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11/11

AHRESP prevê o fecho de 21 mil empresas com aumento do IVA para 23%

O aumento do IVA no sector de alimentação e bebidas de 13% para 23% irá levar ao encerramento de 21.000 empresas e à perda de 47.000 postos de trabalho, disse hoje, em conferência de imprensa, a associação do sector.

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) deu hoje de manhã uma conferência de imprensa, em Lisboa, na qual afirmou que este aumento irá trazer "uma significativa diminuição das receitas fiscais, causando o efeito inverso desejado pelo Governo".

A AHRESP referiu ainda que o sector do turismo, "um dos mais dinamizadores da economia nacional, irá ser fortemente, prejudicado ao colocar Portugal no top cinco dos países da Zona Euro com mais elevada taxa de IVA no sector da alimentação e bebidas".

O presidente da AHRESP, Mário Pereira Gonçalves, afirmou que esta é "uma inacreditável ameaça" que corresponde "a um aumento directo de IVA de 77%". O responsável referiu ainda que este aumento "será um incentivo à economia paralela e à evasão fiscal". Segundo Mário Pereira Gonçalves, tal só se justifica pela "inexperiência, cegueira e imprevidência do Governo".

A AHRESP, através do seu secretário-geral, José Manuel Esteves, avaliou que Portugal, no turismo, irá perder face a concorrentes como Espanha e França que praticam, respectivamente, taxas de IVA de 8 e 7%.

"A Irlanda, também intervencionada pelo FMI, desceu o IVA para a taxa média de 9%", afirmou.

"Os portugueses vão pensar em ir passar férias à vizinha Espanha pois fica mais barato", disse José Manuel Esteves.

Na conferência de imprensa foi ainda salientado que a alimentação passa a ter a mesma taxa de IVA que bens de luxo, como jóias e iates.

A proposta de aumento do IVA para 23% na área da restauração deverá ser aprovada hoje em plenário no Parlamento.
(29.11.11/Fonte : OJE)

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Banca enfrenta incumprimento de 22 mil milhões de euros

O crédito em risco já representa 6,8% do crédito total, refere o Banco de Portugal.

O crédito em incumprimento está em valores históricos. De acordo com dados do Banco de Portugal, representa já 4,5% da carteira de crédito dos bancos.

No mesmo sentido está o crédito em risco de entrar em incumprimento, medido pelo novo "rácio de crédito em risco", criado pela instituição liderada por Carlos Costa, por via de uma instrução que entrou em vigo a 26 de Setembro.

"Nos principais segmentos de crédito, com excepção da habitação, os rácios de crédito em risco e de crédito com incumprimento têm vindo registar uma tendência de aumento nos últimos anos, que se acentuou em 2011", refere o Banco de Portugal no relatório de estabilidade financeira de Novembro, divulgado há momentos.

De acordo com o documento, o novo rácio de crédito em risco situava-se, em Setembro, em cerca de 6,8% do crédito total concedido pelo sistema bancário, o que compara com um valor de 5,1% no final de 2010 e 3,5% no final de 2008.

Considerando que o crédito total concedido pela banca à economia em Junho cifrou-se em 323 mil milhões de euros, significa que a banca enfrenta o incumprimento de 22 mil milhões de euros.

Repartindo as várias componentes de crédito fica-se a saber, por exemplo, que no crédito habitação, a deterioração dos rácios de qualidade de crédito têm sido bastante mais moderada. "Em Setembro de 2011, os rácios de crédito em risco situavam-se em 4,9% na habitação, 12,2% no consumo e outros fins, 8,5% nas sociedades não-financeiras e 6,4% no crédito concedido a não residentes".

Recorde-se que a instrução do Banco de Portugal nº23/2011, que entrou em vigor no dia 26 de Setembro de 2011, alarga o conjunto de indicadores de qualidade de crédito que as instituições devem reportar sempre que divulgam informação quantitativa sobre a matéria.

"Com esta alteração, as instituições de crédito passaram a ter de divulgar não apenas rácios de crédito com incumprimento no crédito total, como acontecia até aqui, mas também rácios de crédito em risco no crédito total", refere o Banco de Portugal.

Denote-se ainda que o conceito de crédito em risco é mais abrangente do que o de crédito com incumprimento, dado que "incorpora a possibilidade dos devedores com prestações em atraso continuarem a não cumprir as suas responsabilidades de crédito", explica a autoridade monetária nacional.

Além disso, e da maior relevância para os bancos, estes serão obrigados a constituir provisões no montante equivalente ao crédito em risco de entrar em incumprimento.

Para o Banco de Portugal, os rácios de crédito em risco reforçam a comparabilidade e a transparência da informação relativa à qualidade de crédito e seguem o conceito de ‘non-perfoming loans' que consta no manual de metodologia de compilação das estatísticas dos "Financial Soundness Indicators" do FMI.

"A divulgação destes novos indicadores cumpre um dos requisitos do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal", salienta o Banco de Portugal.
(29.11.11/Fonte : Diário Económico)

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OCDE antecipa a pior recessão e desemprego para Portugal em 2012

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, já admitiu que recessão será pior que o inicialmente previsto pelo Governo.

No próximo ano, a economia portuguesa deverá contrair 3,2%, antecipa a OCDE. Esta é a pior previsão feita por uma organização internacional até à data. A taxa de desemprego vai subir mais do que o previsto e ultrapassar ao 14% em 2013.

No seu Economic Outlook (relatório sobre perspectivas económicas), hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Económico (OCDE) antecipa a pior recessão para Portugal. Em 2012, a economia nacional deverá recuar 3,2%, mais do que os 3% admitidos pelo Governo e pela troika.

A taxa de desemprego prevista pela OCDE para 2012 é, também, pior do que estima o Governo e a troika. A organização projecta que o número de pessoas desempregadas atinja, no próximo ano, os 13,8% da população activa, enquanto o Governo aponta para 13,4% e a Comissão Europeia (CE) para 13,6%.

Do mesmo modo, em 2013, a OCDE prevê que o desemprego volte a aumentar, para um máximo histórico de 14,2%, enquanto Bruxelas admite uma subida ligeira para os 13,7%. Quanto ao Governo, antecipa que, dentro de dois anos, a taxa de desemprego já esteja a descer, fixando-se nos 13%.

Na proposta do Orçamento do Estado (OE) de 2012, o Governo aponta para uma contracção económica de 2,8% no próximo ano, mas, recentemente, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, veio já admitir que a recessão deverá ser pior do que o esperado, alinhando as suas previsões com as da CE, que aponta para um recuo do PIB de 3%.

Agora, é a vez de a OCDE apresentar uma previsão ainda pior, na sequência das sucessivas revisões em baixa das perspectivas de crescimento da zona euro, onde se concentram a grande maioria das exportações nacionais.

Além disso, a organização está também mais pessimista do que o Governo e a troika quanto à recuperação da economia portuguesa depois de 2012. Nas previsões da OCDE, o PIB nacional deverá crescer apenas 0,5% em 2013. A Comissão Europeia está a antecipar o dobro do crescimento (1,1%) e o Governo também (1,2%).

Só nas metas do défice parece haver correspondência entre as previsões da OCDE e as da troika. Em linha com o que está traçado no programa de assistência financeira, Portugal deverá chegar ao final deste ano com um défice de 5,9% e de 4,5% no próximo ano. Em 2013, o défice orçamental descerá para 3%, dentro dos limites de Bruxelas.

Riscos negativos prevalecem
A OCDE alerta ainda que permanecem vários riscos negativos no horizonte, o que poderá levar a uma revisão em baixa destas projecções. “A forte deterioração das condições globais e os efeitos mais negativos do que o previsto da consolidação orçamental na procura poderão levar a uma contracção mais pronunciada da actividade económica”, avisa a instituição sedeada em Paris.

A OCDE deixa ainda outro alerta: “Mais más notícias do lado orçamental podem vir a enfraquecer a confiança”, numa referência ao desvio detectado nas contas públicas deste ano, que obrigou a medidas extraordinárias – como o imposto equivalente a um corte o subsídio de natal e a transferência do fundo de pensões da banca para o Estado – para atingir a meta do défice de 5,9% do PIB.

A este respeito, a OCDE recorda o Governo de que terão de ser tomadas medidas para compensar a eliminação dos subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos e pensionistas, em 2012 e 2013, quando esta deixar de se aplicar.

“Para sustentar o esforço de consolidação no médio prazo, reformas estruturais na administração pública devem ser implementadas para aumentar a sua eficiência e capacidade de atrair funcionários altamente qualificados”, refere a instituição.
(28.11.11/Fonte : Público)

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Fado representa 20% das vendas de discos de música portuguesa

Portugueses já consomem mais música "made in" Portugal do que internacional. Apesar das vendas estarem a cair, repertório nacional é líder.
O fado representa já 20% das vendas de música portuguesa, com mais de 305 mil discos vendidos só em 2010. O sucesso deste género musical junto do público é, aliás, uma das explicações para que a música nacional tenha já destronado a internacional.

O presidente da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), Eduardo Simões, alerta, contudo, para as limitações dos dados sobre o fado, uma vez que há "uma série de empresas que não fazem parte do levantamento", os dados não contemplam os discos "budget" (mais baratos) e a classificação de fado, pop, rock ou outro género é feita por cada empresa.

Ainda assim, Eduardo Simões crê que o peso do fado na música portuguesa não deve fugir muito dos 20%. E mais: "sem a evolução que se registou no fado era muito difícil atingirmos uma quota de 35% [no valor] de vendas no repertório nacional. Durante anos manteve-se abaixo dos 24% e só nos últimos dois anos é que começou a subir para estes níveis. O que foi também um efeito da lei da rádio que introduziu quotas de difusão de música portuguesa", explicou.

O musicólogo Rui Vieira Nery destaca também os efeitos da nova lei da rádio, bem como o aparecimento de uma estação de fado, como impulsionadores deste maior consumo deste género musical. Além disso, continuou, "vivemos numa época de globalização" e os jovens querem, cada vez mais, "afirmar a sua diferença cultural local". Por último, o facto de o fado estar mais disperso por todo o País, por oposição ao que aconteceu "até muito tarde no século XX em que continuava a estar sobretudo enraizado em Lisboa".

Galardões no fado bateram recorde em 2010
Quem está no terreno também atesta o peso do fado nas vendas. O director de marketing e comunicação institucional da FNAC disse ao Negócios que os discos de fado representam "cerca de 25% das vendas de música portuguesa" nas 17 lojas espalhadas pelo País. "Há, de facto, uma nova geração de jovens fadistas que tudo tem feito para catapultar o fado para as luzes da ribalta, o que explica o aumento da procura por parte do público", explicou.

Quanto ao destaque que dão ao fado nas lojas, Viriato Filipe explicou que se limitaram a acompanhar o "início e a ascensão" de artistas como a Mariza, Ana Moura, Camané e Aldina.

A comprovar a adesão do público ao fado estão também os galardões conquistados pelos intérpretes portugueses. Em 2010 foram atribuídos 21 discos de platina e cinco de ouro, segundo os dados da AFP. Entre 2005 e o primeiro semestre de 2011 foram atribuídos 77 galardões. Mariza foi a fadista que mais vendeu neste período.

Portugueses ouvem cada vez mais música nacional
Mas não é só o fado que tem conquistado os portugueses. Os discos portugueses estão cada vez mais entre as escolhas dos consumidores. "Apesar de o mercado dos discos ter sofrido uma forte quebra de vendas, a música portuguesa consegue manter uma certa estabilidade. Isto deve-se a um claro aumento da oferta de novidades e novos artistas portugueses", confirmou o director de marketing da FNAC.

Os dados da AFP mostram que entre 2008 e 2010 as vendas de discos caíram mais na música internacional (menos 27%) do que na nacional (menos 4%). Em 2010 o foço de vendas foi de mais de 500 mil discos: 2,2 milhões de discos portugueses vendidas contra 1,6 milhões de unidades de repertório internacional.

Rui Vieira Nery frisa contudo que os dados de vendas não reflectem totalmente o sucesso do artista porque "a pirataria está a destruir a indústria discográfica. Hoje em dia quase ninguém ganha dinheiro com os discos", conclui.

2005-2011 Os fadistas que mais venderam
Mariza 608 mil discos
Ana Moura 138 mil discos
Carlos do Carmo 56 mil discos
Camané 40 mil discos
Carminho 17 mil discos
(26.11.11/Fonte : Jornal de Negócios)

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Portugal paga 34,4 mil milhões em juros à troika

Dados do Governo revelam que Portugal vai pagar 34.400 milhões de euros em juros pelos empréstimos do programa de ajuda da troika.

Este valor foi apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de Honório Novo, deputado do PCP.

O total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do programa de assistência da 'troika' é 78 mil milhões de euros.

Durante o debate parlamentar do Orçamento Rectificativo para 2011, no final de Outubro, o deputado comunista pelo Porto perguntou: "Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?".

A resposta do Ministério das Finanças, 34.400 milhões de euros, corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos.

Isto presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que "é utilizado na totalidade" o montante destinado às empresas do sector financeiro - os 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca.

Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.

Os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) têm uma maturidade (duração) média de 12 anos, a uma taxa de juro média de 4%.

Já os empréstimos do Fundo têm uma maturidade média de sete anos e três meses, e uma taxa de juro média de 5 por cento - mas neste caso "a taxa de juro é variável, à qual acresce um 'spread' [diferencial] que depende do montante em dívida e pode chegar a perto de 400 [pontos base] depois dos três primeiros anos", lê-se no documento das Finanças.
(25.11.11/Fonte : Diário Económico)

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CGTP e UGT admitem nova paralisação

A CGTP e a UGT admitiram estar disponíveis para uma nova greve geral se o Governo não partir para as negociações em concertação social de forma séria, mas garantem que não querem "fazer a luta pela luta".

Os líderes das centrais sindicais CGTP e UGT realizaram, em Lisboa, uma conferência de imprensa conjunta de balanço do dia de greve geral, que consideraram um "êxito" tendo mesmo, em sua opinião, "superado" a mobilização da greve geral de há precisamente um ano. Então, afirmaram que a greve geral "envolveu" três milhões de portugueses.

Questionado pelos jornalistas sobre se admitia a realização em breve de uma nova greve geral, caso o Governo nao atendesse às suas pretensões, o secretário-geral da UGT não descartou essa hipótese.

"Se o Governo nos empurrar fazemos uma nova greve geral para defender a luta dos trabalhadores, mas não queremos fazer a luta pela luta, queremos negociação", disse João Proença.

Já no discurso sindical, o secretário-geral da UGT tinha afirmado que o pretendido por esta greve geral é que o "Governo mude o comportamento negocial na negociação colectiva, com sacrifícios equitativamente distribuídos" que permitam à economia "crescer".

Já o secretário-geral da CGTP considerou que greve teve a capacidade de dar "consciência social" dos problemas que os portugueses enfrentam e que será fundamental para a mudança de políticas.

"Temos a certeza que a forte consciência social será lastro de consciência politica que nascerá na sociedade e que há-de sustentar uma alternativa", afirmou o líder sindical.

"As alternativas não virão daqueles nem das políticas que conduziram ao descalabro", acrescentou o responsável.
(24.11.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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Portugal: Metade dos desempregados deixou de receber subsídio devido às novas regras

Mais de 290 mil pessoas recebiam prestações de desemprego em Outubro deste ano, o equivalente a 42,4% do número total de desempregados contabilizados pelo INE.

Entre os factores que podem explicar a redução, em termos homólogos, do número de beneficiários com direito ao apoio da Segurança Social está a entrada em vigor, em Julho do ano passado, das novas regras de permanência no subsídio de desemprego, que ditou o fim desta prestação para muitos portugueses.

Entre as alterações, os beneficiários do subsídio de desemprego deixaram de poder recusar propostas de trabalho que garantam uma retribuição ilíquida igual ou superior a 10% do subsídio durante o primeiro ano e ficam obrigados, no período seguinte, a aceitar ofertas de emprego de valor igual ao montante do subsídio.

De acordo com os últimos dados disponibilizados no site da Segurança Social, em Outubro existiam 292.513 beneficiários de prestações de emprego, menos 4.034 pessoas do que em Setembro.

Face ao mesmo mês de 2010, o número de beneficiários de prestações de desemprego é inferior em 23.259, apesar do número de desempregados ter vindo a aumentar em Portugal.

Os últimos dados divulgados pelo INE contabilizavam, no fim do terceiro trimestre do ano, um total de 689,6 mil desempregados, o que fez elevar a taxa de desemprego para os 12,4%.

Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego (cujo valor médio em Outubro foi de 540,7 euros), subsídio social de desemprego inicial (345,61 euros), subsídio social de desemprego subsequente (365,31 euros) e prolongamento do subsídio social de desemprego (317,42 euros).

Em Outubro foram deferidos 19.286 subsídios de desemprego.
Do total de beneficiários inscritos na Segurança Social com prestações de desemprego, 109.609 são da região Norte, com destaque para o distrito do Porto, onde foram atribuídos subsídios a 67.652 pessoas. Lisboa e Vale do Tejo tinham 90.268 desempregados a receber prestações, em Outubro, dos quais 54.859 em Lisboa e 22.887 em Setúbal.

No Centro, a Segurança Social conferiu 55.364 beneficiários de subsídios de desemprego, com Aveiro e Leiria a destacarem-se, com 17.737 e 11.487 pessoas, respectivamente.

No Algarve existiam 13.570 beneficiários a receber prestações de desemprego, enquanto no Alentejo foram contabilizadas 11.228 pessoas na mesma situação. Na Madeira, o número de beneficiários de prestações de desemprego alcançou os 7.988, enquanto nos Açores foi de 4.486.

Os dados da Segurança Social indicam ainda que os homens entre os 55 e os 59 anos são o grupo que recebe mais prestações de desemprego (24.543), apesar de em termos totais serem as mulheres as maiores beneficiárias deste tipo de apoios (com 147.326 subsídios atribuídos até Outubro).
(23.11.11/Fonte : OJE)

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Melhor Empresária da Europa é portuguesa

A portuguesa Sandra Correia, 40 anos, presidente executiva da empresa algarvia de cortiça Pelcor, venceu o Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, atribuído pelo Parlamento Europeu e Conselho Europeu das Mulheres Empresárias.

"Este prémio abre novas portas para a Pelcor e para a cortiça e é um caso de motivação e orgulho para Portugal", declarou a empresária algarvia, criadora da marca Pelcor e que aproveitou a fábrica de rolhas de cortiça do pai para se lançar no mundo da moda e do design.

A entrega do troféu a Sandra Correia foi realizada, segunda-feira, em França, por Alain Juppé, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, e por Elisabeth Morin Chartier, vice presidente da Comissão Europeia dos Direitos das Mulheres e Igualdade de Género.

A marca Pelcor, além de estar no mercado das rolhas de cortiça para os mais finos champanhes, licores e vinhos do mundo, distingue-se actualmente pelos produtos de design luxuosos concebidos a partir da casca de sobreiro, onde os chapéus de chuva de cortiça são o artigo mais original que oferecem.

A marca produz também bolsas de cosmética, relógios de pulso, aventais, malas a tiracolo, sacos de compras, bolsas para moedas, carteiras para homem e até já criou uma linha exclusiva composta por mala, malote, carteira e porta óculos para a cantora Madona, quando a artista esteve em Portugal em 2008.

Alguns desses objectos de 'design' feitos em cortiça estão à venda no Museu de Arte Moderna (MOMA) de Nova Iorque, um dos mais conceituados do mundo.

O negócio corticeiro da família Correia começou em 1935, no centro do Algarve, região considerada o berço da melhor cortiça do mundo.

A Pelcor tem tido um volume de negócios em ascensão, onde, por exemplo, em 2007 superou o meio milhão de euros em 2006, e está a apostar no mercado do Médio Oriente, designadamente Dubai ou Emirados Árabes.
(22.11.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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Governo estima queda de 1,6% do PIB este ano e 3% em 2012

O ministro das Finanças afirmou hoje que as projecções macroeconómicas foram revistas durante a última missão da troika, esperando agora uma queda de 1,6% do PIB este ano e 3% em 2012.

De acordo com Vítor Gaspar, que encerra hoje no Parlamento o período de audições dos ministros sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2012, a última visita da troika, que deu parecer positivo à segunda avaliação do programa português, levou à incorporação do cenário macroeconómico incluído no orçamento e apresenta agora uma maior disparidade entre 2011 e 2012.

Assim, no orçamento para 2012 está prevista uma queda de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e é agora revista para uma queda de 1,6%. No caso de 2012, a queda do PIB é revista de 2,8% para 3%.

"Face ao cenário macroeconómico do Orçamento do Estado para 2012, é esperado um melhor desempenho da actividade económica em 2011 mas é projectada uma recessão mais acentuada em 2012. Esta revisão reflecte por um lado a incorporação da informação entretanto divulgada pelo INE para o PIB do terceiro trimestre de 2011 que revela uma queda inferior à esperada e por outro lado um cenário externo para 2012 mais desfavorável que o previsto", diz o ministro.

Vítor Gaspar explica que os ajustes no cenário indicam que a queda acumulada nos dois anos será no entanto semelhante ao já previsto, e assim que não espera impactos significativos sobre o orçamento.

"Não se identificam impactos significativos para o orçamento de 2012 desta revisão do cenário macro. Até porque sendo as revisões de sinal contrário, em alta em 2011, de -1,9% para -1,6% e em baixa para 2012, de -2,8% para menos 3%, o efeito líquido ao nível da actividade económica no final do período será insignificante", explicou.
(21.11.11/Fonte : OJE)

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Portugal: Consumo privado com maior queda desde 1978

O indicador coincidente do consumo privado do Banco de Portugal registou uma quebra de 3,9% em Outubro deste ano, uma descida sem paralelo nos registos, que remontam a 1978.

De acordo com os indicadores de conjuntura de Novembro do Banco de Portugal (BdP), o indicador coincidente do consumo privado encontra-se em queda desde Dezembro de 2010, tendo-se vindo a agravar para lá dos 3% a partir de Julho deste ano.

Por outro lado, o indicador de clima económico agravou-se em Outubro, mantendo o movimento descendente iniciado em Julho de 2010 e o consumo privado voltou a cair em Setembro, embora estabilizando face a Agosto, indicou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os indicadores de conjuntura do banco central lembram os dados do INE para o terceiro trimestre deste ano, segundo os quais o índice de volume de negócios no comércio a retalho caiu 5,2% em termos reais.

"Em Outubro de 2011, quer o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial da actividade económica, quer o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial do consumo privado, calculados pelo Banco de Portugal, caíram relativamente ao mês anterior", pode ler-se no documento publicado pela instituição liderada por Carlos Costa.

O indicador coincidente da actividade económica do Banco de Portugal caiu 2,9% em Outubro face ao período homólogo de 2010.

Segundo o documento do banco central, esta é a maior quebra desde Abril de 2009 no indicador coincidente da actividade económica, depois de ter registado uma descida de 2,4% no mês anterior.
(18.11.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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FMI insiste nas reduções salariais no sector privado [em Portugal]

O representante permanente do Fundo Monetário Internacional em Portugal, Albert Jaeger, voltou, esta quinta-feira, a defender que o sector privado deve seguir o exemplo do sector público e aplicar reduções salariais, repetindo as palavras da 'troika' desta quarta-feira.

"A fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra, os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público e aplicar reduções sustentadas", afirmou o responsável numa conferência em Lisboa, repetindo em detalhe a mensagem passada esta quarta-feira pela 'troika' no comunicado entregue aos jornalistas após a missão conjunta da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional dar nota positiva na segunda avaliação do programa português.

Defendendo a posição da 'troika', Albert Jaeger disse mesmo que os trabalhadores portugueses são dos que mais horas trabalham entre as economias avançadas, mas que a produtividade é baixa e, assim, são dos que menos retiram de todas essas horas que trabalham.

Assim, segundo o representante do FMI, Portugal precisa de aumentar a sua competitividade e isso é algo que demora muito tempo, defendendo por isso a indicação dada já esta quarta-feira de que o sector privado deve seguir o exemplo de reduções salariais dado pelo sector público, com os cortes nos subsídios e nos salários (que se mantêm para o próximo ano, pelo menos) incluídos na proposta de Orçamento do Estado para 2012.

Seguindo a mesma linha da 'troika' na conferência de imprensa desta quarta-feira, o responsável defendeu ainda que o sucesso do programa português depende da implementação de um vasto programa de reformas estruturais.

"O sucesso do programa depende fundamentalmente da implementação de um amplo programa de reformas estruturais", disse ainda o austríaco, que comparou o caminho que Portugal enfrenta para restaurar o crescimento, finanças públicas sustentáveis e a confiança na sua economia com as montanhas austríacas.
(17.11.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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Emigração de jovens qualificados pode ser algo "extremamente positivo"

Miguel Relvas considerou hoje que a emigração de jovens portugueses qualificados pode ser algo "extremamente positivo".

"Quem entende que tem condições para encontrar [oportunidades] fora do seu país, num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, [isso] é extraordinariamente positivo", afirmou. "Também nesta matéria é importante que se tenha uma visão cosmopolita do mundo", acrescentou Miguel Relvas.

O ministro Adjunto dos Assuntos Parlamentares, que falava durante uma reunião sobre o Orçamento do Estado para 2012, respondeu assim à oposição, que criticou o secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, por este ter sugerido aos jovens desempregados que saíssem da sua "zona de conforto" e procurassem oportunidades "além fronteiras".

Dirigindo-se especialmente aos comunistas, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares acusou-os de terem uma "visão pobre" sobre a emigração e qualificou de "normal" aquilo que foi dito pelo secretário de Estado da Juventude, num encontro com jovens em São Paulo, no Brasil.

Segundo Miguel Relvas, actualmente a emigração portuguesa "é uma emigração muito bem preparada", com "jovens altamente bem preparados" colocados em lugares no estrangeiro, e quem afirma o contrário está a olhar para Portugal "a partir do espelho retrovisor do passado".

"Nós temos hoje uma geração extraordinariamente bem preparada, na qual Portugal investiu muito. A nossa economia e a situação em que estamos não permite a esses activos fantásticos terem em Portugal hoje solução para a sua vida activa. Procurar e desafiar a ambição é sempre extraordinariamente importante", reforçou.
(16.11.11/Fonte : Diário Económico)

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INE: Grande Lisboa concentra mais de um quarto do poder de compra nacional

As regiões de Grande Lisboa, Grande Porto e Península de Setúbal concentram 50% do poder de compra nacional. O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou o estudo sobre o Poder de Compra Concelhio para 2009.

No relatório publicado hoje, o instituto revela que apenas 39 dos 308 municípios em que se divide o território nacional têm um Índice de Poder de Compra superior à média nacional, que é de 100,00 pontos.

Um número que fica muito aquém do número de municípios com um índice inferior a 75 pontos, que é de 185, ou 60% dos 308 municípios em que se divide o território nacional.

Lisboa, Oeiras e Porto são os municípios mais afluentes, com a capital a pontuar 232,5 pontos no indicador sintético do poder de compra medido pelo INE. Oeiras pontuou 185,4 no índice e o Porto 178,8 pontos.

A Região Autónoma da Madeira tem um Índice de Poder de Compra de 94,7 pontos e o Região Autónoma dos Açores conseguiu 86,1 pontos. As únicas regiões com uma pontuação superior à média no índice foram Lisboa (134,2 pontos) e Algarve (100,4 pontos). “As três restantes regiões do Continente – Norte, Centro e Alentejo – registavam índices de poder de compra per capita abaixo da média nacional”, entre os 80 e os 90 pontos.

Península de Setúbal, Grande Lisboa e Grande Porto concentram metade do poder de compra
A Percentagem do Poder de Compra é um indicador que deriva do indicador sintético de poder de compra per capita, medido pelo INE, que avalia “a concentração do poder de compra nos diferentes territórios”.

Ao nível da NUTS III, o INE verifica que a Grande Lisboa concentra 28% do rendimento manifestado no país, o Grande Porto concentra 14% e a Península de Setúbal aglomera 8% do poder de compra. “No conjunto, estas três sub-regiões representavam cerca de metade do poder de compra manifestado no território nacional”, constatam o INE.

Dependência do Turismo confere sazonalidade ao poder de compra
Um terceiro factor mede a sazonalidade do poder de compra e o INE denomina-o como Factor Dinamismo Relativo (FDR).

“Em 2009, dos 15 municípios com um FDR superior ao desvio-padrão da distribuição, 11 situavam-se no Algarve”, com destaque para Albufeira com um FDR de 9,95. Óbidos, na sub-região do Oeste, Grândola no Alentejo Litoral e Porto Santo na Região Autónoma da Madeira também estão entre os municípios que se destacaram ao nível deste indicador.
(10.11.11/Fonte : Jornal de Negócios)

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Bancos [portugueses] caem para mínimos e perdem 70% num ano

Os títulos da banca estão hoje a ser duramente castigados pelos receios em torno de Itália.

O BCP resvala 5,04% para 0,113 euros, um novo mínimo de sempre, que atira o 'market cap' do banco para pouco mais de 800 milhões de euros. Também o BPI (-6,0%) e o Banif (-5,63%) estão hoje a negociar nos valores mais baixos de sempre nos 0,415 e 0,268 euros, respectivamente. No mesmo sentido, o BES cai 4,23%.

Desde o início do ano, o BCP já perdeu quase 80% da sua capitalização bolsista, o pior desempenho anual no PSI 20, seguido do Banif (-68%) e BPI (66%). O BES aparece em sexto lugar, com uma desvalorização de 54%.

O balanço dos últimos 12 meses é ainda mais negro. Há um ano BCP, BPI, BES e Banif valiam, juntos, 10 mil milhões de euros. Com as cotações de hoje o valor dos quatro bancos não chega a três mil milhões de euros, o que implica perdas de 71%.

As fortes quedas da banca nacional e europeia surgem num dia em que os juros dos títulos de dívida de Itália atingiram a temida fasquia dos 7% nos prazos até 10 anos no mercado secundário. Recorde-se que a Grécia e Irlanda pediram resgate oito e 15 dias depois, respectivamente, de os juros passarem acima da fasquia dos 7% no mercado secundário.

Os investidores temem que a terceira maior economia da zona euro deixe de ter capacidade de se financiar nos mercados e peça ajuda externa. O anúncio da demissão do primeiro-ministro italiano acalmou inicialmente os investidores, mas as dúvidas sobre a capacidade de o novo Executivo italiano implementar as medidas orçamentais e reformas estruturais prometidas há muito por Roma voltou a gerar o pânico. Sobretudo porque os ministros das Finanças da zona euro adiaram para Dezembro o reforço do poder de alavancagem do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) - a bóia de salvação dos países do euro em dificuldades.

"Ainda não é claro que a força política que vai emergir [em Itália] será capaz de levar a cabo as reformas" exigidas por Bruxelas, explica Luís Gonçalves, trader da GoBulling, ao Etv.

Também Christian Jimenez, gestor de fundos da Diamant Bleu Gestion sublinha que "não há garantias de que o sucessor seja capaz de fazer um trabalho melhor. Por agora, o melhor é manter os olhos nas 'yields' italianas".
(09.11.11/Fonte : Diário Económico)

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Bluepharma assina contrato de genéricos no valor de 2 milhões de euros

A empresa farmacêutica Bluepharma, instalada em Coimbra, assinou um contrato com uma multinacional para o desenvolvimento de dez medicamentos genéricos, que a preços actuais representam um valor superior a 2 milhões de euros.

Em nota de imprensa, a empresa refere que o contrato com a multinacional farmacêutica foi assinado durante a 22.ª edição da feira CPhI, em Frankfurt, na Alemanha.

"Em 2016, aquando da queda das patentes destes medicamentos, o valor de marcado estimado é 600 milhões de euros e a Bluepharma pretende conquistar cinco por cento de quota, o que representa uma facturação de 30 milhões de euros e a criação de cem postos de trabalho", acrescenta.

A Bluepharma, fundada há dez anos pela aquisição de instalações da empresa Bayer, é actualmente a única empresa farmacêutica portuguesa autorizada pela FDA (Food and Droug Administration), a autoridade de saúde dos EUA para a comercialização de medicamentos sólidos no mercado norte-americano.
(09.11.11/Fonte : OJE)

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140 mil famílias deixaram de pagar casa aos bancos

Em três meses, 4557 novos particulares entraram em incumprimento no crédito à habitação, revelam dados do Banco de Portugal. Desemprego e perda de rendimentos são as razões apontadas.

Quase seis em cada cem famílias já não conseguem pagar o empréstimo da casa. Em apenas três meses (Junho a Setembro), o número de particulares com crédito vencido na habitação subiu 4557.

Ao todo, são já 140 447 os que estão nesta situação, contra os 135 891 registados no trimestre anterior e os 132 320 um ano antes.

A análise dos vários segmentos de crédito revela um panorama ainda mais dramático: no total contam-se já 668 874 pessoas em incumprimento.

O número de famílias com empréstimo à habitação desceu ligeiramente (menos 6753), mas os que deixaram de pagar o empréstimo seguem a tendência inversa.

Estes dados reflectem sobretudo a subida do desemprego e a perda de rendimentos.
(08.11.11/Fonte : Diário de Notícias)

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Renault apresenta [em Portugal] os modelos Fluence e Kangoo ZE

A aliança Renault-Nissan já investiu mais de 4 mil milhões de euros nos carros eléctricos.

Carlos Tavares, COO da Renault, está hoje em Portugal para apresentar os modelos eléctricos Fluence ZE e Kangoo ZE, um evento que se realiza entre Lisboa e Cascais.

O objectivo do encontro é permitir que os jornalistas façam os primeiros testes aos carros do grupo francês.

A aliança Renault/Nissan disse recentemente que espera vender 1,5 milhões de carros eléctricos em todo o mundo no espaço de cinco anos.

No total, a aliança já investiu mais de quatro mil milhões de euros nos carros eléctricos.

Carlos Tavares faz a apresentação aos jornalistas portugueses ao 12h30.
(07.11.11/Fonte : Diário Económico)

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CRISE: CML admite reduzir semana a 4 dias de trabalho e limitar recolha de lixo

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a planear um conjunto de medidas de contenção para avançar já a partir de Janeiro.

Em causa está a possibilidade de reduzir a semana de trabalho para quatro dias, com um corte salarial correspondente a 20% do vencimento base e a eliminação ou limitação da recolha do lixo na cidade ao sábado. As medidas constam de um despacho do presidente da Câmara, António Costa, a que o Económico teve acesso.

No despacho, datado de 14 de Outubro, o edil manda as direcções municipais apresentarem um estudo, no prazo de 30 dias, sobre o impacto financeiro em 2012 destas medidas que vão afectar os cerca de dois mil trabalhadores do serviço de higiene urbana de Lisboa e milhares de outros funcionários afectos aos serviços não operacionais da câmara. Com o estudo já em marcha, aguardam-se as conclusões para a próxima semana, as quais visam "habilitar o Executivo a poder tomar decisões com impacto no próximo exercício".

Embora o documento a que o Económico teve acesso refira que as estruturas sindicais tomaram conhecimento prévio destas medidas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, Delfino Soares, garante que aquela estrutura sindical não foi consultada antecipadamente, mas revelou que o sindicato esteve reunido ontem com o presidente António Costa, que lhes comunicou as medidas em estudo.

O sindicalista defende que a Câmara não pode legalmente decidir unilateralmente reduzir em um dia a semana de trabalho e cortar 20% do salário aos funcionários. E alerta para o perigo "para a saúde pública" da eliminação ou mesmo limitação da recolha de lixo ao sábado.

Delfino Soares está também preocupado com outra intenção do Executivo camarário de limitar as horas extraordinárias e o trabalho ao sábado referindo, por exemplo, o trabalho dos bombeiros. "Não se pode limitar o trabalho dos bombeiros e o número de trabalhadores e veículos aos sábados. É muito grave seguir esse caminho".

As medidas de racionalização são justificadas por António Costa, no despacho com "o reflexo nas finanças do Município da grave crise económico-financeira que atinge o nosso país" e que "impõe a urgente necessidade de adoptar medidas estritas de contenção de despesa corrente". O edil frisa que a actual situação "foi agravada recentemente pela diminuição drástica das receitas fiscais, nomeadamente a proveniente do imposto da derrama, pelo que se torna indispensável adequar a despesa à diminuição da receita".

António Costa recorda que o memorando da troika impõe já um conjunto de medidas para redução do défice, nomeadamente a redução de despesas com pessoal, que representam cerca de 52% do total da receita estrutural do Município.
(04.11.11/Fonte : Diário Económico)

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CRISE: Insolvências de particulares já representam metade dos casos de falência no país

As falências judiciais de particulares ultrapassaram, pela primeira vez, o número de processos relativos a empresas no primeiro trimestre de 2011.

Entre Janeiro e Março, 1098 pessoas foram declaradas insolventes, o que representa 50% do total das insolvências decretadas nesse período.

De acordo com as estatísticas divulgadas pelo Ministério da Justiça, houve 2195 insolvências declaradas no primeiro trimestre, o que significou um aumento homólogo de 60%.

As falências de particulares, que, no ano passado, valiam apenas 26% do total, deram um salto significativo. A diferença é ainda maior quando comparado com os níveis registados entre Janeiro e Março de 2007, período em que representavam apenas 17%.

As estatísticas mostram ainda que, no global, os processos tratados no primeiro trimestre de 2011 tiveram uma duração média de três meses, o que mostra uma evolução positiva face ao ritmo verificado há quatro anos (dez meses).

Em termos de valor, a grande maioria das insolvências situa-se entre 1000 e 49.999 euros, havendo uma fatia de 15,3% cujas acções ultrapassam 50.000 euros.

Continua a haver uma elevada pendência de processos. As estatísticas publicadas mostram que, entre Janeiro e Março, apesar de um aumento das insolvências concluídas, ficaram ainda por resolver 2664 casos, em comparação com os 2365 do primeiro trimestre de 2010.

O Governo está a preparar uma revisão do Código das Insolvências e Recuperação de Empresas (CIRE), que regulamenta este tipo de processos e está em vigor desde 2004.

Estas mudanças, que constituem uma das exigências inscritas no Memorando de Entendimento assinado com a troika, levaram o Executivo a aprovar um programa que pretende diminuir o congestionamento dos tribunais, face à escalada destes processos em Portugal.

No final de Outubro, foi publicado em Diário de República um guia de orientação para a negociação de dívidas fora dos tribunais, possibilitando que devedores e credores cheguem a acordo sem recorrerem à via judicial.

Trata-se de um mecanismo de adesão voluntária, que será gerido pelo IAPMEI, que hoje já dispõe de um programa deste tipo, mas que teve uma adesão muito reduzida durante os últimos anos.

Na resolução publicada no final do mês passado, o Governo refere que o novo instrumento de recuperação extrajudicial pretende fomentar os casos de recuperação, que hoje representam cerca de 1% dos processos de insolvência.
(02.11.11/Fonte : Público)

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