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Novos sítios nas nossas rubricas

-APSEI - Associação Portuguesa de Segurança

-"Jornal de Leiria"

-ANCV - Associação Nacional de Coberturas Verdes

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-SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profisionais de Seguros e Afins

-"AJEPC - Associação de Jovens Empresários Portugal - China"

-"International Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Pau.

-"Diário da Lagoa" : Concelho de Lagoa, ilha de São Miguel – Açores

-"Correio dos Açores"

-"Diário dos Açores"

-"AOTP - American Organization of Teachers of Portuguese" : Organismo que apoia o ensino de português. "Uma organização em prol do ensino da Língua Portuguesa​."

-"Viva Montreal TV": Web Tv lusófona no Canadá.

-"LUSAQ TV" : Televisão lusófona no Canadá.

-"Luso Productions" : Portal da Comunidade Portuguesa radicada na Bélgica.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses 25 de Abril" : Associação cultural portuguesa sedeada em Genk com rancho folclórico "As Peixeiras de Portugal", e equipa de futebol.

-"Associação Os Lusitanos de Mutzig" : Associação cultural portuguesa sedeada em Mutzig com aulas de português

-"AJA Bruxelas" : Sítio do Núcleo da associação José Afonso de Bruxelas.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses de Liège" : Comunidade portuguesa radicada em Liège.

-"FAPB - Federação das Associações Portuguesas na Bélgica"

-"FEPB - Federação dos Empresários Portugueses na Bélgica"

-SER - Syndicat des énergies renouvelables

-SNESE - Syndicat National des Entreprises de Sous-traitance Électronique

-"União Portuguesa Cultural e Desportiva de Hagen" : Associação de portugueses na Alemanha composta de uma equipa de futebol e um rancho folclórico.

-"Associação Recreativa Portuguesa Sindelfingen" : Associação de portugueses de Sindelfingen.

-"Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft - Associação Luso-Hanseática" : Associação de portugueses de Hambourg.

-"Associação Estrela Portuguesa de Annemasse" : Associação perto da fronteira suíça (Genebra).

-"Casa de Portugal de Plaisir - Centre Culturel et Récréatif des Portugais de Plaisir (C.C.R.P.P.)"

-"Les Amis Portugais de Noisy le Sec"

-"Associação Cultural Portuguesa de Decines"

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-"Portugal Business Club Touraine" : Associação de empresários lusófonos em Tours.

-"Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Lyon.

-"Portugal Business Club Bordeaux" : Associação de empresários lusófonos em Bordeús.

-"ASCIPDA - Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri". Associação sem fins lucrativos, constituída em 2007. Além de agregar a Comunidade italiana, tem como principais objetivos: a divulgação da língua e cultura italiana, a promoção e o fortalecimento das relações entre os sócios, simpatizantes e admiradores de Itália.

-Câmara de Comércio Luso-Britânica

-"A.F.N.P. - Associação dos Franceses do Norte de Portugal"

-"Associação de Estudantes Angolanos em Portugal"

-"ACV - Associação Caboverdeana Lisboa"

-"ASIBA - Associação de Imigrantes Brasileiros dos Açores". Organização sem fins lucrativos, um grupo de amigos que se unem para criar pontes entre dois povos.

-CCILB - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira

-CCIPA - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha

-"DPG – Associação Luso-Alemã" : Associação registada, promove o diálogo amigável entre alemães e portugueses num espaço europeu plural.

-"Lusitânia APE" : associação fundada em 1972 por um grupo de portugueses residentes na Suécia que tem como objetivo a dinamização do convívio entre os elementos da comunidade Portuguesa em Estocolmo e arredores.

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-"Movimento Cívico Português do Reino Unido" : associação cívica, com o principal objectivo de apoiar os portugueses que residem no Reino Unido.

-"PARSUK – Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom" : é uma associação independente, sem fins lucrativos ou afiliação política

-"Mobinov" : Associação do Cluster Automóvel

-APQuímica – Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação

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-ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas

-ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins

-ANIET - Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora

-ANIPC – Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão

-AIVE- Associação dos Industriais do Vidro de Embalagem

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-ACRAL - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve

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-APPPFN - Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais

-CNER - fédération des agences de développement économique

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-"Jornal-T" : Jornal do sector têxtil (ATP)

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Associação Selectiva Moda

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Associação Home from Portugal -  têxteis-lar

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ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

-FranceAgriMer, établissement national des produits de l’agriculture et de la mer
 

Exportações de vinho crescem 20% desde janeiro

"Nunca aumentaram a este ritmo", lembra o presidente da ViniPortugal.

As exportações de vinho aumentaram 20,3% nos primeiros cinco meses do ano. No total, o setor vendeu ao exterior, de janeiro a maio, mais de 133 milhões de litros no valor global de 360,3 milhões de euros. São mais 60,7 milhões de euros do que em igual período de 2020, numa fileira que, mesmo em pandemia, foi aumentando mês após mês. "Nunca as exportações de vinho cresceram a este ritmo, são números fantásticos", diz o presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão.

Para melhor ilustrar esta performance basta ter em conta que a média de crescimento das exportações de vinho, nos últimos dez anos, ronda os 3,3% ao ano. "Durante a pandemia, Portugal conseguiu destacar-se mais nos mercados internacionais e crescer acima dos seus concorrentes", afiança aquele responsável.

Principais destinos
Frederico Falcão analisou os dados dos últimos cinco anos nos 20 principais mercados em que a ViniPortugal atua e concluiu que "Portugal está sempre no top 3, sendo, em muitos deles, a origem que mais cresce". É o caso da Suécia e da Coreia do Sul, onde os vinhos portugueses estão "claramente destacados".

Os EUA são, em termos absolutos, o mercado que mais cresce, passando de 37,3 para 45,8 milhões de euros. São 8,5 milhões a mais, correspondendo a um aumento percentual de 22,8%. Também as vendas para França cresceram substancialmente - mais 6,6 milhões - para um total de 45, 6 milhões de euros.

Dentro do top 5 dos principais destinos das exportações de vinho portuguesas, destaque ainda para o Brasil, que cresceu mais de 43% para 26,2 milhões de euros. Isto num mercado que, já no ano passado, havia crescido muito.

Em termos de regiões vitivinícolas e de denominações de origem, destaque especial para a performance do vinho do Porto que está a crescer 22,6% para 112,8 milhões de euros. Tirando o Porto, o vinho verde é a denominação que mais exporta: foram quase 35,3 milhões de euros de janeiro a maio, um aumento de 22,02% face ao ano passado. Em termos percentuais, o Douro é o que mais cresce, com uma subida de 33,79%, para quase 30 milhões.

Em contraciclo estão o Dão, a Beira Interior e as Beiras, com quebras homólogas de 5,61%, 21,89% e 27,31%, respetivamente..(11.07.21/
Fonte: Jornal de Notícias)

Portugueses trabalham hoje as mesmas horas que os pais

25 anos depois, o número de horas semanais de trabalho pouco se alterou. Comparando 2019 com 2005, até aumentou. Desde 1995 que o número de horas efetivamente trabalhadas se manteve praticamente inalterado em Portugal a rondar as 41 horas semanais.

Os portugueses trabalham hoje praticamente o mesmo número de horas que os pais, há 25 anos. O horário médio semanal de trabalho efetivo foi em 2019 de 40,8 horas, pouco abaixo das 41,1 horas de 1995, indicam os dados publicados ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE).

Os números contrariam assim uma conceção generalizada de que, com o desenvolvimento tecnológico e a mecanização, os horários de trabalho acabariam por diminuir ao longo dos anos. "A ideia de que o aumento da produtividade, impulsionado pelo progresso tecnológico, iria de mãos dadas com a diminuição do horário de trabalho" já não é nova, lembra a OCDE: "gerações após gerações, as pessoas trabalhavam menos do que os seus pais." Já em 1930, o economista John Maynard Keynes antecipava que, no horizonte de algumas gerações, a inovação tecnológica e o aumento da produtividade tornariam possível a semana de trabalho de 15 horas. Tal parece ainda longe.

No entanto, "analisando a mediana das horas efetivamente trabalhadas para empregos a tempo completo nos últimos 25 anos, esta visão não é suportada nos dados", sublinha a organização sediada em Paris.

A OCDE regista pequenas variações ao longo do quarto de século analisado e isolando as duas primeiras décadas deste século, houve casos em que até aumentaram. "Em média, as horas dos trabalhadores a tempo inteiro aumentaram ligeiramente, na Bélgica, Finlândia, Itália, Grécia e Portugal, estagnando nos Estados Unidos, e diminuindo ligeiramente noutros países", indica a instituição.

Em termos de horas efetivamente trabalhadas, Portugal é o sexto país com horários de trabalho mais extensos, entre os 18 Estados-membros incluídos nesta avaliação. Israel (45,3), Nova Zelândia (42,6), Estados Unidos (42,1), Reino Unido (42) e Áustria (41,1) surgem no topo da lista divulgada no relatório sobre o emprego - Employment Outlook 2021.

Os efeitos da pandemia
A OCDE avalia ainda o impacto da pandemia no mercado de trabalho e prevê que as ondas de choque ainda se prolonguem por algum tempo. Em termos de desemprego, a organização indica que Portugal foi dos países onde a taxa menos subiu, mas a explicação pode estar no aumento do número de inativos. Outro efeito foi a redução do número de horas trabalhadas, tanto pelo efeito da destruição de empregos como pela redução das horas efetivamente trabalhadas.

Este fenómeno foi mais marcado nas profissões menos qualificadas e de salários mais baixos. Em termos de horas trabalhadas verificou-se uma redução média de 28%, uma diferença superior a 18 pontos percentuais face às profissões altamente qualificadas. Portugal surge como um dos países em que essa quebra de horas trabalhadas foi mais cavada, com uma redução de 49,6%.

A pandemia dizimou cerca de 22 milhões de empregos na OCDE, em comparação com 2019, estima a organização, apontando para que em todo o mundo 114 milhões de empregos tenham desaparecido. E assume que "no final de 2020, os países membros estavam apenas a meio caminho de uma recuperação total do emprego", que apenas "será alcançada no final de 2022", de acordo com as projeções.(08.07.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Turismo nacional com 600 mil postos de trabalho e 60 mil milhões de euros em risco

No pico da crise, o setor poderá perder até 600 mil empregos, alguns dos quais poderão não ser recuperados no futuro.

Portugal poderá ter acumulado perdas de 60 mil milhões de euros e até 600 mil postos de trabalho poderão ter sido eliminados no turismo, quando o setor recuperar dos efeitos da pandemia, revelou esta segunda-feira um estudo da McKinsey.

De acordo com um relatório sobre o turismo em Portugal, levado a cabo pela consultora McKinsey, em termos globais, estima-se que, "entre 2020 e 2023, Portugal pode perder 60 mil milhões de euros do PIB (equivalente a 26% dos níveis do PIB em 2019), considerando tanto os efeitos diretos quanto os indiretos e induzidos".

"Adicionalmente, no pico da crise, o setor poderá perder até 600 mil empregos, alguns dos quais poderão não ser recuperados no futuro", refere também o relatório.

O estudo destaca a importância do turismo para a economia portuguesa, uma vez que é responsável por 18,6% do total de empregos no país, se forem tidos em conta os efeitos diretos, indiretos e induzidos, sendo que, em locais como o Algarve, a Madeira e os Açores, o setor representa mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e empregos locais.

A consultora destaca também o impacto que a crise no turismo tem noutros setores da economia, "que dependem deste tráfego para se manterem à tona, tais como centros comerciais, restaurantes e retalhistas".

O relatório prevê que o turismo doméstico em Portugal possa não voltar aos níveis pré-pandemia até 2023, e o mesmo acontecerá com o turismo internacional, que é quatro vezes maior do que o doméstico, até 2024.

"Embora seja impossível prever quando é que o setor poderá dar sinais de retoma, há muitas medidas que os 'players' do setor poderiam estar a desenvolver no imediato", refere a consultora, indicando três prioridades "para uma recuperação mais rápida e mais sustentável": o aumento da competitividade das empresas através da digitalização, modelos de colaboração dentro do setor e "criar um novo paradigma" para o turismo do futuro.

A análise da Mckinsey sugere que o turismo de eventos (reuniões, incentivos, conferências e exposições), viagens de grupo, cruzeiros, viagens individuais e de turismo urbano serão os mais afetados pela pandemia e demorarão mais tempo a recuperar, enquanto, por outro lado, o turismo de segunda habitação, o ecoturismo e o turismo religioso, desportivo e cultural serão menos afetados e deverão recuperar mais rapidamente.

Por fim, o relatório aponta cinco fatores-chave que determinarão a rapidez com que o setor turístico nacional poderá recuperar: a atratividade dos principais destinos, a disponibilidade de capacidade aérea, a capacidade e qualidade dos cuidados de saúde, o peso das viagens de negócios e a importância da sustentabilidade.(05.07.21/Fonte: TSF)

Têxtil admite perder entre 11 mil e 56 mil empregos numa [próxima] década

Três cenários considerados em plano estratégico preveem fecho de empresas e perda de postos numa década.

A indústria têxtil e do vestuário (ITV) poderá perder de 11 mil a 56 mil postos de trabalho na próxima década. A estimativa faz parte do estudo "Visão prospetiva e estratégias ITV 2030", apresentado ontem no Simpósio da Indústria Têxtil, e que prevê três cenários.

Para a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), a indústria fez um trajeto "notável" na última década e, independentemente do cenário a considerar, "há futuro" para o setor.

O estudo, da responsabilidade da ATP, contempla desde a visão mais pessimista, que admite o desaparecimento de 3500 empresas e de mais de 56 mil empregos, à mais otimista, que prevê o encerramento de cerca de mil empresas e de mais de 11 mil postos de trabalho. A grande diferença está na riqueza gerada.

No caso do cenário "chumbo", o mais negativo, cairá para menos de cinco mil milhões de euros de faturação, enquanto as exportações se ficarão por pouco mais de quatro mil milhões de euros.

80 mil empregos
Em contrapartida, no cenário "ouro", o mais positivo, o volume de negócios do setor subirá para mais de 10 mil milhões, com as exportações a serem responsáveis por 8 mil milhões de euros, um aumento de 30% e de 53%, respetivamente, face aos valores pré-pandemia.

A meio caminho há o cenário "prata", a "perspetiva conservadora, sem ser demasiado pessimista", admite a ATP no estudo, sublinhando a "probabilidade elevada" de este se verificar. E aqui estamos a falar de uma indústria que, em 2030, será constituída por um universo superior a 3500 empresas (contra as seis mil atuais) que empregam mais de 80 mil trabalhadores diretos, uma redução de mais de 51 mil face aos 131 539 existentes no final de 2020, ano em que o setor perdeu já, por força da pandemia, 5 mil empregos.

"Neste cenário, a maior ameaça é a desestruturação do cluster têxtil e vestuário, por perda substancial de massa crítica a jusante do mesmo, particularmente no que se refere às atividades de confeção, afetadas pela dificuldade em encontrar mão de obra capacitada e disponível a custos moderados, sem que tenham sido criadas medidas de compensação ou alternativas, quer por via da automação de processos, quer pela deslocalização para outros países de custos salariais mais baixos", pode ler-se no estudo.

Em declarações ao JN/Dinheiro Vivo, o presidente da ATP garante que a meta é o cenário "ouro" e que tudo está a ser feito para o conseguir. Quanto ao emagrecimento da fileira previsto em todos os cenários, Mário Jorge Machado aponta a questão demográfica: 40% dos trabalhadores da fileira têxtil têm hoje mais de 50 anos. Ou seja, nos próximos 15 anos, o setor "vai precisar de 50 mil pessoas só para repor a mão de obra que se vai reformando. São valores muito significativos".(30.06.21/Fonte: Jornal de Notícias)

Menos consumo atira poupança das famílias para máximo histórico

A taxa de poupança atingiu os 14,2% no primeiro trimestre deste ano, um valor nunca antes registado pela atual série estatística do INE que remonta ao final de 1999.

A taxa de poupança das famílias portuguesas atingiu o valor máximo desde pelo menos o final de 1999, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"A taxa de poupança das famílias atingiu 14,2% do rendimento disponível, o que correspondeu ao valor máximo registado na atual série trimestral das contas nacionais", refere o INE, sendo que este valor resulta das médias móveis de quatro trimestres. A explicar este aumento está sobretudo a quebra no consumo. "Este resultado foi consequência da redução de 1,7% da despesa de consumo (variação de -1,5% no trimestre anterior), que mais do que compensou a ligeira diminuição de 0,1% do rendimento disponível", aponta o gabinete de estatística.

É preciso recuar a 2002 para encontrar uma taxa de poupança mais elevada, quando no terceiro trimestre chegou aos 13,9% do rendimento disponível.

"A capacidade de financiamento das Famílias situou-se em 7,0% do PIB no ano acabado no 1º trimestre de 2021, mais 1,0 pontos percentuais que no trimestre anterior, refletindo sobretudo o aumento da poupança bruta em 11,1%", acrescenta o INE.

Já na semana passada, o Banco de Portugal (BdP) tinha apontado os fatores para a maior poupança dos portugueses: o medo do futuro e o confinamento. "Este aumento [da poupança], para além do motivo de precaução ligado ao contexto de incerteza, resultou de uma poupança involuntária associada ao confinamento", refere o BdP no boletim económico.

Este resultado máximo de 14,3% a quatro trimestres fica a dever-se aos dois picos trimestrais da taxa de poupança registados durante o ano passado: no segundo e no quarto trimestres, quando atingiu 22,3% e 17,8%, respetivamente.

Boa parte deste dinheiro é consumo não realizado pelo que, se as famílias ganharem mais confiança e melhores condições de vida neste futuro próximo, a economia poderá crescer mais do que o previsto por via de um maior consumo privado, justamente.

Ou seja, não se trata de poupança voluntária, mas uma consequência do confinamento da atividade económica e do encerramento das lojas, restaurantes, hotéis e outros setores.

Moratórias não entram
O INE nota que o aumento da poupança das famílias se deveu à redução do consumo, mas desta equação sai a suspensão das moratórias dos créditos ao consumo e à habitação.

"As moratórias relativas ao pagamento de juros de empréstimos concedidas pelo setor das sociedades financeiras não têm impacto no saldo de rendimentos de propriedade, uma vez que o sistema europeu de contas 2010 (SEC2010) determina o registo destes fluxos no momento devido, mesmo que não tenham sido efetivamente pagos", ou seja, este compromisso apenas foi adiado e não desapareceu dos encargos futuros das famílias, apesar de uma ligeira diminuição do contributo dos rendimentos de propriedade.

Analisando em detalhe os contributos para o rendimento disponível, "as remunerações e prestações sociais contribuíram em 0,2 e 0,1 p.p., respetivamente; as outras transferências correntes contribuíram em -0,2 p.p.; e, o saldo positivo dos rendimentos de propriedade registou uma ligeira redução que se traduziu num contributo de -0,1 p.p.", remata o INE.
(24.06.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Crise provocada pela pandemia atirou 400 mil pessoas para a pobreza

De acordo com o estudo, a maior parte das pessoas mais afetadas pela crise já se situava na metade inferior da distribuição de rendimento no cenário sem crise, o que fez com que aumentasse a desigualdade.

Cerca de 400 mil pessoas caíram abaixo do limiar da pobreza devido à crise provocada pela pandemia da covid-19, agravando o fosso entre os ricos e os pobres em Portugal, revela um estudo divulgado esta terça-feira.

"Em comparação com o cenário sem crise, 400 mil novos indivíduos caíram abaixo do limiar de pobreza, definido como 60% do rendimento mediano equivalente, aumentando a taxa de risco de pobreza em 25% como consequência da pandemia de covid-19", concluiu o estudo do Observatório Social da Fundação "la Caixa", da autoria do Center of Economics for Prosperity (PROSPER) da Universidade Católica de Lisboa.

Segundo o documento que a Lusa teve acesso, que considera que as medidas do Governo minimizaram em parte o aumento da pobreza e da desigualdade, a pandemia resultou numa "perda substancial de rendimentos para a população portuguesa", com o rendimento mediano anual a cair de 10.100 euros no cenário sem crise para 9.100 euros no cenário com crise.

Além disso, a crise provocada pela covid-19 "teve efeitos assimétricos", uma vez que as classes baixa e média-baixa, a região do Algarve e as pessoas com escolaridade até ao nono ano "foram os grupos mais afetados por esta crise, com perdas claramente acima da média nacional", refere o estudo.

De acordo com o estudo, a maior parte das pessoas mais afetadas pela crise já se situava na metade inferior da distribuição de rendimento no cenário sem crise, o que fez com que aumentasse a desigualdade.

"Os resultados mostram que a pandemia levou a um impressionante aumento de 25% da pobreza ao longo de um ano, quando comparados os cenários com e sem crise, pondo em risco os progressos feitos nos últimos vinte anos e invertendo a tendência de redução continuada da pobreza iniciada em 2015, quando a taxa de pobreza era de 19%", refere o documento.

O estudo, da autoria de Joana Silva, Anna Bernard, Francisco Espiga e Madalena Gaspar, salienta ainda que as políticas de proteção aplicadas pelo Governo em 2020 atenuaram o aumento da pobreza e da desigualdade em Portugal.

"Sem a sua implementação, o confinamento inicial de oito semanas teria produzido aproximadamente o mesmo impacto sobre a pobreza e a desigualdade que aquele calculado para um ano inteiro", adianta o documento do PROSPER, ao avançar que o regime de lay-off simplificado, destinado a trabalhadores por conta de outrem, e os apoios extraordinários para trabalhadores por conta própria "foram eficazes para atenuar o impacto da crise".

"A pandemia, ainda em curso, e a crise económica resultante, trazem consigo desafios orçamentais substanciais, uma vez que esforços governamentais de grande magnitude podem ser difíceis de sustentar por um período prolongado", alerta o PROSPER, para quem é "evidente que, sem uma forte recuperação, uma redução das políticas de proteção pode causar um impacto negativo substancial na pobreza e na desigualdade".

O Observatório Social da Fundação la Caixa" é um novo projeto que está a ser desenvolvido em Portugal com o objetivo de fazer diagnósticos sobre a realidade social nas áreas social, da educação e da cultura.
(22.06.21/Fonte: Diário de Notícias)

Famílias portuguesas são as mais endividadas da OCDE para compra de casa

Relatório sobre habitação revela que um terço dos agregados mais pobres gasta pelo menos 40% do rendimento na renda da casa.

As famílias portuguesas são as que sentem mais o peso do empréstimo à habitação tendo em conta os seus rendimentos quando comparando com os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), ou seja, o endividamento é o maior, indica um relatório sobre o mercado habitacional divulgado esta segunda-feira. E a fragilidade é ainda maior nos agregados com rendimentos baixos.

"O rácio [dívida/rendimento] está bem acima de 100% na maioria dos países da OCDE e ultrapassa os 200% em alguns deles, como Portugal, Espanha e Holanda", refere o relatório Brick by Brick: Building Better Housing Policies (Tijolo a tijolo: Construir Melhores Políticas de Habitação).

Os dados mostram ainda outra realidade, quando analisada pela distribuição do rendimento no conjunto da população. As estatísticas recolhidas pela organização sediada em Paris expõem diferenças pronunciadas. Nas famílias do primeiro quintil de rendimento (ou seja, os 20% da população com os rendimentos mais baixos), o rácio dívida/rendimento é de quase 700% (sobre-endividamento). E mesmo no escalão superior de rendimento, o valor é o mais alto dos países da OCDE para os quais existem dados.

"As famílias na parte inferior da distribuição de rendimento são particularmente vulneráveis, quando o valor excede o limite convencional de risco de 300%" (ou um rácio de 3), indicam os técnicos da organização que alertam para as quebras salariais registadas durante a pandemia. "Na atual conjuntura, a crise da covid-19 cria vulnerabilidades financeiras relacionadas com as hipotecas das famílias, em particular devido à queda de rendimentos como resultado da perda de emprego ou da redução de salário", avisa a OCDE. São "restrições de liquidez que impedem as famílias de, pelo menos temporariamente, pagarem as suas dívidas.

Para evitar o incumprimento por parte das famílias, a organização lembra que "alguns países membros, incluindo Itália, Portugal, Espanha e Reino Unido suspenderam temporariamente os pagamentos dos créditos" através de moratórias.

Portugal é também um dos países da organização em que o empréstimo à casa mais peso tem no conjunto dos créditos das famílias, superando os 84%. É o quarto, atrás da Estónia, Japão e Países Baixos.

A entidade agora chefiada pelo australiano Mathias Cormann alerta para a necessidade de adotar "políticas públicas com o equilíbrio certo entre permitir o acesso ao crédito como uma oportunidade para acumular riqueza, evitando ao mesmo tempo o excessivo endividamento com potenciais riscos económicos e sociais."

40% do salário para a casa

Os dados estatísticos revelam ainda que são as famílias de rendimentos mais baixos as que fazem maior esforço para pagarem a casa. Tanto nos arrendamentos, como nos empréstimos ao banco.

"Enquanto as famílias em toda a distribuição de rendimento enfrentam o aumento dos custos de habitação, os mais pobres normalmente gastam uma parte maior do seu rendimento na habitação", lê-se no relatório.

De acordo com os dados da organização, um terço dos agregados nacionais está nesta circunstância, ligeiramente abaixo da média dos países membros, mas longe de casos como a Nova Zelândia ou Israel em que mais de metade dos rendimentos são sugados pela renda da casa. Ou de casos como o México, a Nova Zelândia e Itália em que mais de 40% do rendimento serve para pagar as mensalidades do crédito à habitação.

A OCDE sugere o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas para esta camada da população. "A oferta de habitação social e os benefícios relacionados com a habitação podem ajudar a aliviar a pressão sobre os grupos sociais mais afetados", refere a organização, alertando para a necessidade de "serem bem concebidos para garantir que os recursos escassos chegam aos mais necessitados sem dificultar a sua mobilidade ou que resultem na segregação residencial".

A instituição sublinha que a crise pandémica agravou este problema, uma vez que "a destruição de emprego e perda de rendimento concentram-se nos grupos mais vulneráveis, agravando as dificuldades em garantir o uma habitação de qualidade e a preços acessíveis."

A habitação social em Portugal ainda é escassa, com valores historicamente a rondar os 2% do stock de habitação.

O plano de recuperação e resiliência (PRR) prevê um investimento de 1,2 mil milhões de euros para o programa de apoio ao acesso à habitação para responder a pelo menos 26 mil famílias até 2026.
(14.06.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Continente abre primeiro supermercado sem caixas registadoras. Tudo com tecnologia portuguesa

O Continente abre esta quarta-feira o primeiro "supermercado do futuro" de uma empresa europeia. No Continente Labs, não há caixas de pagamento, não há filas, nem sequer se para para pagar.

Fica junto ao Jardim do Arco do Cego, em Lisboa. É um supermercado em que o cliente só tem de entrar, pôr as compras no saco, ou no bolso, aliás de acordo com Frederico Santos, "aqui se um cliente meter um produto no bolso, não há problema" e no fim é só sair da loja. Está pago.

É um estabelecimento comercial que só não é único no mundo porque a Amazon está a desenvolver o mesmo tipo de conceito. A gigante online tem algumas lojas como esta nos Estados e duas na Europa.

Uma diferença para este supermercado do grupo Continente é que este tem tecnologia desenvolvida por uma startup portuguesa, a Sensei.

Na verdade, sublinha Frederico Santos, o Diretor de Inovação e Transformação Digital no Continente, este local não é bem uma loja, é mais "um laboratório" onde o grupo de retalho quer fazer uma série de experiências com a colaboração dos clientes.

A mais importante é esta: entrar, comprar e sair do supermercado sem ter de perder um segundo. O único requisito é, à entrada, identificar-se com um código QR na app para o smartphone.

Uma aplicação, desenvolvida pelo continente que permite relacionar o cliente com os produtos adquiridos e à saída da loja, através do débito direto, pagar naquele instante.

De resto, não é apenas a sensação de sair sem pagar que se estranha nesta loja. Basta olhar em volta. Não há caixas registadoras, nem nenhuma outra forma de pagamento. Para além disso, sublinha o chefe da inovação no Continente, "não há carrinhos e também não há cestos. Temos ali um ou dois apenas para o caso de serem mesmo precisos, porque não é essa a ideia".

Frederico Santos que explica que "a ideia é que o cliente entre com a sua bolsa, saco, mochila, ou casaco, vá tirando os artigos, guarda-os onde quiser e quando chegar ao fim, vai embora".

Um processo simples, mas que mesmo assim vai contar com o apoio dos colaboradores da loja que vão ajudar os potenciais clientes a registarem-se.

Sorria, está a ser filmado... por centenas de câmaras

Tudo isto só é possível porque o teto desta pequena loja (talvez seja mais justo chamar-lhe mercearia, ou minimercado) está forrado com câmaras de filmar.

De acordo com Frederico Santos "nesta loja de 150 metros quadrados, no teto temos cerca de 200 câmaras, e há 400 prateleiras espalhadas pelos expositores". Note-se que as prateleiras também são sensores complexos, capazes de pesar tudo o que nelas é posto e a localização. Tudo isto comunica com o sistema central graças a 20km de cabos.

Um sistema que funciona com recurso a tecnologia desenvolvida pela startup portuguesa Sensei. Uma loja que esteve dois anos a ser concebida e que a partir de amanhã, quarta-feira, se torna realidade.

Um investimento da Sonae MC que Frederico Santos admite ser superior "a um milhão de euros" e que não foi feito para render dinheiro ao grupo. Aliás, "até nos vai fazer perder algum dinheiro". É o custo da inovação e do desenvolvimento de novas ideias.

Um supermercado do futuro que abre portas esta quarta-feira, em Lisboa, junto ao Jardim do Arco do Cego. Não é única no mundo, mas na Europa, só há mais duas como ela.

Quanto a planos para a expansão do conceito, Frederico Santos diz que "para já não temos planos", mas também deixa o aviso "em poucos meses conseguimos abrir uma loja igual a esta".
(25.05.21/Fonte: TSF)

Estudo: Pandemia levou 42% dos consumidores portugueses a passar a usar canais digitais

A pandemia de covid-19 levou 42% dos consumidores nacionais a passar a usar canais digitais para consumir, sendo que 32% apontam ainda a conveniência em comparação com os canais físicos, de acordo com um inquérito da consultora McKinsey.

Este estudo, que inquiriu mais de 1.200 consumidores portugueses entre os 18 e os 85 anos, descobriu que "os canais de venda totalmente digitais são mais utilizados de forma geral em todas as indústrias analisadas, com exceção dos itens de mercearia".

De acordo com os resultados do inquérito, "na utilização de canais totalmente digitais, o destaque vai para o entretenimento (93%), o setor público (84%) e a banca (74%)", sendo que "o setor da saúde tem a taxa mais alta de utilizadores que interagem nos canais digitais com assistência humana (23%)".

Por sua vez, a mercearia "foi o único setor analisado cuja utilização dos canais digitais diminuiu em comparação com 2020 (-28%), enquanto o setor que mais cresceu foi o das viagens (+55%)", de acordo com a McKinsey.

Já no que diz respeito "aos gastos por indústria nos últimos seis meses, o 'top 3' é liderado pela mercearia (32%)", seguindo-se viagens (17%) e educação (15%), "com uma maior quota de consumidores que despendem mais de 500 euros em canais digitais".

Assim, de acordo com a McKinsey "a pandemia é o motivo apresentado por 42% dos inquiridos portugueses para passar a utilizar os canais digitais para consumir. A conveniência em comparação com os canais físicos é também apontada por 32% dos consumidores".

Segundo o estudo, "o crescimento do uso de canais digitais é especialmente elevado nos consumidores nacionais entre os 55 e os 64 anos de idade (47%)", com o setor da educação a destacar-se.

A Mckinsey revelou ainda que, "numa análise sobre o tipo de canal mais utilizado, o desktop é o preferido independentemente da indústria (54%), seguido das aplicações para telemóveis (24%)", sendo "os canais de comunicação em telemóvel (aplicações e web) mais fortes do que o acesso por desktop nos setores da banca, vestuário, entretenimento, telecomunicações e saúde".

Em termos de satisfação com os canais digitais, os setores de viagens, mercearia e banca são os com melhores resultados.

Segundo Benjamim Vieira, sócio da McKinsey & Company que lidera a área de Digital da consultora em Portugal, "a maioria dos utilizadores planeia continuar a usar canais, de forma igualmente frequente, nos próximos seis meses, com os mesmos níveis de gastos".

Por isso, afirma, "é importante que as empresas de diferentes setores continuem a trabalhar para acelerar a sua transformação e apostem mais em canais digitais e nos aspetos que os consumidores atuais consideram mais relevantes".

"É importante ter em consideração que a digitalização é muito mais do que vender e oferecer serviços 'online', trata-se de inovar ao definir prioridades digitais e analíticas em toda a cadeia de valor até à primeira linha de fogo com a experiência do cliente", afirma, o responsável, acrescentando que "no que diz respeito à redução do atrito entre o canal digital e físico, este é um dos maiores desafios e oportunidades para as empresas, uma vez que os canais 'offline' e digitais coexistem cada vez mais em paralelo".
(24.05.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Exportações. Carros, maquinaria pesada, roupa e trapos salvam o início do ano

Espanha e França ressurgem como grandes mercados para as empresas portuguesas, Angola continua a emagrecer e já vale menos de 5% das exportações totais.

As vendas de automóveis, máquinas e aparelhos mecânicos, ferro, plásticos, aparelhos de ótica, roupa e restos de materiais têxteis (trapos, por exemplo) salvaram as exportações no primeiro trimestre deste ano, mostram os dados detalhados do Instituto Nacional de Estatística (INE), ontem conhecidos.

Os mercados de Espanha e França expandiram-se de forma pronunciada no período em análise. Reflexo do Brexit, as vendas para o Reino Unido estão a cair.

As exportações totais subiram 6,2% nos três meses de janeiro a março face a igual período de 2020 (que já inclui março, o primeiro mês de confinamento por causa da pandemia).

As vendas acumuladas de mercadorias ao exterior estavam a cair de forma consecutiva há 12 meses e agora, finalmente, interromperam essa tendência negativa. Em termos absolutos, Portugal conseguiu exportar mais 907 milhões de euros neste primeiro trimestre. O segmento dos veículos de transporte liderou e disparou mais de 8% em termos homólogos; o contributo para as exportações totais foi de 176 milhões de euros entre o primeiro trimestre de 2020 e igual período deste ano (ver infografia seguinte).


© INE e cálculos DV

As exportações portuguesas também aumentaram de forma sólida no arranque de 2021 pois há um ano atrás começaram as dificuldades, os valores expedidos foram bastante afetados com isso. Um ponto de partida fraco, como este, acaba por impulsionar a taxa de crescimento. É o chamado efeito de base.

Em todo o caso, o INE mostra que o mês de março de 2021 também foi bastante melhor do que o esperado, tendo inclusive superado os valores registados na mesma altura de 2019, quando ainda faltava um ano para rebentar a pandemia.

Portanto, parece que as exportações como um todo estão a conseguir sair da crise.

Não significa isto que não haja problemas. Se as vendas de carros, maquinaria pesada, plásticos e roupas estão a ajudar bem, há outras fileiras de produtos que nem por isso.

De acordo com cálculos do Dinheiro Vivo a partir dos dados oficiais do INE, vestuário (que não fabricado em malha), papel e cartão, calçado, frutas e combustíveis, por exemplo, registaram quebras bastante importantes, tendo sido os maiores obstáculos (contributos negativos) à retoma das exportações.

Espanha e França em força; Angola, nem por isso.

Nas geografias, Espanha e França destacam-se de forma evidente. Espanha, o maior parceiro económico de Portugal reforçou as compras à economia nacional em quase 9%, uma subida de 327 milhões de euros. O mercado francês expandiu-se em quase 11%, dando a faturar mais 208 milhões de euros aos exportadores baseados em Portugal.

No lado contrário aparece o Reino Unido, mercado que determinou uma quebra de quase 3% nas exportações portuguesas no primeiro trimestre. São as consequências do brexit e da subida de barreiras comerciais na sequência da saída do país da União Europeia. A Irlanda também comprou menos 22% de produtos portugueses.

Fora da Europa, Angola, mercado que ainda absorve quase 5% das exportações portuguesas, emagreceu mais de 12% no primeiro trimestre, o que equivale a menos 27 milhões de euros em vendas nacionais.

O mês de março marca a diferença e pode ser um ponto de viragem depois de quase um ano de declínio nas exportações. Segundo o INE, "em março de 2021, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de 28,8% e 12,2%, respetivamente (2,6% e -10,4%, pela mesma ordem, em fevereiro de 2021)".

Aqui, o instituto destaca "os acréscimos nas exportações de material de transporte (61%) e nas importações de fornecimentos industriais (15,1%) e de máquinas e outros bens de capital (27,3%)".

"Estas variações homólogas, em março, incidem sobre o primeiro mês de 2020 em que o impacto da pandemia covid-19 já foi sentido significativamente", o que terá empolado as taxas de crescimento.

Ainda assim, "tomando março de 2019 como referência, as exportações aumentaram 12,2% e as importações atingiram praticamente o nível então observado, crescendo 0,1%. No entanto aquele mês teve menos 3 dias úteis que março de 2021", observa o INE.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, por ser uma componente das exportações que flutua muito, não só por causa da procura, mas também devido às oscilações dos preços do petróleo nos mercados internacionais, as vendas ao exterior mantêm uma dinâmica positiva. "Em março de 2021 registou-se um aumento de 27,9% nas exportações e de 15% nas importações, em termos homólogos (respetivamente 2,1% e -9,8%, em fevereiro de 2021). E face a março de 2019, também há ganhos. "Os acréscimos foram de 11% nas exportações e 1,6% nas importações", indica o instituto.

Uma vez mais, a grande ajuda parece estar a vir de Espanha. "Em março de 2021, face ao mês homólogo de 2020, nas exportações por grandes categorias económicas, salientam-se os acréscimos de material de transporte (subida de 61%; 4,1% face ao mês homólogo de 2019) e de fornecimentos industriais (18,3%, principalmente para Espanha; 10,4% em relação a março de 2019)", refere o INE.
(11.05.21/Fonte: Diário de Notícias)

Preços na produção industrial sobem na zona euro e na UE em março

Segundo o Eurostat, Portugal registou o terceiro maior avanço mensal (2,3%).

Os preços na produção industrial aumentaram, em março, na zona euro e na União Europeia (UE), com Portugal a registar o terceiro maior avanço mensal (2,3%), segundo dados do Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, em março, em comparação com o mês homólogo de 2020, os preços na produção industrial aumentaram 4,3% na zona euro e 4,5% na UE.

Na comparação com fevereiro deste ano, os preços da produção industrial subiram 1,1% na zona euro e 1,2% na UE.

Na variação homóloga, os maiores aumentos de preços na produção industrial foram registados na Irlanda (21,2%), Dinamarca (10,4%) e Bélgica (9,3%), enquanto as únicas descidas foram registadas em Chipre (-3,0%) e na Eslováquia (-0,6%).

Em termos mensais, os maiores aumentos foram registados na Irlanda (7,9%), Espanha (2,5%) e Portugal (2,3%), enquanto a única diminuição foi registada na Estónia (-1,6%).

Face a março de 2020, os preços na produção industrial aumentaram, em Portugal, 3,7%.
(05.05.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Terceira fábrica de 25ME da BorgWarner cria mais 300 empregos

O novo investimento em Viana do Castelo resulta da aposta na transição energética: em 2030, estima-se que 45% do negócio da BorgWarner estará centrado na produção de motores elétricos.

A terceira fábrica da BorgWarner em Viana do Castelo vai começar a produzir motores elétricos para o setor automóvel em 2023, num investimento de 25 milhões de euros e criar mais 300 novos postos de trabalho.

Em conferência de imprensa realizada através de videoconferência, após a assinatura do contrato de investimento entre a Câmara de Viana do Castelo e a multinacional norte-americana, o gerente em Portugal, Ricardo Moreira adiantou que a nova unidade produtiva vai ocupar 17 mil metros quadrados de terreno no parque empresarial de Lanheses, onde o grupo já emprega 950 trabalhadores.

O responsável explicou que o novo investimento resulta da aposta na transição energética, estimando em que em 2030 "45% do negócio da BorgWarner estará centrado na produção de motores elétricos".

"Nos próximos meses vamos já assistir ao início da construção desta unidade que vai começar a produzir no início de 2023", adiantou, acrescentando que "a nova fábrica será a terceira na Europa deste setor de negócio e irá produzir motores elétricos para clientes europeus do grupo".

Atualmente, em Viana do Castelo a Borgwarner tem um volume de negócios de 170 milhões de euros, prevendo-se a duplicação deste valor, com o novo investimento".

Para o presidente da Câmara de Viana do Castelo o terceiro investimento do grupo "é mais uma prova da confiança que a multinacional depositou no país e, em particular, na capital do Alto Minho".

"Com este contrato somos parceiros para a vida, enquanto a BorgWarner estiver cá", sublinhou José Maria Costa.

"Esta prova de confiança da Borgwarner, com um terceiro investimento, significa que Viana do Castelo se continua a manter como um espaço de atração e como um espaço no qual as empresas confiam", afirmou o autarca, destacando "o espírito de confiança entre os diversos parceiros".

A multinacional instalou-se na capital do Alto Minho em 2014, num investimento de 25 milhões de euros e na altura estimava criar 500 postos de trabalho.

Em 2014, os incentivos concedidos pela Câmara de Viana do Castelo evitaram a saída da multinacional norte-americana BorgWarner, de Portugal, encontrando-se instalada no município vizinho de Valença.

Na altura, a multinacional beneficiou de um conjunto de isenções de taxas de infraestruturas, apoios à aquisição de terrenos e acompanhamento de processos de licenciamento, entre outras medidas.

A autarquia contratou ainda, um gabinete especializado, por 40 mil euros, para conceder apoio técnico à multinacional na construção da nova fábrica.

O grupo é líder mundial de produtos em soluções de tecnologia limpa e eficiência para veículos de combustão, híbridos e elétricos. Com fábricas e instalações técnicas em 96 localizações em 24 países, a empresa emprega cerca de 50.000 pessoas.

Tem um volume de faturação anual de 10, milhões de dólares, sendo que "um terço do seu negócio está instalado na Europa".
(28.04.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego sobe 25,9% em março

O desemprego aumentou nos três setores de atividade económica face ao mês homólogo de 2020, com maior expressão no setor dos serviços (43,7%).

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 25,9% em março em termos homólogos e 0,2% face a fevereiro, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com o IEFP, no final de março, estavam registados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas 432.851 desempregados.

Este número representa 70,7% de um total de 611.958 pedidos de emprego..

Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2020, contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário, refere o IEFP.

Segundo os dados disponíveis no site do IEFP, a nível regional, em março, o desemprego registado aumentou em todas as regiões do país, sendo o aumento homólogo mais pronunciado o da região do Algarve (54,6%), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (40,7%) e da região da Madeira (30,6%).

No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, dos 373.396 desempregados que, no final do mês de março, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, 73,5% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (29,2%), 19,5% eram provenientes do setor secundário, com particular relevo para a construção (6%) e ao setor agrícola pertenciam 4,2% dos desempregados.

O desemprego aumentou nos três setores de atividade económica face ao mês homólogo de 2020, com maior expressão no setor dos serviços (43,7%).

No setor secundário, o IEFP destaca a subida nos ramos da indústria do couro e dos produtos do couro (33,8%) e da fabricação de veículos automóveis, componentes e outros equipamentos de transporte (25%).

As ofertas de emprego por satisfazer, no final de março, totalizavam 14.371, nos serviços de emprego de todo o país, uma subida de 16,8% em termos homólogos e de 22,7% em termos mensais.

Numa nota sobre os números divulgados pelo IEFP, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) destaca, em termos regionais, que no Algarve o desemprego registado se tenha mantido face ao mês anterior, com as regiões do Norte (-0,9%) e do Centro (-0,7%) a registarem descidas face a fevereiro.

Destaca também que as ofertas captadas tenham aumentado 57% em cadeia e 58,1% face a março de 2020, para 12.050, e que as colocações em emprego aumentaram 42,4% face a fevereiro de 2021 e 16,3% face a março de 2020, para 6.899 colocações.

PDe acordo com o MTSSS, a taxa de cobertura das prestações de desemprego é de 55,7%, o que compara com 50,6% em março de 2020, e a taxa de cobertura de medidas ativas de emprego subiu para 20,8%, o que compara com 20,5% em fevereiro de 2021 e com 19,6% em março de 2020.
(20.04.21/Fonte: Diário de Notícias)

Insolvências aumentam em quase todas as actividades

As insolvências aumentaram 33% no primeiro trimestre de 2021 face ao período homólogo do ano passado, enquanto as constituições decresceram quase 18% no comparativo.

De acordo com o relatório Iberinform da Crédito y Caución, até final de Março de 2021, houve aumentos nas insolvências em todos os sectores de actividade, excepto na Agricultura, Caça e Pesca (-6,95%) e na Indústria Extractiva que se apresentou estável (quatro insolvências em cada ano), a saber: Electricidade, Gás, Água (+200%), Telecomunicações (+200%), Hotelaria e Restauração (+124,4%), Comércio de Veículo (+74,2%), Comércio por Grosso (+29,8%), Outros Serviços (+28,5%), Construção e Obras Públicas (+28,2%), Comércio a Retalho (+23,2%), Indústria Transformadora (+20,5%) e Transportes (+12,7%).

De Janeiro a Março de 2021 foi declarada a insolvência (encerramento) de 900 empresas, mais 223 que em igual período do ano passado (+33%). As declarações de insolvência requeridas por terceiros aumentaram 72% no trimestre, atingindo um total de 369 pedidos, enquanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas subiram de 276 em 2020 para 297 (+7,6%). Os encerramentos com plano de insolvência baixaram de 18 para 13 em 2021 (-28%).

Lisboa e Porto são os distritos com maior número de insolvências, respectivamente 359 e 388 insolvências. Face a 2020, verifica-se um aumento de 52,8% para Lisboa e de 28,5% no Porto. Contudo, há valores de crescimento mais acentuados designadamente os registados nos distritos de Vila Real (+ 325%), Guarda (+180%), Portalegre (+116,7%), Setúbal (+97,8%), Coimbra (+61,3%), Beja (+60%) ou Castelo Branco (+60%).

Na Madeira, o aumento no trimestre foi de 36,7%. Nos Açores, Ponta Delgada registou uma subida 62,5% face a 2020, enquanto Angra do Heroísmo teve um decréscimo de 57,1% no comparativo do trimestre. As insolvências decresceram, ainda, em cinco distritos de Portugal continental: Bragança (-57,1%), Faro (-23,2%), Évora (-16,7%), Santarém (-13,5%) e Leiria (-9,8%).

Quanto às constituições, aumentaram em Março de 2021, passando de 2.490 em 2020 para 3.398 (+36,5%). No entanto, no comparativo do primeiro trimestre, verifica-se um decréscimo de 17,8% face ao período homólogo de 2020.

O número de constituições mais significativo verifica-se em Lisboa, com 2.755 novas empresas, seguido pelo Porto com 1.942. Contudo, os dois distritos registam uma variação negativa face a 2020 de 30,3% na capital e de 11,2% na cidade invicta. Os aumentos mais significativos nas constituições pertencem aos distritos de Bragança (+50,5%), Horta (+42,9%), Angra do Heroísmo (+12,9%) e Leiria (+1,9%).

Os decréscimos face ao primeiro trimestre de 2020 registam-se nos distritos de: Vila Real (-31,5%), Faro (-31,1%), Coimbra (-25,9%), Setúbal (-23%), Ponta Delgada (-15,7%), Aveiro (-15,3%), Castelo Branco (-14,3%), Portalegre (-13,3%) e Guarda (-12,8%).

Por actividades, regista-se um aumento na constituição de novas empresas na Indústria Extrativa (+60%), Comércio a Retalho (+19,8%), Agricultura, Caça e Pesca (+16,4%) e Telecomunicações (+8%). Os decréscimos verificam-se nas atividades de Transportes (-63,2%), Hotelaria/Restauração (-40,7%), Electricidade, Gás, Água (-38,5%), Comércio de Veículos (-22,5%), Outros Serviços (-16,7%), Comércio por Grosso (-9,8%), Indústria Transformadora (-8,5%) e no setor da Construção e Obras Públicas (-8,4%).
(09.04.21/Fonte: Jornal Económico)

Hotelaria do Algarve com o pior março dos últimos 25 anos

O mercado externo desceu 94,4% e o nacional acompanhou a tendência, com uma redução de 21,6% nas unidades de alojamento do Algarve.

A taxa de ocupação média nas unidades hoteleiras no Algarve em março foi de 4%, pelo que este foi o pior março dos últimos 25 anos, revelou esta segunda-feira a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

De acordo com os dados provisórios avançados pela maior associação empresarial do setor, a taxa de ocupação global média por quarto na região registou uma quebra de 86% em relação ao mesmo período de 2020 e de 92,2% em comparação com 2019.

Segundo a AHETA, o mês de março foi o pior em nível de ocupação de quartos desde 1996, ano do início dos registos e da fundação da associação que integra a maioria dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve.

O volume de vendas registou uma descida de 91,6% em relação a 2020 e de 94,8% relativamente ao mesmo mês de 2019.

No resumo da evolução mensal, a AHETA precisa que o mercado externo desceu 94,4% e o nacional acompanhou a tendência com uma redução de 21,6% nas unidades de alojamento do Algarve.

"Em valores acumulados dos últimos 12 meses a ocupação/cama regista uma descida média de 68,3% e o volume de vendas uma descida de 64,9%", conclui a associação.

Os números refletem o impacto provocado pela pandemia de covid-19 que começou a fazer sentir-se no início do mês de março de 2020 na atividade turística em Portugal e no Algarve em particular.

A maioria das unidades de alojamento no Algarve encerrou em março de 2020, tendo 85% dos hotéis reaberto no início de julho. Mas, apenas 20% se mantiveram a funcionar no mês de dezembro.

Em agosto do ano passado, as unidades de alojamento turístico do Algarve chegaram a atingir taxas de ocupação média/quarto na ordem dos 60%, mas ainda assim inferiores em 33,8% em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com dados avançados pela associação de hoteleiros, em 2020 a procura externa caiu 75,1%, o que representou menos 14,2 milhões de dormidas e menos 3,2 milhões de hóspedes, tendo a procura interna descido 21,2% (menos 1,1 milhões de dormidas e menos 280 mil hóspedes).

A maioria das unidades de alojamento algarvias continua de portas fechadas, estimando que a abertura possa ser feita de forma gradual e de acordo com a evolução da situação pandémica em Portugal e na Europa, numa região que tem o britânico como o seu principal mercado emissor de turistas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.853.908 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.885 pessoas dos 823.494 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
(05.04.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Bancos fecharam 169 agências e perderam 1222 trabalhadores

Os cinco principais bancos a operar em Portugal registaram, em 2020, um prejuízo agregado de 253,9 milhões de euros.

Os cinco maiores bancos a operar em Portugal perderam 169 agências e 1222 trabalhadores entre o final de 2019 e o final do ano passado, segundo contas da Lusa, com base nos dados divulgados pelas instituições.

Em 2020, Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, BPI, Santander Totta e Novo Banco perderam 169 agências em Portugal face a 2019.

Há dois anos, esses bancos contabilizavam em conjunto 2413 balcões, tendo reduzido esse número para 2244 em 2020.

No ano passado, a CGD fechou o ano com 543 balcões, o Santander com 443, o BCP 478 e o BPI com 422.

Já quanto a trabalhadores, a redução foi de 1222 pessoas nos cinco maiores bancos a operar em Portugal.

Em 2019, as cinco maiores instituições contavam, de forma agregada, com 29 980 trabalhadores, e em 2020 esse número reduziu-se em 1222, para 28 758, confirmando a tendência dos últimos anos.

No final do ano passado, em Portugal, a CGD contava com 6583 trabalhadores, o Santander Totta com 5980, o BCP com 7013, o BPI com 4622 e o Novo Banco com 4560.

Prejuízos
Os cinco principais bancos a operar em Portugal registaram, em 2020, um prejuízo agregado de 253,9 milhões de euros, com 'culpas' para o Novo Banco, cujo prejuízo de 1329,3 milhões superou os lucros dos restantes.

Em conjunto, Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, BPI e Santander Totta registaram lucros agregados de 1075,4 milhões de euros, que foram assim 'absorvidos' pelos prejuízos do Novo Banco.

Em 2020, a CGD registou lucros de 492 milhões de euros, o Santander Totta de 295,6 milhões, o BCP de 183 milhões e o BPI de 104,8 milhões..

Hoje, o Novo Banco anunciou prejuízos de 1329,3 milhões de euros em 2020, um agravamento face aos 1058,8 registados em 2019.

O Novo Banco constituiu "1191,5 milhões de euros de imparidades e provisões, em resultado da descontinuação do negócio em Espanha e do agravamento do nível de incumprimento de alguns clientes (crédito a clientes, garantias e instituições de crédito)".

Assim, com a subtração aos 1075,4 milhões de euros dos outros quatro maiores bancos, o agregado das cinco maiores instituições passa a negativo em 253,9 milhões de euros.

Em 2019, os prejuízos do Novo Banco não chegaram para levar o agregado para terreno negativo, já que os restantes bancos lucraram 1933,2 milhões de euros e o banco liderado por António Ramalho perdeu 1058,8 milhões.

Nesse ano o saldo agregado dos cinco maiores bancos foi de 874,4 milhões de euros..
(27.03.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Desempregados inscritos nos centros de emprego sobem 36,8% em fevereiros

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 36,8% em fevereiro em termos homólogos e 1,8% face a janeiro, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2020, segundo o IEFP, "contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário".

A nível regional, no mês de fevereiro, o desemprego registado aumentou em todas as regiões do país.

Dos aumentos homólogos, sinaliza, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (com mais 74,4%), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (com mais 52,9%) e da região da Madeira, com mais 30,4%.

O desemprego aumentou nos três setores de atividade económica face ao mês homólogo de 2020, com maior expressão no setor dos serviços (mais 43,7%).

Segundo o IEFP, a desagregação deste setor de atividade económica permite observar que as subidas percentuais mais acentuadas, por ordem decrescente, se verificaram nas atividades de alojamento, restauração e similares (com mais 70,6%), seguidas das atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (54,4%) e dos transportes e armazenagem (50,8%).

No setor secundário, destaca-se a subida nos ramos da indústria do couro e dos produtos do couro (mais 46,7%), da fabricação de veículos automóveis, componentes e outros equipamentos de transporte (39,6%).

As ofertas de emprego por satisfazer, no final de fevereiro de 2021, totalizavam 11.714, nos serviços de emprego de todo o país.

Este número corresponde a uma redução anual (de 2.105, menos 15,2%) e a um aumento mensal (de 979, mais 9,1%) das ofertas em ficheiro.

Numa nota enviada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a tutela sinaliza que, segundo os dados do IEFP, mais de 104 mil desempregados estavam em medidas ativas, um aumento de 2,6% face a janeiro e de 28% face ao mês homólogo, fevereiro de 2020.

As entradas no desemprego diminuíram 16,3% em fevereiro face janeiro e caíram 6,8% em comparação com fevereiro de 2020.
(22.03.21/Fonte: Diário de Notícias)

Portugal perde população há 12 anos consecutivos

O número de mortes aumentou 10,2% e o número de nascimentos caiu 2,6% em 2020 face a 2019, o que determinou "um forte agravamento do saldo natural", negativo há 12 anos em Portugal, revelam dados do INE.

Portugal registou 84.558 nados-vivos e 123.467 óbitos em 2020, incluindo nascimentos e mortes no estrangeiro, indica a publicação "Estatísticas vitais 2020 - Dados preliminares" do Instituto Nacional de Estatística. Em 2019 o número de mortes foi de 112.291 e o de nascimentos de 87.026.

"No contexto da pandemia Covid-19, o aumento do número de óbitos, assim como o decréscimo do número de nados-vivos, determinaram um forte agravamento do saldo natural (-38 856). Há 12 anos que o saldo natural é negativo", sublinha o INE.

De acordo com os dados preliminares apurados com base em informação registada nas Conservatórias do Registo Civil, o número de nados-vivos de mães residentes em Portugal em 2020 foi de 84.296, contra 86.579 em 2019 e o número de óbitos em Portugal foi de 123.152 em 2020, contra 111.793 em 2019.

Fora de Portugal nasceram 262 cidadãos portugueses em 2020, enquanto em 2019 nasceram 447, e morreram 315 pessoas no ano passado, contra 498 em 2019.

O INE ressalva que no contexto atual da pandemia Covid-19, poderá verificar-se um maior desfasamento entre o momento do nascimento e o momento do registo, com implicações na entrada de registos de nados-vivos no INE e consequente possibilidade de revisão dos dados agora divulgados.
(16.03.21/Fonte: Diário de Notícias)

Insolvências disparam 32% em fevereiro

Já são mais de 1.000 as empresas que declararam insolvência em Portugal em 2021, um aumento de 22,4% face aos dois primeiros meses do ano passado, segundo dados da Iberinform.

As insolvências cresceram 32% em fevereiro, sendo já 1.040 as empresas que se declararam insolventes desde o início de 2021.

Só no mês de fevereiro foram 514 as empresas a declarar-se insolventes, mais 124 que no período homólogo de 2020, segundo dados divulgados esta terça-feira pela consultora Iberinform.

O seu valor acumulado em 2021 representa um aumento de 22,4% em termos homólogos.

"Por tipologia de ações, nos dois primeiros meses deste ano, as declarações de insolvência requeridas aumentaram 49,6%, enquanto a apresentação à insolvência pelas próprias empresas teve um decréscimo de 12,2%", destaca a Iberinform em comunicado.

"Os encerramento com plano de insolvência também diminuíram 54,5% face ao período homólogo", adianta.

Os distritos de Lisboa e Porto são os que registam o maior número de insolvências, de 225 e 267 respetivamente, o que corresponde a aumentos de 23,6% e de 28,4%, comparando com o mesmo período de 2020.

Os setores de atividade com maior aumento do número de falências são os da área de ´'Eletricidade, Gás, Água', que registou uma subida de 150%, 'Hotelaria e Restauração', com um crescimento de 104,8%, e 'Telecomunicações'.

"Apenas dois setores registam um menor número de insolvências face ao período homólogo do ano passado: Indústria Extrativa [-50%] e Agricultura, Caça e Pesca [-28,6%]", adianta a consultora.

A crise também se reflete nas constituições de empresas, que caíram 32,1% em fevereiro, "com uma redução de 4.101 em 2020 para 2.785 em 2021".

Em termos acumulados, foram criadas desde o início deste ano 6.227 novas empresas, menos 35,1% que no mesmo período de 2020.

Portugal vive o seu 12º estado de emergência no âmbito de uma estratégia de gestão da crise sanitária que tem passado pela adoção de medidas fortemente restritivas, desde o início deste ano, incluindo um novo confinamento da população, fecho de escolas e estabelecimentos comerciais e negócios. A estratégia do país segue a que tem sido adotada pela maioria dos países europeus na gestão da epidemia do novo coronavírus.
(09.03.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

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