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Coronavírus

Internados / UCI (Unidade de Cuidados Intensivos) - Fonte: DGS
(02/03/2021)

 

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Novos sítios nas nossas rubricas

-APSEI - Associação Portuguesa de Segurança

-"Jornal de Leiria"

-ANCV - Associação Nacional de Coberturas Verdes

-IA - Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço

-SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profisionais de Seguros e Afins

-"AJEPC - Associação de Jovens Empresários Portugal - China"

-"International Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Pau.

-"Diário da Lagoa" : Concelho de Lagoa, ilha de São Miguel – Açores

-"Correio dos Açores"

-"Diário dos Açores"

-"AOTP - American Organization of Teachers of Portuguese" : Organismo que apoia o ensino de português. "Uma organização em prol do ensino da Língua Portuguesa​."

-"Viva Montreal TV": Web Tv lusófona no Canadá.

-"LUSAQ TV" : Televisão lusófona no Canadá.

-"Luso Productions" : Portal da Comunidade Portuguesa radicada na Bélgica.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses 25 de Abril" : Associação cultural portuguesa sedeada em Genk com rancho folclórico "As Peixeiras de Portugal", e equipa de futebol.

-"Associação Os Lusitanos de Mutzig" : Associação cultural portuguesa sedeada em Mutzig com aulas de português

-"AJA Bruxelas" : Sítio do Núcleo da associação José Afonso de Bruxelas.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses de Liège" : Comunidade portuguesa radicada em Liège.

-"FAPB - Federação das Associações Portuguesas na Bélgica"

-"FEPB - Federação dos Empresários Portugueses na Bélgica"

-SER - Syndicat des énergies renouvelables

-SNESE - Syndicat National des Entreprises de Sous-traitance Électronique

-"União Portuguesa Cultural e Desportiva de Hagen" : Associação de portugueses na Alemanha composta de uma equipa de futebol e um rancho folclórico.

-"Associação Recreativa Portuguesa Sindelfingen" : Associação de portugueses de Sindelfingen.

-"Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft - Associação Luso-Hanseática" : Associação de portugueses de Hambourg.

-"Associação Estrela Portuguesa de Annemasse" : Associação perto da fronteira suíça (Genebra).

-"Casa de Portugal de Plaisir - Centre Culturel et Récréatif des Portugais de Plaisir (C.C.R.P.P.)"

-"Les Amis Portugais de Noisy le Sec"

-"Associação Cultural Portuguesa de Decines"

-"Association Portugaise de Brest - Casa de Portugal"

-"Portugal Business Club Touraine" : Associação de empresários lusófonos em Tours.

-"Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Lyon.

-"Portugal Business Club Bordeaux" : Associação de empresários lusófonos em Bordeús.

-"ASCIPDA - Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri". Associação sem fins lucrativos, constituída em 2007. Além de agregar a Comunidade italiana, tem como principais objetivos: a divulgação da língua e cultura italiana, a promoção e o fortalecimento das relações entre os sócios, simpatizantes e admiradores de Itália.

-Câmara de Comércio Luso-Britânica

-"A.F.N.P. - Associação dos Franceses do Norte de Portugal"

-"Associação de Estudantes Angolanos em Portugal"

-"ACV - Associação Caboverdeana Lisboa"

-"ASIBA - Associação de Imigrantes Brasileiros dos Açores". Organização sem fins lucrativos, um grupo de amigos que se unem para criar pontes entre dois povos.

-CCILB - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira

-CCIPA - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha

-"DPG – Associação Luso-Alemã" : Associação registada, promove o diálogo amigável entre alemães e portugueses num espaço europeu plural.

-"Lusitânia APE" : associação fundada em 1972 por um grupo de portugueses residentes na Suécia que tem como objetivo a dinamização do convívio entre os elementos da comunidade Portuguesa em Estocolmo e arredores.

-"União dos Portugueses em Gotemburgo (UPG)" : Associacão de portugueses que vivem em Gotemburgo, Suécia.

-"Movimento Cívico Português do Reino Unido" : associação cívica, com o principal objectivo de apoiar os portugueses que residem no Reino Unido.

-"PARSUK – Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom" : é uma associação independente, sem fins lucrativos ou afiliação política

-"Mobinov" : Associação do Cluster Automóvel

-APQuímica – Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação

-AICC - Associação Industrial e Comercial do Café

-ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas

-ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins

-ANIET - Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora

-ANIPC – Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão

-AIVE- Associação dos Industriais do Vidro de Embalagem

-ANIA - Association Nationale des Industries Alimentaires

-Fédération des Industries Avicoles

-NATEXBIO - Fédération des transformateurs et distributeurs bio

-ACRAL - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve

-APMRA- Associação Portuguesa de Marketing Rural e Agronegócio

-APPPFN - Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais

-CNER - fédération des agences de développement économique

-"Fashion from Portugal" : Portal dedicado à promoção e informação da moda portuguesa.

-"Jornal-T" : Jornal do sector têxtil (ATP)

-
Associação Selectiva Moda

-
Associação Home from Portugal -  têxteis-lar

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ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

-FranceAgriMer, établissement national des produits de l’agriculture et de la mer
 

Barragens com a produção mensal mais alta de sempre em fevereiro

Fontes renováveis abasteceram 88% do consumo de energia elétrica do país em fevereiro, a percentagem mais elevada em quase 42 anos.

A produção renovável abasteceu 88% do consumo de energia elétrica em fevereiro, incluindo saldo exportador, anunciou a REN - Rede Energéticas Nacionais, dando conta que esta foi a percentagem renovável "mais elevada desde abril de 1979", ou seja, em quase 42 anos. "O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 20% do consumo nacional", adianta ainda a empresa.

Quanto ao consumo, diz a REN que caiu 3,1% em termos homólogos, mas que isto se deve, "fundamentalmente ao efeito de ano bissexto", com menos um dia este ano. "Com correção de temperatura e dias úteis a queda atenua-se para 0,8%, não se verificando efeito significativo do confinamento devido à pandemia", acrescenta a REN.

No acumulado dos dois meses do ano, o consumo apresenta uma variação "marginalmente positiva", de 0,1% (com a correção de temperatura e de dias úteis, a variação é negativa em 1,3%).

E fevereiro mostrou-se "particularmente favorável" para as energias renováveis. O índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,85 (média histórica igual a 1), com a produção hidráulica (vulgo, barragens) a registar 2.709 gigawatts-hora (GWh) de produção, o valor mensal mais elevado de sempre. Já o índice de produção eólica registou 1,19 (média histórica igual a 1).

Assim, a produção renovável abasteceu 88% do consumo (incluindo saldo exportador). A não renovável os restantes 12%.

No acumulado de janeiro e fevereiro, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,39 (média histórica igual a 1) e o de produtibilidade eólica em 1,14 (média histórica igual a 1). Nestes dois meses, a produção renovável abasteceu 79% do consumo: 42% foi assegurado pela produção hidroelétrica, 30% pela eólica, 5% pela biomassa e 2% pelo solar fotovoltaico. A produção não renovável abasteceu 21% do consumo nestes dois meses, fundamentalmente com gás natural. O carvão pesou, apenas, 2%. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 6% do consumo nacional.

Sobre o mercado de gás natural, a REN indica que se registou, em fevereiro, uma variação homóloga negativa em 25%. "Esta quebra acentuada, deveu-se ao segmento de produção de energia elétrica que recuou 77%, condicionado pela elevada disponibilidade de energia renovável. O segmento convencional registou uma evolução positiva de 2,6%, não se verificando qualquer efeito do confinamento, tal como no caso da eletricidade", explica, em comunicado.

No final de fevereiro, o consumo acumulado anual de gás natural regista agora uma variação negativa de 17%, com um crescimento de 2,4% no segmento convencional e uma contração de 52% no segmento de produção de energia elétrica.
(02.03.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Portugal entre destinos mais procurados por britânicos para férias de verão

Portugal foi um dos destinos turísticos mais procurados pelos britânicos nas últimas horas, após o anúncio do Governo para aliviar o confinamento em vigor em Inglaterra devido à covid-19, apesar de os voos com o Reino Unido continuarem interditos.

As transportadoras aéreas easyJet e Jet2.com anunciaram ambas terem registado um aumento de 600% na procura de pacotes de férias em países como Espanha, Portugal e Grécia, apesar de o primeiro-ministro, Boris Johnson, não ter avançado uma data para que deixe de ser proibido viajar para o estrangeiro sem justificação válida.

No plano publicado está escrito que a proibição de viagens ao estrangeiro e restrições na entrada no Reino Unido vão continuar, pelo menos, até 17 de maio, mas Johnson espera receber um relatório até 12 de abril com medidas para permitir o reinício do tráfego aéreo.

Uma via pode ser um sistema internacionalmente reconhecido de passaportes de vacinas anti-covid-19, que o Reino Unido pretende fazer avançar durante a presidência este ano do G7, embora o primeiro-ministro britânico tenha reconhecido que a ideia levanta questões éticas "complexas".

"Existem questões profundas e complexas que precisamos explorar, questões éticas sobre qual é o papel do Governo em exigir que todas as pessoas tenham algo ou mesmo proibir as pessoas de fazerem tal coisa", admitiu hoje.

No plano, o Governo admite "tentar introduzir um sistema que permita a indivíduos vacinados viajarem internacionalmente com maior liberdade", mas também refere que "qualquer sistema desse tipo levará tempo a ser implementado" e que vai depender dos estudos sobre a eficácia das vacinas e a imunização ser generalizada.

Além de ser proibido fazer férias ou viajar sem um motivo válido para o estrangeiro, 33 países incluindo Portugal estão sem voos diretos para o Reino Unido devido ao risco agravado de transmissão de variantes do vírus que causa a covid-19, especialmente aqueles detetadas no Brasil e África do Sul.

Existem ainda uma série de outras restrições a viagens internacionais, incluindo três testes e quarentena obrigatória de dez dias, a qual tem de ser cumprida num hotel designado pelas autoridades e custeado pelas pessoas que cheguem dos 33 países da "lista vermelha".

O plano de desconfinamento para Inglaterra tem quatro etapas com pelo menos cinco semanas de intervalo e sujeitas a vários fatores, começando com a reabertura das escolas EM 08 de março e culminando no fim de quase todas as restrições em 21 de junho.

O Reino Unido registou nas últimas 24 horas mais 548 mortes, totalizando 121.305 óbitos desde o início da pandemia covid-19, o balanço mais alto na Europa e o quinto a nível mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, Índia, Brasil e México.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.474.437 mortos no mundo, resultantes de mais de 111 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal morreram 16.086 pessoas dos 799.106 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
(23.02.21/Fonte: Dinheiro Vivo)

Azeitona: Produção deverá cair 25% este ano

Ainda assim, “as 734 mil toneladas previstas posicionam esta campanha como a sexta mais produtiva das últimas oito décadas”.

A produção de azeitona deverá cair 25% este ano, “essencialmente devido ao fraco vingamento dos frutos”. As previsões são do Instituto Nacional de Estatística (INE) que revela que, apesar da quebra, “as 734 mil toneladas previstas posicionam esta campanha como a sexta mais produtiva das últimas oito décadas”.

O INE avança ainda que, nos cerrais de outono / inverno, decorreram com “atrasos pontuais”, em particular nos solos mais sujeitos a encharcamento, “apresentando um desenvolvimento normal para a época”.

O gabinete de estatística estima ainda que haja uma redução de 5% da área semeada de centeio face ao ano passado e a manutenção dos restantes cereais (trigo, triticale, cevada e aveia).

Ora, com a colheita de azeitona “praticamente concluída”, os “cenários são regionalmente heterogéneos”, diz o INE, acrescentando que, “de uma forma geral, no início do ciclo e após uma boa floração”, o vingamento não aconteceu “nas melhores condições”.

“No entanto, no interior Norte e Centro, a precipitação que ocorreu próximo do final do ciclo produtivo dos olivais conduziu a um aumento do calibre da azeitona, proporcionando uma recuperação em muitos olivais tradicionais de sequeiro, perspetivando-se aumentos de produção face a 2019”, explica no INE.

Mas, no Alentejo, “região onde os olivais modernos de regadio têm um peso muito significativo”, foram as condições iniciais, nomeadamente o vingamento, que determinaram a evolução da campanha, “menos produtiva que a anterior”.

O gabinete de estatística diz ainda que é de salientar que, “apesar do rendimento da azeitona em azeite (funda) ser menor que o alcançado no ano anterior, o produto final apresenta qualidade organolética e química dentro dos parâmetros normais”.
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(18.02.21/Fonte: Jornal I)

Exportações de vestuário caem 17% para 2586 milhões de euros em 2020

Queda "mais acentuada" das exportações de vestuário no ano passado registou-se com Espanha.

As exportações portuguesas de vestuário caíram 17,3% em 2020, para 2586 milhões de euros, diminuindo mais de 540 milhões de euros face aos 3128 milhões de euros em 2019, divulgou esta terça-feira a associação setorial.

"A queda era esperada, até porque a situação sanitária tem piorado e muitos países têm imposto confinamentos à população e o encerramento de lojas, o que faz com que o consumo e, consequentemente, as encomendas para Portugal se ressintam", afirma o presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC/APIV), citado num comunicado.

Segundo César Araújo, "há empresas com quedas ainda superiores na sua atividade, nomeadamente as que trabalham no vestuário de tecido e uniformes, que são áreas particularmente afetadas e que estão, por isso, numa situação muito difícil".

"É preciso apoiar estes negócios para que, no final desta pandemia, a indústria de vestuário, que emprega mais de 90 mil pessoas, continue a garantir o crescimento dos postos de trabalho e dos rendimentos, como tem feito ao longo das últimas décadas", avisa.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) tratados pela ANIVEC/APIV, a queda "mais acentuada" das exportações de vestuário no ano passado registou-se com Espanha, com uma redução de 30%, o que representa menos 368,2 milhões de euros.

Contudo, acrescenta, "as quebras atingem igualmente os dois dígitos nos envios para os EUA (-14,7%), Países Baixos (-13,9%) e Itália (-10,1%)".

Conforme explica a ANIVEC/APIV, "a tendência de queda nas exportações manteve-se até ao final do ano, com os números do mês de dezembro a revelarem uma descida de 14,6%" (para 195,6 milhões de euros), que se segue às descidas de 14,4% em novembro e de 12,1% em outubro.
(09.02.21/Fonte: TSF)

"Cerca de um terço do volume de vendas no marketplace da Fnac foi realizado por empresas nacionais"

Com os portugueses fechados em casa, por causa do confinamento ditado pela pandemia, o marketplace da Fnac arranca com nova categoria: casa e decoração.

Há já cerca de 400 retalhistas nacionais a vender no marketplace da Fnac e já representam cerca de um terço das vendas da plataforma que, no ano passado, empurrado pelo boom do comércio online viu as encomendas mais do que duplicarem, adianta Paula Alves, diretora de ecommerce da Fnac Portugal.

O marketplace, que já está a registar um aumento da procura durante o novo confinamento geral, está a reforçar a oferta com uma nova categoria: casa e decoração.

Portugal voltou a confinar, com o comércio não essencial a fechar. Tem-se refletido na procura dos consumidores ao marketplace?Já se verifica um acréscimo de encomendas no canal e-commerce, Fnac e marketplace, potenciado por o comércio físico ter voltado a fechar, afetando a operação de muitos dos e-sellers que trabalham connosco e que estão, novamente, a focar todos os esforços no online devido a terem as suas lojas físicas encerradas. Acreditamos que o digital continuará a crescer pois há novas gerações que vão entrar no mercado de consumo já muito habituadas a comprar à distância. Neste novo lockdown, a Fnac mantém as suas lojas abertas e reforçou o nosso serviço "Liga e Encomenda" que permite aos clientes contactarem-nos para que os possamos ajudar no processo de compra.

Dos 600 vendedores que tinham até setembro do ano passado, cerca de metade eram portugueses. Após um ano onde explodiu o comércio online, com inúmeros retalhistas/empresários a darem o salto digital, qual é hoje a realidade do marketplace Fnac?
O marketplace Fnac continua e quer continuar a afirmar-se como canal alternativo de vendas e, em muitos casos, a própria solução de e-commerce para as empresas e pequenos negócios que não têm, ainda, site transacional próprio. Em 2020, mais do que angariar e-sellers, ajudámos muitos a fazerem a transição para o digital, passo a passo, acompanhando-os em todo este processo, pois era algo de novo e, em parte, desconhecido. E este é e continuará a ser o nosso propósito, contribuir de forma positiva e expressiva para a expansão do e-commerce em Portugal, para a digitalização dos nossos parceiros de negócio e dos nossos clientes. Metade da nossa carteira de vendedores continua a ser composta por empresas portuguesas. Temos já quase 400 vendedores portugueses, que representam cerca de metade da nossa carteira de e-sellers.

Que áreas registaram maior crescimento o ano passado, tanto em número de adesões de empresas, como em vendas?
Houve um crescimento transversal em todas as categorias, com uma forte procura por Pequenos Eletrodomésticos, Jogos e Brinquedos, Cuidado Pessoal e Desporto.

Que peso tiveram as vendas de empresas nacionais?
As encomendas do marketplace mais do que duplicaram, praticamente ao mesmo ritmo das encomendas "standard" da fnac.pt. Cerca de um terço do volume de vendas foi realizado por empresas nacionais.

Arrancam com nova categoria: Casa e Decoração. Quantos novos vendedores, e destes quantos nacionais, se juntam à plataforma de vendas? Que volume de produtos fica disponível?
Temos já mais de 15.000 as referências disponíveis, totalmente assentes na oferta dos nossos e-sellers, que vão desde o colchão à cama, passando pelas cabines de duche, sofás, candeeiros, com marcas de referência no mercado como Colchão Emma, Levira Home & Office, Lourini, vidaXL, Good Living Decor, entre outras. Dos 100 e-sellers que temos como parceiros para disponibilizar estas categorias, mais de metade são nacionais.

Temos vindo a trabalhar a categoria Grandes Eletrodomésticos desde o lançamento do marketplace Fnac, em 2013. No entanto, sabemos que a FNAC ainda não está no top of mind do consumidor português quando surge a necessidade de trocar de máquina de lavar roupa ou frigorífico apesar de termos a "loja" com mais referências do mercado português - mais de 6000. Por isso, queremos dar cada vez mais destaque a esta categoria na nossa comunicação, com campanhas dedicadas.

Estão previstos novos reforços em termos de oferta, novas categorias?
Em termos de oferta das categorias atuais, estamos diariamente a trabalhar para continuar a aumentar o cardex quer de referências disponíveis, quer da carteira de vendedores. O objetivo para 2021 é consolidar as categorias de diversificação, afirmando-nos como players de referência das mesmas e continuando atentos às tendências, quer de mercado, quer de pesquisa e necessidade dos nossos clientes. Exemplo disso é a área de Bricolage, Jardim e Animais de Estimação que preparámos e estruturámos ainda durante o período de confinamento de 2020 e que lançámos em julho passado, para acompanhar os nossos clientes que se viram mais limitados nas suas saídas de casa.

O crescimento do ecommerce também levou a um disparo nas reclamações: 11.525 só no Portal da Queixa, das quais 891 visando a Fnac (+119%) e dessas 8% referentes a "alegadas burlas no Marketplace da Fnac". Como comenta estes números?
Em relação às reclamações e sugestões dos nossos clientes utilizamos os centros de contacto oficiais (o livro de reclamações digital, por exemplo) e disponibilizamos as nossas próprias plataformas de resposta aos nossos clientes que seguimos amiúde, com uma taxa de satisfação de resolução muito elevada. O número de contactos (não necessariamente reclamações) aumentou de forma importante em 2020 por causa da pandemia, mas ainda assim ficou abaixo da taxa do crescimento do e-commerce, o que significa que a média de contactos por encomenda reduziu. Apesar de tudo, estamos satisfeitos com a capacidade que tivemos de reforçar as equipas para apoiar os clientes num momento em que estes se sentiram muito perdidos, pois todo o ecossistema do e-commerce (e-sellers, logística, transportes...) teve o seu período de adaptação aos novos volumes de encomendas. Em quase oito anos de operação em Portugal, tivemos dois casos de alegadas burlas e todas foram resolvidas de forma satisfatória para os nossos clientes.

Que garantia/apoio pode dar a Fnac em caso de conflito entre o cliente e o vendedor do marketplace?
Todas as situações de possível conflito entre cliente e vendedor que nos chegam quer pelos centros de contacto oficiais, quer pelas nossas plataformas de contacto direto, são acompanhadas diariamente pela nossa equipa de Customer Care. O papel do marketplace Fnac é mediar estes possíveis conflitos e garantir que os mesmos são resolvidos tendo em conta a análise aprofundada do que poderá ter motivado cada uma das reclamações e o facto que estamos a mediar uma situação entre dois clientes FNAC: os que compram e os que vendem.
(05.02.21/Fonte: DinheiroVivo)

Produção industrial caiu 7% e comércio a retalho 4,1% em 2020

Venda de bens não alimentares diminuíram 7,9% no último trimestre.

AO índice de produção industrial caiu 7% em 2020, bem pior do que os negativos 2,3% no ano anterior, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), dando conta que para a queda anual contribuíram todos os agrupamentos.

Relativamente ao último trimestre de 2020, o índice agregado registou uma variação homóloga de -2,4%, depois de, no trimestre anterior a variação ter sido -0,7%.

No último mês do ano, o índice de produção industrial diminuiu 4,4%, para a qual contribuíram contribuíram todos os grandes agrupamentos industriais, excepto o de bens intermédios, que cresceu 5,3%. O agrupamento de energia foi o que deu a maior contributo para a redução do índice total (-3,2 pontos percentuais).

Comércio a retalho inverte subida de 2019

No sector do comércio a retalho, o índice de volume de negócios diminuiu 4,1% em 2020, contra um crescimento de 4,3% em 2019. E os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas em 2020 registaram variação de 2,1%, 0,9% e -8,1% (a evolução tinha sido de 2,4%, 5,1% e 1,8%, respectivamente, em 2019).

No quarto trimestre de 2020, as vendas desceram 3,4% em termos homólogos (queda fora de 2,1% no 3.º trimestre), devido exclusivamente à forte redução de 7,9% do comércio a retalho de produtos não alimentares, uma vez que o comércio de produtos alimentares aumentou 2,3%.

Em Dezembro, a queda homóloga foi de 4,5%, em ligeira recuperação face aos 5,3% de Novembro, com uma contracção de 9,9% nos produtos não alimentares (10,1% em Novembro) e um aumento em 1,4 pontos percentuais, para 2,4%, nas nos bens alimentares.

Ainda no último mês do ano, os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas apresentaram, respectivamente, quedas de 4,6%, 4,1% e de 6,7%, em termos homólogos.
(29.01.21/Fonte: Público)

Construção tem falta de 80 mil trabalhadores em Portugal

Escassez de mão de obra qualificada volta a ser um estrangulamento à atividade, confrontada com um conjunto de investimentos em perspetiva para relançar a economia do país.

A construção civil continua a viver uma crise de mão-de-obra. O setor precisa de, pelo menos, 80 mil trabalhadores qualificados, alerta Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção de Portugal. Carpinteiros, eletricistas, encarregados de obra e ferrageiros são alguns dos exemplos de especializações em falta no país. "Se todas as obras que estão previstas, como o metro do Porto, os hospitais, o aeroporto do Montijo, arrancassem não teríamos trabalhadores para responder", diz o dirigente sindical. Só para a construção da infraestrutura aeroportuária do Montijo "vão ser precisos 10 mil", sublinha.

Do lado dos patrões, a convicção é a mesma. "No início da pandemia [março de 2020], apontava-se para a necessidade de 70 mil trabalhadores para dar resposta aos investimentos que estavam previstos", lembra Reis Campos, presidente da AICCOPN-Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas. Recentemente, num inquérito à situação do setor, 65% dos empresários fez notar à associação que "a escassez de mão-de-obra especializada foi o principal constrangimento à atividade". O líder associativo lembra que o Plano de Recuperação e Resiliência, que espera seja "uma realidade ainda este ano", aponta para "um total de 12,9 mil milhões de euros em subvenções, sendo que se estima que cerca de 34% corresponderão a investimentos em construção". Nesse sentido, e perante o volume de investimento previsto, "há uma efetiva necessidade de reforço ao nível da mão-de-obra qualificada", frisa Reis Campos e, nesse contexto, "a formação profissional é uma questão decisiva".

Para Albano Ribeiro, a solução para debelar a escassez de profissionais está no regresso dos trabalhadores que emigraram nos últimos anos. Nas suas contas, há cerca de 300 mil portugueses a trabalhar na construção civil em países como o Reino Unido, França, Alemanha e Luxemburgo. O dirigente sindical defende que a escassez de mão-de-obra qualificada poderia ser resolvida se os salários em Portugal fossem mais ajustados à realidade da União Europeia. Como refere, atualmente, esses profissionais vão à segunda-feira para o Reino Unido ou França, via Ryanair, e regressam à sexta, mas auferem salários de 2400 euros e superiores. A situação "revertia-se se ganhassem um mínimo de 900 euros" em Portugal, defende. Aliás, este é o valor na mesa negocial com os patrões, para os operários qualificados de primeira. Já para os de segunda, é reivindicada uma remuneração de 850 euros.

Prioridade à formação
A AICCOPN confirma que, relativamente a 2021, foi iniciado o processo de negociação da revisão do Contrato Coletivo de Trabalho com os sindicatos e, por isso, "não é possível adiantar qualquer indicação". Contudo, lembra que o último inquérito aos salários por profissões na construção, do Ministério do Trabalho, de julho de 2020, revela que a taxa de salário mensal dos trabalhadores atingiu a média de 1010 euros, mais 3,7% face ao período homólogo. Albano Ribeiro tem dúvidas sobre os números: "Há milhares de trabalhadores que ganham o salário mínimo, nas nossas estimativas são cerca de 40%."

Para minimizar o problema da falta de mão-de-obra, a associação patronal defende como prioritário "o realinhamento da formação profissional com as necessidades do mercado e o apoio ao investimento na capacitação das empresas". Segundo Reis Campos, nos últimos anos, os centros de formação do setor "não cumpriram a missão". Por isso, é urgente que o governo promova o realinhamento dos centros e assegure a formação para responder quer ao desemprego quer às necessidades do setor. Mas lembra também que "o planeamento e o cumprimento de uma calendarização rigorosa do investimento são questões essenciais" para que as empresas saibam com o que podem contar.

A par de formação na qualificação técnica da construção, a AICCOPN preconiza a promoção de cursos de especialização tecnológica, direcionados para matérias como o reforço da resiliência e da sustentabilidade das infraestruturas, a adaptação dos edifícios a exigências como o touch-free, a segurança e a qualidade do ar, a construção 4.0, a mobilidade urbana, as smart grids, a conectividade das infraestruturas públicas, a eficiência energética e o combate às alterações climáticas, que "vão ser determinantes neste novo ciclo de investimento público e privado".

Por sua vez, Albano Ribeiro alerta que muitas obras estão a ser feitas com trabalhadores sem qualificação, muitos vindos do setor agrícola, e por imigrantes sem formação na área. Reforça que há muito não há formação profissional no setor.

A construção e o imobiliário têm conseguido resistir à crise pandémica. Segundo a AICCOPN, o setor registou, em 2020, 272 insolvências, menos 7,2% face às 293 verificadas em 2019. Entre o final de 2019 e novembro de 2020, o número de desempregados do setor registados no Instituto de Emprego e Formação Profissional aumentou 7,7%, o que compara com o aumento de 41,4% a nível nacional. . Por essa data, os desempregados inscritos nos centros de emprego eram 34 250, representando 8,6% do desemprego nacional e um mínimo desde o início da série que remonta a 2003.
(25.01.21/Fonte: Diário de Notícias)

Número de casais no desemprego sobe 15,9%

O número de casais com ambos os elementos inscritos nos centros de emprego aumentou 15,9% em dezembro face ao mesmo mês de 2019, para 6.187, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com o IEFP, do total de desempregados casados ou em união de facto, 12.374 (8,1%) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado.

Assim, o número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados foi, no final de dezembro de 2020, de 6.187, ou seja, mais 15,9% (849 casais) do que no mês homólogo e de 1,2% (mais 73 casais) em relação ao mês anterior.

Os casais nesta situação de duplo desemprego têm direito a uma majoração de 10% do valor da prestação de subsídio de desemprego que se encontrem a receber, quando tenham dependentes a cargo.

O IEFP começou a divulgar informação estatística sobre os casais com ambos os elementos desempregados em novembro de 2010, altura em que havia registo de 2.862 destas situações.

O número total de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 29,6% em dezembro em termos homólogos e 1,0% face a novembro, segundo dados também hoje divulgados pelo IEFP.
(20.01.21/Fonte: Jornal de Notícias)

Portugal com maior quebra da UE na produção industrial em novembro

Portugal registou em novembro a maior quebra em cadeia da produção na construção (-5,1%), em contraciclo com a zona euro e a União Europeia (UE), onde o indicador avançou, respetivamente, 2,5% e 2,3%, divulga o Eurostat.

Na variação homóloga, a produção industrial diminuiu 0,6% na zona euro e 0,4% na UE, com Portugal a apresentar um recuo acima da média (-3,6%).

De acordo com o gabinete estatístico europeu, face a outubro, as maiores subidas na produção industrial foram assinaladas na Irlanda (52,8%), na Grécia (6,3%) e na Dinamarca (5,3%) enquanto os principais recuos se registaram em Portugal (-5,1%), na Bélgica (-3,5%) e na Croácia (-2,6%).

Face a novembro de 2019, Bulgária (-5,0%), França (-4,9%) e Itália (-4,2%) registaram as maiores quebras na produção industrial e a Irlanda (40,8%), a Grécia (8,8%) e a Polónia (2,9%) apresentaram os maiores avanços.
(13.01.21/Fonte: Jornal de Notícias)

Crédito mais barato leva empréstimos à habitação a recordes na crise

As famílias que não foram afetadas pela crise aproveitaram o crédito mais barato para comprar casa. Pediram aos bancos mais de 30 milhões de euros por dia.

É nas crises que surgem oportunidades. E nesta, o crédito mais barato levou as famílias portuguesas que não foram afetadas pela perda de rendimentos a contratar novos créditos à habitação. O resultado foi um novo recorde de empréstimos à habitação nos 11 meses de 2020.

Até final de novembro, os portugueses contrataram quase 10,2 mil milhões de euros aos bancos para compra de casa, recorde da década. São mais de 30 milhões por dia em novo crédito à habitação. O mês de novembro de 2020 foi mesmo o melhor mês do ano passado, em termos de novos empréstimos para compra de casa. Desde dezembro de 2019 que não havia tanto crédito concedido para esta finalidade, segundo os dados do Banco de Portugal ontem divulgados.

"As famílias estão a aproveitar as taxas de juro baixas, a descida da Euribor", explica Nuno Rico, economista da Deco Proteste. "Aproveitam o crédito mais barato para aproveitar algumas oportunidades no mercado. É o que explica esta subida", adiantou.

Segundo o supervisor bancário "nas novas operações de empréstimos a particulares para habitação, a taxa de juro média desceu 3 pontos base (p.b.), para 0,84% , estabelecendo um novo mínimo histórico pelo quarto mês consecutivo". As taxas Euribor desceram ontem a três, seis e 12 meses, face a terça-feira, atingindo mínimos históricos a três e a 12 meses. A taxa Euribor a seis meses - a mais utilizada em Portugal nos empréstimos para comprar casa - caiu 0,006 pontos para -0,530%. Segunda-feira alcançara já um mínimo: -0,532%. "Quem tem capacidade vai continuar a contratar crédito à habitação e a comprar casa", aponta o economista.

Os primeiros meses do ano foram de forte procura para o crédito à habitação. O confinamento da população a partir de meados de março refreou a procura, que retomou a subida a partir do segundo semestre de 2020.

Segundo Nuno Rico, este aumento do crédito à habitação é também mais um sinal de que a crise provocada pela pandemia e pelas medidas adotadas para a combater não afetam todos por igual. "As famílias que não perderam rendimento na crise são as que estão a aproveitar para comprar casa. Mas já se vê à venda casas de famílias que entraram em insolvência", frisa.
"Esta desigualdade é visível também na descida do crédito ao consumo, já que são as famílias com menores rendimentos que mais recorrem a este tipo de solução - e agora não conseguem fazê-lo, a não ser em desespero." Para Nuno Rico, "esta crise é completamente desigual".

Os dados do crédito ao consumo apontam para uma descida do recurso a este tipo de endividamento pelas famílias em 2020 face ao ano anterior (ver tabela). O mesmo aconteceu com o crédito para outros fins, embora este tenha subido fortemente em novembro. "No global, o aumento do crédito à habitação compensou a quebra registada no crédito ao consumo e para outros fins", conclui Nuno Rico. Ao todo, os portugueses endividaram-se em mais 16,2 mil milhões de euros nos 11 meses de 2020.
(07.01.21/Fonte: Diário de Notícias)

2021: Previsões para o crescimento económico português entre os 1,7% e os 6,5%

As previsões para o crescimento da economia nacional em 2021 vão desde os 1,7% da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aos 6,5% do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de um 2020 marcado pela pandemia de covid-19.

Depois de um 2020 marcado pela pandemia, as previsões para o crescimento da economia portuguesa em 2021 vão desde uma previsão mais otimista de 1,7% da OCDE aos 6,5% do FMI. Pelo meio ficam outras estimativas.

Os números mais otimistas, do FMI, contrastam com os do Governo e da Comissão Europeia, que apontam de forma igual para um crescimento do PIB de 5,4%, ao passo que o Conselho das Finanças Públicas (CFP) espera uma recuperação de 4,8% em 2021.

O Banco de Portugal divulgou em 14 de dezembro a sua atualização de previsões, apontando para um crescimento económico de 3,9% em 2021, esperando ainda crescimentos de 4,5% e 2,4% em 2022 e 2023, respetivamente.

A previsão mais pessimista é a da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que aponta para um crescimento económico de apenas 1,7% no próximo ano.

Para 2020, o FMI aponta para uma queda de 10,0% da economia portuguesa, com a Comissão Europeia e o CFP a esperarem uma recessão de 9,3%, o Governo de 8,5%, a OCDE de 8,4% e o Banco de Portugal de 8,1%.

Nos números do Governo, patentes no relatório do Orçamento do Estado para 2021, o executivo aponta para "um contributo positivo, tanto da procura interna (4,1 p.p.), como da procura externa líquida (1,3 p.p.), por via de um maior dinamismo das componentes de consumo privado, investimento e consumo público, e de um crescimento das exportações mais intenso que o esperado para as importações".

"Assim, para 2021, prevê-se um aumento do consumo privado em 3,9%, após uma redução esperada de 7,1% em 2020", pode ler-se no documento, que também dá conta de "uma gradual melhoria no mercado de trabalho, levando a um ligeiro aumento no rendimento disponível das famílias e a uma redução da taxa de poupança", estimando ainda "um crescimento do consumo público de 2,4% em 2021 (-0,3% em 2020)".

Já o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, assinalou, na apresentação do Boletim Económico de dezembro, que o final do ano de 2020 prejudicará a recuperação económica em 2021.

"Nós não divulgamos projeções trimestrais, mas temos uma recuperação gradual claramente mais a partir do segundo trimestre, da economia, em 2021, sendo que o que aqui está subjacente é precisamente alguma manutenção de medidas de contenção no primeiro trimestre de 2021 e depois, então, um retomar da atividade económica com mais intensidade a partir e incluindo o segundo trimestre" de 2021, disse.

Face ao crescimento previsto para 2022 (4,5%), "a taxa de crescimento para 2021 está muito afetada pelo mau ponto de partida originado no quarto trimestre de 2020", disse Mário Centeno, considerando que "é um pouco enganadora para a dinâmica que, trimestre após trimestre, se irá consubstanciando em Portugal".

Relativamente ao crescimento da dívida pública, o Governo estima que atinja os 130,9% em 2021, depois de uma previsão de 134,8% para 2020.

"Prevê-se uma redução do rácio de -3,9 p.p. [pontos percentuais] para 130,9% do PIB. O principal contributo será dado pela retoma do crescimento nominal do PIB e, em segundo plano, pela redução dos depósitos das administrações públicas em cerca de 1,7 p.p. do PIB", pode ler-se no relatório do OE2021.

A previsão do Governo aproxima-se das do FMI (130,0%) e da Comissão Europeia (130,3%), ficando abaixo das previsões do CFP (134,5%) e OCDE (139,7%).

Desemprego pode aumentar mais em 2021
O Banco de Portugal projeta ainda que após uma subida de 6,5% para 7,2% em 2020, a taxa de desemprego deverá aumentar ainda mais em 2021, para 8,8%, descendo depois para 8,1% e 7,4%, respetivamente, em 2022 e 2023.

Para 2021, além da previsão do BdP, a OCDE aponta para uma taxa de desemprego de 9,5%, o CFP de 8,8%, o Governo de 8,2%, e o FMI e a Comissão Europeia de 7,7%.

Em 2021, o Governo espera ainda uma descida do défice dos 7,3% previstos para 2020 para 4,3%, ao passo que a Comissão Europeia aponta para um défice de 4,5%, o CFP de 3,2%, FMI de 2,7%, e a OCDE de 6,3%.

Para o próximo ano está ainda marcada a avaliação das medidas relativas ao Pacto de Estabilidade e Crescimento da Comissão Europeia, que estão atualmente suspensas, mas que poderão estar de volta em 2022, data em que o Governo já prevê ter o défice dentro dos limites pedidos por Bruxelas (3%).

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, já salientou que "é importante não cometer os mesmos erros que foram cometidos na anterior crise, em que se tentou voltar à consolidação orçamental cedo demais".

"No momento certo, e em 2021, dependendo da evolução da pandemia, temos de equacionar como é que vamos prever e ter as regras para 2022. Mas ainda é cedo demais para definir desde já quais é que serão as regras", disse, em dezembro, João Leão.
(29.12.20/Fonte: Expresso)

Filhos de emigrantes passam a poder ser registados e pedir nacionalidade online

Numa primeira fase, serviço de registo de nascimento online no estrangeiro irá abranger os filhos dos residentes em França e no Reino Unido, com menos de um ano de idade e com dois progenitores de nacionalidade portuguesa.

Os filhos de portugueses residentes no estrangeiro passam, a partir desta segunda-feira, a poder ser registados e pedir a nacionalidade online, numa nova medida de simplificação administrativa do Governo para as comunidades portuguesas apresentada em Lisboa.

O serviço de registo de nascimento online no estrangeiro irá abranger, numa primeira fase, os filhos dos residentes em França e no Reino Unido, com menos de um ano de idade e com dois progenitores de nacionalidade portuguesa, como explicaram durante a apresentação pública da medida as secretárias de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e da Justiça, Anabela Pedroso.

A medida deverá abranger mais de 1,2 milhões de portugueses com residência registada nestes dois países e terá "impacto direto" em sete consulados-gerais de Portugal: Londres, Manchester, Bordéus, Estrasburgo, Lyon, Marselha e Paris.

Na mesma ocasião do registo, será possível também pedir a nacionalidade, uma vez que os descendentes de nacionais nascidos no estrangeiro têm de manifestar vontade de ter nacionalidade portuguesa.

"A partir de hoje os cidadãos portugueses que vivem no Reino Unido e na França e que tenham filhos com menos de um ano podem fazer o registo de nascimento 'online' com pedido de nacionalidade sem terem de se deslocar aos consulados", disse a secretária de Estado das Comunidades.

Berta Nunes considerou que esta medida é "particularmente importante" nesta altura devido a "todos os problemas de mobilidade" causados pela pandemia de Covid-19, mas lembrou que, em circunstâncias normais, há "nas comunidades, cidadãos que vivem a muitos quilómetros dos consulados e têm de se deslocar, por vezes, até de avião".

O pedido online de registo de nascimento e de nacionalidade apenas pode ser feito mediante autenticação com Chave Móvel Digital ou com Cartão de Cidadão.

Esta medida vem juntar-se à possibilidade que já existe de os portugueses residentes no estrangeiro renovarem o Cartão de Cidadão online, alternativa que, segundo Berta Nunes, "ainda não está a ser utilizada no seu potencial".

"Temos de fazer uma grande campanha da Chave Móvel Digital e dos serviços a que as pessoas podem ter acesso" com ela, disse, adiantando que está igualmente em preparação a entrega do Cartão de Cidadão no domicílio.

A responsável sublinhou a importância destas medidas na redução de agendamentos e na retirada de pressão dos consulados, bem como os ganhos de comodidade para os utentes.

A secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, defendeu, por seu lado, que não faz sentido ter medidas em Portugal que não possam depois ser aplicadas às comunidades portuguesas.

De acordo com dados oficiais, entre 13 de abril e 13 de dezembro de 2020 deram entrada nos serviços de registo um total de 70.090 declarações de nascimento, das quais 22.196 foram submetidas online (31,7%).

A responsável assinalou a simplicidade de um processo que "em seis passos" permite registar um bebé e fazer o seu pedido de nacionalidade, que será posteriormente confirmado por email e o assento de nascimento enviado por correio.

Em 2019, foram registados nos postos consulares 77.240 menores portugueses nascidos no estrangeiro.

Destes, 41.486 na Europa, dos quais 24.176 na rede em França e no Reino Unido.

O registo de nascimento e o pedido de nacionalidade 'online' inserem-se no quadro do Novo Modelo de Gestão Consular do Governo, no âmbito do qual está em análise a curto e médio prazo a entrega de Cartão de Cidadão por via postal no estrangeiro, medida que o executivo estima concretizar no primeiro semestre de 2021.

O lançamento do serviço para registo de filhos de cidadãos portugueses no estrangeiro é uma iniciativa conjunta dos Negócios Estrangeiros e da Justiça, e prevê abranger progressivamente todas as comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.
(21.12.20/Fonte: TSF)

Mais de 160 hotéis à venda em Portugal devido à pandemia. Mais caro custa 36 milhões

Maior número de hotéis para venda encontra-se na região centro (53), seguido pelo norte (37) e Algarve (29). O mais caro encontra-se situado na Praia da Oura, em Albufeira, no distrito de Faro, por um valor de 36 milhões de euros.

A crise provocada pela pandemia da Covid-19 atingiu em força o sector da hotelaria, de tal forma que no mês de outubro existiam entre Portugal Continental e regiões autónomas, 166 hotéis para venda, de acordo com os dados revelados por um estudo do ‘Idealista’ esta terça-feira, 15 de dezembro.

Estes 166 hotéis representam um aumento de 4% face ao mês de março (160), altura em que foi declarado o estado de emergência. A região do país que concentra maior oferta é o centro (53), o equivalente a uma subida de 15% ao mês de março (46).

Segue-se a zona norte (37), o que representou uma descida de 21%, quando comparado com março (47) e o Algarve (29), num aumento de 16%, face aos 25 que se verificavam em março. Por sua vez, a cidade de Lisboa registou uma quebra de 19%, passando dos 21 hotéis de março, para 17 em outubro.

No entanto, foi a região autónoma da Madeira que viu a venda de hotéis subir em 100%, passando das cinco unidades de março, para dez em outubro. Já a região autónoma dos Açores verificou um aumento de 33%, tendo quatro hotéis para venda em outubro, face aos três de março.

Olhando aos preços das unidades hoteleiras, o mais caro encontra-se situado na Praia da Oura, em Albufeira, no distrito de Faro, por um valor de 36 milhões de euros. Também na zona de Albufeira, em Olhos de Água, está o segundo hotel mais caro deste ranking, por 20 milhões de euros. O top 3 fica encerrado com o hotel localizado na cidade de Lamego, no distrito de Viseu, que se encontra à venda por 14 milhões de euros.

Olhando para as principais cidades do país, em Lisboa a unidade hoteleira para venda acima dos 10 milhões de euros encontra-se localizada na Praça de Espanha, por 12,5 milhões de euros, enquanto no Porto, existe uma unidade de quatro estrelas em Vila Nova de Gaia que pode ser adquirida por 14 milhões de euros.
(15.12.20/Fonte: Jornal Económico)

Quase 60% portugueses fica com menos de 20% de rendimento após pagar contas

Portugal está em 22.º lugar na lista de 24 países europeus com "capacidade de pagar as contas".

Mais de metade (59%) dos portugueses fica com menos de 20% do rendimento após pagar as contas, na sequência da pandemia de Covid-19, segundo um estudo da Intrum, realizado entre agosto e e outubro, divulgado.

"Devido à pandemia Covid-19, 59% dos portugueses inquiridos afirma ficar com menos de 20% do seu rendimento após pagar as suas contas", um valor que é "superior à média europeia, de 41%", refere o estudo ECPR - European Consumer Payment Report 2020, realizado em plena pandemia, entre agosto e outubro, da Intrum.

O estudo tem "por objetivo a partilha de informação sobre a vida quotidiana dos consumidores europeus, os seus hábitos de despesa e a capacidade de gerir as suas finanças domésticas mensalmente", refere.

De acordo com o barómetro "bem-estar financeiro Intrum", na categoria "capacidade de pagar as contas", Portugal está em 22.º lugar na lista de 24 países europeus, "posicionando-se assim entre os três últimos países da classificação".

O relatório anual baseia-se num inquérito externo realizado simultaneamente em 24 países na Europa, num total de 24.198 consumidores.

"O estudo da Intrum revela ainda que os jovens adultos e os pais são os grupos etários que estão mais vulneráveis, encontrando-se sob grande pressão", de acordo com o estudo.

"Cerca de um terço dos europeus afirma que o seu rendimento diminuiu como resultado da Covid-19 e 25% admite que possa vir a diminuir em breve", sendo que, "em Portugal, 49% dos homens dizem que o seu rendimento diminuiu na sequência da pandemia, um valor substancialmente superior à média europeia, que é de 36%".

Das medidas analisadas para responder à situação, em Portugal a mais mencionada pelos inquiridos foi o corte de gastos em bens não essenciais (62%), ligeiramente acima da média, que é 57%.

"A preocupação com o futuro e o aumento do stress e ansiedade atinge cada vez mais os portugueses", adianta o estudo, que salienta que "as faixas etárias dos 22 aos 37 anos (61%) e dos 45 aos 54 anos (63%) afirmam estar, neste momento, mais preocupadas com o seu bem-estar financeiro do que em qualquer outro momento da sua vida".

"A crise Covid-19 terá um impacto duradouro na capacidade de os consumidores europeus gerirem as suas finanças domésticas e a convulsão económica de 2020 está a pesar fortemente na mente dos consumidores", sendo que "muitos estão preocupados com o aumento das contas e com a impossibilidade de cumprirem com as suas obrigações financeiras, o que afeta o seu bem-estar", refere o diretor-geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra, citado em comunicado.

"Ao mesmo tempo, os consumidores adaptam os seus estilos de vida às restrições impostas pelo confinamento e priorizam os diferentes tipos de contas", acrescenta, salientando que, "em 2020 e neste momento, estão a dar prioridade a uma série mais vasta de contas do que em 2019, com especial incidência nos serviços que são bens essenciais", conclui.
(07.12.20/Fonte: TSF)

Consumo e exportações de bens impulsionam recuperação da economia portuguesa no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto cresceu 13,3% no terceiro trimestre por comparação com os três meses anteriores, em que a economia portuguesa tinha sofrido um trambolhão inédito. Ainda assim, na comparação homóloga, sofreu uma quebra de 5,7%. As exportações de bens e o consumo impulsionaram a recuperação, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta segunda-feira a forte recuperação da economia portuguesa no terceiro trimestre, depois do trambolhão inédito nos três meses anteriores. Uma evolução impulsionada, em particular, pela evolução do consumo privado e pelas exportações de bens.

Assim, quando comparado com o 2º trimestre, o PIB aumentou 13,3% em termos reais, entre julho e setembro, depois de ter diminuído 13,9% no trimestre precedente (também face aos três meses anteriores).

O INE indica que este resultado é "explicado, sobretudo, pelo comportamento da procura interna, que registou um contributo positivo de 10,7 pontos percentuais para a variação em cadeia do PIB, quase simétrico do observado no 2º trimestre (-10,9 p.p.)".

Quanto ao contributo da procura externa líquida (exportações líquidas de importações) "também passou a positivo (2,6 p.p.), depois de ter sido muito negativo (-3,0 p.p.) no trimestre precedente, verificando-se um crescimento acentuado das Exportações de Bens e Serviços", indica o INE.

A autoridade estatística concretiza que as exportações totais, em volume, registaram uma subida em cadeia de 38,9% (taxa de -37% no trimestre anterior) tendo as importações totais subido 26,5% (taxa de -29,2% no 2º trimestre).

Já em termos homólogos, isto é, na comparação com o mesmo período de 2019, o PIB ainda ficou no vermelho no terceiro trimestre, com uma diminuição de 5,7%, após a contração de 16,4% sofrida no segundo trimestre (também em termos homólogos).

O INE indica que esta evolução "deveu-se em grande medida ao comportamento da procura interna que registou um contributo significativamente menos negativo que no trimestre precedente (passando de -11,8 p.p. no 2º trimestre para -4 p.p.)".

Tudo por causa da "recuperação expressiva do consumo privado e, em menor grau, do investimento e do consumo público", frisa o INE.

O INE concretiza que o consumo privado (Despesas de Consumo Final das Famílias Residentes e das Instituições Sem Fim Lucrativo ao Serviço das Famílias) registou uma variação homóloga de -4,3% em termos reais (-14,4% no trimestre precedente). Já o Investimento diminuiu 8,2% (taxa de -10,1% no 2º trimestre), devido ao contributo negativo da Variação de Existências, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, o indicador-chave para analisar o investimento) apresentou uma variação ligeiramente positiva.

Quanto à frente externa, também houve uma recuperação. "O contributo da procura externa líquida no 3º trimestre foi menos negativo que o registado no trimestre precedente (passando de -4,6 p.p. para -1,6 p.p.), verificando-se uma recuperação mais significativa das Exportações de Bens e Serviços (passando de uma taxa de -39,4% para -15,2%) que a observada nas Importações de Bens e Serviços (de -29,2% para -11,4%)", aponta o INE.

Uma recuperação das exportações que que deveu sobretudo à evolução da componente de bens, indica o INE, já que as exportações de serviços continuam muito penalizadas pelo sector do turismo, que continua muito condicionado pela pandemia de covid-19.
(30.11.20/Fonte: Expresso)

OCDE diz que despesa social pública em Portugal foi de 22,7% do PIB em 2019, acima da média

A despesa social pública em 2019 era de 22,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal, superior à média verificada no conjunto da OCDE (19,9%), indica um estudo da organização.

Segundo o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), França, com 32% do PIB, lidera a despesa pública em áreas como pensões, cuidados de saúde e subsídios de desemprego, enquanto Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Noruega e Suécia dedicam mais de um quarto do PIB ao apoio social público.

"Depois de contabilizar a despesa social privada e o impacto do sistema fiscal, os Estados Unidos são o segundo maior gastador, com pouco menos de 30% do PIB", refere o estudo.

Em contrapartida, a despesa social pública em países como o Chile, Colômbia, Costa Rica, Irlanda, Coreia, México e Turquia representam menos de 15% do PIB.

No estudo, a OCDE sublinha que a pandemia da covid-19 deverá conduzir a um aumento acentuado das despesas sociais nos próximos anos, mas que estes dados só estarão disponíveis até à próxima atualização da base de dados da organização sobre Despesas Sociais, prevista para 2022.

MO estudo indica ainda que em média na OCDE, em 2019, a despesa com pensões é a maior rubrica da despesa social pública (7,8% do PIB), seguida da despesa pública com a saúde (5,6% do PIB).

Esta mesma relação ocorre em Portugal em 2019, que gastou 12,7% do PIB em pensões e 5,7% do PIB em saúde, além de 3,3% em apoios diretos à população trabalhadora e 5% em serviços sociais.

Com mais de 15% do PIB, a despesa pública com pensões é mais elevada em Itália e na Grécia e mais baixa no Chile, Coreia e México, com cerca de 3% do PIB.

Em França e na Alemanha a despesa pública com a saúde é superior a 8% do PIB, enquanto é mais baixa nos Países Baixos (2,6% do PIB), onde as seguradoras privadas desempenham um papel importante no fornecimento de cobertura de cuidados de saúde obrigatórios.
(26.11.20/Fonte: Dinheiro Vivo)

Quase metade dos portugueses perderam rendimento com a covid

Portugueses estão preocupados com o evoluir da pandemia e com estragos que dela advêm. Cerca de metade acredita no impacto da covid-19 nos seus rendimentos individuais e 83% admitem que a UE não tem meios para uma melhor performance nesta crise.

Quase metade da população portuguesa (45%) afirma que a covid-19 já teve impacto no seu rendimento individual, uma percentagem seis pontos percentuais superior à média da União Europeia (UE). Apesar de ainda não terem sentido o impacto da pandemia nos seus rendimentos, 31% dos portugueses creem que o vírus irá impactar de forma negativa nas suas finanças individuais, segundo dados que constam de um estudo feito pelo Parlamento Europeu (PE) sobre o impacto da crise na UE.

Os jovens e as famílias com crianças surgem como os mais atingidos por esta crise sem precedentes. Assim, 64% dos europeus entre os 16 e os 34 anos sentiram já algum tipo de dificuldade financeira e 27% dos inquiridos com crianças utilizaram as suas poupanças mais cedo do que o previsto.

Devido aos estragos causados pela covid-19, metade dos europeus manifestam alguma “incerteza” quanto ao seu estado emocional. Contudo, é de salientar que neste terceiro estudo do PE, mais europeus demonstram confiar na UE. Os portugueses têm, com o desenrolar da pandemia, melhorado a sua perceção quanto ao projeto europeu, depositando agora mais confiança nas medidas comunitárias para a segunda vaga.

No entanto, verifica-se, em simultâneo, um crescimento relevante do número de cidadãos europeus receosos quanto ao futuro.

Por outro lado, dois terços dos inquiridos (66%) consideram que a União deve ter mais valências e meios para lidar com a crise pandémica, uma percentagem inferior à dos portugueses (83%), sendo que 67% admitem que Bruxelas não dispõe de meios para melhorar o respetivo desempenho.

Mais de três quartos (77%) dos inquiridos disseram ainda concordar com o mecanismo aprovado esta semana e que condiciona o acesso a fundos europeus ao respeito pelas regras democráticas do Estado de direito. Isto numa altura em que persiste o bloqueio imposto pela Hungria e pela Polónia à bazuca europeia de 1,8 biliões de euros (que consiste no próximo orçamento de longo prazo da UE e no fundo de recuperação para reagir aos efeitos da covid) por se oporem a tal mecanismo.

Quanto ao destino dos fundos da União Europeia, para mais de metade dos europeus (54%) é unânime que a saúde pública seja a prioridade principal da despesa.
(19.11.20/Fonte: Jornal de Negócios)

Sector agro-alimentar foi o único que viu exportações aumentarem até Setembro

Setembro terminou com um défice da balança comercial 643 milhões de euros menor do que 12 meses antes. Exportações de alimentos e bebidas foram as únicas que registaram crescimento na maioria dos primeiros nove meses do ano.

O défice da balança comercial de bens diminuiu 643 milhões de euros em Setembro de 2020 face ao mês homólogo de 2019, atingindo 1088 milhões de euros, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística. O agrupamento de bens alimentares foi “a única grande categoria económica que registou, no período de Janeiro a Setembro de 2020, acréscimos face ao período homólogo, ao contrário da redução generalizada das exportações”.

Se se excluir a categoria de “Combustíveis e lubrificantes”, “a balança comercial atingiu um saldo negativo de 785 milhões de euros, correspondente a uma diminuição do défice de 353 milhões de euros em relação a Setembro de 2019”.

Analisando somente o mês de Setembro, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de -0,4% e -9,9%, respectivamente, ainda assim abrandado o ritmo de queda de Agosto, em que foram de -1,9%e -10,4%, pela mesma ordem.

OO INE dá destaque aos “decréscimos nas importações de ‘Combustíveis e lubrificantes’ (-39,4%) e de ‘Material de transporte’ (-19,9%), principalmente ‘Outro material de transporte’ (maioritariamente aviões)”. A aviação está a ser um dos principais sectores afectados pela pandemia, e o ano de 2020, atípico, compara com um ano de 2019 em que a TAP estava a reforçar a sua frota de aeronaves.

No que respeita às variações face ao mês anterior, em Setembro de 2020 as exportações e as importações aumentaram respectivamente 32,6% e 24,1% (-25,4% e -15,9%, pela mesma ordem, em Agosto de 2020). No terceiro trimestre de 2020, as exportações e as importações diminuíram respectivamente 3,3% e 13,8%, face a igual período de 2019 (-6,7% e -18,1%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em Agosto de 2020).

Alimentar vende mais para fora
“No período acumulado de Janeiro a Setembro”, sublinha o instituto estatístico nacional, “verificaram-se decréscimos em todas as grandes categorias, em ambos os fluxos, excepto nas exportações de ‘Produtos alimentares e bebidas’, que aumentaram 92 milhões de euros”.

O aumento acima de 90 milhões “verificou-se sobretudo na subcategoria ‘Produtos transformados destinados principalmente ao consumo dos particulares’”, com mais 68 milhões de euros.

O INE reforça o desempenho: “Em termos de taxas de variação homóloga, as exportações de ‘Produtos alimentares e bebidas’ têm evoluído de forma mais favorável que as exportações globais, apresentando uma variação positiva na maioria dos meses do ano, atingindo mais 5,2% em Setembro”.

Nos nove primeiros meses do ano, o comportamento não foi regular. “Verificou-se um decréscimo significativo das exportações e importações face ao período homólogo, reflectindo o contexto da pandemia covid-19”, resume o INE. Mas “após os meses de maior impacto – Abril e Maio, verificou-se uma lenta recuperação, mais acentuada nas exportações”.

Em termos acumulados, entre Janeiro e Setembro, “cinco capítulos [de classificação] foram responsáveis por um aumento de 193 milhões de euros” das exportações nacionais.

As “Frutas, cascas de citrinos e de melões” foram o capítulo com maior aumento (mais 68 milhões de euros), seguindo-se as “Gorduras e óleos, animais ou vegetais, ceras” (mais 50 milhões de euros), os “Açúcares e produtos de confeitaria” (mais 29 milhões de euros), as “Preparações de carnes, peixes, crustáceos e moluscos” (mais 24 milhões de euros) e as “Carnes e miudezas comestíveis” (mais 23 milhões de euros).

Em sentido contrário, houve um decréscimo de 156 milhões de euros nas exportações de “Peixes, crustáceos e moluscos”, acrescenta o INE.
(09.11.20/Fonte: Público)

Exportações cresceram em agosto, mas a retoma já está a travar a fundo

Com os confinamentos parciais a serem decretados um pouco por toda a Europa, clientes estão já a pedir para serem adiadas as entregas de encomendas. Indústria de vestuário é a mais afetada.

As exportações de têxteis e vestuário regressaram a terreno positivo no mês de agosto, com um aumento de 0,2% para 355,3 milhões de euros, embora, no acumulado do ano, estejam 13,5% abaixo do período homólogo. E embora se espere que os dados de setembro sejam, ainda, igualmente positivos, nas fábricas os efeitos da retração dos consumidores já se começam a fazer sentir, com os clientes a procurarem atrasar a entrega das encomendas já colocadas. "Estamos a começar a viver um filme parecido com o de março e abril. Mesmo sem um confinamento global, há medidas parciais em vários países e tudo o que seja fechar as economias tem consequências imediatas nos circuitos produtivos", diz o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal.

O segmento do vestuário, em especial de adulto, é o mais afetado. "As únicas peças que estão a vender bem é a roupa de conforto, as sweat-shirts e os chamados fatos de treino. Há uma procura enorme de produtos de tricotagem para esse tipo de peças", explica Mário Jorge Machado. Os adiamentos de encomendas são transversais a todos os países e marcas. "A instabilidade é enorme e não dá segurança a quem tem que tomar decisões. As encomendas entradas em setembro ultrapassaram uma série de recordes, mas na última semana de outubro já se sente uma diminuição significativa de encomendas. Está tudo a travar a fundo, vamos ter umas semanas difíceis pela frente", afirma.

O setor reuniu, esta semana, com o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, ao qual fez chegar as suas preocupações. "A indústria têxtil e do vestuário tem que ser olhada com uma atenção especial, para não colapsar", diz César Araújo, presidente da ANIVEC, a associação do vestuário, sublinhando que, "a seguir ao turismo, este é o setor que mais sofre. Ninguém compra roupa!". A simplificação do apoio extraordinário à retoma progressiva, que substituiu o lay-off simplificado, e o seu prolongamento até junho do próximo ano, é uma das medidas pedidas, bem como a sua associação a um programa de formação profissional e à isenção do pagamento das contribuições à Segurança Social. As empresas pedem, ainda, soluções ao nível dos seguros de crédito e formas de acelerar a digitalização e o uso de tecnologias 3D nas empresas, de modo a estarem mais preparadas para abordarem os mercados à distância.

"O lay-off simplificado não devia ter terminado. O Governo entusiasmou-se e acabou a transmitir uma mensagem aos agentes que não corresponde à realidade. A retoma nunca existiu e hoje a situação económico-financeira das empresas está, ainda, mais degradada", defende César Araújo.

Absentismo preocupa no calçado
No calçado, que teve "seguramente, o pior primeiro semestre dos últimos 30 ou 40 anos", a partir de junho começaram a chegar sinais de "alguma retoma". O que levou mesmo a que muitas fábricas nem fechassem em agosto, remetendo as férias dos trabalhadores para mais tarde, de modo a dar resposta às solicitações dos clientes. Não admira por isso que as exportações de calçado tenham regressado a terreno positivo em agosto, com um crescimento homólogo de 1,89% para 168 milhões de euros, graças, sobretudo, aos mercados extracomunitários que cresceram quase 25%.

Por aqui, ainda não há sinais de alarme ao nível dos cancelamentos ou adiamentos, há receios, sim, da falta de capacidade para responder às encomendas em tempo útil. É que mais de metade das empresas têm já trabalho até janeiro e fevereiro do próximo ano, segundo o último inquérito da associação do calçado, a APICCAPS, aos seus associados, mas a taxa de absentismo nas empresas ronda hoje os 25%, o que equivale a dizer que, diariamente, há 10 mil pessoas em falta nas fábricas de calçado portuguesas. Maioritariamente, trata-se de faltas relacionadas com a assistência à família.

"São números esmagadores e que trazem uma preocupação adicional, para um setor conhecido internacionalmente pela sua capacidade de resposta rápida e produção de pequenas séries, mas, também, pelo seu nível de compromisso e de entrega dentro dos prazos", diz Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da APICCAPS.

Os seguros de crédito é outra das grandes preocupações. "Sendo um setor altamente exportador, os seguros de crédito são absolutamente decisivos e os instrumentos atuais têm-se mostrado insuficientes relativamente às necessidades da indústria", frisa, ainda, Paulo Gonçalves.
Campeã das exportações está a contratar

Na metalurgia e metalomecânica, a campeã das exportações da indústria, agosto foi, também, mês de crescimento, com um aumento de 4% em termos homólogos. Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP, reconhece que este é, habitualmente, um mês "fraco" ao nível do comércio internacional, já que coincide com o período de férias, mas nem por isso desvaloriza o ganho obtido. E acredita que setembro trará novo crescimento.

E se no acumulado do ano, as exportações totais do Metal Portugal estão, ainda, em terreno negativo, tal deve-se às dificuldades dos mercados europeus, sendo que Espanha e Alemanha são os principais destinos das vendas da metalurgia e metalomecânica nacional. Nos mercados extracomunitários, as exportações, no acumulado do ano, estão a crescer 13,8%. E as perspetivas para o fim do ano são animadoras. O inquérito realizado às empresas mostra que 45% prevê manter ou aumentar as exportações este ano e que 47% aponta, também, no mesmo sentido em termos de volume de negócios. Números que são, ainda, mais expressivos quando o horizonte temporal é março de 2021.

A atestar a resiliência da metalurgia e metalomecânica está o facto de o setor, que conta com 15 mil empresas registadas, das quais duas mil pequenas, médias e grandes empresas, e que dão emprego a mais de 240 mil pessoas, não ter perdido postos de trabalho. "Vamos até fechar o ano com um ligeiro aumento", diz Rafael Campos Pereira, sublinhando que a AIMMAP "não perdeu um único sócio", o que prova que não houve encerramentos entre os associados.
(02.11.20/Fonte: Dinheiro Vivo)

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