessimistas para a taxa de desemprego, esperando agora um agravamento da taxa para os 15,5 por cento este ano e para 16 por cento no próximo ano.

Numa declaração realizada após uma reunião com os parceiros sociais, o ministro reviu as previsões que o Governo enviou há menos de um mês para a Comissão Europeia no âmbito do Documento de Estratégia Orçamental (DEO), prevendo uma nova deterioração.

Os novos números apontam agora para uma taxa de desemprego média para a totalidade deste ano de 15,5 por cento, ao contrário dos 14,5 anteriormente esperados, e de 16 por cento, contra uma melhoria esperada para os 14,1 por cento, incluído no anexo que tanta polémica deu por não ter sido entregue aos deputados na mesma altura que o DEO foi entregue à Assembleia da República.

Vítor Gaspar adiantou ainda que espera que em 2013, altura em que estima novo recorde da taxa de desemprego para os 16 por cento (totalidade do ano), esta taxa comece finalmente a inverter a tendência e apresente melhorias.(01/06/2012/Fonte : Correio da Manhã)

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