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10/11

Portugal: Desemprego subiu para 12,5%

Após dois meses de estabilização, a taxa de desemprego em Portugal voltou a subir em Setembro, atingindo 12,5% da população activa.

Segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, a evolução da taxa de desemprego portuguesa seguiu o mesmo movimento da média europeia (UE-27) e da Zona Euro, onde o universo de desempregados subiu, em ambos os casos, uma décima, para 9,7% e 10,2%, respectivamente.

No caso de Portugal, o valor de Setembro iguala o observado em Junho, a que se seguiram dois meses de ligeira descida, com o desemprego a cair de 12,5% para 12,4%. O valor recorde, de 12,6%, foi contabilizado nos meses de Abril e de Maio.

Na apresentação do Orçamento do Estado, o Governo antecipou que o mercado de trabalho continue a degradar-se em 2012, estimando que o desemprego atinja um novo recorde de 13,4%, após fechar o ano em curso com a taxa média colada aos 12,5%.

Os jovens com menos de 25 anos continuam a ser por cá, como em todos os países europeus, os mais fustigados pela falta de emprego. Entre Agosto e Setembro, a taxa de inactividade passou de 26,9% para 27,1%. Seguem-se as mulheres (desemprego passou de de 12,7% para 12,9%) e os homens (passou de 12,1% para 12,2%).
(31.10.11/Fonte : Jornal de Negócios)

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OLP e Ciberdúvidas apresentam Ciberescola

O OLP- Observatório da Língua Portuguesa e o Ciberdúvidas apresentam, na próxima sexta-feira, 28 de Outubro, pelas 19h, na sede do OLP, a CiberEscola da Língua Portuguesa

A CiberEscola da Língua Portuguesa é uma plataforma de recursos interativos e cursos em linha de ensino do português e constitui um projeto único no universo de oferta editorial e institucional via Web.

Livre acesso
Os utilizadores (alunos e professores) podem aceder à plataforma gratuitamente, mediante um registo simples.
Dispensa de software adicional
É necessária apenas uma ligação à Internet. A plataforma funciona em qualquer browser, não sendo necessário o descarregamento de software adicional.
Diversidade de níveis e áreas
Em Português Língua Materna são visadas sete níveis de escolaridade, do 5.º ao 12.º anos. Em Português Língua Não Materna estão contemplados os níveis A2 e B1. Numa e noutra vertente do ensino do português, as áreas tratadas são a Leitura, a Compreensão oral, a Gramática, a Escrita e o Vocabulário.
Conteúdos originais
Todos os exercícios são originais, produzidos especificamente por professores pós-graduados e investigadores em linguística.
Flexibilidade
Os materiais disponibilizados destinam-se a ser implementados autonomamente pelo aluno, enquanto estudo supletivo, e/ou utilizados na sala de aula, em regime de trabalho colaborativo, tendo por suporte o recurso a quadros interativos ou a computador com projetor, ou ainda em salas de computadores.
Interatividade
Para além da interatividade utilizador-máquina, visada nos exercícios interativos, desenvolver-se-ão cursos online destinados a alunos de português língua estrangeira (ver Cibercursos da Língua Portuguesa) com acesso aberto aos materiais e produtos gerados em cada curso.
Testagem prévia
Cada pacote de exercícios é objeto de testagem, junto de um universo-amostra de alunos e professores.
(24.10.11/Fonte : OLP)

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Bancos portugueses vão precisar de 7,8 mil milhões depois de 'perdoarem' dívida grega

O BCP e o BPI foram, até ao momento, os únicos bancos que admitiram recorrer aos 12 mil milhões de euros inseridos no programa de ajuda externa a Portugal depois de, esta madrugada, a União Europeia ter decidido perdoar 50 por cento da dívida grega.

O Banco Espírito Santo (BES) vai recorrer a fundos próprios através do lançamento de ofertas de troca sobre valores mobiliários, já anunciado a 18 de Outubro, enquanto que a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que apresenta as maiores necessidades de recapitalização, está impedida de recorrer ao fundo de 12 mil milhões.

Os bancos portugueses precisam de se recapitalizar em 7.804 milhões de euros para atingir o novo rácio de capital de 9 por cento este ano, segundo cálculos da European Banking Authority (EBA) divulgados na quarta-feira à noite.

Segundo um comunicado do Banco de Portugal, os bancos portugueses precisam de reforçar capitais próprios em 4.432 milhões de euros para fazer frente à depreciação da dívida soberana.

O supervisor bancário refere também que as estimativas preliminares "apontam a necessidades de reforço do capital de 4,4 mil milhões de euros resultantes da avaliação a preços de mercado das exposições à dívida soberana".

"A este montante acrescem 3,4 mil milhões de euros para atingir o objectivo fixado pela EBA de um rácio de 9 por cento", adianta o Banco de Portugal, acrescentando que este último valor "corresponde globalmente ao montante que resulta das medidas de capitalização já previstas nos planos de financiamento e de capital para 2011 e 2012 apresentados ao Banco de Portugal".

A CGD é o banco, em montante, que vai necessitar de mais capital, 2.239 milhões de euros, e que não poderá ser feito através da ajuda externa porque está impedida de aceder aos 12 mil milhões de euros.

O banco estatal terá assim que encontrar outras vias de financiamento para reforço do seu capital próprio e que pode passar pela venda de activos ou mesmo por um reforço do accionista Estado.

No comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a CGD refere que "o montante global das necessidades de capital identificadas para o grupo CGD é de 2.239 Milhões de euros, correspondendo 1.462 milhões de euros ao valor resultante da avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana".

Já o BCP e o BPI admitiram hoje que poderão recorrer à linha de recapitalização inserido no programa de ajuda a externa a Portugal, sendo que o banco liderado por Santos Ferreira terá de aumentar os fundos próprios em 1.750 milhões de euros, enquanto que a instituição presidida por Fernando Ulrich terá de conseguir o montante de 1.717 milhões de euros.

O BCP indica que "o montante global das necessidades de capital é de 2.361 milhões de euros, correspondendo a 1.299 milhões de euros ao valor resultante da avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana".

No entanto, o banco liderado por Santos Ferreira faz questão de sublinhar que, a abater às necessidades de capital de 2.361 milhões, estão "um conjunto de iniciativas que proporcionaram um aumento dos fundos próprios em mais de 600 milhões de euros".

O BPI, por seu lado, indicou em comunicado que "vai analisar todas as opções de que dispõe para concretizar este reforço de capital, incluindo a utilização da linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros".

O BES, o menos exposto à dívida soberana dos quatro maiores bancos, anunciou também em comunicado que as necessidades de recapitalização totalizam 687 milhões de euros, uma situação que estará ultrapassada quando for realizada a assembleia-geral extraordinária marcada para 11 de Novembro para aumentar o capital social até 790,7 milhões de euros.

Já o Espírito Santo Financial Group, que controla o BES, comunicou à CMVM que a sua exposição à dívida soberana é de 1.487 milhões de euros, consolidando já o banco liderado por Ricardo Salgado.
(27.10.11/Fonte : OJE)

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Custo do BPN no défice é maior que corte nos subsídios

O custo do BPN no défice será superior ao corte nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos, estima a UTAO.

O custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) no défice orçamental será superior ao corte aplicado nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas, calcula a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Numa análise à proposta de Orçamento do Estado para 2012, os técnicos independentes que dão apoio aos deputados calculam em 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) o impacto no défice do custo directo da nacionalização do BPN em 2010 e 2011, um valor que supera os 1,2% do PIB de impacto dos cortes nos subsídios de férias e Natal.

"No total o impacto no défice público suplantará o valor do corte nos subsídios de férias e de Natal de alguns funcionários públicos e pensionistas, avaliados em 1,2% do PIB, 2.016 milhões de euros", diz a UTAO.

Para além do impacto no défice em 2010 e 2011, a UTAO calcula ainda que os encargos com juros que terão de ser suportados com as sociedades veículo do BPN vão originar custos na ordem dos 323 milhões de euros por ano, o equivalente a 0,2% do PIB de 2012.

Só em 2010, o impacto na dívida pública do BPN foi de 2,2% do PIB em 2010.
(27.10.11/Fonte : Diário Económico)

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Despedidos aumentam mais de 62% durante este ano

Crise: Número de empresas envolvidas quase duplica, para 412, e despedem 3822 pessoas.
A três meses do fim do ano, o número de trabalhadores alvo de despedimento colectivo já havia ultrapassado o total de 2010 em 360. Até Setembro foram despedidas 3822 pessoas de 412 empresas, praticamente o dobro das sociedades envolvidas o ano passado.

Os dados são da Direcção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho e atestam o agravar da situação económica do país e das empresas. Comparando os números relativos igualmente ao terceiro trimestre de 2010, o aumento de despedimentos colectivos concluídos levou a uma diferença de mais 1469 pessoas no desemprego, ou seja, num agravamento superior a 62%. Até Setembro de 2010 haviam sido despedidas, por esta via, 2353 pessoas.

Em termos de regiões, Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é a que tem mais trabalhadores afectados, num total de 1649, mas em termos de empresas o Norte regista um número equivalente ao de LVT: 171. A Norte, o número de trabalhadores envolvidos baixa um pouco, para 1622. As duas regiões em conjunto têm mais de 85% dos trabalhadores com despedimentos colectivos concluídos em 2011.

No que à dimensão das empresas envolvidas nestes processos diz respeito, refira-se que foram as médias empresas as que mais trabalhadores despediram, num total de 1384 pessoas, provenientes de 63 sociedades. Seguem-se as pequenas empresas, que mandaram para o desemprego 901 trabalhadores, provenientes de 171 unidades.

Significativo ainda é que os dados da DG ERT indicam que, embora ainda não concluídos, estavam em curso, com vista ao despedimento, processos que envolviam mais 4110 trabalhadores. Um número superior, em 1505, ao período homólogo, e em 381 ao total de 2010 (3729).

Para o economista Luís Bento, ouvido pelo Dinheiro Vivo, a “maior surpresa seria [estes dados] não terem aumentado” . Este responsável salienta o facto de os processos de despedimento colectivo terem abrangido quase 40% dos trabalhadores das 412 empresas envolvidas.

E Luís Bento chama a atenção para o facto de o processo de despedimento colectivo – porque controlado pela Administração do Trabalho – não ser o “maior contribuinte líquido” para a geração de desemprego. “Este continua a ser alimentado pelo encerramento súbito de empresas, pelas rescisões de contratos a termo e pelos chamados despedimentos selvagens”, lembra o economista do Trabalho.
(25.10.11/Fonte : Dinheiro Vivo)

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Portugueses são os que menos disposição têm para comprar

Os cidadãos nacionais são, a par dos gregos, aqueles que menos expectativas têm relativamente aos seus próprios rendimentos e também em relação à economia no seu todo, revela um estudo da GfK.

Os portugueses são os cidadãos europeus que menos vontade mostram em comprar. Mas Portugal não é só pessimista em relação ao consumo. São também os portugueses que têm as expectativas económicas e de rendimentos mais baixas na Europa, indica um estudo da GfK.

De acordo com o clima do consumidor europeu do terceiro trimestre, realizado com base em sondagens a 12 países do Velho Continente, os portugueses apresentam a menor vontade para comprar (-50). Os consumidores lusos não esperam que a “situação se deteriore ainda mais”, mas estão conscientes que a “saída da crise será longa e árdua”.

Estas expectativas são referentes ao terceiro trimestre do ano, antes do Governo apresentar a sua proposta de Orçamento do Estado para 2012, onde entre outras medidas, está o corte dos subsídios de férias e de Natal para os funcionários públicos, pensionistas e trabalhadores de empresas do sector empresarial do Estado.

A GfK escreve que, na sequência do resgate internacional, os portugueses “estão a gastar apenas nos artigos necessários para o dia-a-dia e a adiar aquisições de maior monta sempre que possível”. E dá o exemplo da queda de 30% das vendas de automóveis.

Neste indicador da disposição para comprar, o Reino Unido, a Roménia e a Grécia são os que mais se aproximam de Portugal (-49, -38 e -34 pontos, respectivamente). No seu todo, a vontade de gastar desceu em todos os países sondados.

Portugueses e gregos mais pessimistas, franceses e italianos estão próximos
O mesmo aconteceu no que diz respeito à expectativa de rendimentos na Europa. O país com menor expectativa de rendimentos é a Grécia (59,3 pontos), mas Portugal apresenta-se logo a seguir (-58,5 pontos), segundo os dados da GfK. Ambos os países estão a ser alvo de medidas de austeridade, em que os rendimentos disponíveis dos cidadãos acabam por sofrer cortes.

A consultora refere também aqui a posição da França e da Itália, cujos indicadores de expectativa de rendimentos também são bastante negativos (-52 e -43 pontos, respectivamente). “Os consumidores italianos deram-se pela primeira vez conta de que existe uma verdadeira ameaça de bancarrota nacional”, escreve.

Pelo contrário, só a Alemanha apresenta expectativas de rendimentos positivas em Setembro (+35 pontos).

Portugal com piores expectativas económicas que Grécia
Portugal está mais uma vez em destaque, desta vez na análise às expectativas económicas na Europa. Em Setembro deste ano, as expectativas económicas portuguesas estavam classificadas com -64 pontos. Os mais próximos eram os gregos, cuja pontuação era -59 pontos.

Mais uma vez, a Alemanha é a única que apresenta expectativas positivas (desta vez 5 pontos) entre os vários países. Contudo, o número compara com os 50,3 pontos apresentados na sondagem relativa ao segundo trimestre. É o declínio mais acentuado entre os 12 países do estudo da GfK.

“Confrontados com a continuação do debate sobre o plano de ajuda à Grécia e com o agravamento da crise da dívida em França e na Itália, os consumidores europeus estão mais uma vez nitidamente inquietos”, conclui o estudo, que pretende dar uma visão sobre o desenvolvimento das expectativas económicas e de rendimentos da população, além da sua vontade para comprar.

Alemanha, Áustria, Bulgária, Espanha, França, Grécia, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Roménia foram os países consultados no estudo da GfK.
(24.10.11/Fonte : Jornal de Negócios)

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Malparado nos empréstimos a famílias atinge taxa recorde de 3,2%

O crédito malparado representava 3,2% do total dos empréstimos a particulares em Agosto, um nível recorde, segundo dados disponibilizados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

Os empréstimos concedidos pela banca portuguesa às famílias representavam 140,8 mil milhões de euros em Agosto; destes, 4.517 milhões (ou 3,2%) são considerados de cobrança duvidosa.

A taxa de 3,2% para o crédito malparado a particulares é a mais alta desde que há registo nas tabelas do Boletim Estatístico do BdP, cujos dados mais antigos são de Dezembro de 1997.

O crédito a particulares - que inclui o crédito à habitação (80,9% do total), o crédito ao consumo (10,7%) e para outros fins (8,4%) - cresceu 0,2% em Agosto relativamente ao mesmo mês do ano passado. Este crescimento ocorreu apenas no crédito à habitação (mais 1%), enquanto o crédito ao consumo teve uma queda homóloga de 3,7%.

O peso dos créditos malparados é mais significativo no crédito ao consumo e para outros fins (onde atinge taxas próximas dos 10%), mas também está a subir no crédito à habitação - onde, numa massa total de 113,9 mil milhões de euros, 2.057 milhões são créditos de cobrança duvidosa.
(21.10.11/Fonte : OJE)

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Cortes na Educação atingem 20 mil professores contratados

O ensino básico concentra grande parte dos professores que não deverão ver o seu contrato renovado no próximo ano lectivo.

Para atingir 102 milhões de poupança inscritos no relatório do OE/2012, é necessário um corte drástico no corpo docente a contrato.

O Ministério da Educação pretende poupar, em 2012, 102 milhões de euros com professores contratados. Um objectivo que, para ser cumprido, implica que cerca de 20 mil profissionais não tenham lugar nas escolas no próximo ano lectivo.

A medida de poupança vem inscrita no relatório do Orçamento de Estado para 2012. No documento, o Governo explica que estes 102 milhões de euros - de uma redução de despesa global que deverá atingir os 600 milhões de euros nas pastas da Educação e da Ciência - serão conseguidos através da "supressão de ofertas não essenciais no ensino básico." Concretizando, o ministério adianta que ali se incluem medidas como a supressão da área de projecto nos 2.º e 3.º ciclos; o ajustamento do estudo acompanhado no 2.º ciclo e a sua supressão no 3.º ciclo; e em "outras a anunciar oportunamente". E terão de ser várias. A fusão das disciplinas de História e a Geografia, o fim do par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica (passando de dois professores para apenas um), o fim do carácter obrigatório da segunda disciplina estrangeira ou até a redução de horas a Educação Física são algumas das hipóteses avançadas.

Certo é que esta é uma poupança que diz directamente respeito a uma diminuição de encargos com salários de professores contratados. Um universo que, apurou o Económico, se situa já na casa dos 27 mil, depois da 5.ª bolsa de recrutamento, que ocorreu no passado dia 13 de Outubro.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2012, o Governo prevê uma redução na despesa na ordem dos 600 milhões de euros (cerca de 0,4% do PIB) para a área da Educação e Ensino Superior "envolvendo a racionalização no uso de recursos, quer no número de escolas quer no número de professores contratados". Recorde-se que, como o Diário Económico noticiou, na versão preliminar do documento, falava-se mesmo em medidas conducentes a um "impacto significativo" na redução de recursos humanos da Educação. Na versão final do documento, confirma-se que a maior fatia de despesas desta tutela diz respeito a custos com pessoal, que atinge um valor consolidado de 5.087 milhões de euros (62% da estrutura de despesas).
(20.10.11/Fonte : Diário Económico)

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Mais de 1.200 empresas fecharam as portas no último ano

Mais de 1.200 empresas ou empresários individuais da construção deixaram de operar nos últimos 12 meses, segundo a análise regional da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS), referente ao mês de Outubro.

"Mantém-se uma tendência de decréscimo no número de entidades habilitadas para o exercício da actividade de construção, com uma redução homóloga de dois por cento para o total nacional em Outubro (menos 1.277 entidades do que em igual mês do ano anterior)", segundo o documento divulgado hoje.

O número de pessoas a trabalhar no setor na construção também continua em queda: a AECOPS cita dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) e afirma que o setor da construção "foi responsável por 451,2 mil postos de trabalho durante o primeiro semestre de 2011, o que correspondia a 9,2 por cento do emprego total".

A associação salienta que, "há apenas três anos, o sector era responsável por 10,7 por cento do número total de postos de trabalho" em Portugal.

Como consequência da redução do emprego, o número de desempregados do sector da construção inscritos nos centros de emprego "rondava os 70 mil no final de Agosto", o equivalente a cerca de 14,2 por cento do número total de inscritos.

No que respeita ao mercado das obras públicas, o montante global dos projectos lançados a concurso registou uma queda de 31 por cento até ao final de Setembro, face a igual período do ano passado.
(19.10.11/Fonte : Diário de Notícias)

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Fisco vai começar a reavaliar as casas

Mais de cinco milhões de cartas serão enviadas pela administração fiscal a comunicar às pessoas o novo valor das casas que não são avaliadas desde 2004.

Segundo o "Jornal de Negócios", nos próximos meses, a administração fiscal vai enviar cartas por correio ou emails a indicar o novo valor das casas. Esta medida tem como objectivo o aumento generalizado do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis).
(19.10.11/Fonte : Diário de Notícias)

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Economistas criticam Orçamento que é "suicídio assistido à classe média"

"Um suicídio assistido à classe média", que contribui para "um ambiente de amargura e de falta de ânimo" na população, é como o economista Sandro Mendonça reage à proposta de Orçamento do Estado para 2012. Vai resultar no "agravamento das condições económicas", antevê Abel Fernandes.

O economista Sandro Mendonça considera que a proposta do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012) é "um suicídio assistido à classe média", que contribui para "um ambiente de amargura e de falta de ânimo" na população.

"A questão que me parece contundente tem a ver com o facto de o Executivo estar a ser criativo de forma enviesada para as classes médias e classes baixas de um país que é o mais desigual da Europa Ocidental", afirmou o economista Sandro Mendonça à Agência Lusa.

O docente da ISCTE - Business School defende que o documento é "como uma recessão induzida, um suicídio assistido à classe média, que tem ramificações capilares no resto da economia, sobretudo em relação ao crédito mal parado", considerando que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, "está a induzir um ciclo vicioso".

"Tem sido hábil em termos de gestão dos média, mas sem sentido de Estado", acusou.

Para o economista, "o Governo perdeu uma oportunidade de ser criativo por exemplo em relação ao IVA, porque aumenta a taxa para um conjunto de bens, mas perde uma oportunidade de ser criativo na taxação temporária de bens de luxo, como imóveis e de carros de alta cilindrada".

"Não há sequer uma orientação de trazer classes com consumos sumptuosos à arena", acrescentou, considerando que "a criatividade está mal distribuída e cai no conjunto de classes que são fáceis de atingir".

"Medidas apressadas, tomadas em ambiente de pânico"

No mesmo sentido, o economista Abel Fernandes considera que é o OE2012 é composto por "medidas apressadas, tomadas em ambiente de pânico", que terão como resultado "uma agravamento das condições económicas".

"É um orçamento não convincente, isto é, não vejo como é que as medidas que constam do documento podem constituir um passo sério que nos conduza ao reequilíbrio das contas públicas de uma forma definitiva", afirmou o especialista em macroeconomia, considerando que "são medidas apressadas, tomadas em ambiente de verdadeiro pânico, que recorre às soluções habituais de mais impostos".

O docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto adiantou que o documento não prevê "qualquer reforma da estrutura do Estado", realçando que se limita a fazer "uma redução indiscriminada da despesa, que é equivalente a tributação adicional, como a redução de gastos com pessoal, nomeadamente a eliminação do 13º. mês e do subsídio de férias [da função pública]".

Abel Fernandes sustentou que "aos elementos recessivos introduzidos pelo orçamento, tem que se acrescentar o abrandamento muito significativo da economia europeia", realçando que "se Portugal tiver uma quebra do PIB superior a 2,8%, o reequilíbrio orçamental estará de novo comprometido".

"Teremos um orçamento a correr atrás da lebre em que a lebre corre sempre mais", acrescentou.

"Fortíssima desvalorização do trabalho"

O economista José Reis entende que o Governo, em vez de gerir a crise, está "a desconstruir a sociedade e a economia", realçando "uma fortíssima desvalorização do trabalho" na proposta de OE2012.

"Creio que no caso do Orçamento do Estado é adequado falar de violência desmedida do ponto de vista das principais medidas, porque há uma nota que é por demais evidente que é uma fortíssima opção, quase única, pela contracção salarial, pela desvalorização do trabalho", afirmou o director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

José Reis disse que o Governo "não está a gerir uma crise, mas a desconstruir a sociedade e a economia", considerando que as medidas propostas, "além de violentas e injustas, têm um efeito recessivo que está expresso no cenário macroeconómico divulgado", que prevê uma recessão de 2,8% em 2012 e uma taxa de desemprego de 13,4%, um recorde.

O economista afirmou que "a questão começa a estar muito para além do ponto de vista económico passando para o foro jurídico e constitucional", considerando que "há uma regressão social".

"A Constituição portuguesa há muito que estabeleceu a ideia de que as instituições proíbem a evolução reaccionária no sentido da regressão social, da regressão de direitos, que é o que se está a passar aqui", declarou.

Para o investigador do Centro de Estudos Sociais, deveria haver "outra noção de prazo para resolver as coisas", considerando que "a sapiência está em articular medidas de curto com medidas de longo prazo".
(18.10.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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Portugueses prevêem cenário negro no país

A esmagadora maioria dos portugueses (96%) considera que a situação económica do país está mal e quase três em cada quatro (71%) acreditam que vai piorar, segundo um Eurobarómetro hoje divulgado em Bruxelas.

Segundo a sondagem, que foi realizada em Junho - antes do anúncio das novas medidas de austeridade -, apenas 3% dos inquiridos dizem-se satisfeitos com a situação económica portuguesa, 5% prevêem melhorias nos próximos 12 meses e 20% crêem que ficará na mesma.

A média europeia (UE 27) é de 67% de descontentes com a situação nacional, contra 30% de insatisfeitos.

Em relação ao futuro, 36% dos europeus pensam que será pior, 20% que será melhor e 40% julgam que estará na mesma.

Questionados sobre a situação do emprego no seu país, 95% dos portugueses (73 UE27) dizem ser má e apenas 4% estão optimistas (24% UE27).

No próximo ano será pior, na opinião de 69% dos portugueses (33 UE27), melhor para 5% (21% UE27) e 22% acham que não vai mudar (41 UE27).

Por outro lado, 95% dos inquiridos criticam o custo de vida (73% UE27) e 5% dizem viver bem (26% UE27).

Sobre a evolução do custo de vida nos próximos 12 meses, 75% acham que vai subir (59 UE27), 3% respondem que vai descer (9% UE27) e 18% dizem que estará na mesma (30 UE27).

O sistema de reformas em Portugal desagrada a 88% das pessoas (53% UE 27) contra 10% que se dizem satisfeitos (39 UE27).

Por outro lado, 76% mostram-se desagradados com o sistema de subsídios de desemprego (48% UE27), contra 13% (37% UE27).

A sondagem Eurobarómetro foi realizada em Portugal pela TNS Euroteste, tendo sido realizadas 1048 entrevistas entre 4 e 19 de Junho.
(17.10.11/Fonte : OJE)

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Descubra os produtos onde o IVA sobe

As mexidas no IVA são a grande incógnita desde Orçamento. Passos Coelho admitiu que bens essenciais como o vinho não terão a sua taxa agravada, mas os espectáculos e bilhetes de futebol passam para a categoria de 23%

Os produtos que mantêm os 6%
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Orçamento para 2012 "reduz consideravelmente o âmbito de bens da taxa intermédia do IVA, embora assegure a sua manutenção para um conjunto limitado de bens cruciais" para sectores como a agricultura. Pedro Passos Coelho disse que se vão manter na taxa intermédia de IVA "bens cruciais para sectores de produção nacional, como a vinicultura, a agricultura e as pescas", não indicando quais

Os produtos que descem de 13% para 6%
Os óleos alimentares e as margarinas de origem animal e vegetal descem de categoria.

Os produtos que passam de seis para 23%
O leite com chocolate, a Coca-Cola e os bilhetes de futebol deverão sofrer um agravamento de preço em 2012 e saltam para a taxa normal de IVA. Segundo a proposta a que a agência Lusa teve acesso, a água engarrafa da, que hoje também só paga 6% de IVA também subirá ao escalão superior.

Segundo a mesma proposta, entre esses produtos estão os "leites chocolatados, aromatizados, vitaminados ou enriquecidos", as "bebidas e sobremesas lácteas", a "batata fresca descascada, inteira ou cortada, pré-frita, refrigerada, congelada, seca ou desidratada, ainda que em puré ou preparada por meio de cozedura ou fritura".

Mais há mais: os refrigerantes, sumos e néctares de frutos ou de produtos hortícolas, incluindo os xaropes de sumos, as bebidas concentradas de sumos e os produtos concentrados de sumos (a Coca-Cola entra aqui) também devem passar para a taxa de 23%. , onde se inclui a Coca-Cola, deverão passar de uma taxa de seis por cento para 23 por cento.
(14.10.11/Fonte : Dinheiro Vivo)

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Inflação em Portugal acelera para 3,6% em Setembro.

Os preços em Portugal subiram sete décimas em Setembro, revela o INE.

Um relatório do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) mostrou hoje que a inflação homóloga em Portugal acelerou para 3,6% em Setembro, quando no mês anterior tinha atingido os 2,9%.

O INE explica que a evolução da inflação reflectiu a subida dos aumentos dos preços nas classes dos transportes, da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e da Saúde.

Excluindo os preços da energia e dos alimentos não transformados, a taxa de inflação também subiu sete décimas para 2,5%, adianta o INE.

Em termos mensais, a inflação fixou-se em 0,8% em Setembro, menos quatro décimas em relação a Agosto. Um valor que colocou a inflação média dos últimos doze meses em 3,3% em Setembro, contra os 3,1% registados no mês anterior, acrescenta o INE.

Diz ainda o INE que o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que é utilizado nas comparações europeias, fixou-se em 3,5% em Setembro, em termos homólogos, mais sete décimas do que em Agosto. Este número ficou também cinco décimas acima da taxa média de 3% estimada pelo Eurostat para a zona euro, segundo a estimativa rápida avançada no final do mês passado.
(13.10.11/Fonte : Diário Económico)

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Histórico: Portugal regista saldo positivo na relação comercial com a França pela primeira vez

Portugal está a responder "muito bem" ao desafio de aumentar as exportações para a França, registando, pela primeira vez, um saldo comercial positivo em 2010, disse hoje o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.

"Portugal obteve um saldo comercial positivo com a França no valor de 24 milhões de euros em 2010, o que aconteceu pela primeira vez. Trata-se de uma situação histórica e, pelo que sei, o nível das trocas comerciais entre os dois países mantém-se equilibrado nos primeiros meses do ano", disse à agência Lusa Bernard Chantrelle.

Em 2009, o défice comercial português com a França foi de 623 milhões de euros, pelo que a recuperação para os 24 milhões de euros "é bastante espetacular e pouco comum" na situação internacional actual, sublinhou.

Sobre o investimento francês em Portugal, garantiu que as empresas francesas permanecem no país, mas admitiu que há "algum alarmismo" nos media franceses sobre a crise em Portugal, o que está "a assustar" novos empresários gauleses a fazerem investimentos no mercado português, mas considerou "não ser assim tão ruim".

"Estou muito esperançado em que a diminuição do interesse em Portugal por parte de novos investidores passe", salientou.

Bernard Chantrelle referiu também que há mais de 400 filiais de empresas francesas em Portugal e que dão emprego a mais de 50 mil trabalhadores.

Na França existem mais de 40 mil empresas portuguesas, com particular destaque para os empreendedores individuais ligados à comunidade nacional que vive na segunda maior economia europeia.

Na quinta-feira, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF) vai distribuir os Troféus Luso-Franceses, em Lisboa, tendo concorrido aos diferentes galardões mais de 40 empresas.

Os Troféus Luso-Franceses distinguem anualmente empresas portuguesas e francesas e visam incentivar as trocas comerciais entre os dois países.

Visam ainda reconhecer "o esforço e o sucesso" de diversas entidades no desenvolvimento de estratégias e investimentos em ambos os mercados.

A Câmara já distinguiu, em anos anteriores, diversas empresas, nomeadamente a Amorim & Irmãos, Legrand Eléctrica, Frulact, Renova e a Portucel, além de pequenas e médias empresas, tais como a Algeco, a Alvaro Coelho e a Irmãos e a Quinta do Carmo.
(12.10.11/Fonte : OJE)

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Vêm aí mais impostos

O aviso do Governo de que o pior ainda está para vir assenta que nem uma luva nos impostos. As deduções fiscais quase vão sumir-se no IRS, a habitação própria ou para arrendar vai ser severamente castigada no IMI, alguns bens e serviços vão encarecer muito por causa do IVA. Boas notícias, não há.

O QUE MUDA NO IRS

- As despesas com saúde, que até aqui podem ser "abatidas" ao IRS em 30% do seu valor, sem limite, vão ter um tecto máximo, como acontece por exemplo com a educação (onde podem ser deduzidos 30% até um máximo de 670 euros). A troika diz que o objectivo é reduzir a despesa com estas deduções em 2/3, o que significa que os 702 milhões de euros gastos em 2009 terão de baixar para 234 milhões de euros - as famílias que, em média, deduzem 213 euros, apenas pouparão 71.

- As despesas com juros e amortizações do crédito à habitação, seja para habitação própria, seja para arrendamento, serão drasticamente reduzidas (ver à direita).

- Além de cada despesa, por si, ser restringida, o Governo vai ainda impor um tecto global ao conjunto das deduções à colecta, dizendo que não admite que a soma das deduções com saúde, educação, lares e habitação ultrapassem um determinado limite. Este tecto não está ainda definido mas sabe-se já que, para as famílias com um rendimento colectável (médio) superior a 66 mil euros (do penúltimo escalão em diante) ele será zero - ou seja, não poderão sequer apresentar despesas, porque elas não serão consideradas. Daí para baixo falta definir, mas não deverão ultrapassar os mil euros.

- Quem tem um rendimento colectável (médio) superior a 153.000 euros (está no último escalão de IRS) pagará um adicional de 2,5% sobre o valor que ultrapasse aquele patamar. É a chamada "contribuição de solidariedade" para 2012.

- Os reformados com pensões médias vão ver a dedução específica reduzida. Conclusão: mais IRS a caminho.

- A troika quer que os rendimentos em espécie paguem IRS.

O QUE MUDA NA HABITAÇÃO

- Quem esteja a aproveitar isenção de IMI arrisca-se a perdê-la a partir do próximo ano. O objectivo é reduzir as isenções ao máximo, abarcando as que já estão atribuídas e a ser aproveitadas. Serão potencialmente prejudicados cerca de 500 mil proprietários com habitação própria e permanente.

- Proprietários de imóveis que tenham comprado casa através de empréstimo bancário, vão sofrer outra penalização fiscal: deixarão de poder abater ao IRS a componente de capital que todos os anos pagam ao banco; apenas se admite que a parte de juros que amortizam mensalmente sejam considerados para efeitos fiscais. Isto prejudica quem tem casas mais antigas, uma vez que quase só tem capital a amortizar. Empréstimos mais recentes, onde nos primeiros anos se amortizam mais juros ao banco, sofrerão menos. Mas isto é para quem tem contratos em vigor: quem comprar casa de 2012 em diante não pode deduzir capital nem juros.

- Imóveis devolutos ou não arrendados sofrem novo agravamento no IMI.

- Famílias com casa arrendada terão menos descontos da renda no IRS.

O QUE MUDA NO IVA

- As categorias de bens e serviços que actualmente são tributados às taxas reduzida (6%) e intermédia (13%) vão ser revistos, e uma parte transferida para taxas mais elevadas de imposto. Passos Coelho excluiu um aumento da taxa normal, de 23%, mas abriu a porta a uma eliminação da taxa intermédia.

- Entre os bens e serviços da taxa intermédia, destacam-se, entre outros, a restauração, o café e os vinhos, que não deverão escapar a um aumento. Na taxa reduzida, há também produtos a sofrer aumentos e a passar directamente para a taxa normal. Deverá ser o caso dos leites achocolatados e dos refrigerantes, que já estiveram para subir no último Orçamento do Estado.

- O memorando assinado com a troika impõe também uma redução de isenções em sede de IVA. Actualmente, está isento quem não tenha atingido, durante o ano, um volume de negócios superior a 10 mil euros. Para os pequenos retalhistas, o limite é de 12.500 euros. Há depois uma série de isenções previstas na Lei, por exemplo para serviços prestados por IPSS, médicos, dentistas, condomínios, entre outros.

- A troika estima uma receita de 410 milhões com as alterações ao IVA.
(11.10.11/Fonte : Jornal de Negócios)

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APEMIP: Quase 4 mil imóveis entregues à banca este ano por incumprimento dos donos

Quase 4.000 imóveis foram entregues aos bancos nos primeiros oito meses deste ano em dação em pagamento por famílias e promotores imobiliários, em resultado de incumprimento nos créditos à habitação e à construção, segundo estimativas divulgadas hoje.
Segundo a análise das dinâmicas imobiliárias divulgada hoje pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), "ao longo dos oito primeiros meses de 2011 foi possível contabilizar cerca de 3.900 imóveis entregues em dação em pagamento tanto por famílias, como por promotores imobiliários".

Este valor, afirma a associação, "representa um agravamento de 7,9% face a igual período de 2010".

As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto "concentram 48,7% das ocorrências relativas a imóveis entregues em dação em pagamento em Portugal este ano".

A área metropolitana do Porto representa 18,8% das dações em pagamento registadas em termos nacionais e a de Lisboa 29,9%.

A APEMIP salienta que o "arrefecimento do mercado imobiliário afectou de forma bastante significativa todos os que investiram na promoção imobiliária e no desenvolvimento de novos projectos e empreendimentos, pelo que parte significativa dos imóveis entregues em dação em pagamento provêem destes atores, em particular, em municípios, como os de Alcochete, Ponta Delgada, Vila do Conde e Portimão, em que esta realidade representa, pelo menos, metade da totalidade dos imóveis em causa".
(10.10.11/Fonte : Jornal de Negócios)

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Exportações crescem 17,7% em Agosto

As exportações portuguesas voltaram a mostrar um comportamento robusto em Agosto, depois de dois meses de abrandamento.

Um relatório libertado hoje pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) mostra que as exportações crescerem 17,7% em Agosto, face ao mesmo período de 2010. Este desempenho representa uma aceleração face às subidas homólogas de 10,7% e 14,5% registadas em Julho e Junho, respectivamente.

As exportações mostraram um comportamento robusto tanto nas saídas para a zona euro (15,5%) como para o mercado extracomunitário (23,1%).

Já as importações diminuíram 0,3% em Agosto, em termos homólogos, um sinal do peso das medidas de austeridade.

O relatório do INE revela ainda que as exportações aumentaram 13,9% no trimestre terminado em Agosto, enquanto as importações diminuíram 5,2%, determinando, assim um desagravamento do défice na balança comercial de 2 mil milhões de euros.
(10.10.11/Fonte : Diário Económico)

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Martifer em 2.º projecto no Mundial de 2014

A Martifer anunciou a realização de inovações tecnológicas para o estádio do Castelão, no Estado do Ceará, na segunda divulgação de participação da empresa portuguesa em obras do Mundial 2014 de futebol.

A empresa portuguesa será responsável pelo projecto de fornecimento e de montagem da estrutura metálica da arena localizada na cidade de Fortaleza, além do revestimento da cobertura do estádio.
A obra é de responsabilidade de um consórcio formado pelas brasileiras Galvão Engenharia e Andrade Mendonça Construtora.
A estrutura da coberta construída pela Martifer substituirá os amortecedores antes usados no estádio cearense para minimizar o impacto da vibração das bancadas, garantindo mais conforto e segurança.

Brisa ganha na Holanda
A Brisa, através da sua participada holandesa BNV, foi escolhida pelo governo holandês para desenvolver um segundo projecto de mobilidade naquele país. A start-up, com 10 meses, junta em partes iguais a Brisa e uma consultora holandesa de serviços de operação e manutenção.
(10.10.11/Fonte : OJE)

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Crédito malparado das empresas no valor mais elevado desde 1998

O crédito malparado das empresas portuguesas atingiu em Agosto o valor mais elevado desde Agosto de 1998, representando já 5,57% dos empréstimos efectuados pela banca.

Segundo os dados divulgados, esta segunda-feira, pelo Banco de Portugal, é o segundo mês consecutivo de aumento, depois de se ter registado um malparado de 5,15% no mês anterior. Há um ano, este indicador situava-se nos 4,88%.
(10.10.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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Subsídios de Natal e Férias em risco

Com os impostos no limite, não deverá restar outra solução ao Governo a não ser cortar nos salários, dizem os fiscalistas e publica hoje o semanário Sol. A carga fiscal de famílias portuguesas é o triplo de irlandesas.

Depois do "ir além" da troika, o Governo poderá ter de ir além do Orçamento do Estado para 2012 em matéria fiscal, para conseguir colmatar eventuais desvios orçamentais ao longo do ano e cumprir as apertadas metas impostas para o défice de 2012 - 4,5% do PIB, cerca de metade do registado no primeiro semestre desde ano (8,3%), adiantaram fiscalistas ao Sol.
(07.10.11/Fonte : Diário de Notícias)

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OutSystems vende software ao Exército dos EUA

A empresa portuguesa OutSystems celebrou um contrato inédito de fornecimento de software ao Exército dos EUA, que se junta a outros com empresas como a Bacardi, Barclays, TNT, E.ON, fly.com e Siemens.

"Foi uma sorte provocada. A nossa máquina de marketing trabalha muito bem", disse à agência Lusa o fundador e presidente executivo da OutSystems, Paulo Rosado, explicando que foi a própria U. S. Army que contactou a empresa, depois de concluir que tinha "a única solução possível" para a consolidação dos centros de dados informáticos do exército norte-americano.

A solução "milagrosa" da OutSystems é a Agile Platform, ferramenta informática premiada internacionalmente que permite às empresas desenvolver, alterar e atualizar redes de aplicações Web "10,9 vezes mais rapidamente" do que qualquer outra.

"O que aconteceu foi que um dos departamentos fulcrais de informática dentro do Exército dos EUA estava à procura de uma solução que lhe permitisse fazer a consolidação de todos os ‘data centers' do exército", afirmou Paulo Rosado, destacando a dimensão "absolutamente gigantesca" do projecto.

O administrador reconheceu que a atenção manifestada pelo exército norte-americano surpreendeu a própria OutSystems, mas salientou que o interesse também demonstra que a empresa tem "um dos posicionamentos no mercado mais agressivos e mais inovadores".

"Depois de terem feito uma análise profunda da nossa plataforma e do nosso site, contactaram-nos a dizer assim: ‘Vocês têm a única solução possível para este problema'. Ficámos um bocado surpreendidos. Acabou por ser o próprio Exército dos EUA que se vendeu a si mesmo", referiu.

Paulo Rosado afirmou que a OutSystems espera ultrapassar brevemente os 70% de facturação no mercado externo.

Fundada em 2001, a OutSystems emprega actualmente cerca de 140 pessoas, a maior parte na sede, em Lisboa, 22 no pólo de Proença-a-Nova e cerca de 30 fora de Portugal.

A empresa é 100% portuguesa, financiada por capital de risco pela InovCapital e Espírito Santo Ventures.

A Agile Plataform, recentemente actualizada para a versão 6.0, é uma base de programação rápida, já com mais de 20 mil instalações em empresas de 22 sectores de actividade.

Além da rapidez e flexibilidade, a utilização contínua da Agile Platform permite também uma "redução drástica de custos de manutenção", realçou Paulo Rosado.

"O seu valor torna-se cada vez maior à medida que é utilizado. Os clientes mais antigos são aqueles que mais valor dão à plataforma. E aqueles que menos vontade têm de discutir connosco preços. Nunca dizem que é caro", salientou.
(07.10.11/Fonte : Jornal de Negócios)

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Saúde e Educação com corte de 1,4 mil milhões de euros

O orçamento da Saúde é o que vai levar o maior corte: são menos 800 milhões do que no ano passado, apurou o Económico.

O Orçamento do Estado para 2012, que vai ser aprovado em Conselho de Ministros extraordinário na próxima segunda-feira, prevê um corte de 1.400 milhões de euros só nos ministérios da Saúde e Educação.

Fonte oficial do ministério tutelado por Paulo Macedo confirmou ao Económico que o corte na Saúde ascende a 800 milhões de euros. O ministro já fez saber que os cortes serão nas horas extraordinárias, meios de diagnósticos, comparticipação de medicamentos e desperdícios. Só no Serviço Nacional de Saúde o Governo pretende cortar cerca de 600 milhões de euros.

Já o corte no ministério da Educação será superior a 600 milhões de euros. O ministro Nuno Crato avançou terça-feira com este corte irá implicar a redução de novas contratações e redistribuição de professores.

O Governo discutiu hoje em Conselho de Ministros uma primeira versão do documento mas, ao contrário do que estava previsto no calendário oficial, não houve qualquer aprovação. O Executivo decidiu assim adiar a votação do Orçamento do Estado para 2012 num Conselho de Ministros extraordinário já agendado para a próxima segunda-feira.

O prazo definido por lei para a entrega do documento na Assembleia da República é 15 de Outubro mas, como se trata de um sábado, foi já acertado com os grupos parlamentares que essa entrega poderá ser feita na segunda-feira seguinte, dia 17.

A possibilidade de uma entrega antecipada do Orçamento do Estado tem sido avançada com base na coincidência de calendário, já que nos dias 17 e 18 decorrem em Bruxelas as cimeiras da União Europeia e da Zona Euro que reúnem os chefes de Estado e de governo da Zona Euro.
(04.10.11/Fonte : Diário Económico)

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Governo corta 600 milhões no orçamento da Educação

O Governo português prevê cortar em 2012 o seu orçamento em Educação em mais de 600 milhões de euros, noticia a agência espanhola EFE, citando o ministro Nuno Crato.

Num encontro com a imprensa estrangeira, Crato precisou que esta diminuição na despesa é equivalente a oito por cento do orçamento total do sector, estimado em 7.800 milhões de euros.

"É uma redução significativa, mas tem em conta que é um sector em que os gastos sempre subiram", disse o ministro, matemático de formação e chegado à política no passado mês de Julho, quando foi nomeado pelo Governo conservador português, para titular da Educação, escreve a EFE.

O ministro precisou, no entanto, que essa poupança não levará a uma redução do plano já existente, embora obrigue a reduzir as novas contratações e a redistribuir professores.

Contactado pela agência Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), afirmou que os 500 milhões de euros a cortar no Ensino Básico, juntamente com 108 milhões no Superior deixarão Portugal com "sistema educativo ao nível do terceiro mundo".

Para o líder da maior organização sindical de professores, o Governo está a levar a cabo "uma irresponsabilidade".
(05.10.11/Fonte : Diário de Notícias)

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PORTUGAL: 10,5% dos trabalhadores recebem salário mínimo [475 euros]

Em Outubro de 2010, cerca de 10,5% dos trabalhadores por conta de outrem, a tempo completo, recebiam o salário mínimo.

Em causa está um crescimento homólogo de 0,7 pontos percentuais. No entanto, a subida face a Abril é superior em 1,1 pontos. Nesta altura, o salário mínimo era de 475 euros.

Os dados constam dos vários Inquéritos aos Ganhos e Duração do Trabalho, que foram recentemente actualizados

A proporção de mulheres a receber a remuneração mínima aumentou para 14,4%, "o valor mais elevado dos últimos anos", diz o documento. No caso dos homens, o valor também subiu, para 7,5%.

Por sectores, o destaque vai para "Outras actividades de serviços", já que o salário mínimo abrangia 20,5% dos trabalhadores. Segue-se "alojamento, restauração e similares", com 16,4%, e "actividades imobiliárias", com 15,7%. Os valores mais baixos foram registados nas actividades relacionadas com "electricidade" e "actividades financeiras e de seguros".

Entre Abril e Outubro de 2010, apenas a área de "transporte e armazenagem" não assistiu a um crescimento no número de trabalhadores a receber salário mínimo. Aqui, observa-se uma descida de 0,5 pontos.
(04.10.11/Fonte : Diário Económico)

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Venda de automóveis caiu 34,3% em Setembro

As vendas de automóveis em Portugal caíram, em Setembro, 34,3% face a igual mês de 2010, num total de 11 838 veículos. Destes, 9 220 foram automóveis ligeiros de passageiros, cuja quebra no último mês foi de 33,8%.

Em termos acumulados, desde o início do ano, as vendas totais do mercado automóvel diminuíram 23,4% face ao ano passado, correspondendo a 150 027 unidades. A maior fatia - 123 540 veículos - corresponde aos ligeiros de passageiros, cuja quebra acumulada é de 23,5%.

As vendas de comerciais ligeiros caíram 35,1% em Setembro, para 2 428 unidades, enquanto que os veículos pesados registaram uma quebra de 48,9%, num total de 190 veículos vendidos.
(03.10.11/Fonte : Diário de Notícias)

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Número de empresas falidas triplica

O número de insolvências aceites pelos tribunais subiu 60 por cento nos primeiros três meses deste ano face ao primeiro trimestre do ano passado, passando de 1.374 para 2.195 casos, segundo dados do Ministério da Justiça.

Segundo as Estatísticas Trimestrais sobre Processos de Falência, Insolvência e Recuperação de Empresas, o peso das 'falências' entre as pessoas singulares no total dos casos duplicou, passando a representar metade dos processos declarados judicialmente, quando em 2007 valia apenas 17 por cento do total.

Globalmente, os dados do MJ mostram que o número de processos de falência e insolvência de empresas mais que triplicou nos primeiros três meses deste ano em comparação com o primeiro trimestre de 2007, com uma subida de 206 por cento.

Em meados de Setembro, a ministra da Justiça Paula Teixeira da Cruz anunciou que o Governo vai alterar o Código de Insolvências e Recuperação de Empresas, com a eliminação dos actos considerados inúteis.

Outra das modificações prende-se com a redução do prazo para apresentação à insolvência por parte das empresas. O reforço dos poderes dos juízes em matéria de suspensão da assembleia de credores é também uma das matrizes da proposta do Governo.
(03.10.11/Fonte : Correio da Manhã)

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