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Novos sítios nas nossas rubricas

-ANCV - Associação Nacional de Coberturas Verdes

-IA - Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço

-SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profisionais de Seguros e Afins

-"AJEPC - Associação de Jovens Empresários Portugal - China"

-"International Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Pau.

-"Diário da Lagoa" : Concelho de Lagoa, ilha de São Miguel – Açores

-"Correio dos Açores"

-"Diário dos Açores"

-"AOTP - American Organization of Teachers of Portuguese" : Organismo que apoia o ensino de português. "Uma organização em prol do ensino da Língua Portuguesa​."

-"Viva Montreal TV": Web Tv lusófona no Canadá.

-"LUSAQ TV" : Televisão lusófona no Canadá.

-"Luso Productions" : Portal da Comunidade Portuguesa radicada na Bélgica.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses 25 de Abril" : Associação cultural portuguesa sedeada em Genk com rancho folclórico "As Peixeiras de Portugal", e equipa de futebol.

-"Associação Os Lusitanos de Mutzig" : Associação cultural portuguesa sedeada em Mutzig com aulas de português

-"AJA Bruxelas" : Sítio do Núcleo da associação José Afonso de Bruxelas.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses de Liège" : Comunidade portuguesa radicada em Liège.

-"FAPB - Federação das Associações Portuguesas na Bélgica"

-"FEPB - Federação dos Empresários Portugueses na Bélgica"

-SER - Syndicat des énergies renouvelables

-SNESE - Syndicat National des Entreprises de Sous-traitance Électronique

-"União Portuguesa Cultural e Desportiva de Hagen" : Associação de portugueses na Alemanha composta de uma equipa de futebol e um rancho folclórico.

-"Associação Recreativa Portuguesa Sindelfingen" : Associação de portugueses de Sindelfingen.

-"Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft - Associação Luso-Hanseática" : Associação de portugueses de Hambourg.

-"Associação Estrela Portuguesa de Annemasse" : Associação perto da fronteira suíça (Genebra).

-"Casa de Portugal de Plaisir - Centre Culturel et Récréatif des Portugais de Plaisir (C.C.R.P.P.)"

-"Les Amis Portugais de Noisy le Sec"

-"Associação Cultural Portuguesa de Decines"

-"Association Portugaise de Brest - Casa de Portugal"

-"Portugal Business Club Touraine" : Associação de empresários lusófonos em Tours.

-"Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Lyon.

-"Portugal Business Club Bordeaux" : Associação de empresários lusófonos em Bordeús.

-"ASCIPDA - Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri". Associação sem fins lucrativos, constituída em 2007. Além de agregar a Comunidade italiana, tem como principais objetivos: a divulgação da língua e cultura italiana, a promoção e o fortalecimento das relações entre os sócios, simpatizantes e admiradores de Itália.

-Câmara de Comércio Luso-Britânica

-"A.F.N.P. - Associação dos Franceses do Norte de Portugal"

-"Associação de Estudantes Angolanos em Portugal"

-"ACV - Associação Caboverdeana Lisboa"

-"ASIBA - Associação de Imigrantes Brasileiros dos Açores". Organização sem fins lucrativos, um grupo de amigos que se unem para criar pontes entre dois povos.

-CCILB - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira

-CCIPA - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha

-"DPG – Associação Luso-Alemã" : Associação registada, promove o diálogo amigável entre alemães e portugueses num espaço europeu plural.

-"Lusitânia APE" : associação fundada em 1972 por um grupo de portugueses residentes na Suécia que tem como objetivo a dinamização do convívio entre os elementos da comunidade Portuguesa em Estocolmo e arredores.

-"União dos Portugueses em Gotemburgo (UPG)" : Associacão de portugueses que vivem em Gotemburgo, Suécia.

-"Movimento Cívico Português do Reino Unido" : associação cívica, com o principal objectivo de apoiar os portugueses que residem no Reino Unido.

-"PARSUK – Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom" : é uma associação independente, sem fins lucrativos ou afiliação política

-"Mobinov" : Associação do Cluster Automóvel

-APQuímica – Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação

-AICC - Associação Industrial e Comercial do Café

-ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas

-ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins

-ANIET - Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora

-ANIPC – Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão

-AIVE- Associação dos Industriais do Vidro de Embalagem

-ANIA - Association Nationale des Industries Alimentaires

-Fédération des Industries Avicoles

-NATEXBIO - Fédération des transformateurs et distributeurs bio

-ACRAL - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve

-APMRA- Associação Portuguesa de Marketing Rural e Agronegócio

-APPPFN - Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais

-CNER - fédération des agences de développement économique

-"Fashion from Portugal" : Portal dedicado à promoção e informação da moda portuguesa.

-"Jornal-T" : Jornal do sector têxtil (ATP)

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Associação Selectiva Moda

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Associação Home from Portugal -  têxteis-lar

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ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

-FranceAgriMer, établissement national des produits de l’agriculture et de la mer
 

Perto de 9% dos imóveis transacionados em Portugal em 2019 foram vendidos a não residentes

Foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal, seguidos pelos residentes no Reino Unido.

Perto de 9% dos imóveis transacionados em Portugal foram vendidos a não residentes, correspondendo a 13,3% do valor total transacionado (8,2% e 13,0%, respetivamente, em 2018), segundo dados divulgados esta terça-feira.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), depois dos acréscimos "expressivos" tanto em número como em valor nos anos anteriores (14,5% e 19,2% em número e 22,2% e 22,6% em valor, respetivamente em 2018 e 2017), em 2019 o número de imóveis adquiridos por não residentes diminuiu 2%, tendo aumentado 1% em valor. O valor médio dos prédios vendidos a não residentes, por sua vez, situou-se em 176.429 euros (mais 3,1% face a 2018).

"Este valor é 57% superior ao valor médio das transações totais, uma diferença semelhante à que se verificou em 2018", sinaliza.

Tal como no ano anterior, foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal (18,1% do valor total dos imóveis adquiridos por não residentes), seguidos pelos residentes no Reino Unido (17,3%).

Entre os principais países de residência dos compradores não residentes, o INE sinaliza a China, cujo valor médio dos imóveis adquiridos por residentes neste país (373.071 euros) foi mais do dobro do valor médio total dos imóveis vendidos a residentes no estrangeiro.

O valor médio dos imóveis adquiridos por não residentes por preço igual ou superior a 500.000 euros atingiu 923.016 euros, aumentando 3,2% face a 2018.

O Algarve ultrapassou a Área Metropolitana de Lisboa, tendo representado 37,7% do valor das aquisições por não residentes (35,8% na Área Metropolitana de Lisboa), em resultado das variações respetivas de +6,1% e -8,5%, face a 2018.

A informação divulgada pelo INE relativos às aquisições de imóveis por compradores não residentes em Portugal baseia-se exclusivamente em fontes de natureza administrativa, nomeadamente proveniente dos registos e notariado, e recolhida pela Direção-Geral da Política de Justiça do Ministério da Justiça. Segundo os dados do INE, em 2019, o número de imóveis transacionados em Portugal diminuiu 4,7% (+6,8% em 2018), tendo o seu valor total decrescido ligeiramente (-0,7%; +7,5% em 2018).

O valor médio dos imóveis transacionados em 2019 aumentou 4,1% face a 2018 (+0,6% no ano anterior), passando de 108,0 mil euros para 112,5 mil euros. Estas variações deveram-se fundamentalmente às transações de prédios urbanos em propriedade horizontal, que, no total, diminuíram 7,4% em número e 2,0% em valor.

No que respeita ao valor médio, este tipo de imóveis também se destacou com um acréscimo de 5,9% face ao valor médio em 2018, refere o INE.(22.09.20/Fonte: TSF)

Portugal no top 20 dos maiores produtores mundiais de calçado

Portugal surge também como o 19.º maior exportador mundial de calçado.

Portugal surge no 'top' 20 dos maiores produtores de calçado, um "grupo restrito" onde, da Europa apenas constam mais Itália e Espanha, num setor em que 87,4% da produção mundial vem da Ásia, respondendo a China por 55,5%.

De acordo com a última edição do World Footwear Yearbook, elaborado pela Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), Portugal recuperou um lugar e assumiu em 2019 a 20.ª posição do 'top' 20 dos maiores produtores mundiais do setor, um "grupo restrito" onde, da Europa, "apenas se intrometem" mais a Itália (10.º lugar) e Espanha (17.º).

"A produção continua a concentrar-se maioritariamente na Ásia, onde se produzem nove em cada 10 pares de calçado. Nos últimos 10 anos, o continente asiático reforçou ligeiramente o seu domínio no panorama internacional, aumentando a sua produção mundial em dois pontos percentuais", refere a APICCAPS.

Num balanço no âmbito da participação portuguesa na feira de calçado MICAM, que decorre de domingo a quarta-feira em Milão, Itália, a associação aponta ainda a "posição de destaque" ocupada por Portugal ao nível do preço médio de venda, com o segundo valor mais elevado (26,26 dólares por par exportado), entre os principais produtores mundiais de calçado, ainda distante de Itália (57,11 dólares o par), mas já "claramente" acima de Espanha (19,11 dólares o par).

Pelo contrário, o preço médio do calçado exportado pela China ascendeu, em 2019, a 4,72 dólares. Ainda no domínio do comércio externo, Portugal surge como o 19.º maior exportador mundial de calçado, destacando-se como o 6.º exportador no segmento 'waterproof' (à prova de água), com uma quota de 2,6%, e o 10.º maior no segmento de calçado em couro, com uma quota de 3,1% nas exportações mundiais. Globalmente, os dados mais recentes do World Footwear Yearbook apontam que a produção mundial de calçado aumentou 21,2% na última década, crescendo a uma taxa média anual de 2,2%, enquanto as exportações globais aumentaram 10,6% em volume e 59% em valor.

Em 2019, a indústria mundial abrandou (cresceu apenas 0,6%, mas ainda assim bateu um novo recorde absoluto de 24,3 mil milhões de pares produzidos no final do ano passado), e o valor das exportações progrediu 2%, também para o valor recorde de 146 mil milhões de dólares (cerca de 123 milhões de euros). "Este crescimento foi impulsionado, maioritariamente, pelos países asiáticos, que aumentaram as suas exportações em 2,8%", nota a APICCAPS, acrescentando que, "na Europa, a taxa de crescimento foi de 1,2% e, noutras partes do globo, foi ainda mais baixa, ou mesmo negativa". De acordo com a APICCAPS, "é expectável que esta trajetória descendente se mantenha em 2020, devido às consequências da pandemia de covid-19".

A segunda edição do 'Business Conditions Survey', realizado junto do painel internacional de especialistas do 'World Footwear', prevê mesmo que o consumo mundial de calçado deverá recuar 22,5% este ano, com menos 5.100 milhões de pares de sapatos comercializados a nível global.

O estudo antecipa que "o impacto da pandemia de covid-19 irá penalizar fortemente o setor de calçado em 2020", ocorrendo "o cenário mais negativo" na Europa, com uma perda estimada de 27% no consumo, equivalente a menos 908 milhões de pares comercializados. Já na América do Norte o recuo previsto é de 21% (menos 696 milhões de pares), enquanto na Ásia a queda esperada é de 20% (menos 2.400 milhões de pares). Os dados relativos a 2019 indicam que foram exportados 15 mil milhões de pares de calçado, o que representa 62% de todo o calçado fabricado, surgindo sem surpresa a Ásia como o maior exportador mundial, com uma quota de 83,9%.

Ainda assim, a quota das exportações da Ásia diminuiu ligeiramente na última década, à semelhança do sucedido nos restantes continentes, com a exceção da Europa, que nos últimos 10 anos aumentou a quota nas exportações globais em 2,6 pontos percentuais. "A China foi a origem de dois em cada três pares de calçado exportados em 2019, mas a quota no mercado tem diminuído de forma sustentada na última década, tendo perdido sete pontos percentuais desde 2010. Em trajetória oposta, o Vietname dobrou praticamente a sua quota no mercado durante o mesmo período, e a Índia e a Turquia têm-se também destacado com desempenhos notáveis no decurso da década", refere a APICCAPS.

No que respeita ao consumo de calçado, a Ásia (com destaque para a China e Índia) é responsável por mais de metade do consumo global, cabendo à Europa e à América do Norte uma fatia de 15% cada.

"Se os países da União Europeia correspondessem a uma única região, representariam o segundo maior mercado de consumo, com 2.680 milhões de pares comercializados em 2019", nota a APICCAPS, que destaca ainda as diferenças geográficas nos padrões de consumo de calçado, que, 'per capita', varia entre 1,6 pares em África e 5,6 pares na América do Norte. (18.09.20/Fonte: TSF)

Bial entra nos EUA e no Japão com medicamento para a doença de Parkinson

Companhia congratula-se por ser a primeira vez que um fármaco português entra no mercado nipónico. A Bial é a única farmacêutica nacional que conseguiu descobrir e desenvolver fármacos novos: um para a epilepsia e outro para doentes de Parkinson.

O medicamento da Bial para a doença de Parkinson começou a ser comercializado nos mercados norte-americano e japonês, avança a farmacêutica portuguesa em comunicado. “De salientar que esta é a primeira vez que um medicamento de investigação portuguesa é comercializado no Japão, o terceiro mercado farmacêutico a nível mundial”, faz notar a empresa liderada por António Portela.

A comercialização deste fármaco era aguardada com expectativa pela companhia, sediada a norte do país, na Trofa, e decorre da recente aprovação pelas autoridades regulamentares de ambos os países. A venda do Ongentys está a ser feita via acordos de licenciamento estabelecidos pela Bial com companhias farmacêuticas presentes nos dois territórios.

“A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum depois da doença de Alzheimer. No Japão estima-se que existam 163 mil pessoas com Parkinson. Nos EUA cerca de um milhão de americanos vivem com esta doença e, a cada ano, são diagnosticadas mais de 50 mil pessoas”, indica ainda o comunicado.

Demorou sete anos até a Bial obter a aprovação das autoridades nipónicas. Em 2013, a companhia assinou um acordo de licenciamento com a japonesa ONO Pharmaceutical para o desenvolvimento e comercialização do Ongentys naquele país, num processo que só teve luz verde em junho deste ano. Já a autorização de introdução no mercado por parte do regulador do mercado farmacêutico norte-americano Food and Drug Administration ocorreu no final do passado mês de abril.

O Ongentys (opicapona) já estava disponível no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Portugal e a Bial antecipa que ao longo de 2020 e 2021, o medicamento seja introduzido em outros países europeus e na Coreia do Sul.

Com um investimento anual de mais de 20% da sua faturação em investigação, a Bial é até hoje a única farmacêutica nacional com produtos de investigação própria: um medicamento para a epilepsia chamado Zebinix (acetato de eslicarbazepina ) e o Ongentys para a doença de Parkinson..

A Bial soma, atualmente, filiais em nove países e vende os seus medicamentos em mais de 50 territórios, sobretudo da Europa, África e América. Nos últimos dez anos, o peso das vendas nos mercados internacionais tem vindo a aumentar e representa, hoje, cerca de 75% do volume de negócios da empresa (que em 2019 ultrapassou os 300 milhões de euros), com os EUA como o principal mercado em vendas de farmácia. (15.09.20/Fonte: Expresso)

Portugueses entre os menos confiantes na Europa. 77% cortou nos gastos

Portugal regista a maior descida no segundo trimestre face a cinco países europeus de referência: Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido.

Os números da pandemia aumentam no país e os nível de confiança dos portugueses cai. Os consumidores nacionais estão entre os menos confiantes da Europa no segundo trimestre, registando uma queda de 31 pontos face a igual período do ano passado, empurrando para valores abaixo da média europeia, segundo os dados do Global Consumer Confidence Survey, da Nielsen. Mais de 70% admite já estar a cortar nos gastos.

No segundo trimestre Portugal registava um nível de confiança de 63 pontos, “uma quebra acentuada face aos trimestres anteriores e caindo da “marca” dos 90 pontos atingida ao longo do último ano”, destaca a Nielsen. “Apesar da tendência de quebra deste indicador entre os países mais próximos, em Portugal esta diminuição é especialmente notória”, refere a empresa de estudos de mercado. No trimestre recua 31 pontos face a igual período do ano passado.

Se há um ano os portugueses apresentavam um índice de confiança de 94 pontos, os 63 pontos assinalados no segundo trimestre deste ano coloca a confiança dos consumidores nacionais abaixo da média europeia (74 pontos), apesar da descida de 13 pontos ocorrida. E a maior entre países como Espanha (que com 62 pontos recua 28 face ao ano passado), França (com 70 pontos, menos 11 do que há um ano), Reino Unido (84 pontos, um recuo de 10 pontos), Alemanha (87 pontos, uma descida de 16 pontos) ou Itália (54 pontos, uma diminuição de 15 pontos).

Emprego e saúde entre as principais preocupações
A Economia e a Saúde surgem neste trimestre como as principais preocupações para 47% e 46% dos portugueses, respetivamente, com 84% a afirmar que país se encontra em recessão económica (um valor próximo ao registado para a média europeia – 86%).

“O valor alcançado para o fator Saúde atinge neste período uma marca histórica, evidenciando o efeito e os novos receios associados à pandemia Covid-19”, refere o estudo. Numa terceira posição surge a preocupação com o emprego. “O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, que ocupava a 2ª posição no trimestre anterior, não alcança agora o pódio das preocupações dos portugueses”, diz a Nielsen.

Já as perspetivas de emprego para os próximos 12 meses registam algum pessimismo: “mais de 80% dos inquiridos afirmam esperar tempos difíceis no que diz respeito a esta situação e cerca de 70% não anteveem perspetivas positivas para as suas finanças pessoais”.

Face a este cenário não surpreende portanto que os portugueses admitam estar já a cortar nos gastos: 77% dos consumidores afirmam ter alterado no último ano os seus gastos para economizar nas despesas domésticas. Para isso, estão a cortar em roupa (54%), entretenimento fora de casa (54%), gás e eletricidade (43%), uso do automóvel (40%), pedido de refeições take-away (39%) e férias anuais (37%).

Compra de produtos de bens de consumo crescem 8,2%
Apesar dos tempos instáveis, em Portugal a compra de bens de grande consumo cresceu 8,2%, menos do que os 14% registados no primeiro trimestre. “Mesmo em tempos de incerteza nos que diz respeito às finanças dos consumidores, as vendas dos Bens de Grande Consumo no segundo trimestre de 2020 são impactadas pelo efeito da pandemia covid-19, particularmente no que respeita ao fator volume, que regista crescimentos significativos”, explica Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal, citada em comunicado.

“Num período marcado pelo confinamento obrigatório e pelo encerramento de centros comerciais, restaurantes, e outros estabelecimentos comerciais, as lojas de retalho alimentar mantiveram-se em funcionamento e direcionaram, com sucesso, todos os seus esforços para apoiar e fornecer os seus consumidores numa altura tão atípica como a que vivemos. Nesta volta à normalidade, o mercado tem vindo a adaptar a sua oferta e terá de continuar a trabalhar no sentido de responder a todas as novas necessidades e limitações deste (novo) consumidor”, refere a responsável da Nielsen Portugal.

Uma subida abaixo da média europeia que, no período registou um crescimento de 8,9%, e abaixo de mercados como Espanha (9,1%) e Alemanha (9%). Portugal posiciona-se assim no 14º lugar entre os 21 países analisados no estudo.(11.09.20/Fonte: Dinheiro Vivo)

Apesar da pandemia, imobiliário atrai €1,7 mil milhões de investimento

O mercado imobiliário comercial esteve mais ativo do que nunca nos primeiros três meses do ano tendo atraído quase metade dos investimentos totais dos anos anteriores. A pandemia pôs travão a fundo nesta dinâmica, mas ainda foram transacionados imóveis no valor total de 1,7 mil milhões de euros.

Mercado imobiliário comercial (grandes transações) sofreu com o impacto do Covid-19, resultando em quebras do número de vendas e do volume de investimento em vários setores onde se incluem o retalho, hotelaria e escritórios. Ainda assim, o primeiro semestre de 2020 somou um total aproximado de 1,7 mil milhões de euros, sendo que 94% desse valor diz respeito a transações fechadas ao longo do 1º trimestre. Estes dados estão espelhados no relatório apresentado hoje pela Savills, consultora imobiliária internacional, que realiza um balanço da realidade portuguesa nos primeiros meses do ano.

“Só no 1º trimestre foi registado um montante de investimento total excecional de aproximadamente 1.5 mil milhões de euros, perto de metade do montante total do volume de investimento registado nos anos de 2018 e 2019, através do fecho de grandes transações nos segmentos de retalho, escritórios e hotéis”, diz a consultora. Comparativamente ao 1º trimestre de 2020, o segundo trimestre registou uma quebra muito acentuada de 87%. Comparativamente ao primeiro semestre de 2019, a descida cifrou-se nos 16%.

“A pandemia do Covid-19 teve um impacto significativo no mercado imobiliário, sendo que os setores de retalho e hotelaria foram claramente os mais afetados. Apesar da incerteza quanto a uma potencial segunda vaga e o controlo da mesma, há uma dinâmica importante a nível dos ativos de promoção que sublinham a confiança dos investidores com o médio/longo prazo”, realçou Paulo Silva, Head of Country da Savills Portugal.

Se tivermos em vista o total do 1º semestre do ano, foram realizadas 25 transações, sendo que cinco delas disseram respeito à venda de portefólios de escritórios, retalho e hotéis num total de mais de 1 200 mil milhões de euros, representando 81% do volume total de investimento do semestre.

Comparativamente ao período homólogo, o número de negócios fechados observou uma descida de 19%, sendo que as transações de portfólios se mantiveram em número idêntico ao verificado no mesmo período do ano 2019.

Nos meses de abril, maio e junho as transações de mercado fechadas em território nacional foram totalmente direcionadas para o mercado dos escritórios. O capital estrangeiro continua ser dominante no mercado português, resultando em 76% do total de operações fechadas, com os investidores americanos a liderarem a tabela de nacionalidades estrangeiras com maior volume de capital investido.

Os fundos de gestão de ativos de investimento foram os principais players, contribuindo para 40% das operações fechadas, num montante total aproximado de 350 milhões de euros. A transação de maior peso disse respeito à venda de 50% do Fundo Sonae Sierra que integrou os centros comerciais Colombo, Vasco da Gama, Cascais Shopping e Norteshopping num montante estimado de 750 mil milhões de euros, adquiridos pela seguradora alemã Allianz e pela seguradora finlandesa Ellos.

Escritórios em queda
Com a pandemia atingir Portugal no final do mês de março, o ritmo de atividade do mercado de escritórios deu sinais de abrandamento significativo. Nos primeiros três meses de 2020, o mercado de escritórios de Lisboa verificou uma descida de 24%, comparado ao ano anterior. Nos primeiros meses do ano, a expetativa de se registar o fecho de ano era positiva. Já a partir do mês de abril, os valores de ocupação deixam prever um balanço final de ano com uma queda prevista na ordem dos 25%.

Entre os três primeiros meses de 2020, o mercado de escritórios de Lisboa observou um volume de ocupação total de 43,934 m2. Ao longo destes meses, foram fechadas operações cujos processos de tomada de decisão já estavam a decorrer desde o ano 2019. Randstad, Infosistema, IdeaHub, Majorel e BNP Paribas são algumas das empresas que fecharam operações acima dos 3.000 m2 e que contribuíram para o bom resultado, aponta a Savills.

No mercado do Porto, no 1º semestre, registou-se um aumento do volume de absorção de 38%, comparado ao ano passado. Em comparação com os valores analisados no mercado de escritórios de Lisboa, o mercado do Porto registou um começo de ano muito positivo. “Uma pesquisa feita pela Câmara Municipal do Porto sobre o impacto da Covid-19 no setor empresarial afirmou que a maior parte das empresas notaram quebras ligeiras de atividade e 15% registaram uma redução de atividade a menos de metade. Os setores do Turismo e Serviços Partilhados foram os que observaram as quedas mais elevadas, por contraste com as empresas ligadas a Tecnologias de Informação e Comunicação, que sofreram um impacto inferior”, refere-se no estudo.

“Este ano já era esperado um ano record para a cidade do Porto em relação à eleição desta cidade como destino de grandes projetos de empresas multinacionais. Esta dinâmica continuou a verificar-se, embora as crescentes preocupações em torno do setor trazidas pela Covid-19 se tenham notado em todo o mundo. Em relação ao futuro, acreditamos que os escritórios continuarão a fazer parte fundamental dos modelos de produtividade das empresas, mesmo que venham a adotar estratégias de trabalho mais flexíveis.”, refere Rodrigo Canas, Offices Associate Director da Savills Portugal.

Retalho também sofre
O setor do retalho foi, sem sombra de dúvidas, o setor mais afetado devido à pandemia Covid-19. As atividades comerciais viram-se obrigadas a fechar as portas no mês de março, estando apenas disponíveis ao público os supermercados e hipermercados, e alguns serviços de primeira necessidade, como farmácias e postos de combustível, entre outras. A oferta e a procura foram substancialmente afetadas pela crise atual causando uma descida significativa nos preços. No entanto, a fase de confinamento levou a um aumento das vendas no comércio online, denotando uma maior apetência pela digitalização do processo de consumo e uma maior preocupação por parte dos consumidores na questão dos preços, qualidade dos produtos e valorização de marcas e produtos nacionais.

“O aumento do consumo de produtos pela via digital veio a testar a capacidade de adaptação e resposta das empresas e operadores logísticos a esta nova realidade, obrigando retalhistas e fabricantes a fazer ajustamentos ao negócio ao nível de cadeias de distribuição, preços, produto, reforço e preparação de equipas no atendimento telefónico, condições de segurança nas entregas e devoluções, etc… Esta capacidade de adaptação será fundamental para a recuperação do setor.” explica Cristina Cristóvão, Retail Director da Savills Portugal.  O impacto crescente do comércio online poderá conduzir a uma redução das áreas de lojas físicas e consequentemente levar a um aumento da procura por áreas maiores de armazenamento, mais próximas possíveis do centro das cidades. Ainda que o cenário atual tenha incitado uma diminuição na atividade na generalidade dos setores económicos, o segmento industrial e logístico tem demonstrado uma forte resistência, suscitando cada vez mais interesse nos investidores.

Em janeiro, fevereiro e março, este segmento imobiliário contabilizou um volume de absorção total de 139.519 m2, dos quais 81% correspondem a renovações de contratos e 16% a novos contratos. O eixo logístico da Azambuja foi a zona de mercado com melhor prestação, tendo recebido duas das maiores transações do semestre com um total de 71.447 m2 conduzidas por operadores de distribuição de alimentar.

Casas preparadas para teletrabalho
O setor residencial estava em franca expansão no início de 2020, esperando-se balanços muitos positivos e novos recordes nacionais no número de vendas e nos preços praticados. No 1º trimestre do ano, no concelho de Lisboa, foram registados os valores de venda mais altos de sempre (4.038 €/m2). Por outro lado, o concelho do Porto registou uma quebra ligeira nos valores de venda no mesmo período temporal, face ao que foi registado no final de 2019 (2.269 €/m2).

A verdade é que a pandemia veio também a ter um grande impacto no mercado residencial, sendo que, nos primeiros seis meses do ano, em Portugal Continental, as vendas sofreram uma quebra de 24%, com os preços a baixarem em média 8%. Em Lisboa e no Porto, a descida de preços no valor do imóvel por m2 foi de 11% e 9% respetivamente.  “Apesar da incerteza que vivemos pelas razões que todos conhecemos, a resiliência do setor residencial leva a Savills a prever que não devam existir quebras significativas nos indicadores de performance deste setor sobretudo se falarmos em Lisboa e Porto, ainda assim o ajuste de preços e um abrandamento no crescimento que se verificou nos últimos sete anos era já previsível antes da pandemia”, afirmou Patrícia de Melo e Liz, CEO da Savills Portugal.

Com alívio das restrições impostas durante a quarentena, o mercado residencial sentiu o impacto imediato que se traduziu num aumento nacional de 0,8% ao nível dos preços e de 11% no volume de vendas, entre os meses de maio e junho de 2020. De acordo com uma análise da Savills com base em dados estatísticos do SIR (Sistema de Informação Residencial), é expectável que os preços observados no final de junho se mantenham inalterados em Lisboa, com um aumento do número de unidades vendidas. De salientar também que, segundo um inquérito realizado pela Savills a alguns dos maiores promotores do mercado residencial, os potenciais compradores estão a dar mais importância à existência de divisões dentro da casa onde podem criar um espaço de trabalho autónomo, para a prática do teletrabalho. Também procuram salas de estar com maior dimensão, varandas amplas ou espaços de lazer. Também se nota uma ligeira recuperação da procura por moradias que, em regra geral, se encontram em localizações satélites às grandes cidades.

“A manutenção das taxas de juro em níveis muito baixos e a elevada disponibilidade de capital vão continuar a favorecer o investimento em ativos imobiliários. O impacto da pandemia irá influenciar de forma direta os ativos imobiliários, pois estamos a assistir a mudanças comportamentais dos possíveis investidores e compradores, que surgem aliadas a uma menor disponibilidade para viajar, a uma maior abertura por novas formas de organização de trabalho e a um repensar profundo dos canais de venda de retalho”, conclui Alexandra Portugal Gomes, Market Research Associate da Savills Portugal.(09.09.20/Fonte: Visão)

Insolvências disparam 64,5% em agosto e 10,6% desde início do ano

As insolvências de empresas em Portugal aumentaram 64,5% em agosto face ao período homólogo, acumulando uma subida de 10,6% em 2020, enquanto as novas companhias criadas diminuíram 10,2% e quase 30%, respetivamente, divulgou a Iberinform.

"Há um aumento de 64,5% nas insolvências em agosto, com 199 empresas insolventes, mais 78 que no período homólogo de 2019. No acumulado do ano, o aumento é de 10,6%, com um total de 3.342 insolvências, mais 319 que no mesmo período do ano passado", refere a filial da Crédito y Caución em comunicado.

Os distritos do Porto e de Lisboa destacam-se com o maior número de insolvências - 836 e 697, respetivamente - o que representa uma subida de 13,1% em Lisboa e de 9,3% no Porto até agosto, face ao ano anterior.

Os crescimentos homólogos mais significativos verificaram-se, contudo, em Angra do Heroísmo (+50%), Castelo Branco (+50%), Faro (+43,2%), Viana do Castelo (+39,5%), Évora (+29,6%), Beja (+29,4%), Ponta Delgada (+27,8%), Madeira (+25,4%) e Santarém (+14,7%).

Em sentido inverso, registaram-se decréscimos das insolvências nos distritos da Guarda (-25%), Vila Real (-20%), Coimbra (-19,8%) e Viseu (-1,4%), mantendo a Horta um valor idêntico a 2019: quatro insolvências.

Por setores, os dados da Iberinform apontam a 'construção e obras públicas' como a única atividade que regista uma diminuição (de 4,4%) no número de empresas insolventes face a 2019.

Já os maiores aumentos encontram-se nas áreas de 'telecomunicações' (+66,7%), 'hotelaria e restauração' (+29,2%), 'outros serviços' (+20,5%), 'eletricidade, gás, água' (+16,7%), 'comércio por grosso' (+15,7%) e 'comércio de veículos' (+12,5%).

No que se refere à criação de novas empresas, apresentou em agosto uma quebra homóloga de 10,2%, diminuindo de 2.920 em agosto de 2019 para 2.621 no mesmo mês de 2020 (menos 299 novas constituições), sendo que em termos acumulados o decréscimo foi de 29,9% (de 34.424 para 24.113 novas empresas).

A zona de Lisboa manteve a liderança neste indicador, com 7.558 novas empresas, mas registou, ainda assim, um decréscimo de 33,6% face aos primeiros oito meses de 2019.

Já o Porto registou 4.334 novas constituições, menos 30,6% que no ano passado.

Segundo a Iberform, todos os distritos apresentam decréscimo nas constituições, com as descidas mais significativas a registarem-se em Aveiro (-39,5%), Setúbal (-35,5%), Angra do Heroísmo (-33,3%), Ponta Delgada (-33,2%), Faro (-33%), Madeira (-31,8%), Leiria (-30,2%), Viana do Castelo (-28,2%), Coimbra (-27,2%), Guarda (-24,1%), Braga (-23,3%), Horta (-22,2%), Beja (-21,7%), Évora (-21,5%), Santarém (-20,6%), Viseu (-20,4%) e Castelo Branco (-19,3%).(04.09.20/Fonte : Jornal de Notícias)

Mais de 3 mil milhões de euros em 2019

Remessas dos emigrantes continuam a ser uma fonte financeira importante para Portugal.

Segundo o Banco de Portugal as remessas dos emigrantes recebidas em Portugal durante o ano 2019 voltaram a aumentar de +1,1% relativamente a 2018, atingindo 3,6 mil milhões de euros, colocando-se assim próximo do ano record de 2001 com 3,7 mil milhões de euros.

O facto notável é que, apesar de um crescimento lento estes últimos 3 anos, o aumento das remessas dos emigrantes portugueses recebidas em Portugal tem vindo a aumentar regularmente desde 2009 ano que marca o pior da crise económica e financeira. Este crescimento é tão notável que o montante das remessas dos emigrantes aumentou de cerca de 60% entre 2009 e 2019.

No que respeita às remessas oriundas de França constata-se que após um aumento notável entre 2012 e 2017 (+36%) a tendência inverte-se em 2018 um ligeiro abrandamento de -1,5% e uma descida mais acentuada de -3,5% entre 2018 e 2019.

O segundo país que mais transfere fundos para Portugal continua a ser a Suíça com 27,1% do total em 2019. Registando um aumento importante e regular de +41,2% entre 2016 e 2019 atingindo o valor histórico mais importante jamais registado a 989 milhões de euros. Reino-Unido e Alemanha estão em respetivamente em 3° e 4° lugar com valores inferiores a 10% do total.(02.09.20/Fonte : Luso Planet)

Portugal com 1 milhão de turistas em julho, menos 64% que em 2019

Quebra face a junho foi menor por conta dos residentes em Portugal. Quase um quarto dos alojamentos esteve fechado em julho.

Portugal teve 1 milhão de turistas em julho. O número representa uma diminuição de 64% em comparação com o mesmo mês de 2019, segundo a estimativa rápida divulgada esta segunda-feira pelo INE – Instituto Nacional de Estatística. A redução do número de turistas foi mais sentida junto do mercado internacional do que do mercado doméstico no segundo mês após o confinamento. Os hóspedes em Portugal realizaram um total de 2,6 milhões de dormidas. A diminuição deste indicador foi de 68%, acima da redução do número de hóspedes. Isto indicia que a média de noites por cliente foi mais baixa do que no mesmo mês de 2019.

O turismo doméstico evitou quebras maiores em julho: houve 719,3 mil clientes residentes em Portugal, (-32,7%), com 1,7 milhões de dormidas (-31,3%). O turismo internacional contou com 305,8 mil registos (-82,8%) e 906,6 mil dormidas (-84,2%).(31/08/2020/Fonte: Dinheiro Vivo)

Algarve com mais turistas britânicos e aumento das reservas

No aeroporto de Faro é notório o aumento de passageiros. Turistas aguardavam o levantamento da obrigatoriedade de quarentena para virem para Portugal.

A abertura do corredor aéreo com o Reino Unido já está a ter um efeito positivo na economia do Algarve, com o aumento de novas reservas e a reativação daquelas que tinham sido canceladas, sobretudo para setembro e outubro. No aeroporto de Faro já é notório o aumento de passageiros, com os turistas britânicos a revelarem à Lusa que aguardavam o levantamento da obrigatoriedade de quarentena imposta pelo governo britânico para poderem viajar para Portugal.

“Não tínhamos nada preparado. Assim que disseram que poderíamos ir de férias, marcámos a viagem de avião e depois procurámos hotel” afirmou à Lusa James Meakin, acabado de chegar de Londres. Outros passageiros do voo oriundo da capital britânica revelam que só após o levantamento da imposição de quarentena no regresso ao país decidiram viajar, com uma turista a considerar que “seria desrespeitoso para as pessoas do outro país viajar sem permissão”.

Também acabada de chegar num voo “completamente cheio”, Soraya Halabi realçou a forma “ordeira e respeitosa” com que “todos os passageiros usavam máscara”, numa viagem onde predominavam “famílias com filhos”.Já Amanda Reverten revelou que a sua “primeira vez em Portugal” acontece após terem cancelado as férias em “Espanha, depois em França e na Croácia” devido à imposição do governo britânico, numa viagem que foi “marcada poucas horas depois” do anúncio da retirada do país da ‘lista negra’”.

Nas chegadas do aeroporto algarvio dezenas de táxis resguardam-se do sol, logo após o almoço, uma das “horas mais calmas” para “apanhar passageiros”, revela à Lusa um dos taxistas que aguarda a chegada de mais um voo da capital britânica. “De manhã foi bem mais agitado. Desde sábado que os aviões começaram a chegar mais cheios,” afirma António Pinto, realçando um “aumento de 40 a 50%” em passageiros transportados. O voo que aguardam é 15.º a ligar os vários aeroportos britânicos a Faro na passada quarta-feira, dia em que eram esperadas mais 12 ligações até ao final da noite.

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) mostra-se agradado com a decisão do governo britânico e considera que “finalmente se fez justiça” em relação a Portugal. “O efeito começou a sentir-se logo na primeira hora a seguir ao anúncio oficial, com a reativação de reservas que estavam canceladas ou adiadas”, afirmou à Lusa João Fernandes. Segundo aquele responsável, surgiram também “novas reservas” de turistas que aguardavam a inclusão de Portugal na lista de países seguros, já que lhes possibilitava a “realização de um seguro de viagem” com o qual “os britânicos se habituaram a viajar”. Outra fonte de novas reservas foi o cancelamento de viagens para outros destinos – ainda incluídos na ‘lista negra’ britânica – o que “os deixa numa posição desvantajosa” em relação a Portugal, realçou. João Fernandes destaca a “oferta extra” anunciada por companhias com a Wizzair, a Easyjet, a Jet2, ou a Tui e que “ligam Faro a 20 cidades no Reino Unido”, facilitando a chegada à região algarvia. O responsável indicou ainda que se verifica um relançamento de atividades “para além do alojamento” mais ligadas a mercados externos, como as “empresas de animação turística”.

No entanto, há “revisões semanais” à decisão britânica e que estão “condicionadas a manter-se a condição epidemiológica” que proporcionou o levantamento da restrição. A Marina de Vilamoura, no concelho de Loulé, é uma das zonas habitualmente frequentadas pelos turistas britânicos e onde o seu regresso já é bem notório, conforme constatou a Lusa. Os empresários falam num aumento das reservas para setembro e outubro e uma “invasão muito interessante e positiva”, já que as perspetivas eram “muito baixas”. “Tivemos um crescimento exponencial de reservas, que antes eram cancelamentos, e no fim de semana, em 48 horas, tivemos uma subida de 500 reservas em seis restaurantes” afirmou João Guerreiro, empresário da restauração. Para João Guerreiro, esta nova leva de turistas britânicos traz “um outro alento para encarar o inverno”, acreditando que haverá “um verão prolongado e um inverno menos mau”. No entanto, para alguns comerciantes, estes primeiros dias após o levantamento da proibição não deram para “sentir a diferença”, considerando que é uma altura de “ida dos turistas e dos emigrantes portugueses e a chegada dos britânicos”.

Nuno Quaresma, responsável por uma loja de artigos desportivos e de recordações revela que “houve uma perda muito grande nos outros meses”, mostrando alguma cautela para “setembro e outubro”.(28/08/2020/Fonte: Dinheiro Vivo)

Parque automóvel em Portugal tem quase 13 anos

O parque automóvel atingiu em Portugal 5.205.000 automóveis ligeiros de passageiros.

O parque automóvel atingiu em Portugal 5.205.000 automóveis ligeiros de passageiros. A idade média dos ligeiros de passageiros cifrava-se em 12,8 anos, enquanto nos comerciais ligeiros esse valor era de 14,5 anos e nos veículos pesados de passageiros situava-se em 15,1 anos e nos pesados de mercadorias nos 14,9 anos. Os dados foram revelados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

O total de veículos automóveis, incluindo os comerciais ligeiros e os pesados de passageiros e de mercadorias, totalizava 6.489.300 viaturas. Os ligeiros de passageiros representavam 80,2% do parque automóvel, seguindo-se os comerciais ligeiros, com 1.135.000 veículos (17,5% do total). Os pesados pesavam apenas 2,3%, com 149.300 viaturas.(26/08/2020/Fonte: Jornal I)

Com queda a pique do tráfego, franceses lideram visitantes a aterrar em Portugal

Reduções abruptas de Abril e Maio provocaram uma descida de 56,5% no movimento de passageiros nos aeroportos nacionais durante o primeiro semestre, de acordo com os dados do INE.

França foi o principal país de origem e de destino dos passageiros estrangeiros movimentados nos aeroportos nos primeiros cinco meses deste ano, marcados pelo impacto da covid-19, que deixou em terra as frotas das companhias aéreas nos meses de Abril e Maio (em Março o impacto foi parcial).

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo INE, que publica pela primeira vez os dados mensais da actividade de transportes (até aqui era trimestral), isolando o transporte aéreo, em Maio aterraram nos aeroportos nacionais “1,6 mil aeronaves em voos comerciais, o que representa uma variação homóloga de -92,3% (-94,3% em Abril e -38,6% em Março)”.

Em termos de passageiros, diz o INE, registou-se o movimento de 82,1 mil pessoas (entre embarques, desembarques e trânsitos directos), o que equivale a uma variação homóloga de -98,5% em Maio (fora de menos 99,4% em Abril e menos 53,5% em Março). .

Compilando e analisando os dados da ANA, que gere os aeroportos, e da ANAC, entidade reguladora da aviação civil, a ANAC, o INE destaca que entre Janeiro e Maio, a França destaca-se como “o principal país de origem e de destino dos passageiros movimentados nos aeroportos nacionais”.

Já o Reino Unido foi o segundo principal país, e o que “evidenciou a maior redução do número de passageiros aterrados e descolados (-64,9% e -61,1%, respectivamente)”, o que pode ser explicado por ser o maior mercado emissor de turistas para Portugal.

No caso de França, aterraram, nos primeiros cinco meses do ano, 640,7 mil visitantes em Portugal, o que representa uma descida de 58,1% face a 2019. Olhando para os cinco principais países (França, Reino Unido, Espanha, Alemanha e Brasil), apenas o Brasil conta com mais passageiros aterrados face aos que descolaram neste período.

No caso da TAP, onde o Estado se prepara para subir a sua posição de 50% do capital para 72,5%, o impacto foi expressivo: só em Março e de Abril a companhia aérea portuguesa teve menos dois milhões de passageiros face a idêntico período de 2019, o que mostra bem os impactos do surto da covid-19 no sector e na transportadora área portuguesa.

Ao todo, de acordo com o INE, aterraram nos aeroportos nacionais 43,1 mil aeronaves em voos comerciais nos primeiros cinco meses do ano, o que equivale a metade de idêntico período de 2019.

Nesse período foram movimentados 9,6 milhões de passageiros (-56,5%), cabendo ao aeroporto de Lisboa uma fatia de 57,4% do total (5,5 milhões, o que equivale a um decréscimo de 53%).

Entre os três maiores aeroportos nacionais, Faro foi o que teve uma maior quebra, de 73,6% para 764 mil passageiros, uma vez que é também o mais sensível à conjuntura do turismo. O segundo foi o do Porto, com menos 55,3% (2,2 milhões de passageiros), seguindo-se então o de Lisboa. (22/07/2020/Fonte: Público)

EDP antecipa fecho das centrais a carvão. Sines encerra em 2021

O secretário de Estado da Energia já havia sinalizado que este cenário poderia ocorrer de forma a libertar espaço na rede para a entrada de novos projetos de energia solar.

A EDP anunciou esta quarta-feira, 14 de julho, que vai antecipar o fecho das centrais de Sines, Soto da Ribera e Aboño.

Em relação à maior das três, a de Sines, "é hoje entregue uma declaração de renúncia à licença de produção, para encerramento em janeiro de 2021. Até esta data, a central produzirá o estritamente necessário para a queima do carvão armazenado", lê-se no comunicado publicado pela elétrica na página da Comissão do Mercado e de Valores Mobiliários (CMVM).

No que toca à central Soto de Ribera 3 "será solicitado o encerramento com prazo previsto em 2021". Finalmente, na de Aboño, "prossegue o processo de licenciamento de conversão de carvão para gases siderúrgicos, através da modificação do Grupo 1 (342 MW), prevista para 2022, mantendo-se o Grupo 2 (562 MW) como apoio a indisponibilidades".

A data do enterro estava traçada, no caso da central do Sines, para setembro de 2023, de acordo com o comunicado pelo Governo em outubro do ano passado. Já a do Pego, da Endesa, deverá permanecer operacional até final de 2021.

Esta iniciativa de fecho antecipado deverá tem "custo extraordinário de cerca de 100 milhões de euros (antes de impostos) em 2020", adianta ainda a EDP. Uma quantia inferior aos custos avultados que a EDP assumiu Sines e Pego estavam a ter para o negócio: a perda de competitividade das centrais custou 200 milhões aos lucros da elétrica de 2019. Esta perda de competitividade resultou da "deterioração material das perspetivas de rentabilidade das centrais elétricas a carvão no mercado Ibérico", a "vontade política de antecipação dos prazos de encerramento destas centrais" e a "manutenção de uma elevada carga fiscal sobre estes ativos" explicou, na altura, a empresa.

Por fim, a elétrica garante que "nos referidos processos de encerramento e reconversão a EDP respeitará integralmente todas as responsabilidades de índole laboral".

A reação em bolsa está a ser negativa, com as ações da EDP a liderarem as perdas entre os membros do PSI-20, seguidas da EDP Renováveis. Estas empresas resvalam, respetivamente, 2,87% paara os 4,30 euros e 2,77% para os 13,32 euros. Isto, num dia em que todas as cotadas do PSI-20 se juntam em terreno negativo, e o índice nacional alinha com as principais praças europeias ao mostrar quebras superiores a 1%. 

Transição energética na agenda

A EDP realça que, ao mesmo tempo que decide o fecho das centrais a carvão, "está a desenvolver projetos nas regiões destas centrais para potenciais investimentos alinhados com a transição energética". A empresa diz estar a "contribuir ativamente" para que as regiões nas quais se vão dar os encerramentos possam beneficiar do Fundo para a Transição Justa "na sua reconversão económica e ambiental".

"A decisão de antecipar o encerramento de centrais a carvão na Península Ibérica é assim uma consequência natural do processo de transição energética, estando alinhada com as metas europeias de neutralidade carbónica e com a vontade política de antecipar esses prazos", explica Miguel Stilwell d’Andrade, presidente executivo interino da EDP, citado em comunicado.

Em Sines, tal como já era do conhecimento público, a elétrica tem vindo a desenvolver em consórcio um projeto de produção de hidrogénio verde, com possibilidade de exportação por via marítima, e enquadrável num projeto de interesse comum europeu (IPCEI). Em Soto de Ribera estão a ser desenvolvidos " estudos prévios para a implementação de um projeto inovador de armazenamento de energia".

Contudo, no passado mês de junho, o secretário de Estado da Energia, João Galamba, admitiu que o fecho das centrais poderia acontecer antes do previsto, de modo a libertar capacidade na rede para os projetos de energia solar que deverão arrancar após o novo concurso que está marcado para este verão.

Já em junho de 2019, o primeiro-ministro português, António Costa, havia apontado que "Portugal chegará a 2030 sem centrais a carvão, com metade das emissões em relação a 2005, com 80% da eletricidade consumida de origem renovável".

"A decisão de antecipar o encerramento de centrais a carvão na Península Ibérica é assim uma consequência natural do processo de transição energética, estando alinhada com as metas europeias de neutralidade carbónica e com a vontade política de antecipar esses prazos." Miguel Stilwell d’Andrade, presidente executivo interino da EDP. (14/07/2020/Fonte: Jornal de Negócios)

Exportações de bens quebram 39% em Maio

Défice da balança comercial de bens diminuiu 722 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019, atingindo 908 milhões de euros em Maio de 2020.

As exportações e as importações de bens registaram em Maio passado variações homólogas nominais de menos 39,0% e menos 40,2%, respectivamente, face a igual mês de 2019, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (IBE).

O desempenho anunciado esta sexta-feira pelo instituto oficial de estatística foi antecedido de quebras de 40,1% nas exportações de bens e de 39,5% nas importações em Abril de 2020, face a igual mês do ano passado.

Segundo o INE, em Maio, “todas as categorias de produtos apresentaram decréscimos significativos, destacando-se as exportações e importações de material de transporte (-54,0% e -66,6%, respectivamente)”.

O INE atribui a queda nas exportações de material de transporte principalmente à redução para Espanha e Alemanha e a redução de 33,5% nos fornecimentos industriais principalmente à diminuição da venda de bens para o país vizinho.

Nas importações, segundo o INE, destaque para a queda de 66,6% de material de transporte (proveniente principalmente de França), de 78,7% em combustíveis e lubrificantes (justificado sobretudo pelo encerramento das refinarias nacionais e de 32,6% em fornecimentos industriais (sobretudo de Espanha).

Quanto aos principais mercados, em Maio, as maiores quedas nas exportações foram com Espanha (-41,2%), o que o INE atribui “sobretudo devido aos decréscimos das exportações de fornecimentos industriais, bens de consumo e material de transporte”.

Nas importações também é a queda de Espanha que se destaca (-31,3%), “principalmente de fornecimentos industriais”. Apenas com China houve um aumento das importações (5,1%), devido aos bens de consumo, “essencialmente pela importação de material de protecção individual (maioritariamente máscaras)”, explica o INE.

No período em análise, o défice da balança comercial de bens diminuiu 722 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019, atingindo 908 milhões de euros em Maio de 2020.

Se da comparação forem excluídos combustíveis e lubrificantes, a balança comercial atingiu um saldo negativo de 778 milhões de euros, correspondente a uma diminuição do défice em 420 milhões de euros em relação a Maio de 2019, explica o INE.

No acumulado, o trimestre terminado em Maio de 2020 registou diminuições das exportações e das importações de bens de, respectivamente, 30,8% e 30,6% face ao trimestre terminado em Maio de 2019. No trimestre terminado em Abril, as quedas tinham sido de 17,7% para as exportações e de 16,7% para as importações face ao trimestre homólogo de 2019. (10/07/2020/Fonte: Público)

 Taxa de ocupação no Algarve cai 68,9% em junho

A taxa de ocupação global média por quarto no Algarve foi de apenas 10,3% em junho, segundo os dados da AHETA. O mercado nacional foi, ainda assim, o que apresentou uma menor descida (-58,7%), tendo representado 82,7% do total das dormidas.

A taxa de ocupação global média por quarto no Algarve foi de apenas 10,3% em junho, uma descida de 68,9% em comparação com o mesmo mês de 2019, anunciou esta segunda-feira a Associação Dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Os dados da associação vêm confirmar a quebra no setor do turismo na região, na sequência da pandemia de covid-19, nomeadamente no que diz respeito ao mercado externo, com o número de turistas estrangeiros a visitarem o Algarve este ano a cair a pique. Segundo os dados da AHETA, o mercado nacional foi, ainda assim, o que apresentou uma menor descida (-58,7%), tendo representado 82,7% do total das dormidas registadas.

O volume de vendas apresentou uma descida de 81,2% em comparação com junho do ano anterior.

Em valores acumulados, a ocupação de camas na região do Algarve regista uma descida média de 66,7% desde janeiro de 2020 e o volume de vendas uma descida de 49,6%, face a igual período do ano passado. (23/06/2020/Fonte: Jornal I)

Portugal junta-se ao grupo de "inovadores fortes" da União Europeia

Portugal foi um dos cinco países que mais progrediu em matéria de inovação nos últimos dois anos.

"Portugal registou dos maiores progressos em termos de inovação nos últimos anos, e passou a integrar o grupo de Estados-membros da União Europeia considerados "inovadores fortes", revela o Painel Europeu de Inovação hoje divulgado pela Comissão Europeia.

O relatório anual publicado esta terça-feira mostra que, entre 2012 e 2019, Portugal foi um dos cinco países da UE que mais progrediu em matéria de inovação, destacando-se o 'salto' dado nos últimos dois anos, de 84 pontos para 105 pontos, o que coloca o país pela primeira vez no grupo de "inovadores fortes", depois de ao longo dos últimos anos ter sido considerado um "inovador moderado".

Pelo segundo ano consecutivo, Portugal é mesmo líder numa das áreas contempladas para a elaboração do 'ranking', a "inovação nas pequenas e médias empresas", e integra agora o grupo de sete países considerados "inovadores fortes", o segundo mais elevado da hierarquia, depois dos "líderes em inovação", que são Suécia, Finlândia, Dinamarca, Holanda e Luxemburgo.

O relatório aponta que, em média, o desempenho em termos de inovação na UE aumentou 8,9% desde 2012 -- tendo as maiores subidas sido protagonizadas por Lituânia, Malta, Letónia, Portugal e Grécia -, e, pelo segundo ano consecutivo, suplanta o dos Estados Unidos, permanecendo também à frente de potências como Rússia e China.

Contudo, aponta a Comissão Europeia, a UE tem de fazer mais progressos para se aproximar dos líderes de inovação a nível global, designadamente Coreia do Sul, Austrália e Japão, grupo do qual tem vindo a distanciar-se, enquanto o fosso para os países que se encontram atrás de si tem vindo a ser encurtado, advertindo o relatório que o desempenho da inovação na China "cresceu mais de cinco vezes do que a União Europeia" desde 2012.

"A UE está a liderar a saída da crise da Covid-19, intensificando o seu apoio aos esforços de investigação e reunindo diversos agentes dos ecossistemas de inovação, tanto do setor público como do privado, que podem transformar novas ideias em realidade e melhorar a vida dos cidadãos. A UE pós-covid será mais forte e mais unida do que nunca, tirando partido da sua criatividade e do seu desempenho em matéria de inovação, como o painel de avaliação deste ano salienta", comentou a comissária Mariya Gabriel, que sucedeu a Carlos Moedas como responsável no executivo comunitário pela pasta da Inovação. (23/06/2020/Fonte: TSF)

COVID19 - Desemprego dispara 34% em maio, com mais 103 mil pessoas face ao ano passado

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em maio disparou 34% face ao mesmo mês do ano passado, o que representa em termos homólogos mais de 103 mil pessoas.

"No fim do mês de maio de 2020, estavam registados, nos serviços de emprego do Continente e Regiões Autónomas, 408 934 indivíduos desempregados", indica o boletim mensal do mercado de emprego divulgado esta segunda-feira, pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com os dados do IEFP, as mulheres e os adultos com mais de 25 anos foram os que mais contribuíram para a subida. "Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário". Em termos de origem do desemprego por atividade económica, quase três quartos vieram do setor dos serviços com grande destaque para áreas relacionadas com o turismo.

"Este aumento registou maior expressão no sector "serviços" (+44,7%). A desagregação deste ramo de atividade económica permite observar que as subidas percentuais mais acentuadas, por ordem decrescente, se verificaram nas atividades de: "alojamento, restauração e similares" (+89,3%), "transportes e armazenagem" (+62,8%) e "atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio" (+57,5%), refere o boletim do Instituto de Emprego. Comparando com o mês de abril, no final de maio estavam inscritas mais 16.611 pessoas, o que representa uma subida de 4,2%.

Algarve mais castigado

Os dados do IEFP mostram que a região do Algarve manteve-se, no mês de maio como a mais castigada no desemprego. Uma situação que estará relacionada com a redução da atividade turística, que nos últimos meses ficou praticamente reduzida a zero. O aumento é tanto mensal como homólogo. "A nível regional, no mês de maio de 2020, o desemprego registado aumentou, por comparação ao mês anterior, na generalidade das regiões, com exceção para a região do Alentejo (-1,4%). Quanto aos aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+202,4%). No oposto encontra-se a região dos Açores com -2,4%", indica o boletim estatístico do IEFP. (22/06/2020/Fonte: Jornal de Notícias)

COVID19 - Economia contrai menos em maio. INE aponta recuperação parcial

Setores da construção, obras públicas e comércio estão mais confiantes. Indústria e serviços atingem novos mínimos em maio.

A economia começa a dar alguns sinais de vitalidade depois da forte queda registada em abril, mas ainda continua a contrair.

“Não considerando médias móveis de três meses, a informação disponível revela uma contração menos intensa da atividade económica em maio, quando comparada com o mês anterior”, indica o Instituto Nacional de Estatística na síntese económica de conjuntura revelada esta sexta-feira, 19 de junho, sendo que “os indicadores de confiança dos consumidores e de clima económico recuperaram parcialmente em maio das fortes reduções em abril”, refere o gabinete de estatística.

E há setores que mostram estar a aguentar melhor o embate da crise pandémica e a recuperar um pouco. “Por setores de atividade, os indicadores de confiança aumentaram de forma moderada na construção e obras públicas e no comércio, mas diminuíram novamente na indústria transformadora e nos serviços atingindo novos mínimos”, lê-se no destaque do INE.

“O indicador de clima económico, que sintetiza os saldos de respostas extremas das questões relativas aos inquéritos às empresas, já disponível para maio, apresentou um ligeiro aumento, após ter atingido em abril o mínimo da série”, aponta o gabinete de estatística. “O indicador de atividade económica, que sintetiza um conjunto de indicadores quantitativos que refletem a evolução da economia, registou uma redução significativa em abril e atingiu o menor valor da série”, refere o INE.

Em abril, os portugueses consumiram menos. “O indicador quantitativo de consumo privado apresentou em abril a taxa mínima da série, devido sobretudo à diminuição abrupta do consumo duradouro, em particular da componente automóvel”, indica o INE, acrescentando que “o indicador de investimento também registou em abril a redução mais intensa desde dezembro de 2012.”. (19/06/2020/Fonte: Dinheiro Vivo)

COVID19 - Turismo Porto e Norte estima quebra total na hotelaria na região em abril

O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) revelou esta segunda-feira que o setor esteve "totalmente parado" durante abril e "grande parte" de maio, estimando quebras de 100% na ocupação hoteleira em relação a 2019.

"No mês de março tivemos uma quebra de 60% [na taxa de ocupação em relação ao período homólogo de 2019], e no mês de abril, os números estão para sair, julgo que esta semana. Não me admiro que apresentem uma quebra de 100%, porque, na verdade, este setor do turismo ficou totalmente parado durante este mês de abril e também uma grande parte do mês de maio", disse o presidente da entidade regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, em Viana do Castelo.

À margem de uma reunião com o líder do CDS, Luís Pedro Martins adiantou também que pediu hoje apoio àquele partido político no parlamento para que acompanhe a TPNP no tema da TAP e a revisão do plano de retoma para o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, e da requalificação e reabertura da Linha Ferroviária do Douro até Barca D'Alva e Espanha.

"Fizemos aqui um apelo ao CDS-PP que nos acompanhasse nalguns projetos que queremos levar avante, (...) como a Linha do Douro e o a tentativa de explicar à administração da TAP a importância que tem este aeroporto para a região, não só para o turismo mas também para as empresas", explicou.

O responsável defendeu ser "muito importante para esta região que o aeroporto volte a ter a importância que tinha em 2019 e que trouxe tantos turistas à região, não só ao Norte, mas também à região Centro".

Ainda sobre a TAP, Luís Pedro Martins adiantou que o Norte está a "aguardar" qual foi a revisão feita ao plano da transportadora aérea nacional para a região.

A 26 de maio, o presidente da TPNP criticou a TAP por ter anunciado apenas três voos semanais Porto/Lisboa dos 27 anunciados para junho, considerando que se tratava de "uma humilhação para a região Norte" e para Portugal.

"Em vésperas de uma intervenção pública anunciada, após recentes discussões, tomadas de posições de entidades públicas, dos autarcas, dos partidos, do Governo, esta atitude da TAP é absolutamente inadmissível e é mesmo uma humilhação para a região Norte, uma humilhação para o país", afirmou, na altura, Luís Pedro Martins.

A TAP publicou em meados de maio o seu plano de voo para junho e julho, que implica 27 ligações semanais em junho e 247 em julho, sendo a maioria de Lisboa.

No seu site, a companhia aérea avisa que as rotas podem vir a ser alteradas caso as circunstâncias o exijam.

Os pedidos para o Governo intervir na TAP a 26 de maio fizeram-se pelas vozes dos presidentes das câmaras do Porto, Maia, Viana do Castelo e Vila Real.

O presidente da Câmara do Porto chegou mesmo a acusar a TAP de "impor um confinamento ao Porto e Norte" e de "abandonar o país" neste momento de pandemia em que Portugal "mais precisa" da transportadora aérea. (15/06/2020/Fonte: Jornal de Notícias)

COVID19 - Volume de negócios na indústria cai 33% em Abril

A quebra de vendas em mês de pandemia foi particularmente sentida na indústria automóvel, revelou o INE.

O Índice de Volume de Negócios na Indústria caiu 33,1% em Abril (depois de uma redução de 9% em Março). Segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a redução do volume de negócios durante o mês que o país passou inteiramente sob estado de emergência por causa da covid-19 “foi particularmente pronunciada no agrupamento de bens de investimento”.

Este agrupamento registou uma quebra de 64,7% (mais que duplicando a redução de 26% ocorrida em Março). Para esta queda contribuíram essencialmente “a fabricação de veículos automóveis, reboques, semi-reboques e componentes para veículos automóveis”.

A energia, os bens de consumo e os bens intermédios também contribuíram para a redução do índice total, com descidas homólogas de 33,4%, 27,3% e 21,7%, respectivamente.

O índice de volume de negócios relativo ao mercado nacional caiu 26,4% enquanto o índice que mede as vendas para o mercado externo reduziu-se 42,5%.

O emprego e as remunerações recuaram 2,8% e 6,1%, respectivamente, enquanto as horas trabalhadas diminuíram 23,9%.(08/06/2020/Fonte: Público)

COVID19 - Gastos dos consumidores ainda estão 47% abaixo do pré-confinamento, conclui estudo

Segundo os dados da aplicação Unido, do banco WiZink, os gastos em beleza, restauração e vestuário são agora os que mais recuperam – recuperam 20 pontos base em relação à média registada durante o confinamento.

A economia portuguesa está a reabrir, mas os gastos dos consumidores ainda não voltaram aos níveis pré-confinamento. O volume das despesas permanece 47% abaixo da média semanal registada nos dois primeiros meses de 2020, apesar de em maio ter recuperado cerca de cinco pontos base (p.b.) em relação ao período de confinamento.

Os números constam da primeira edição do estudo “Tendências de Consumo” da Unido, a aplicação do banco WiZink, que pôs à lupa as compras com cartão, os levantamentos em caixas automáticas (ATM), os débitos diretos em conta (hipotecas, créditos, seguros…), pagamento de impostos, comissões e juros e transferências associadas a pagamentos em Portugal.

“A semana que precedeu a declaração do estado de emergência ficou marcada pelo forte aumento da procura nos supermercados, farmácias e nos produtos e serviços de beleza. Já o período de confinamento assistiu ao aumento expressivo do consumo de jogos, consolas, eletrodomésticos e computadores. Beleza [20 p.b.] restauração [17 p.b.] e vestuário [13 p.b.] são agora os que mais recuperam”, pode ler-se no documento divulgado esta quinta-feira.

Enquanto agregadora financeira do WiZink, a Unido observou os padrões de consumo nacional e concluiu que – sem surpresas – as categorias de eletrodomésticos e computadores e de jogos e consolas tiveram uma procura superior à de janeiro e fevereiro, tendo em conta que estudantes e trabalhadores passaram a ter escola e a desenvolver a sua atividade em casa. Com base nos dados da app, o consumo chegou a subir quase metade (50%) durante a quarentena.

Nessa altura, as despesas no supermercado não sofreram alterações significativas, tendo registado uma diminuição de, em média, 8% (exceção feita à semana em que foi declarado o estado de emergência nacional, em que os portugueses ‘correram’ às prateleiras do supermercado). Em relação aos combustíveis, o consumo fixa-se agora perto dos 50% quando comparado com os valores registados no pré-confinamento.(04/06/2020/Fonte: Jornal Económico)

COVID19 - Taxa de desemprego sobe para 6,3% em abril e os jovens são dos mais afetados

Em abril de 2020, a estimativa provisória da taxa de desemprego situou-se em 6,3%, tendo aumentado 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Os jovens são dos mais afetados: aumentou 1,9 pontos percentuais face a março de 2019.

A taxa de desemprego baixou 0,2 pontos percentuais de fevereiro para março, e 0,3 pontos percentuais em termos homólogos, para 6,2%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE alerta, no entanto, para o "especial cuidado" a ter na análise das estimativas provisórias apresentadas, uma vez que os dados são influenciados pela situação atual determinada pela pandemia covid-19, "seja pela natural perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária, seja pelas alterações comportamentais decorrentes das medidas de salvaguarda da saúde pública adotadas".

Comparando com o mês precedente, a população desempregada diminuiu 14,4 mil pessoas (4,3%) e a população empregada diminuiu 26,2 mil pessoas (0,5%).

A população ativa, por sua vez, diminuiu 40,6 mil pessoas (0,8%) e a população inativa aumentou 39,5 mil pessoas (1,5%).

"Esta evolução sugere a passagem de empregados e de desempregados para a situação de inatividade", sinaliza o INE.

Naquele mês, a subutilização do trabalho abrangeu 663,6 mil pessoas, o que correspondeu a uma taxa de subutilização do trabalho de 12,4%.

A subutilização do trabalho é um indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego.

Dadas as restrições à mobilidade associadas à pandemia, a análise da evolução deste indicador é particularmente relevante neste contexto, avisa o instituto.

A estimativa provisória da taxa de subutilização do trabalho ascendeu a 13,3%, superior em 0,9 pontos percentuais à do mês anterior.

A taxa de desemprego dos jovens foi estimada em 20,2%, a que corresponde um aumento de 1,9 pontos percentuais relativamente à taxa de março de 2019, enquanto a taxa de desemprego dos adultos foi estimada em 5,3%, igual à do mês anterior.(02/06/2020/Fonte: Jornal de Notícias)

COVID19 - Actividade turística paralisou em Abril, com quedas perto de 100%

Hóspedes e dormidas caíram quase 100%. Maioria dos estabelecimentos reporta cancelamento de reservas até Agosto, indica inquérito do INE.

Como esperado, devido à crise de saúde pública, o sector do alojamento turístico praticamente paralisou a sua actividade em Abril. A estimativa rápida divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revela que o sector registou 68,0 mil hóspedes e 193,8 mil dormidas, o que corresponde a variações homólogas de -97,1% e -96,7%.

Segundo o INE, no mês em que o país viveu num estado de emergência, as dormidas de residentes caíram 92,7% e, as de não residentes, 98,3%.

Cerca de 80,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico portugueses estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes.

O INE refere ainda que realizou “um questionário específico adicional” durante os meses de Abril e Maio a cerca de cinco mil estabelecimentos turísticos sobre as perspectivas de actividade para os próximos meses, até Agosto.

Segundo o instituto estatístico, 78,4% dos estabelecimentos de alojamento turístico respondentes, e que representam 90,4% da capacidade de oferta, viram as reservas canceladas para o período entre Março e Agosto devido à pandemia do novo coronavírus.

“Esta percentagem varia inversamente com a extensão do horizonte temporal”, nota o INE. Em 74,4% dos estabelecimentos houve cancelamentos das reservas para Junho, em 63,6% cancelaram-se reservas para Julho e em 57,5% cancelaram-se reservas para Agosto.

O INE assinala ainda que a Madeira “foi a região que apresentou maior peso de estabelecimentos com cancelamentos de reservas (90,4% dos estabelecimentos e 98,3% da capacidade oferecida)”, seguindo-se os Açores (86,7% dos estabelecimentos e 96,5% da capacidade), a área metropolitana de Lisboa (84,3% e 93,6%, respectivamente) e o Algarve (81,7% e 91,2%, respectivamente).

“As medidas mais restritivas à mobilidade das pessoas poderão ter influenciado a maior taxa de cancelamentos que se verificou nas Regiões Autónomas”, admite o INE.(29/05/2020/Fonte: Público)

COVID19 - Um em cada 10 portugueses já teve de pedir novo empréstimo para pagar contas

Entre os 18 mil inquiridos de um estudo da Fixando, mais de 40% assume que não terá dinheiro no espaço de 30 dias.

Um em cada 10 portugueses já teve de pedir um novo empréstimo para pagar contas. Um inquérito divulgado esta terça-feira pela plataforma de contratação de serviço Fixando mostra as dificuldades de tesouraria que os portugueses estão a enfrentar por causa do novo coronavírus. Foram obtidas 18 mil respostas.

Mais de metade dos empréstimos pedidos (52%) está relacionado com crédito pessoal, enquanto 28% está ligado ao crédito à habitação e 19% ao crédito automóvel. Cada um destes créditos tem moratórias, conforme foi definido pela Associação Portuguesa de Bancos dia 16 de abril: para o crédito ao consumo, a moratória é válida por 12 meses; no crédito à habitação, estão abrangidos diferentes tipos de empréstimos da casa e vai vigorar até 30 de setembro, o mesmo prazo previsto na moratória governamental.

63% dos empréstimos contraídos pelos portugueses têm montantes inferiores a 5 mil euros e 26% têm um montante entre 5 mil e 25 mil euros. Metade dos empréstimos pedidos para pagar está relacionado com a habitação, um quarto serve para a compra de bens essenciais, 22% para pagar contas de empresa e 16% para pagar contas pessoais.

39% dos inquiridos assume ainda estar com dificuldade de pagar os créditos, sobretudo com crédito pessoal (52% dos casos).

Mais de metade dos inquiridos (55%) diz que está a trabalhar. 72% da amostra que não está a trabalhar não está a beneficiar de qualquer rendimento. Das pessoas sem emprego, 41% só conseguem aguentar nesta situação por menos de um mês, 17% entre 1 e 2 meses, 11% por dois ou três meses; por outro lado, um quinto da amostra diz que suporta mais de seis meses sem rendimentos.(26/05/2020/Fonte: Dinheiro Vivo)

COVID19 - BdP confirma redução “sem precedentes” nos pagamentos de abril

O Banco de Portugal confirmou esta segunda-feira a redução “sem precedentes” na utilização dos cheques e das operações com cartão em abril, na sequência do estado de emergência e das medidas de confinamento adotadas para combater a propagação da covid-19.

“Se, em março de 2020, já tinha ocorrido um forte decréscimo nas operações com cartão, ao longo do mês abril registou-se, para além de um reforço desta tendência, uma descida significativa e transversal nos restantes instrumentos de pagamento, com destaque para os cheques”, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

A redução drástica da atividade económica e a preferência dos agentes económicos pela utilização de instrumentos de pagamento que exijam um menor contacto físico contribuíram para estes números, que correspondem à quantidade e ao valor mais baixos registados, ao longo dos últimos 20 anos, nas operações com cheques, sinaliza.

De acordo com a informação disponibilizada, em abril foram efetuados cerca de 1,2 milhões de pagamentos com cheques, no valor de 4,1 mil milhões de euros, o que corresponde a reduções de 44,9% em número e de 47,9% em valor relativamente a igual período do ano anterior.

Apesar do decréscimo na utilização dos cheques, aumentou a percentagem de cheques devolvidos por insuficiência de provisão: 0,48% em número e 0,41% em valor, o que compara com taxas significativamente mais baixas no período pré-pandemia (em fevereiro, 0,27% em número e 0,23% em valor), refere.

As operações com cartão de pagamento também decresceram 42,9% em número e 28,8% em valor face ao mesmo período do ano passado.

“Foram realizados 114,7 milhões de operações, no valor de 7,3 mil milhões de euros. Esta evolução negativa deveu-se essencialmente à forte redução nos levantamentos, compras e operações de baixo valor (como portagens e parques de estacionamento)”, refere.

“Para encontrar um número mais baixo de operações com cartão, é preciso recuar 11 anos, até fevereiro de 2009, e, em termos de valor, até fevereiro de 2015”, destaca o BdP.

Os levantamentos de numerário, por sua vez, diminuíram, em termos homólogos, 51,9% em número e 40,3% em valor, tendo sido efetuados, em abril de 2020, apenas 17,2 milhões de levantamentos, no valor de 1,5 mil milhões de euros.

“Ao longo dos últimos 20 anos, não existe registo de um número tão reduzido de levantamentos de numerário”, refere o Banco de Portugal.

As compras efetuadas decresceram de forma igualmente significativa relativamente ao período homólogo: 42,5% em número e 39,7% em valor, para 60,9 milhões de operações (número mais baixo desde fevereiro de 2014), no valor de 2,4 mil milhões de euros (valor mais baixo desde fevereiro de 2015).

Em média, os portugueses levantaram por dia menos 32,8 milhões de euros e efetuaram menos 52,8 milhões de euros de compras, comparando com o mesmo período de 2019.

Os setores de atividade com maior proporção de compras com cartão registaram reduções significativas nestas operações, que variaram entre 16% no comércio a retalho e 97% no alojamento.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 343 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados. Em Portugal, morreram 1.316 pessoas das 30.623 confirmadas como infetadas, e há 17.549 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.(25/05/2020/Fonte: Dinheiro Vivo)

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