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04/12

Maioria dos turistas que visitou Portugal quer voltar

A maioria dos turistas que visitou Portugal ficou muito satisfeito com as suas férias e afirma querer voltar nos próximos três anos, segundo um estudo divulgado pelo Turismo de Portugal.

De acordo com o Estudo de Satisfação dos Turistas, realizado em março deste ano pela GfK Metris para o Turismo de Portugal, a maioria dos inquiridos mostrou-se "muito satisfeita" com as suas férias em Portugal (88 por cento) e afirmou pretender voltar nos próximos três anos (87 por cento).

O estudo envolveu 600 entrevistas, feitas a turistas de Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, Irlanda e Brasil, nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

Entre os turistas inquiridos, 40 por cento afirmou que a viagem a Portugal ficou "acima das suas expetativas".

As paisagens, as praias, os monumentos/museus e a gastronomia são destacados, pela positiva, pelos turistas, enquanto os serviços de saúde e o custo de vida registaram índices de satisfação inferiores a 50 por cento.

As regiões mais visitadas pelos turistas são Lisboa e Porto. A capital portuguesa é mais procurada por espanhóis, holandeses e brasileiros, enquanto os franceses preferem o Porto.

Durante a estadia, a maioria dos turistas (78 por cento) afirma preferir alojamentos mais qualificados (hotel/apart-hotel/pousada), onde fica, em média, seis noites.

Entre os inquiridos, os espanhóis são os que ficaram menos noites (4,1 noites) e os brasileiros (8,8 noites).

Na maioria, os turistas ficam hospedados na mesma localidade (82 por cento). Lisboa tende a ser mais visitada pelos turistas que foram ficando hospedados em localidades diferentes (18 por cento), com destaque para os turistas brasileiros.

Durante o planeamento da viagem, a Internet é o "maior impulsionador" da escolha de Portugal como destino de férias (33 por cento), seguindo-se a recomendação de conhecidos/amigos/familiares (25 por cento).

O clima e a paisagem condicionaram a decisão final na maioria dos casos (54 por cento).
(29.04.12/Fonte : Diário de Notícias)

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40% dos jovens [portugueses] ganham menos de 600 euros

Mais de 40% dos jovens portugueses, até aos 35 anos, ganham menos de 600 euros mensais.

Cerca de 40% dos jovens entre os 15 e os 34 anos que especificaram o seu salário ao Instituto Nacional de Estatística receberam em 2011 um salário inferior a 600 euros, avança hoje o Jornal Publico.

Dos 248.500 jovens até 24 anos, mais de 66% receberam menos de 600 euros mensais e 27% entre 600 e 900 euros mensais.

Mesmo se avançarmos mais na idade, os salários não aumentam. Do milhão de pessoas entre os 24 e os 35 anos que responderam ao INE sobre os seus rendimentos, cerca de 40% têm salários até 600 euros, 35% entre 600 e 900 e 15% entre 900 e 1.200 euros, acrescenta o Público.

Só 54 mil jovens ganhavam entre 1.200 e 1.500 euros. Jovens a ganhar mais de 1.500 euros no final do mês, são apenas 43 mil.
(27.04.12/Fonte : Diário Económico)

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Portugal já exporta mais saúde que vinhos e cortiça

Sector da saúde fechou 2011 com exportações de 900 milhões de euros (50% das vendas). O Health Cluster Portugal ambiciona triplicar esta cifra até ao final da década, para uma facturação global de 4 mil milhões de euros.
Portugal já está a exportar mais produtos e conhecimento na área da saúde do que vinho ou cortiça. De acordo com o Health Cluster Portugal (HCP), as empresas que fazem parte deste pólo de competitividade da saúde geraram, no ano passado, cerca de 900 milhões de euros de vendas nos mercados externos, o que traduz um crescimento da ordem dos 30% em relação à facturação registada no ano anterior. Significa isto também que, em apenas quatro anos, este sector mais do que duplicou os 400 milhões de euros atingidos em 2007, ano precedente à constituição do HCP.

Cavalgando esta dinâmica, a fileira portuguesa da saúde compromete-se a acelerar o ritmo de crescimento nos próximos anos, mais do que duplicando a facturação, multiplicando ainda por três as exportações, até ao final desta década. "Temos como objectivo, até 2020, chegar aos quatro mil milhões de euros de volume de negócios, 70% dos quais nas exportações, o que significa triplicar os 900 milhões de euros de vendas ao exterior registadas no ano passado", adiantou ao Negócios Joaquim Cunha, director-executivo do HCP.

Para os números de 2011 atingidos na frente externa contribuíram as exportações de produtos farmacêuticos de base, preparações farmacêuticas, instrumentos e material médico-cirúrgico, e equipamentos de radiação, electromedicina e eletroterapêutico. Para Cunha, "o crescimento expressivo no valor das exportações confirma o potencial de Portugal como um ‘player’ competitivo no sector da saúde em nichos de mercado internacionais". E até 2020, projecta o HCP, prevê-se que sejam lançados "cinco novos fármacos ‘made in Portugal’ [no caso, pela Bial] e 50 dispositivos médicos e métodos de diagnóstico".

Os actuais 127 associados do HCP incluem empresas farmacêuticas e de biotecnologia (que facturaram em 2011 cerca de 1,25 mil milhões de euros) e empresas de dispositivos médicos e de serviços (com vendas de 570 milhões de euros), assim como universidades e entidades do sistema científico e tecnológico. Nenhum outro sector da economia portuguesa tem tantos doutorados, porquanto toda aquele universo emprega 2.500, dos quais 160 trabalham nas empresas.

Portugal, um ‘player’ competitivo
Constituída em 2008 e presidida por Luís Portela, "chairman" de um "porta-aviões" sectorial chamado Bial, o HCP é um pólo que converge "em torno de uma ideia muito forte e galvanizadora: transformar o nosso País num ‘player’ competitivo na investigação, concepção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à saúde".

Desafiado a fazer um balanço de quatro anos de HCP, Joaquim Cunha desfiou "duas ou três ideias" que considera fundamentais. "A primeira é a da colaboração entre as empresas, entre as instituições científicas e entre este dois grandes ‘mundos’. É uma das contribuições que o Health Cluster tem dado. Deu visibilidade ao sector, juntou protagonistas, activou e tem vindo a induzir projectos que juntam entidades de ambos os lados. Acho que essa aposta está minimamente conseguida", regozijou-se.
(26.04.12/Fonte : Jornal de Negócios)

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25 de Abril: Minuto-a-minuto dos dias que mudaram Portugal

25 de Abril, 2012
O Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou o Governo de Marcelo Caetano a 25 de Abril de 1974, pondo fim a 48 anos de regime ditatorial.

O objectivo do movimento dos capitães era acabar com a guerra colonial, iniciada 13 anos antes, e prometiam eleições livres e um regime democrático.

Até Novembro de 1975, procedeu-se à descolonização. As colónias africanas tornaram-se países independentes - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

O país viveu, até finais de 1975, o chamado Processo Revolucionário em Curso (PREC), assistiu a várias tentativas de golpe, e elegeu uma Assembleia Constituinte, em que o PS teve 37,8 por cento e o PCP 12,4 por cento.

Cronologia dos principais acontecimentos das movimentações do golpe que se transformou na Revolução dos Cravos.

24 de Abril de 1974

22:00 - No Regimento de Engenharia 1 na Pontinha é instalado o Posto de Comando do MFA, onde a essa hora já estão seis oficiais, incluindo Otelo Saraiva de Carvalho, que vai liderar as operações.

22:55 - As operações militares começam. Uma das senhas, a canção "E depois do Adeus", cantada por Paulo de Carvalho, é emitida pelos Emissores Associados de Lisboa.

25 de Abril de 1974

00:20 - É transmitida a canção Grândola Vila Morena, de José Afonso, no programa Limite, da Rádio Renascença. Foi a senha escolhida pelos militares do MFA para confirmar que as operações militares estão em marcha e são irreversíveis.

A partir das 00:30 - Começam as operações para ocupar os locais estratégicos considerados fundamentais no plano de Otelo Saraiva de Carvalho, como a RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português (RCP), Aeroporto de Lisboa, Quartel-General, Estado-Maior do Exército, Ministério do Exército, Banco de Portugal e Marconi.

03:45 - Primeiro comunicado do MFA difundido pelo Rádio Clube Português

05:45 - Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandadas pelo capitão Salgueiro Maia, estacionam no Terreiro do Paço, em Lisboa.

09:00 - Fragata Gago Coutinho toma posição no Tejo, em frente ao Terreiro do Paço.

11:45 - O MFA anuncia ao país, através de um comunicado no RCP, que domina a situação de Norte a Sul.

12:30 - As tropas de Salgueiro Maia cercam o Largo do Carmo e recebem ordens para abrir fogo sobre o Quartel da GNR, para obter a rendição de Marcelo Caetano. No quartel estão, além de Caetano, mais dois ministros do seu Governo. Vivem-se momentos de tensão no largo, onde centenas de pessoas acompanham os acontecimentos.

15:30 - As forças de Maia chegam a disparar contra a fachada do quartel para forçar a rendição de Marcelo Caetano.

16:30 - Depois de expirar o prazo inicial para a rendição anunciado por megafone pelo capitão Salgueiro Maia e de negociações, Marcelo Caetano anuncia rendição e pede que um oficial do MFA de patente não inferior a coronel se apresente no quartel.

17:45 - António de Spínola, mandatado pelo MFA, vai negociar a rendição do Governo no quartel do Carmo. É hasteada a bandeira branca.

18:30 - A chaimite Bula entra no quartel e retira Marcelo e mais dois ministros, Rui Patrício e Moreira Baptista. São transportados para o Posto de Comando do MFA, no Quartel da Pontinha.

20:00 - Da sede da Rua António Maria Cardoso, agentes da PIDE/DGS disparam sobre manifestantes que se concentraram junto ao edifício. Registam-se quatro mortos e 45 feridos.

20:05 - É lida, através dos emissores do RCP, a Proclamação do Movimento das Forças Armadas.

26 de Abril

01:30 - É finalmente apresentada a Junta de Salvação Nacional, que inclui o capitão-de-fragata Rosa Coutinho, coronel Galvão de Melo, general Costa Gomes, brigadeiro Jaime Silvério Marques, capitão-de-mar-e-guerra Pinheiro de Azevedo e o general Manuel Diogo Neto. Todos, excepto Diogo Neto, são filmados pelas câmaras da RTP. Spínola lidera.

07:40 - Marcelo Caetano, o Presidente Américo Tomás, o ministro César Moreira Baptista e outros elementos do anterior Governo partem da Portela com destino à ilha da Madeira.

09:45 - Rendição da PIDE/DGS.

13:00 - Começa a libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche.

Cronologia elaborada a partir do livro A Fita do Tempo da Revolução (Ed. Afrontamento), cronologia do Centro de Documentação 25 de Abril (Univ. Coimbra) e Centro de Documentação da Agência Lusa.
(25.04.12/Fonte : SOL)

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Portugueses 273 euros mais pobres a cada mês

A dívida pública portuguesa aumentou 5,809 mil milhões de euros só nos primeiros dois meses deste ano, atingindo 190,1 mil milhões em fevereiro, contra 184,291 mil milhões em dezembro de 2011 (107,8% do PIB) e os 161,1 mil milhões de 2010 (93,3% do PIB), revelou ontem o Banco de Portugal.

Contas feitas, o Estado está a endividar cada português ao ritmo de 273,06 euros por mês (no total, em fevereiro, cada português devia 17 871 euros) . Os cálculos efetuados pelo JN/Dinheiro Vivo são simples. Basta dividir o aumento de 5,809 mil milhões de euros pelos 10 6636979 habitantes. O resultado obtido, 546,11 euros, referente a dois meses é depois dividido por dois, apurando-se um acréscimo de 273,06 euros por habitante em cada mês.
(24.04.12/Fonte : Jornal de Notícias)

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Presidenciais francesas: Socialista Hollande vence e é favorito à 2.ª volta de 6 de maio

O socialista obteve 28,6 a 29,2% dos votos da primeira volta das presidenciais, à frente do Presidente Nicolas Sarkozy, com 26,1% a 27,3%. Segunda volta é a 6 de maio e sondagens Ipsos e Ifop deixam prever vitória de Hollande.

François Hollande venceu a primeira volta das presidenciais em França e surge como favorito à segunda volta de 6 de maio, face ao atual chefe do Estado, Nicolas Sarkozy. O socialista deverá então contar com os votos da esquerda radical e dos ecologistas, enquanto Sarkozy contará com os apoios da direita.

Sondagens dos institutos Ipsos e Ifop realizadas pouco depois de conhecidos os resultados da primeira volta, dão Hollande como vencedor à segunda volta. O socialista conseguiria 54% dos votos, contra 46% de Sarkozy.

Segundo as estimativas divulgadas pelas televisões, a surpresa desta primeira volta é mesmo Marine Le Pen. A candidata da Frente Nacional, acima dos 18% dos votos, consegue assim um resultado superior ao do seu pai e anterior líder do partido, Jean-Marie Le Pen, em 2002, quando chocou a França ao passar à segunda volta.

Os cinco outros candidatos ficaram muito atrás. A ecologista Eva Joly fica-se pelos 2,1% a 2,3%, o soberanista Nicolas Dupont-Aignan, 1,5% a 2,1%, o trotskista Philippe Poutou, 1,2% a 1,3%, a outra trotskista Nathalie Arnhaud, de 0,5% a 0,6%, e Jacques Cheminade, 0,3%.

A participação, segundo todos os institutos, será de pelo menos 80%, abaixo dos 83,77% de 2007, mas muito acima dos 71,6% de 2002.
(23.04.12/Fonte : Diário de Notícias)

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Delta lidera mercado [nacional] de cápsulas de café

A Delta Q, marca de cápsulas de café, fechou o primeiro trimestre de 2012 com um crescimento de 33% nas vendas.

A Delta Q, marca de cápsulas de café, fechou o primeiro trimestre de 2012 com um crescimento de 33% nas vendas, o que, de acordo com o administrador do grupo, Rui Miguel Nabeiro confere "a liderança absoluta no mercado das cápsulas de café".

Num encontro com jornalistas, Rui Miguel Nabeiro adiantou que, até aos primeiros três meses do ano, a Delta Q já vendeu 200 milhões de cápsulas face aos 102 milhões registados no final de 2011. No que se refere às máquinas, o gestor realçou que conta com 400 mil equipamentos instalados em Portugal.

Questionado sobre a actividade do grupo Delta, Rui Miguel Nabeiro afirmou que, em 2011, ultrapassou a barreira dos 300 milhões de euros de facturação ao atingir os 305 milhões de euros.
(23.04.12/Fonte : Diário Económico)

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Portugal com a segunda maior taxa de desemprego da OCDE

Portugal apenas é ultrapassado por Espanha na lista de países com maior taxa em Fevereiro.

A taxa de desemprego em Portugal voltou em Fevereiro a atingir um novo máximo, alcançando os 15%, o que coloca o país no segundo lugar da lista dos países da OCDE com mais desemprego, depois da Espanha.

De acordo com os dados hoje divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a taxa de desemprego harmonizada em Portugal subiu de 14,8% para 15% entre Janeiro e Fevereiro.

Depois de em Janeiro, ter surgido a par com a Irlanda no segundo lugar da lista dos países da OCDE com a taxa de desemprego mais elevado, Portugal ultrapassou agora aquele país (que se manteve estável nos 14,7%) e aparece isolado na segunda posição entre as 24 economias para as quais existem dados disponíveis (de um total de 34 países de todo o mundo).

Segundo os dados da OCDE, apenas a Espanha supera a taxa de desemprego portuguesa, com níveis bem superiores aos dos restantes países: 23,6% em Fevereiro, acima dos 23,3% registados em Janeiro.

Em termos homólogos, Portugal sofreu em Janeiro a segunda maior subida do desemprego entre os 24 países analisados pela OCDE (2,5 pontos percentuais), depois de Espanha (onde o desemprego aumentou 2,7 pontos percentuais).

Na lista dos países da OCDE com maiores níveis de desemprego destacam-se ainda, na quarta posição, a Eslováquia (14% em Fevereiro) e a Hungria (11%).

De acordo com os dados hoje disponibilizados, em fevereiro a taxa de desemprego média nos países da OCDE manteve-se estável nos 8,2%, subindo 0,1 pontos percentuais nos países da zona Euro, para 10,8%, o nível mais elevado desde o início da crise financeira global.

Nas sete maiores economias da organização (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), a taxa de desemprego manteve-se igualmente estável nos 7,5% em Fevereiro, enquanto no conjunto da União Europeia aumentou 0,1 pontos percentuais, para 10,2%.

Na zona euro, além de Portugal e Espanha, viram o desemprego subir em Fevereiro a Áustria (mais 0,1 pontos percentuais, para 4,2%), o Luxemburgo (mais 0,1 pontos percentuais, para 5,2%) e a Itália (mais 0,2 pontos percentuais, para 9,3%).

Em sentido inverso, a taxa de desemprego caiu 0,1 pontos percentuais na Finlândia (para 7,4%) e na Holanda (para 4,9%). Nos restantes países da OCDE, a Hungria destacou-se pelo maior recuo na taxa de desemprego (de 11,7% para 11%) e a Coreia pela maior subida (de 3,2% para 3,7%).

Dados mais recentes já relativos ao mês de Março apontam para uma diminuição da taxa de desemprego nos EUA (para 8,2%, contra 9,1% em Agosto de 2011) e no Canadá (para 7,2%, contra 7,4% no mês anterior).

De acordo com as estimativas da OCDE, em Fevereiro havia 45 milhões de pessoas desempregadas na região, mais 0,4 milhões do que no mesmo mês de 2011 (o primeiro aumento anual desde Maio de 2010) e superior em 14,3 milhões de pessoas face a Fevereiro de 2008.
(11.04.12/Fonte : Diário Económico)

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Crédito malparado atinge novos máximos

O crédito malparado às famílias e às empresas voltou a atingir novos máximos no segundo mês do ano, depois de ter aumentado 746 milhões de euros, no total, entre janeiro e fevereiro.

O crédito malparado às empresas atingiu em fevereiro 8.285 milhões de euros, mais 651 milhões de euros do que em janeiro, tocando o valor máximo desde que o Banco de Portugal começou a compilar estes dados (1997).

Já o crédito de cobrança duvidosa das famílias aumentou 95 milhões de euros entre janeiro e fevereiro para se fixar em 4872 milhões de euros, também neste caso o valor mais elevado desde 1997, o que faz com que, nos dois primeiros meses do ano, o crédito de cobrança duvidosa às famílias e às empresas tenha tido um aumento de 746 milhões.

O crédito à habitação representou em fevereiro 44,51 por cento do crédito malparado das famílias, depois de ter aumentado 23 milhões de euros face a janeiro, fixando-se nos 2169 milhões de euros.

Já o malparado no crédito a bens de consumo aumentou 40 milhões de euros entre janeiro e fevereiro para 1549 milhões de euros, enquanto o crédito de cobrança duvidosa para outros fins cresceu 30 milhões para 1155 milhões de euros em fevereiro.
(10.04.12/Fonte : Diário de Notícias)

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Portugueses compram e utilizam menos carros

Os portugueses compram menos carros, o que levou as vendas a caírem para metade em março comparativamente há um ano, e utilizam cada vez menos o automóvel, o que se reflete também no consumo de combustíveis.

Em março deste ano, quase um ano depois do pedido de ajuda financeira de Portugal à 'troika', venderam-se 10.927 veículos novos, o que representou uma queda de 51,7 por cento relativamente ao mesmo mês do ano anterior, segundo os últimos dados divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

As vendas de veículos comerciais ligeiros foram as que sofreram uma queda mais acentuada no último mês, com a comercialização de 1.133 viaturas, menos 66,1 por cento do que em março de 2011, o mês anterior ao pedido de resgate financeiro do Governo português.

Além de adiarem a decisão de trocar de carro, perante as medidas de austeridade muitos portugueses reduziram também as deslocações em viatura própria, que passaram a ser mais ponderadas, registando-se também por isso uma tendência para a diminuição do consumo de combustíveis, mês após mês, a par de uma redução do tráfego nas principais autoestradas do país.

" medida que se assiste à subida contínua do preço dos combustíveis, que refletem as cotações nos mercados internacionais, os portugueses vão menos às 'bombas' para abastecer com menos litros do que era habitual. A redução da actividade também afeta fortemente o mercado do transporte rodoviário.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pela Autoridade Tributária e Aduaneira, em fevereiro, a introdução no consumo (que não corresponde necessariamente às vendas mas ao combustível disponibilizado para o mercado) de gasóleo rodoviário caiu quase seis por cento, o que representa menos 24 milhões de litros, do que no período homólogo de 2011.

Para a gasolina, o mesmo indicador registou uma queda ainda mais acentuada, de quase oito por cento (menos 9,7 milhões de litros), em fevereiro passado em relação ao período homólogo.

Estes números estão em linha com os últimos dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), relativos a dezembro, que davam conta de uma queda de 6,6 por cento do consumo de combustíveis rodoviários, sendo que a gasolina teve uma redução de 9,5 por cento e o gasóleo de 5,8 por cento.

Foi também a gasolina que protagonizou as maiores subidas nos preços no último ano: a 1 de abril passado, o litro custava mais 14 cêntimos do que há um ano. A diferença no gasóleo era de sete cêntimos.
(06.04.12/Fonte : Diário de Notícias)

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Tudo a piorar na economia portuguesa após um ano de troika exceto na exportação

Um ano depois de Portugal ter feito o pedido de ajuda financeira à 'troika' a economia portuguesa está bem pior. Todos os principais indicadores registaram agravamentos, com exceção das exportações - e mesmo estas estão em abrandamento.

O Produto Interno Bruto (PIB), que já estava a encolher antes do pedido de ajuda, continuou a diminuir. Segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB reduziu-se 1,1% no segundo trimestre de 2011 (por comparação com o mesmo período do ano anterior), caiu 1,9% no terceiro trimestre, e contraiu-se 2,8% nos últimos três meses do ano passado.

Para este ano, a tendência de agravamento deverá persistir. O Governo prevê que em 2012 a economia encolha mais 3,3%, e que a redução seja especialmente forte no primeiro semestre.

Também o consumo privado sofreu uma redução brutal. Caiu sucessivamente 3,3%, 3,4% e 6,5% nos últimos três trimestres do ano passado.

Em algumas categorias de produtos, a quebra foi ainda mais abrupta -- particularmente na venda de veículos.

Em março deste ano, o número de automóveis vendidos em Portugal foi 49,2% inferior ao do mesmo mês do ano anterior, segundo a Associação Automóvel de Portugal (ACAP). A venda de veículos comerciais está a cair a ritmos mais fortes (acima de 65%).

O Governo e todas as grandes instituições económicas esperam que o consumo continue a diminuir este ano, em função da redução do rendimento disponível (causado em parte pela suspensão dos subsídios para função pública e pensionistas), do aumento da inflação e do desemprego.

Este último indicador é de resto a face mais visível da deterioração da economia. A taxa de desemprego do INE, que estava nos 12,1% no segundo trimestre do ano passado, chegou aos 14% no final de 2011. É de prever que continue a aumentar este ano -- o Governo prevê uma taxa de 14,5% para o cômputo de 2012.

O desemprego registado (número de inscritos em centros de emprego) aumentou em mais de 100 mil pessoas. Em abril de 2011, havia 541.974 desempregados registados nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP); em fevereiro deste ano, já eram 648.018.

Os indicadores de conjuntura do INE e do Banco de Portugal registaram recordes negativos históricos no final do ano passado, embora com ligeiras recuperações no início deste ano; a deterioração foi particularmente grave nos indicadores de confiança dos consumidores.

Normalmente, uma diminuição tão forte da atividade é acompanhada por uma descida dos preços -- mas não está a ser esse o caso em Portugal. A inflação no ano passado esteve acima dos 3%, e deverá voltar a ficar pelos 3,6% em 2012, impulsionada pela subida do preço do petróleo e pelos aumentos em alguns impostos (como o IVA) e em preços administrativos (como os dos transportes)

Só as exportações têm crescido. Em termos nominais, as exportações aumentaram a ritmos superiores a 10% em todos os meses do ano passado -- com exceção de dezembro, em que só cresceram 3%. Em janeiro voltaram a subir 13,1%, mas é quase certo que vai haver um abrandamento este ano.

Em volume (isto é, ajustando para os efeitos cambiais), as exportações vão crescer 2,1%, um ritmo bastante mais fraco que os 7,4% do ano anterior.

O aumento das exportações não será contudo suficiente para compensar a retração do consumo e do investimento -- que se reduziu 11,4% no ano passado, e deverá continuar a diminuir este ano.

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, também sofreu uma queda significativa no último ano. O índice estava nos 7.816,7 pontos; na segunda-feira, fechou a sessão nos 5,544.9. Em pouco menos de um ano, o PSI20 perdeu 41%.
(04.04.12/Fonte : Jornal de Notícias)

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