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03/12

Ligeiro aumento das remessas dos emigrantes em 2011

Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante o ano 2011 aumentaram muito ligeiramente de 0,2% relativamente a 2010 mantendo-se nos 2,4 mil milhões de euros (em valor representa um acréscimo de +4,5 Milhões de euros [M€]), após o aumento substancial de 2010.

Esta situação é o resultado da dicotomia, entre os transferes da emigração estabelecida e os transferes dos recém-emigrantes, já analisada na precedente leitura dos dados do primeiro semestre de 2011.

Assim constata-se o efeito negativo evidente da crise económica vivida nos principais países da União Europeia sobre as transferências do emigrantes para Portugal. As remessas oriundas de França registaram uma diminuição de -3,5%, da Alemanha; -5,8%, de Espanha; -20,4%, do Luxemburgo; -19,7%, ao contrário os valores provenientes de Suíça cresceram de +11,5% e do Reino Unido de +11,3%. Estes dois países, Suíça e Reino Unido são tipicamente países de emigração "temporária" com rápidos fluxos de emigração portuguesa tanto à partida como para o regresso.

Naturalmente, neste período de crise económica agravada, a emigração com destino a este tipo de países de acolhimento reflecte-se imediatamente nos fluxos financeiros conexos.

Para os países mais longínquos o efeito de crise também se fez sentir. As remessas oriundas do Canada (-13%), Brasil (-17,6%) e Venezuela (-41,3%) também registam quedas consequentes. Apenas as remessas dos EUA (+0,3%) estagnaram em 2011 relativamente a 2010.

Existem no entanto dois pontos essenciais que nos dão indicações sérias de perspectiva de evolução das remessas dos emigrantes para 2012.

O primeiro refere-se à situação de crise social e laboral que continua e que (segundo analistas e os próprios dirigentes políticos) continuará a degradar-se em 2012.

O segundo, efeito do primeiro, é o aumento do número de emigrantes portugueses que saem do país. Note-se que segundo a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, saíram cerca de 150 mil portugueses do pais em 2011. Este número é considerável visto que representa mais de 80% da totalidade da população de Braga (terceira cidade do país com cerca de 180 mil habitantes).

Naturalmente com estes dois vectores actuando a favor do aumento do envio de fundos para Portugal, o eventual decréscimo das remessas dos emigrantes já estabelecidos será muito provavelmente compensado e ultrapassado.

Assim pode-se prever razoavelmente um aumento das remessas de emigrantes para 2012, nomeadamente por parte dos recém-chegados em França, Alemanha, Luxemburgo, e naturalmente o Reino Unido e a Suíça que continuarão a registar um aumento das transferências a destino de Portugal.

Aliás os primeiros dados para janeiro de 2012 já apontam para esta orientação. Assim o total das transferências dos emigrantes de janeiro 2012 relativamente a janeiro de 2011 está em aumento de +12,6%. Fora os EUA e o Luxemburgo todas os fluxos de remessas dos emigrantes registam aumentos desde +4% (França) a +53% (Alemanha).Por : Jorge Rodrigues Ruivo (jorgeruivo.free.fr) (30.03.12/Fonte : Luso Planet)

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Fernando Ruas pede intervenção do Estado para evitar insolvência de algumas Câmaras

Os municípios portugueses estão numa difícil situação financeira, agravada pelas severas medidas do resgate de Portugal, e é urgente a intervenção do Estado para evitar a insolvência de algumas Câmaras, segundo Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios (ANM).

O Governo, com quem a ANM mantém conversações, está a fazer um levantamento exaustivo do endividamento dos municípios e já avançou com um valor que poderá andar pelos 12.000 milhões de euros, acima dos 8.000 milhões de euros estimados em Janeiro, sendo que a dívida de curto-prazo não deverá ser inferior a 3.000 milhões de euros.

Fernando Ruas concorda com a necessidade de se clarificarem estas dívidas "para se ultimarem negociações com base em números certos, rigorosos", referindo: "a dívida pode ser 12.000 milhões de euros, pode ser menos, pode ser mais, eu não conheço esses números".

"É urgente a intervenção do Estado, concluir as negociações entre o Governo e a ANM, para evitar situações de possível insolvência de algumas Câmaras", disse Fernando Ruas em entrevista Reuters.

O responsável adiantou que "há um risco grande de desequilíbrio nas Câmaras e, por isso, a ANM está a tratar de resolver este problema com o Governo", realçando: "pressupõe uma ajuda (do Estado), mas com regras bem definidas e, isto, concerteza, vai entrar agora na discussão com o Governo".

"Em relação a estas negociações, como há abertura de ambas as partes -- municípios e Governo -- e interesse em resolver isto numa base definitiva, e não apenas lançar mais um 'balão de oxigénio', naturalmente estou com optimismo moderado", afirmou.

"O que se passa com a situação do reequilíbrio financeiro (dos municípios), dada a devida distância, é aquilo que se passa com a intervenção da 'troika' no país. Estes municípios, se não fosse essa intervenção, teriam já dificuldades em pagar salários e tudo", acrescentou o responsável.

Mas, realçou que "não entraram em falência técnica, estão sujeitos a um programa de ajustamento especial e estão a cumprir".

Dívida de curto prazo a mais de 90 dias é preocupante
"O que nos preocupa é a dívida de curto-prazo a mais 90 dias de 1.400 ME, que pode ser mais agora, mas não faço ideia. Esta dívida preocupa porque significa que os municípios não conseguiram liquidez para a pagar nos 90 dias", afirmou.

Segundo dados do final de 2011, 56 municípios são responsáveis por 60% da dívida total e Lisboa é a que assume a maior fatia, pesando mais de 10% do endividamento global.

Ruas culpa pacotes de austeridade pela situação
Ruas considera que a culpa é dos pacotes de austeridade desde o início de 2011, que impuseram cortes de 800 milhões a 1.000 milhões de euros nas transferências estatais directas para os municípios, destacando que, além disso, o Poder Central não aplicou a Lei das Finanças Locais aprovada em 2007 e as Câmaras também não receberam uma verba de 1.250 milhões de euros que lhes era devida.

"Juntando esses 800 a 1.000 milhões aos 1.250 milhões, há aqui uma explicação clara porque é que os municípios estão em dificuldades, e de um momento para o outro", referiu.

"Com cortes desta natureza e sem recurso ao crédito bancário, é evidente que os municípios, neste momento, evidenciam a sua falta de liquidez", afirmou.

Adiantou que, "com o arrefecimento da economia, os municípios também recebem menos impostos locais, mas é às Câmaras que os cidadãos mais carenciados pedem apoio e a resposta social dos municípios tem sido intensa".

Fernando Ruas destacou ainda que a reforma do Poder Local que o Executivo quer implementar em 2013, como previsto no 'bailout' de Portugal, "é bastante sensível", recordando: "é nas freguesias que se geram sensibilidades, há freguesias que têm séculos de existência".
(29.03.12/Fonte : Jornal de Negócios)

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Desemprego à vista para 198 trabalhadores têxteis em Barcelos

Os 198 trabalhadores da empresa têxtil Eical, de Barcelos, têm quatro meses de salários em atraso e deverão parar a laboração a partir de quarta-feira, porque "já chega de trabalhar de borla", disse hoje fonte sindical.


Segundo Manuel Sousa, do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, cerca de 100 trabalhadores já decidiram avançar para a suspensão do contrato coletivo de trabalho e outros 80 optaram pela rescisão, "por já não acreditarem no futuro da empresa". Os restantes ainda não decidiram, mas destes há 12 que estão com baixa médica.

"Os trabalhadores andaram quatro meses a trabalhar de borla e estão fartos de serem enganados", referiu Manuel Sousa. Acrescentou que a empresa diz que "não tem dinheiro" para pagar os salários e que vai avançar com um plano de recuperação económica, no âmbito do processo de insolvência.

"O que me parece é que há ali um buraco muito grande. Só em salários em atraso aos trabalhadores estamos a falar de cerca de dois milhões de euros", disse ainda.

O sindicalista garantiu que até fevereiro a Eical trabalhou normalmente e nunca teve falta de encomendas, uma situação que nos últimos dias se alterou "radicalmente".
(28.03.12/Fonte : OJE)

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Famílias entregaram 37 casas por dia à banca em dezembro

No total, bancos ficaram com 6900 casas que famílias e empresas não conseguiam pagar; só no último mês do ano foram 1155, de acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

O número de imóveis entregues à banca pelas famílias que não conseguem já pagar os seus empréstimos não para de aumentar. Só em dezembro de 2011 foram entregues aos bancos cerca de 37 casas por dia, em dação em pagamento por famílias e por promotores imobiliários, na sequência do incumprimento nos créditos à habitação e à construção, segundo estimativas da associação que representa o setor imobiliário. É mais do dobro da média da totalidade do ano: 17 imóveis por dia.
(26.03.12/Fonte : Diário de Notícias)

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Marrocos pede apoio a São Tomé e Príncipe para aderir à CPLP

Marrocos pediu o apoio de São Tomé e Príncipe para obter o estatuto de observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de acordo com o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada.

O apoio de São Tomé à integração marroquina como membro observador da CPLP foi solicitado pelos presidentes da Assembleia e Senado daquele país, que receberam o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe durante a sua visita ao reino do norte de África. "Sendo Marrocos um parceiro importante de São Tomé e Príncipe, tomamos contacto com os novos dirigentes, um contacto que foi bastante positivo, havemos de reforçar ainda mais as relações com Marrocos", afirmou Patrice Trovoada.

Na reunião entre os dois chefes do Governo foram debatidas as mudanças constitucionais em Marrocos, o apoio do Governo são-tomense na resolução do conflito no Saara Ocidental e a cooperação bilateral, em particular, no turismo, formação, transportes aéreos e apoio ao orçamento.

A delegação do Governo do arquipélago, que regressou no domingo após uma deslocação de dez dias ao Dubai, Tunísia, Marrocos e Nigéria, visitou igualmente o mausoléu dos dois antigos reis de Marrocos.
(26.03.12/Fonte : OJE)

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150 mil portugueses emigraram em 2011

O número é do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e coloca 2011 perto da histórica vaga migratória dos anos 70.

"O anterior Governo escondeu as estatísticas da emigração. Sempre dissemos que estavam a sair de Portugal uma média de cem mil pessoas por ano. Não escondemos que os portugueses continuam a sair do País e esse número terá aumentado no ano passado, admito que terá atingido os 150 mil", disse o governante em declarações citadas no Diário de Notícias.

Dada a elevada taxa de desemprego em Portugal, oficialmente nos 14,8%, e na camada jovem a superar os 30%, é de esperar que os números da emigração continuem. Já houve até membros do governo, como o secretário de Estado da Juventude, a recomendar a emigração: "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", disse em Outubro passado Alexandre Miguel Mestre.
(23.03.12/Fonte : Diário Económico)

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Portugal: Malparado no consumo duplica desde queda da Lehman

Crédito malparado na habitação e no consumo bateu máximos de sempre em Janeiro, revelou o Banco de Portugal.

Apesar de o crédito concedido pelos bancos ter voltado a cair, em Janeiro, certo é que a crise está a fazer disparar o valor do malparado. O ano não começou com números muito animadores, com os indicadores a revelarem que o crédito malparado na habitação aumentou para 2.146 milhões de euros, mais 45 milhões de euros do que em Dezembro de 2011, segundo os dados publicados hoje pelo Banco de Portugal. Isto representa um agravamento de 40% desde a falência da Lehman Brothers, e uma subida de 8% desde que Portugal recorreu ao programa de assistência financeira, em Abril do ano passado.

Também o malparado no crédito ao consumo tocou em Janeiro máximos de sempre, ao atingir os 1.513 milhões de euros, o que significa que duplicou desde o início da crise do subprime, em Setembro de 2008. Desde que Portugal recorreu à ajuda externa, o crédito considerado de cobrança duvidosa no consumo registou um agravamento de 182 milhões de euros, uma subida de 13,6%.
(21.03.12/Fonte : Diário Económico)

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Um milhão de utentes já pediu isenção das taxas na saúde

O novo modelo de pagamento das taxas moderadoras entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano.

Cerca de um milhão de utentes solicitaram isenção de pagamento de taxas moderadoras por insuficiência económica e 13.119 apresentaram atestados médicos de incapacidade para ficarem dispensados deste pagamento, segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

O novo modelo de pagamento das taxas moderadoras entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano e, de acordo com este organismo do Ministério da Saúde, já deram entrada 513.782 requerimentos a solicitar isenção de pagamento por insuficiência económica, o que corresponde a 970.945 utentes.

Para ficarem isentos deste pagamento por motivos económicos, os utentes têm de integrar um agregado familiar cujo rendimento médio mensal, dividido pelo número de pessoas a quem cabe a direção do agregado familiar, seja igual ou inferior a 628,83 euros.

A prova de entrega deste requerimento proporciona ao utente a isenção do pagamento da taxa moderadora até 31 de março.

Para já, ainda não é conhecido o número de utentes que, a 31 de dezembro do ano passado, estava isento do pagamento destas taxas.

De acordo com as previsões do Ministério da Saúde, 5,2 milhões de utentes devem usufruir da isenção do pagamento de taxas moderadoras por motivos de insuficiência económica: mais de 800 mil do que no modelo anterior.

Em relação aos utentes com atestado médico de incapacidade multiuso, que assegura a isenção de pagamento das taxas, foram até ao momento apresentados 13.119 documentos.

O Ministério da Saúde estima que 81.711 utentes sejam isentos por incapacidade superior a 60%.
(20.03.12/Fonte : Diário Económico)

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UE tem 300 vagas para recém-licenciados e profissionais com mínimo de 6 anos de experiência

Processo de selecção decorre de 15 de Março a 17 de Abril e destina-se às áreas de Relações Externas, Direito, Auditoria, Comunicação e Administração Pública Europeia.
A União Europeia arrancou ontem com um processo de selecção para o seu corpo de funcionários que visa recrutar universitários europeus no último ano de curso ou recém-licenciados e profissionais com pelo menos de seis anos de experiência. Há 296 lugares para serem ocupados.

Os candidatos têm de ser cidadãos de um Estado-membro da UE e ter conhecimento de pelo menos duas línguas. A língua principal tem de ser uma das 23 línguas oficiais da União Europeia. A segunda língua tem de ser inglês, francês ou alemão.

Para a área de Relações Externas há 33 vagas, ao passo que para Direito há 64, para Administração Pública Europeia há 114, para Comunicação há 42 e para Auditoria há 43. Deste total de 296 postos de trabalho livres, 219 destinam-se a universitários ou recém-licenciados e 77 a profissionais com um mínimo de seis anos de experiência.

O salário base de um funcionário da categoria AD 5 (ou seja, para universitários ou recém-licenciados) era de 4.345 euros em 2011, disseram ao “Expansión” fontes diplomáticas espanholas familiarizadas com o corpo de funcionários da UE.

Pode consultar aqui as condições da candidatura : http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:C:2012:076A:FULL:EN:PDF

Além da informação relacionada com a candidatura, no website das carreiras da UE (http://europa.eu/epso/apply/today/adm_en.htm) pode ainda visionar vídeos de funcionários de cada uma das categorias onde existem vagas, que explicam quais as suas funções.(19.03.12/Fonte : Jornal de Negócios)

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Sector da construção avança com quatro mil despedimentos

Mesmo que o Governo não autorize o levantamento de quotas de acesso ao subsídio de desemprego, empresas vão despedir.

As construtoras nacionais vão avançar este ano com milhares de despedimentos mesmo que não obtenham luz verde do Governo ao pedido de despedimento sem limites, que garante a suspensão do regime de quotas de acesso ao subsídio de desemprego.

Em causa está o despedimento de cerca de quatro mil quadros qualificados, para reduzir a estrutura de custos das empresas, numa altura em que a construção vive a pior crise de que há memória: asfixia financeira, falências e níveis recorde de desempregados (já chegam aos 85 mil). A Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) diz que o sector está "à beira do colapso" e já pediu ao Governo a declaração de sector em reestruturação, que lhe permitirá contornar o sistema de quotas para o subsídio de desemprego. Mas mesmo sem luz verde do Executivo, a FEPICOP garante que as empresas do sector não têm alternativa senão avançar para despedimentos colectivos.

"A necessidade de rescisões por mútuo acordo no sector abrange um universo de três mil a quatro mil quadros de muita qualificação técnica. Não estamos a falar de pedreiros e carpinteiros", disse ao Diário Económico o presidente da FEPICOP. Ricardo Gomes deixa o alerta: "A inevitabilidade perante o cenário actual de crise, levará a que este número de pessoas tenha de ser cortado com ou sem aceitação do pedido da FEPICOP por parte do Executivo". A alternativa, diz, passará por despedimentos colectivos que "são processos mais morosos, mais caros e que, normalmente, se arrastam nos tribunais".
(16.03.12/Fonte : Diário Económico)

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Vendas de vinho [português] para a China quase duplicaram em 2011

As exportações de vinhos portugueses para a China quase duplicaram em 2011, pelo segundo ano consecutivo, para 8,23 milhões de euros, realçou hoje um responsável do setor.

Não contando com o Porto e Madeira, as exportações de vinhos para a China cresceram 91,7 por cento no ano passado, fazendo daquele país o quinto maior mercado de Portugal fora da Europa, precisou à agência Lusa em Pequim a gestora da Vini Portugal para a Ásia e África, Sónia Fernandes.

"As perspetivas são muito boas. Até 2015, a China vai ser um dos maiores consumidores mundiais de vinho", disse a especialista.

"O mercado existe, mas temos de trabalhar muito a marca Portugal", acrescentou.

Sónia Fernandes deslocou-se esta semana à China para preparar as próximas ações de promoção da Vini Portugal em Pequim, Xangai e outras cidades chinesas.

"A China é um dos nossos mercados prioritários. A principal dificuldade é a distribuição", realçou.

Mesmo assim, "este mercado está a crescer muito rapidamente" e há já três empresas portuguesas (Sogrape, Enoport e Enoforum) com escritórios em Xangai, a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com mais de vinte milhões de habitantes.

"Há apenas uma década, a China quase não aparecia na lista dos 25 países para onde mais exportávamos. Hoje, está em 13º lugar e fora da Europa, ocupa já a quinta posição, a seguir a Angola, Estado Unidos, Brasil e Moçambique", indicou também Sónia Fernandes.

Em 2010, as exportações de vinhos portuguesas para a China aumentaram 93 por cento em relação ao ano anterior, somando 4,3 milhões de euros.

Pelas contas da Vini Portugal, em 2011, em termos de volume, as exportações portuguesas cresceram 123 por cento, para 6,1 milhões de litros, o que corresponde a cerca de 7,5 milhões de garrafas, dois terços das quais tinto.

"Portugal está a exportar cada vez mais vinho. Há uns anos, o consumo interno absorvia 60 por cento da nossa produção e só 40 por cento ia para a exportação. Hoje é o contrário", referiu Sónia Fernandes.
(13.03.12/Fonte : Diário de Notícias)

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Sumol+Compal compra fábrica em Moçambique

A Sumol+Compal formalizou esta terça-feira a compra de uma unidade industrial em Moçambique por cerca de 8 milhões de euros (10,4 milhões de dólares) que assegurará a produção local de produtos da marca.

A produção na nova fábrica da Sumol+Compal deverá arrancar no terceiro trimestre deste ano, avançou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"É a primeira unidade industrial do nosso grupo empresarial fora de Portugal e representa um importante passo no nosso processo de internacionalização", destacam os responsáveis.

A operação industrial ficará integrada na subsidiária da Sumol+Compal Moçambique SA, criada para o efeito.

"A Sumol+Compal Moçambique SA terá na fase de arranque uma participação de 100 por cento da Sumol+Compal, estando prevista a venda de participações que conjuntamente representem até 25 por cento do capital daquela sociedade a sócios locais", adiantou a empresa.

O objetivo da nova empresa é garantir a produção e comercialização de produtos Sumol+Compal no mercado de Moçambique e em 12 dos restantes 13 países que também fazem parte da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC -- Southern African Development Community).

A Sumol+Compal está também presente em Marrocos, Senegal, Angola e África do Sul, entre outros países africanos.

As vendas para os mercados internacionais, entre 2009 e 2011, registaram um crescimento anual superior a 22 por cento, segundo o grupo, e no ano passado as vendas para os mercados internacionais atingiram 80 milhões de euros, mais 30 por cento do que em 2010.
(13.03.12/Fonte : Correio da Manhã)

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Falências de restaurantes sobem 68% até Fevereiro

O sector dos restaurantes registou nos dois primeiros meses do ano um aumento de 68% no número de falências. Até ao fim de Fevereiro, segundo o Correio da Manhã (CM), houve 52 restaurantes que entraram em insolvência, numa média de quase um por dia.
"Os primeiros números indiciam as nossas projecções para o dramático ano em curso", disse ao CM, o presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Mário Pereira Gonçalves.

Nos dois primeiros meses do ano fecharam assim 52 estabelecimentos, mais 21 do que o ano passado em período homólogo. Mas se a comparação for com os dois primeiros meses de 2010, em que encerraram 19 restaurantes, então o crescimento de insolvências dispara para os 174%.

O líder do sector traça um cenário negro para o futuro, avançando ao CM que "a primeira bomba vai ser em Maio, quando as empresas tiverem de pagar o IVA do primeiro trimestre e não houver tesouraria para cumprir essa obrigação". "O ínicio do 2º semestre vai ser o príncipio do afundanço, com o Verão a não conseguir compensar as perdas de receitas e as zonas urbanas a não resistirem à diminuição da procura", sintetizou Mário Pereira Gonçalves.

Para os próximos anos, a AHRESP estima que encerrem 54 mil dos actuais 85 mil restaurantes, que sejam extintos 120 mil postos de trabalho e haja uma quebra de receitas de quase dois mil milhões de euros.
(12.03.12/Fonte : Jornal de Negócios)

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Casais constrói 16 torres para parque eólico "offshore" na Suécia

Grupo de construção português vai construir torres eólicas em alto mar na Suécia para a E.On Climate & Renewables
O grupo casais ganhou na Bélgica a construção de 16 torres eólicas em betão armado, que serão instaladas, em alto mar, no Kareham Windfarm Projecto, um parque eólico "offshore" na Suécia. O dono da obra é a alemã E.On – Climate & Renewables.

A ConstruCasais, empresa do grupo Casais, será responsável pela execução de todos os trabalhos de montagem e aplicação de armaduras, montagem e aplicação de cofragens e betonagens, assim como a aplicação de outros elementos como coroa de fixação da torre eólica, fixações para os "boulders" de ancoragem de barcos e escadas de acesso.

A obra arrancou no mês passado e deverá estar concluída até ao Verão. A ConstruCasais estima envolver neste trabalho cerca de 80 trabalhadores. O valor do contrato não é revelado.

O estaleiro ocupa, em terra, no porto de Zeebrugge, na Bélgica, uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados, e os pontões onde serão executadas as fundações têm "decks" com áreas de 5.700 e 2.560 metros quadrados. As fundações têm uma base hexagonal com uma área de 313 metros quadrados e alturas compreendidas entre os 12 e 24,5 metros.
(07.03.12/Fonte : Jornal de Negócios)

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Bancos cortam crédito às famílias

Banca: Cobrança duvidosa nos empréstimos ao consumo atinge os 10%

O crédito é escasso e está a ser quase exclusivamente absorvido pelas empresas. No primeiro mês do ano, os bancos emprestaram às famílias 588 milhões de euros, o valor mais baixo desde 2003, mostram os dados do Banco de Portugal ontem revelados.

Em Janeiro, o financiamento à economia ascendeu a 4,528 mil milhões de euros. Deste montante, 3,94 mil milhões foram directamente injectados nas empresas, enquanto as famílias viram os empréstimos encolher para 588 milhões. O número é metade do valor concedido aos particulares em Janeiro de 2011 (1,1 mil milhões), já o País estava mergulhado em plena crise económica.

Por outro lado, os empréstimos de cobrança duvidosa assumem valores historicamente elevados. No total, os calotes de empresas e famílias ascendiam a 12,4 mil milhões em Janeiro. Nas empresas, o malparado atingiu os 7,621 mil milhões enquanto nas famílias o valor chegou aos 4,781 mil milhões.

Na habitação, o crédito de cobrança duvidosa atinge os 2146 milhões, no consumo os 1513 milhões e nos financiamentos para outros fins atingiu os 1122 milhões. Nos empréstimos ao consumo, o malparado é já superior a 10% do total do financiamento.

Uma boa notícia para o equilíbrio do sistema financeiro, sempre valorizada por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, é que, apesar das dificuldades, os portugueses acreditam nos bancos, estão a conseguir poupar e têm colocado mais dinheiro em depósitos a prazo. Em Janeiro, os novos depósitos de particulares totalizaram 12,5 mil milhões, bem acima dos 9,572 mil milhões do mesmo mês de 2011. Já em relação a Dezembro, foram poupados mais 3,974 mil milhões.
(06.03.12/Fonte : Correio da Manhã)

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A cada dia 64 condutores deixaram de pagar o seguro do carro

Em apenas três anos, as autoridades passaram 61375 multas a condutores de automóveis que circulavam sem seguro O maior número destas infrações foi detectado em 2011, o que indicia que há cada vez mais automobilistas a deixar de pagar o seguro.

Os dados facultados ao Dinheiro Vivo pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária mostram ainda que o número de contraordenações motivadas pelo incumprimento do artigo 150º do Código da Estrada ("Obrigação de seguro") ascendeu a 23345 o que traduz uma subida de 18% face ao ano anterior.
(06.03.12/Fonte : Jornal de Notícias)

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Bruxelas considera portagens nas Scut ilegais

A Comissão Europeia refere que as portagens nas antigas auto-estradas sem custos para o utilizador (Scut) violam o direito comunitário e ameaça levar o Estado português a tribunal, avança o "Expresso".
"A cobrança de portagens nas antigas SCUT é ilegal, considera a Comissão Europeia que ameaça Portugal com um processo no Tribunal Europeu de Justiça caso a situação não seja reposta", avança o site do semanário "Expresso".

Bruxelas responde assim à queixa apresentada, em Novembro de 2010, pela Câmara Municipal de Aveiro que defende que a introdução de portagens nas antigas Scut é "uma injustificada violação do princípio da livre circulação de pessoas e uma flagrante violação do princípio da não discriminação em razão da nacionalidade".

A Câmara Municipal de Aveiro classifica ainda as portagens nas Scut como um "sistema intrinsecamente iníquo e injusto, penalizador dos utentes e munícipes que nos cumpre representar".
(02.03.12/Fonte : Jornal de Negócios)

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Compras da China a Portugal aumentaram 42% em Janeiro

Balança comercial ainda é bastante favorável para a China

A China comprou a Portugal produtos no valor de 112 milhões de dólares (84,5 milhões de euros) em Janeiro, mais 42% face ao período homólogo de 2011, que traduz um maior equilíbrio da balança comercial entre os dois países.

Já para Portugal, o terceiro parceiro comercial da China no universo lusófono, seguiram mercadorias chinesas no valor de 216 milhões de dólares (163 milhões de euros), menos 16,8% do que em Janeiro do ano passado.

Não obstante o aumento do lado das importações do gigante asiático, as trocas comerciais luso-chinesas sofreram um recuo de 3% no primeiro mês de 2012, totalizando 327 milhões de dólares (246 milhões de euros), indicam dados divulgados hoje pelo Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau.

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa atingiram, em Janeiro, 9,2 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros), valor que reflecte uma subida de 11% face ao período homólogo de 2011, mas uma quebra de 7% em relação ao apurado em Dezembro.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa no ano de 2003, altura em que criou o fórum que reúne ao nível ministerial de três em três anos.
(02.03.12/Fonte : Público)

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Taxa de desemprego em Portugal atinge novo recorde nos 14,8%

Desemprego em Portugal não dá sinais de abrandar. Em Janeiro subiu para 14,8%, um novo máximo que traduz uma escalada de 0,8 pontos percentuais em apenas dois meses. Entre os jovens o desemprego supera já os 35%.

A taxa de desemprego em Portugal subiu em Janeiro para 14,8%, o que representa um novo recorde, de acordo com os dados hoje publicados pelo Eurostat.

No primeiro mês do ano a taxa subiu duas décimas, face aos 14,6% verificados no final de Dezembro. Contra o verificado em Novembro (14%), a subida é de oito décimas.

Os dados revelados hoje pelo Eurostat são muito mais gravosos dos que os revelados pelo INE recentemente, que apontavam para uma taxa de desemprego recorde de 14% no quarto trimestre de 2011.

O Eurostat, que utiliza informação do INE para calcular a taxa de desemprego, reviu hoje em alta os registos dos últimos meses. A taxa de desemprego de Dezembro passou de 13,6% para 14,6%. Antes o Eurostat tinha revelado que a taxa de desemprego de Novembro se tinha situado em 13,2% e hoje reviu esse valor para 14%.

O valor calculado pelo Eurostat indica que a nova previsão do Governo para a taxa de desemprego da totalidade de 2012 foi já superada. Esta semana, o ministro das Finanças reviu em alta a previsão para o desemprego este ano para 14,5%.

Vítor Gaspar reviu também em alta a quebra estimada para a economia este ano, o que faz antever uma contínua degradação no mercado de trabalho em Portugal.

Na Zona Euro a taxa de desemprego subiu de 10,6% para 10,7%. Portugal tem agora a terceira taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, igualando a Irlanda que também apresenta uma taxa de 14,8%. Acima só a Grécia (19,9% em Novembro) e a Espanha (23,3%).

Os dados do Eurostat permitem também concluir que o desemprego em Portugal continua a afectar sobretudo dos jovens. A taxa de desempego entre os portugueses com menos de 25 anos subiu em Janeiro para 35,1%, contra os 35% de Dezembro.

Entre os homens o desemprego está nos 14,9% e nas mulheres está nos 14,9%.
(01.03.12/Fonte : Jornal de Negócios)

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