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07/11

Malparado no consumo atinge valores recorde

O boletim estatístico do Banco de Portugal mostrou que o crédito em cobrança duvidosa continua a aumentar nas famílias portuguesas.

Em Maio, o crédito em cobrança duvidosa na habitação aumentou 20 milhões de euros para um total de 1.994 milhões de euros. Já no consumo a mesma tendência foi sentida, com o total de crédito malparado neste segmento a subir num mês12 milhões de euros para um total de 1.343 milhões de euros. Trata-se de um novo recorde máximo.

Os números espelham as dificuldades que as famílias portuguesas têm vindo a registar para conseguirem cumprir com os seus encargos junto das instituições financeiras. As medidas de austeridade, associadas ao contexto económico que o País atravessa e ao aumento do desemprego tem levado muitas famílias a deixarem de pagar as prestações dos empréstimos. Ainda esta semana, um relatório da APEMIP deu conta que mais de três mil casas foram entregues à banca no primeiro semestre deste ano.
(21.07.11/Fonte : Diário Económico)

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Portugueses gastam mais no carro do que em casa

Os hábitos de consumo de energia nas habitações nos últimos 15 anos mudaram em Portugal, passando os veículos utilizados no transporte individual a representar 51% do total do consumo, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os resultados preliminares do Inquérito ao Consumo de Energia no Sector Doméstico realizado em 2010 pelo INE, esta foi a primeira vez que o consumo de energia utilizado no transporte individual ultrapassou o consumo de energia no alojamento, pois em 1989 representava 21,8% do total e 38,4% em 1996.

Em 2010, o consumo total de energia foi de 5,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), representando 1,47 tep o consumo global de energia por alojamento, incluindo o consumo nos transportes.

O INE acrescenta ainda que a electricidade foi a principal fonte de energia (44%) e aponta a perda da importância relativa da lenha de 42% na última edição do inquérito efectuada em 1996 para 24%.

Quanto ao gás, o GPL garrafa surge como a terceira principal fonte de energia utilizada nos alojamentos (17,1% do total em 2010, face a 20,7% em 1989 e 26,1% em 1996), seguindo-se o gás natural, que em 2010 representava 9,3% do consumo total de energia.

"A utilização de energia na cozinha continua a ter o maior peso, cerca de 37%, face aos outros tipos de utilização no alojamento. O consumo de fontes de energia renováveis (carvão, lenha e energia solar térmica) no sector doméstico representa cerca de 25% do consumo total de energia nos alojamentos em 2010, sendo a contribuição da lenha o factor mais relevante", refere o relatório do INE.

O documento avança ainda que a evolução do consumo de energia no sector doméstico, sem os consumos de combustíveis utilizados nos veículos afectos aos indivíduos residentes no alojamento, "apresentou uma trajectória crescente de 1989 a 2005", ano a partir do qual se verificou "uma inversão desta tendência".

Em 2010, o gasóleo surgiu como o principal combustível consumido, com um peso superior a 60%, (16,5% em 1989 e 27,7% em 1996) "apesar de ser notório um número mais reduzido de alojamentos com veículos a gasóleo, quando comparado com os que têm veículos a gasolina", o que mostra "uma inversão nas preferências do tipo de combustível". O consumo de mistura surge com um peso residual no consumo global de combustíveis em 2010, diz o INE.
(20.07.11/Fonte : OJE)

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Estado deve 1,2 mil milhões às construtoras

A dívida do Estado às empresas de construção ultrapassa os 1,2 mil milhões de euros, disse à Lusa o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

"Somos o maior credor do Estado, quer em termos das autarquias, quer em termos da Administração Central. Temos uma dívida de 1,2 mil milhões de euros", afirmou Reis Campos.

O presidente da CPCI disse que a dívida das câmaras ascende a 850 milhões de euros, enquanto a da Administração Central totaliza 370 milhões de euros.

Quanto aos prazos de pagamento, Reis Campos disse que "a lei obriga à realização do pagamento em 60 dias, mas as câmaras continuam a pagar a oito meses e o Estado a quatro meses".

Na segunda-feira, Reis Campos reuniu-se com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e entregou-lhe um documento em que a CPCI aponta 11 áreas de intervenção e medidas concretas para a recuperação do sector da construção e do imobiliário. A regularização dos montantes em dívida é uma das áreas que consta do documento.

Até ao final de Agosto, o Governo terá "realizar e publicar um levantamento completo dos pagamentos em atraso" do Estado aos fornecedores.

De acordo com o acordo de resgate financeiro, o novo Executivo terá de "realizar e publicar um levantamento completo de pagamentos em atraso de entidades das administrações públicas e empresas públicas, abrangendo todas as categorias de despesa com referência a Junho de 2011".
(19.07.11/Fonte : Correio da Manhã)

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Famílias sem bens para pagar dívidas
Verifique o nome dos devedores aqui : CITIUS

Crise: Em causa a falta de pagamento de água, luz, telefone e carro.

Quase 10 300 particulares e empresas não têm bens para pagar as dívidas a terceiros. O montante total dessas dívidas ultrapassa os 3,5 milhões de euros. Paula Meira Lourenço, presidente da Comissão Para a Eficácia das Execuções (CPEE), não tem dúvidas de que o número de devedores sem bens penhoráveis que consta da lista pública de execuções de dívidas "é muito inferior ao real."

A lista, que é publicada no site da Internet do Citius, revela que a maioria das dívidas corresponde a valores baixos. E não foram cobradas pela simples razão de que, durante o processo em tribunal, o agente de execução da dívida constatou que os particulares e as empresas não tinham bens registados em seu nome.

A consulta dessa lista, que é semelhante à lista de devedores do Fisco, permite constatar que há vários particulares e empresas com dívidas inferiores a 500 euros. A dívida mais elevada, relativa a uma empresa de informática, ascende a 497 225 euros. Há ainda um número considerável de dívidas entre 50 mil e 100 mil euros.

Com base na sua experiência na CPEE, Paula Meira Lourenço diz que, em relação aos particulares, "a maior parte das execuções que estão pendentes em tribunal são situações de dívidas de crédito ao consumo." E dá exemplos concretos dessas dívidas: "Telefone, água, luz, computador, televisão, carro."

LISTA AJUDA OS EMPRESÁRIOS
Em tempo de forte crise económica, social e financeira, a presidente da Comissão para a Eficácia das Execuções (CPEE) alerta os empresários para a importância de consultarem a lista pública de execuções de dívidas.

Segundo Paula Meira Lourenço, "os empresários, antes de venderem a crédito, deviam consultar a lista pública de execuções para saberem se podem vender a crédito àquela pessoa." A presidente da CPEE diz que os empresários que dão crédito a pessoas que estão na lista pública de execuções de dívidas deviam assumir o risco do incumprimento desse crédito. Para Paula Meira Lourenço, "é preciso evitar que os tribunais continuem a ser o escoamento dos incumprimentos de crédito."

A lista pública de execuções tem por objectivo dar a conhecer que certa pessoa ou empresa não é bom pagador dos seus compromissos.
(18.07.11/Fonte : Correio da Manhã)

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Portugal: Vendas de ligeiros caem 34% em Junho

A venda de automóveis novos em Portugal diminuiu 34,1% em Junho, face ao mesmo mês do ano passado, segundo referem os dados da Associação de Construtores Europeus de Automóveis. Em Junho foram vendidos 17 152 ligeiros de passageiros, contra 26 029 em Junho de 2010.

Entre Janeiro e Junho deste ano foram matriculadas em território nacional 91 905 viaturas, depois de, no mesmo semestre do ano anterior, terem sido vendidos 115 250 automóveis. A quebra foi de 20,3%.

No conjunto de países da União Europeia, o panorama não diverge muito. A venda de ligeiros caiu 8,1% em Junho, para um total de 1,2 milhões de viaturas vendidas. Portugal e a Grécia revelaram a pior evolução com uma quebra de 34,1% e a Espanha decresceu 31,4%. Pela positiva surpreendeu a Lituânia, que aumentou as vendas de ligeiros em 102,4%, assim como a Estónia, que cresceu 62,6%.

Já os dados da ACEA relativos ao primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2010, evidenciam uma redução de vendas na UE de 2,1%, para um total a rondar os 7,1 milhões de novos veículos registados.

Em Junho, ainda na comparação homóloga, as vendas das várias marcas automóveis mundiais apresentaram comportamentos divergentes. A maior quebra de vendas foi da marca japonesa Honda (-39,7%) e o maior crescimento foi visível nos números da marca sul-coreana Kia (+14,1). Perdas de vendas significativas foram registadas também na Toyota, na Chrysler e na Mazda.
(18.07.11/Fonte : OJE)

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Saldos começam hoje

A época oficial de saldos começa hoje e termina daqui a dois meses, com descontos variados para que os lojistas possam escoar os restos de coleção de verão, mas as promoções com descontos até 70 por cento não são novas.

Nas últimas semanas o comércio, em especial o de calçado e roupa, começou já a fazer promoções com descontos que chegam aos 70 por cento e que, segundo a confederação do setor, podem prejudicar a época oficial de saldos.

O presidente da Confederação do Comércio Português (CCP), Vasco Melo, defendeu que as promoções prejudicam os saldos, devido aos descontos "demasiado elevados" já praticados pelas lojas nas últimas semanas.

Estas promoções, que se iniciaram muito antes dos saldos que começam a 15 de julho, trazem prejuízos aos lojistas, segundo aquele responsável: "Quero ver o que se vai vender agora em saldo, depois destas promoções", disse Vasco Melo.

A época oficial de saldos começa hoje e prolonga-se até 15 de setembro.
(15.07.11/Fonte : Diário de Notícias)

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Bancos vão apertar mais no crédito

Os bancos vão ser (ainda) mais restritivos na concessão de crédito, avisa o Banco de Portugal (BdP) no seu mais recente Boletim de Verão.

A instituição liderada por Carlos Costa diz que o impacte na economia das novas condições de financiamento estará "dependente das estratégias seguidas pelo sector bancário".

A Autoridade Monetária tem vindo a recomendar a "desalavancagem gradual e ordenada" com o objectivo de não comprometer o financiamento da economia. Nessa óptica, tem aconselhado a indústria a "privilegiar a alienação de activos não estratégicos e a captação de fontes de financiamento estáveis".

Os depósitos de clientes são a solução, embora a subida da remuneração do dinheiro esteja a ser contida. A taxa média dos depósitos em Maio atingiu os 3,54%, de acordo com o BdP.

A Autoridade recomendou cuidado na oferta de remunerações que não fragilizem os balanços dos bancos e, em declarações recentes à Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, afirmava ainda que a prática de juros elevados nos depósitos poderia "fragilizar" os bancos no futuro.

A par de uma maior restritividade no crédito e da subida das taxas de juro, o Banco de Portugal antecipa uma quebra no Produto. Esta contracção no crescimento estimada pela Autoridade Monetária é, no entanto, inferior à previsão da troika. A quebra do consumo público e privado resulta da necessidade de consolidação das finanças públicas e da desalavancagem do sector financeiro.

Em simultâneo, o BdP espera uma recomposição da despesa que, a par da redução do peso da procura interna no PIB, registará um aumento do peso das exportações no Produto.
(13.07.11/Fonte : OJE)

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Cortiça nos comboios de última geração

A subsidiária da Corticeira Amorim, Amorim Cork Composites, faz parte do consórcio que vai participar no projecto EcoTrain, que tem como objectivo o desenvolvimento de novos componentes de compósitos de cortiça para aplicar em comboios de muito alta velocidade.

O consórcio é formado pela Amorim Cork Composites, a Alstom Portugal, ISQ e PIEP e representa um investimento de 893 mil euros. O EcoTrain visa a investigação e desenvolvimento de soluções em cortiça mais eficientes, leves e confortáveis para comboios de última geração, que podem vir a ser aplicadas nos pisos, painéis laterais e divisórias dos comboios de última geração.
(13.07.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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Insolvências aumentaram 10% nos primeiros seis meses de 2011

O número de insolvências no primeiro semestre de 2011 subiu 10% face aos primeiros seis meses de 2010, para 2277, segundo dados revelados hoje pela COSEC.

De acordo com as informações da Companhia de Seguro de Créditos - COSEC sobre a evolução do nível de insolvências em Portugal, deu-se um total de 2277 insolvências, com destaque para os sectores da construção (26%) e comércio (21%), enquanto Porto, Lisboa e Braga foram, por esta ordem, os distritos com maiores números destes processos.

Só em Junho, em termos homólogos face ao mesmo mês de 2010, houve uma subida de 15,8% nas insolvências registadas pela COSEC, depois de em Maio o valor se ter fixado nos 36,8%.

"Os sectores de actividade mais afectados são o sector da construção e materiais de construção com 594 casos, o comércio (onde se destaca o comércio alimentar, automóvel e vestuário) com 468 casos e o sector agro-alimentar com 314 insolvências", indica o documento da COSEC.

Efectuada por distrito, esta distribuição mostra que, no Porto, o sector mais afectado é a construção, enquanto em Lisboa o comércio apresenta maior número de processos e Braga ressente-se, em particular, no têxtil e calçado.

A nível mundial, a COSEC explica que o índice global de insolvências da Euler Hermes caiu cinco por cento em 2010, com uma tendência de "decréscimo moderado das insolvências" a ser esperada para 2011 e 2012.
(12.07.11/Fonte : Diário Económico)

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Sem ajuda do Estado 43% dos portugueses estaria em risco de pobreza

As conclusões saíram de um relatório do INE.
Quase metade da população portuguesa estaria em risco de pobreza não fosse a segurança social, mostra um relatório do INE.

"Considerando apenas os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, 43,4% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2009", lê-se num relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje revelado.

Mesmo contabilizando as transferências sociais e os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência, a taxa de risco de pobreza em Portugal manteve-se em 2009 nos 17,9%. Isto significa que um quinto dos habitantes vive com rendimentos inferiores a 434 euros por mês.

O relatório do INE indica ainda que 22,5% dos residentes em Portugal "viviam em situação de privação material" em 2010, revelando-se incapazes de pagar uma semana de férias por ano fora de casa, "manter a casa adequadamente aquecida" ou mesmo "ter uma refeição de carne ou de peixe pelo menos de dois em dois dias", por exemplo. Consulte aqui o relatório do INE.
(11.07.11/Fonte : Diário Económico)

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Falências dispararam 83% nos últimos dois anos

Desde 2008, número de falências não pára de aumentar e processos pendentes nos tribunais cresceram 23%.

Os processos de falência, insolvência e recuperação de empresas dispararam desde que começou a crise financeira e económica, em 2008, tendo quase duplicado em dois anos as empresas que faliram. De 2008 a 2010, o número de processos que deram entrada nos tribunais subiu 83%, passando de 5.022 para 9.220, segundo dados estatísticos do Ministério da Justiça, a que o Diário Económico teve acesso.

Em 2009, com o agravar da crise, os processos de falência, insolvência e recuperação de empresas tiveram a primeira grande subida em flecha dos últimos anos - 43% - e no ano seguinte a tendência manteve-se, com um aumento de 23%.

Com o crescimento do número de empresas que pediram falência (ou de pessoas individuais) e que deram entrada de acções judiciais, os processos parados nas secretarias foram também engrossando ano após ano. Com a situação sempre a agravar-se: em 2009, as pendências aumentaram 6% e em 2010 já apresentavam uma subida de 16%. Ou seja, 23% em dois anos: "Há falta de funcionários, como temos avisado há muito, os tribunais estão à beira de uma ruptura e cada vez há mais processos a entrar", reagiu, em declarações ao Diário Económico, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge.

António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes, tem alertado para a "situação preocupante" nos tribunais de comércio, que funcionam com poucos magistrados quando comparados com o elevado número de processos que têm entrado por causa da crise.
(11.07.11/Fonte : Diário Económico)

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YDreams abre empresa nos Açores

A multinacional de novas tecnologias YDreams assinou um acordo com Agência de Promoção do Investimento dos Açores (APIA) para alargamento da sua actividade à região.

Mediante esse acordo, a YDreams compromete-se a criar uma empresa nos Açores para desenvolver projectos de investigação, particularmente dirigidos às energias e robótica marinha.

Na assinatura do compromisso, o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, sublinhou tratarem-se de áreas de "grande valor" e de "grande potencial estratégico" para o arquipélago.

Além disso, "a instalação da YDreams nos Açores, sendo feita através da criação de uma nova empresa, e não apenas pela extensão de uma das suas filiais já existentes, vai provocar um efeito de arrastamento na promoção e divulgação das potencialidades da Região, em especial junto dos mercados onde existe grande propensão para o investimento nestas novas áreas económicas", considerou.

Segundo revelou Vasco Cordeiro, o projecto anunciado pela multinacional para o arquipélago prevê a criação de 25 postos de trabalho qualificados e a realização de um volume de vendas anual estimado em 5 milhões de euros.
(11.07.11/Fonte : OJE)

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Pedidos de ajuda de sobreendividados aumentou 40% na DECO

Os pedidos de ajuda à DECO por parte de desempregados aumentou.

O desemprego e a deterioração das condições laborais são a causa de mais de metade dos pedidos de ajuda à DECO de consumidores sobreendividados, cujo número aumentou quase 40% no primeiro semestre, revelam estatísticas da associação.

Até 20 de Junho, deram entrada na associação de defesa do consumidor DECO 2.112 pedidos de ajuda, valor já próximo dos 2.837 pedidos registados em todo o ano passado e bastante superior aos registados no primeiro semestre de 2010 (1.461) ou de 2008 (779).

A causa dos pedidos de ajuda concentra-se em motivos laborais, segundo os últimos dados referentes a junho: 36,2% dos pedidos tiveram como causa o desemprego, 21,7% a deterioração das condições laborais (incluindo cortes salariais), 16,8%, 10,2% divórcio ou separação e 3% o agravamento do custo de crédito.

Os dados da DECO revelam ainda que 75% dos consumidores que solicitaram apoio já se encontravam em incumprimento, com prestações em atraso, sendo que 76 % dos consumidores tinha atrasos de um a seis meses.

Um das principais razões porque os consumidores dizem não ter pedido antes ajuda à DECO foi a confiança na melhoria da situação e a renegociação com entidades financeiras.

A situação de sobreendividamento era elevada em 75% dos casos recebidos pela DECO e reduzida em 14% dos processos.

As delegações de Lisboa e da zona norte da DECO recebem a grande maioria dos pedidos, representando quase metade do total entregue pelos consumidores a nível nacional.
(08.07.11/Fonte : Jornal de Notícias)

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Portuguesas Multiwave e Critical Software continuam a trabalhar com a NASA

A Multiwave e a Critical Software, duas das empresas tecnológicas portuguesas com maior ligação à agência espacial norte-americana, vão continuar a trabalhar com a nova NASA, reconfigurada com o fim do programa dos vaivéns especiais.

Está previsto para hoje o lançamento da última missão de um vaivém, com a partida do Atlantis, que irá encerrar este programa de três décadas da NASA.

João Carreira, um dos fundadores da Critical Software, afirma que a agência espacial foi dos primeiros clientes da empresa de Coimbra, criada em 1998, e a colaboração começou no laboratório de propulsão a jacto (em Pasadena, Califórnia), passando ao "software" da sonda Mars Rover e hoje ao centro de "software" da NASA na Virgínia.

"Verificamos se o software está a fazer o que é esperado, que foi desenvolvido conforme as especificações e que tem comportamento à prova de falhas", disse à Lusa o gestor português, que se encontra nos EUA.

"Há um mundo de software em tudo o que vai para o Espaço. São sistemas que não podem falhar, ou cuja falha teria terríveis consequências, em termos financeiros ou de vidas humanas", adiantou Carreira.

O software da Critical tem sido usado no desenvolvimento de vários programas, incluindo o dos vaivéns espaciais, que termina hoje com o lançamento do Atlantis para a última missão, a 135ª desta frota da NASA.

Carreira confessa "alguma pena a nível pessoal" com o "terminar do ciclo" dos vaivéns, mas afirma que o impacto para as contas da Critical será reduzido, uma vez que há outros projectos em curso e que a carteira de clientes na indústria aeroespacial é diversificada, incluindo a agência espacial europeia (ESA) e a brasileira Embraer.

Outras empresas de software portuguesas já trabalharam para a agência espacial norte-americana, caso da Edisoft e da Chiron, que colaborou no desenvolvimento do sistema de informação ambiental do Kennedy Space Center, onde são lançados os vaivéns.

Mais recente é a colaboração da Multiwave, uma empresa do Porto que fornece lasers de fibra óptica de última geração para o centro espacial Goddard, onde estão concentrados os trabalhos da NASA de observação e monitorização da Terra.

"Têm usado os nossos lasers, por exemplo, para fazer a monitorização de florestas, do gelo na Antárctida ou na obtenção de mapas tridimensionais de alta resolução do solo", disse à Lusa o presidente da Multiwave, José Salcedo.

Os lasers da Multiwave têm também uma aplicação industrial, no fabrico de semicondutores ou material fotovoltaico.

São "particularmente interessantes para incorporar em naves ou satélites para estudos de observação terra", abrindo a porta à expansão da colaboração com a NASA no desenvolvimento de equipamentos, mas por agora não há condições de a Multiwave se envolver nos novos programas espaciais que a agência está a lançar.

"Tínhamos de criar uma unidade própria e reforçar investimento e neste momento isso é difícil, dadas as condições económicas e financeiras em Portugal e a maneira como as instituições financeiras olham para nós", indica.

"Temos excelentes contactos com empresas de capital de risco em Sillicon Valley, mas neste momento os estrangeiros não investem numa empresa de direito português", afirma.

Para José Salcedo, que passou pelas universidades de Stanford e do Porto, a empresa, que tem escritório em Silicon Valley, sente-se "em casa a trabalhar com a NASA" e com "os melhores do mundo", prevê duplicar a facturação este ano, mas, face às dificuldades em obter financiamento, considera mesmo "retirar a empresa de Portugal".
(08.07.11/Fonte : OJE)

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Português escolhido para liderar Nokia Siemens Networks na Europa do Sul, Leste e Central

O português João Picoito foi escolhido para assumir a liderança dos negócios da Nokia Siemens Networks para a Europa do Sul, Europa de Leste e Europa Central, indicou hoje a empresa.

O gestor, que já comandava as operações da empresa em todo o sul da Europa, vê agora o âmbito das suas responsabilidades na multinacional "alargado a mais de 20 países e cerca de 200 clientes, entre os quais se encontram alguns dos maiores operadores de telecomunicações" de todo o mundo.

João Picoito, de 47 anos, é licenciado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa. O responsável iniciou a sua carreira profissional na Alcatel em 1987 nos Laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento, tendo mudado para a Siemens AG em Munique onde foi responsável pela área de Communication Protocol Design e Network Planning.

Entre 1994 e 1999, diz a Nokia Siemens Networks, desempenhou várias funções na Siemens Portugal tendo sido nomeado Membro da Comissão Executiva da Siemens S.A., com responsabilidades nas áreas de Redes de Comunicações, Terminais Móveis e Sistemas de Informação.

A Nokia Siemens Networks é uma das maiores empresas de hardware, software e serviços profissionais em telecomunicações e opera em 150 países, tendo a sua sede na Finlândia.
(06.07.11/Fonte : OJE)

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Prestação da casa sobe 40 euros com aumento dos juros do BCE

BCE vai subir juros e complica contas dos portugueses. As taxas Euribor deverão continuar a subir até ao final do ano.

Quem tem um crédito à habitação está a sentir a subida dos encargos com a casa há vários meses. E a factura promete ficar ainda mais pesada nos próximos tempos. Quem tem, por exemplo, um crédito à habitação no valor de 150 mil euros a pagar em 30 anos, com um ‘spread' de 1,5%, indexado à Euribor a três meses e revir este mês a prestação da casa, irá pagar 631 euros. Mas no final de Dezembro, os encargos mensais deverão subir para os 668 euros. Ou seja, mais 37 euros face aos actuais valores.

Este aumento da factura com o crédito à habitação foi calculado com base nos contratos de futuros negociados sobre a Euribor a três meses, na NYSE Liffe. Através destes contratos é possível perceber que os agentes de mercado esperam que em Setembro a Euribor a três meses se situe nos 1,765% (um valor que compara com os actuais 1,563%) e em Dezembro atinja os 1,935%.

A tendência de subida das taxas Euribor é corroborada pelos especialistas consultados pelo Diário Económico. Apesar das taxas interbancárias já estarem a incorporar a provável subida que o BCE deverá fazer na taxa de juros de referência da zona euro - elevando-a dos 1,25% para os 1,5% - todos acreditam que o caminho das subidas das Euribor ainda não terminou.

Vinay Pranjivan, economista da Deco, avança com algumas explicações: "Pela leitura dos gráficos e dos números vemos que há uma tendência de subida das taxas Euribor. E não há no horizonte nenhum factor que indique que esta tendência possa ser interrompida". Além disso, o especialista acredita que enquanto permanecer a incerteza e o risco em torno da situação da Grécia dificilmente as Euribor vão aliviar. Além destes factores há que ter em conta um outro dado: o mercado conta que o BCE proceda a um novo aumento da taxa Refi antes do final do ano.

"Aquilo que está descontado no mercado pressupõe uma subida de 0,25 pontos percentuais na reunião [desta semana] e mais uma subida de 0,25 p.p. até ao final do ano, ficando assim a taxa de juro directora nos 1,75% no final do ano", adianta Diogo Serras Lopes, director de investimentos do banco Best. Também Filipe Garcia, presidente da IMF, e o economista João Cantiga Esteves afirmaram, em declarações ao Diário Económico, que o caminho das taxas Euribor é só um: o das subidas.

Mas poderão estes aumentos colocar em causa a capacidade das famílias portuguesas em cumprir com os seus compromissos junto da banca? Vinay Pranjivan acredita que a subida dos juros "será difícil de gerir para muitas famílias porque há uma restrição dos orçamentos em virtude de um menor rendimento disponível". Mas alerta: "Todos nós devemos estar preparados para estes aumentos, porque eles são cíclicos". Já Diogo Serras Lopes, refere que apesar de qualquer subida do custo de crédito ter um impacto negativo nos orçamentos familiares, a verdade é que "as taxas de juro de mercado, como a Euribor três meses e Euribor a seis meses, já incorporam estas subidas e, como tal, parte do efeito já estará a ser sentido pelos orçamentos familiares".
(05.07.11/Fonte : Diário Económico)

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Taxa de desemprego entre jovens [portugueses] aumenta para 28,1%

Existem 22,38 milhões de pessoas desempregadas na UE.

Dados de Bruxelas mostram que Portugal continuou em Maio entre os "campeões" do desemprego na Europa.

A taxa de desemprego em Portugal entre os jovens (menores de 25 anos) agravou-se em Maio para 28,1%, face aos 27,9% registados em Abril. Na UE a 27 só Espanha (44,4%), Eslováquia (33,7%) e Itália (28,9%) apresentam níveis de desemprego entre os jovens superiores a Portugal, segundo um relatório do Eurostat. A taxa média na UE manteve-se em 20,4%.

Entre os países com dados disponíveis para Maio, apenas três apresentam taxas de desemprego nos jovens inferiores a 10%: Alemanha, Holanda e Áustria. Todos os outros convivem com taxas de dois dígitos.

O mesmo relatório mostra que a taxa de desemprego global da zona euro se manteve em 9,9% em Maio. A taxa portuguesa também não mexe. Continua em 12,4%.
(01.07.11/Fonte : Diário Económico)

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Prestação da casa sobe 53%

Cerca de 2.500 famílias em que um dos elementos do agregado perdeu o emprego ficam, a partir de hoje, sem a ajuda do Estado para pagarem o empréstimo à habitação.

O "Jornal de Negócios" dá destaque ao aumento das despesas de crédito à habitação. O aumento do encargo mensal com o crédito aproxima-se dos 53%. A Deco teme que famílias não sejam capazes de suportar o novo encargo mensal.
(01.07.11/Fonte : Diário de Notícias)

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