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-"Associação Os Lusitanos de Mutzig" : Associação cultural portuguesa sedeada em Mutzig com aulas de português

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-"FAPB - Federação das Associações Portuguesas na Bélgica"

-"FEPB - Federação dos Empresários Portugueses na Bélgica"

-SER - Syndicat des énergies renouvelables

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-"Les Amis Portugais de Noisy le Sec"

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-"Portugal Business Club Touraine" : Associação de empresários lusófonos em Tours.

-"Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Lyon.

-"Portugal Business Club Bordeaux" : Associação de empresários lusófonos em Bordeús.

-"ASCIPDA - Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri". Associação sem fins lucrativos, constituída em 2007. Além de agregar a Comunidade italiana, tem como principais objetivos: a divulgação da língua e cultura italiana, a promoção e o fortalecimento das relações entre os sócios, simpatizantes e admiradores de Itália.

-Câmara de Comércio Luso-Britânica

-"A.F.N.P. - Associação dos Franceses do Norte de Portugal"

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-"ACV - Associação Caboverdeana Lisboa"

-"ASIBA - Associação de Imigrantes Brasileiros dos Açores". Organização sem fins lucrativos, um grupo de amigos que se unem para criar pontes entre dois povos.

-CCILB - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira

-CCIPA - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha

-"DPG – Associação Luso-Alemã" : Associação registada, promove o diálogo amigável entre alemães e portugueses num espaço europeu plural.

-"Lusitânia APE" : associação fundada em 1972 por um grupo de portugueses residentes na Suécia que tem como objetivo a dinamização do convívio entre os elementos da comunidade Portuguesa em Estocolmo e arredores.

-"União dos Portugueses em Gotemburgo (UPG)" : Associacão de portugueses que vivem em Gotemburgo, Suécia.

-"Movimento Cívico Português do Reino Unido" : associação cívica, com o principal objectivo de apoiar os portugueses que residem no Reino Unido.

-"PARSUK – Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom" : é uma associação independente, sem fins lucrativos ou afiliação política

-"Mobinov" : Associação do Cluster Automóvel

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-ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas

-ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins

-ANIET - Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora

-ANIPC – Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão

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ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

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Portugal : Excedente externo de 7200 milhões de euros em 2023

O excedente externo de 2023 correspondeu a 2,7% do Produto Interno Bruto e, segundo o Banco de Portugal, é o "terceiro mais elevado da série e o mais elevado desde 2013".

A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 7.200 milhões de euros em 2023, depois do défice de 2022, tendo as exportações de viagens e turismo batido recordes, disse esta terça-feira o Banco de Portugal (BdP).

O excedente externo de 2023 correspondeu a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e, segundo o BdP, é o "terceiro mais elevado da série e o mais elevado desde 2013".

Em 2022, a economia portuguesa teve um défice externo de quase 500 milhões de euros, correspondendo a 0,2% do PIB.

A balança de bens e serviços teve, em 2023, um saldo positivo de 3.300 milhões de euros (1,2% do PIB), com o excedente da balança de serviços a superar o défice registado na balança de bens. Em 2022, a balança de bens e serviços tinha tido um défice de 4.700 milhões de euros (1,9% do PIB).

O défice da balança de bens diminuiu 1.700 milhões de euros relativamente a 2022, com as importações a caírem a um ritmo superior ao das exportações (-3,0% e -1,8%, respetivamente), o que, diz o BdP, "resultou, em parte, da evolução dos preços verificada em 2023".

Já na balança de serviços o aumento das exportações foi superior ao aumento das importações, tendo o excedente da balança de serviços crescido 6.300 mil milhões de euros.

O BdP indica que tanto o saldo como as exportações e as importações de serviços "se situaram acima dos valores pré-pandemia, tendo sido os mais elevados de toda a série".

As exportações e as importações de viagens e turismo atingiram mesmo em 2023 "os valores mais elevados de toda a série", tendo aumentado, respetivamente, 19% e 14% face a 2022.

As exportações de viagens e turismo foram de 25,1 mil milhões de euros e as importações de viagens e turismo de 6,3 mil milhões de euros, no ano passado. O saldo da rubrica de viagens e turismo cresceu 3.200 milhões de euros em 2023 face a 2022.

Os turistas residentes no Reino Unido, em França e na Alemanha foram os que contribuíram com as maiores receitas turísticas de Portugal em 2023.

Por fim, a balança de rendimento primário aumentou o défice para 4.830 milhões de euros, a balança de rendimento secundário diminuiu o excedente para 5.201 milhões de euros e o saldo da balança financeira foi de 8.000 milhões de euros.(02.02.24/Fonte: Diário de Notícias)

Ocupação na hotelaria sobe para 68% e preço médio para 141 euros em 2023

Portugal, Reino Unido e Estados Unidos da América foram os principais mercados.

A taxa de ocupação na hotelaria subiu para 68% em 2023, mais sete pontos percentuais do que em 2022, e o preço médio por quarto aumentou para 141 euros, segundo dados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), divulgados esta sexta-feira.

De acordo com o inquérito da AHP aos associados, em termos de taxa de ocupação, os Açores ficaram “bastante aquém da taxa registada em 2022”, com 64% (menos cinco pontos percentuais”, enquanto a Madeira teve uma subida “muito expressiva” para 81%, avançou a vice-presidente da associação, Cristina Siza Vieira, em conferência ‘online’.

Já as regiões Centro (58%), Norte (60%) e Lisboa (75%) também cresceram em termos de ocupação hoteleira, e o Algarve (61%) manteve o mesmo valor, ficando ainda abaixo dos níveis de 2019, antes da pandemia de covid-19.

Relativamente ao preço médio por quarto, registaram-se subidas em todas as regiões, tendo a média nacional sido fixada em 141 euros.

Já quanto aos principais mercados, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos da América foram apontados pela maior parte dos inquiridos como fazendo parte dos três primeiros lugares, com destaque para o aumento de norte-americanos.

A AHP dedicou uma parte do inquérito às épocas do Natal e Passagem de Ano e concluiu que, a nível nacional, a taxa de ocupação no Natal subiu um ponto percentual para 51% e no ‘Reveillon’ subiu de 61% para 70%, com o preço médio por quarto no Natal a subir para 124 euros e no fim do ano para 173 euros.

Em termos de mercados, naquelas duas épocas festivas destacaram-se o português, Estados Unidos e Reino Unido.

A região dos Açores, embora tenha registado aumentos nos preços naquelas épocas, “afundou a pique” relativamente à taxa de ocupação, o que Cristina Siza Vieira justificou com a decisão da Ryanair de diminuir de 14 para dois voos semanais, naquela geografia, no inverno.

A maioria dos inquiridos disse ainda esperar que o ano de 2024 seja igual ou melhor do que o ano passado, em termos de taxa de ocupação e de receitas, mas apontaram também desafios, como a instabilidade geopolítica, o aumento das taxas de juro e a redução do número de voos.

Quanto à falta de capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, apontada em quarto lugar no que diz respeito aos desafios para este ano, o presidente da AHP, Bernardo Trindade, realçou que, “só em 2023, o aeroporto de Lisboa recusou o equivalente a 1.300.000 lugares de avião, por incapacidade de resposta da infraestrutura”.(20.02.24/Fonte: Dinheiro Vivo)

Economia portuguesa cresceu 2,3% em 2023, mais do que previa o Governo

No conjunto do ano 2023, o PIB registou um crescimento de 2,3% em volume, acima da previsão do Governo, que apontava para um crescimento de 2,2%.

O produto interno bruto (PIB) cresceu 2,3% em 2023, após um aumento de 6,8% em 2022, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este número fica acima da previsão do Governo, que apontava para um crescimento de 2,2%.

"No conjunto do ano 2023, o PIB registou um crescimento de 2,3% em volume, após o aumento de 6,8% em 2022, o mais elevado desde 1987. A procura interna apresentou um contributo positivo para a variação anual do PIB, embora inferior ao observado no ano anterior, verificando-se uma desaceleração do consumo privado e do investimento", explica o INE.

Os economistas consultados pela Lusa esperavam um crescimento próximo da taxa de 2,2% prevista pelo Governo.

Na proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), o Ministério das Finanças prevê um crescimento da economia portuguesa de 2,2% em 2023, em linha com o previsto pelo Conselho das Finanças Públicas, pela Comissão Europeia e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma taxa de 2,3% e o Banco de Portugal (BdP) de 2,1%.

Economia evita recessão na reta final de 2023
Olhando só para o quarto trimestre de 2023, o PIB, em termos reais, registou uma variação homóloga de 2,2%, após ter aumentado 1,9% no trimestre precedente e evitando assim entrar em recessão.

"O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB manteve-se elevado no 4.º trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado e uma desaceleração do investimento. O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB passou a positivo, tendo as exportações de bens e serviços em volume apresentado um crescimento mais intenso que as importações", nota o INE.

Comparando com o 3.º trimestre de 2023, o PIB aumentou 0,8% em volume (diminuição em cadeia de 0,2% no trimestre anterior), adianta ainda o INE.

"O contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB aumentou no 4º trimestre, refletindo o comportamento do consumo privado, enquanto o contributo da procura externa líquida foi menos negativo", pode ler-se.(31.01.24/Fonte: Notícias ao Minuto)

Remessas de emigrantes sobem 2,7% em novembro para 324,6 milhões de euros - BdP

As remessas dos emigrantes subiram 2,7% em novembro face ao período homólogo de 2022, para 324,6 milhões de euros, enquanto as verbas enviadas pelos imigrantes aumentaram 0,8%, para 48,2 milhões de euros, segundo o Banco de Portugal.

As remessas dos emigrantes subiram 2,7% em novembro face ao período homólogo de 2022, para 324,6 milhões de euros, enquanto as verbas enviadas pelos imigrantes aumentaram 0,8%, para 48,2 milhões de euros, segundo o Banco de Portugal.

De acordo com os dados disponibilizados esta segunda-feira na página do regulador financeiro nacional, os emigrantes enviaram 324,6 milhões de euros em novembro de 2023, o que representa uma subida de 2,7% face aos 316,2 milhões de euros enviados em novembro de 2022.

Em sentido inverso, os estrangeiros a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países de origem 48,2 milhões de euros em novembro do ano passado, o que representa uma subida de 0,8% face aos 47,85 milhões de euros enviados em novembro de 2022.

Já as remessas provenientes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) caíram 12,8%, passando de 31,71 milhões de euros, em novembro de 2022, para 27,66 milhões de euros em novembro do ano passado.

Para esta quebra muito contribuiu a forte descida de 14% das remessas provenientes dos emigrantes em Angola, de 31,1 milhões de euros em novembro de 2022, para 26,75 milhões de euros em novembro do ano passado.

Olhando para o total dos 11 meses de 2023, constata-se que os 3.644,27 milhões de euros enviados pelos emigrantes estão 2,5% acima dos 3.555,52 milhões de euros enviados de janeiro a novembro de 2022, o que significa que é muito provável que as remessas, para o conjunto do ano passado, batam o recorde de 3.892,26 alcançado no ano anterior.(22.01.24/Fonte: Diário de Notícias)

Projeto Balcão Único do Prédio já identificou 2 milhões de propriedades

Número apurado no final de 2023 duplicou face ao total em 2022, permitindo atingir o marco de cerca de 30% de área de matrizes georreferenciadas.

O projeto do Balcão Único do Prédio (BUPi) já identificou dois milhões de propriedades, adiantou neste sábado à agência Lusa a coordenadora deste programa, sublinhando que para este resultado contribuíram mais de 300 mil proprietários.

Em declarações à Lusa, Carla Mendonça, coordenadora do projeto BUPi, referiu que o número de propriedades identificadas no final de 2023 duplicou face ao total atingido em 2022, permitindo atingir o marco de cerca de 30% de área de matrizes georreferenciadas.

"O BUPi já serviu nesta identificação de propriedade mais de 300 mil cidadãos e 60% foi no ano de 2023. Portanto, aqui o ano de 2023 com números que nos demonstram que o projeto é um sucesso e que os cidadãos têm interesse em fazer esta identificação", sublinhou.

Até ao final de 2023, o BUPi, com o apoio de 960 técnicos especializados, tinha ajudado a identificar dois milhões de propriedades, o que representa, segundo explicou Carla Mendonça, um milhão de hectares, o equivalente a "um milhão de campos de futebol".

Estes números permitem que o projeto tenha conseguido atingir o objetivo de conhecer 90% da área dos municípios sem cadastro.

Em termos absolutos, com 235 mil propriedades identificadas, destacam-se os municípios de Bragança, Proença-a-Nova (distrito de Castelo Branco), Viseu, Pombal (Leiria) e Miranda do Douro (Bragança).

Já que no que diz respeito aos municípios com maior percentagem de área georreferenciada face ao total da dimensão do concelho, destacam-se as autarquias de Alfandega da Fé (60%), no distrito de Bragança, Castanheira de Pera (59,7%), no distrito de Leiria, Manteigas (59,1%), distrito da Guarda, Mira (51,8%), no distrito de Coimbra, e Amares (50,6%), distrito de Braga.

"Não podemos olhar só para a questão em termos absolutos. Temos também a dimensão relativa, ou seja, o esforço que cada município tem de fazer em relação àquilo que já foi feito. Há municípios que têm muito mais propriedade para identificar do que outros", apontou Carla Mendonça, ressalvando que 92% da propriedade rústica pertence a privados.

Em termos futuros, a coordenadora do BUPi indicou que para 2024 existe o objetivo de conseguir atingir os 50% de área georreferenciada e de arrancar com o projeto denominado "Número Único de Identificação do Prédio".

"É um número que vai permitir a identificação da propriedade agregada num único documento. No fundo, um processo que se assemelha aquilo que foi conseguido com o Cartão do Cidadão", exemplificou.

Também durante este ano, em 26 fevereiro, a coordenação do BUPi pretende abrir balcões no Arquipélago da Madeira.

"Há cinco municípios na Região Autónoma da Madeira que não têm cadastro e que já assinaram connosco o acordo de adesão. Já temos acertado com os municípios que a partir de 26 de fevereiro os cinco balcões, onde não existe cadastro, vão aderir", apontou.

Carla Mendonça referiu que a mesma intenção se irá aplicar na Região Autónoma dos Açores, mas só após as eleições antecipadas de 04 de fevereiro.

"Nos Açores, há 14 municípios que também não têm cadastro. Também estamos a tratar disso com os Açores, mas como sabe está num processo de eleições. Tivemos de parar o trabalho nos Açores", justificou.

Em agosto do ano passado, o Governo aprovou dois diplomas que permitem alargar o período de gratuitidade da identificação e registo de propriedades rústicas e promover uma "conciliação administrativa" em caso de litígio dos proprietários.

A gratuitidade dos procedimentos de identificação e de registo vigora até ao final do ano de 2025.

Criado em 2017, enquanto projeto-piloto em 10 municípios, o BUPi tem alavancado a sua presença nos municípios sem cadastro predial desde o início de 2021, altura em que se deu início à expansão do projeto.

Atualmente, o BUPi está disponível em 144 municípios aderentes, com uma cobertura de cerca de 38 mil km2, onde residem mais de 4,3 milhões de habitantes, abrangendo cerca de 8,4 milhões de matrizes rústicas.

O BUPi é um projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), integrado na área governativa da Justiça, em articulação com o Ambiente e Ação Climática e com a Coesão Territorial.(20.01.24/Fonte: Dinheiro Vivo)

25 000 M€ de receitas. 2023 foi "o melhor da história" para o turismo

Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo, destacou ainda o crescimento em todas as regiões do país, ao longo de todo o ano. "Estamos a falar de uma alteração estrutural no nosso turismo", realçou.

"Foi de facto um ano muito positivo para o turismo do país, e também para Portugal no seu todo, um ano recorde no turismo, o melhor ano da história de sempre do turismo em Portugal", avançou o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, numa sessão pública do Turismo de Portugal, em Lisboa.

O governante destacou os recordes alcançados nos vários indicadores de procura turística em 2023, com mais de 30 milhões de hóspedes, um crescimento de cerca de 10% face a 2019, que tinha sido o melhor ano turístico, e ainda 77 milhões de dormidas e receitas na ordem dos 25.000 milhões de euros, um crescimento de 37% face a 2019 e de 18,5% face a 2022.

Nuno Fazenda destacou ainda o crescimento em todas as regiões do país, ao longo de todo o ano. "Estamos a falar de uma alteração estrutural no nosso turismo", realçou.

O secretário de Estado disse acreditar que o turismo cresça "ainda mais em 2024", apontando a confiança nas empresas e nos trabalhadores do setor, bem como nas políticas públicas para o turismo.

Secretário de Estado: "Temos de assegurar sempre" equilíbrio entre turismo e residentes

O secretário de Estado do Turismo realçou esta quarta-feira a necessidade de assegurar o equilíbrio entre o desenvolvimento do setor e os residentes e defendeu que só os destinos sustentáveis e que mantenham autenticidade é que vão liderar no futuro.

"Temos de assegurar sempre um equilíbrio entre o desenvolvimento do turismo e aquilo que é o ADN do turismo, que são os residentes", defendeu o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, em declarações aos jornalistas à margem da apresentação da Campanha de Ano Novo do Turismo de Portugal, centrada na sustentabilidade.

Questionado sobre o contributo do Alojamento Local (AL) para aqueles resultados, Nuno Fazenda realçou que se trata de um setor que "teve um papel muito importante na regeneração das cidades", e "continua a ter no presente".

Quanto a eventuais estudos de capacidade de carga dos territórios, Nuno Fazenda disse que "assim que seja suscitada essa necessidade" por um determinado local, será feito um trabalho conjunto com as entidades locais, para que possa ser avaliado o excesso de carga turística.

"Só quem tiver no seu modo de estratégia a autenticidade e a sustentabilidade é que conseguirá liderar o turismo do futuro", ressalvou o secretário de Estado.

Para um turismo mais sustentável, concretizou, é necessário "continuar a preservar e valorizar o território", apoiar as empresas na transição energética, melhorar os salários dos trabalhadores e ter boas práticas ambientais.(03.01.24/Fonte: Diário de Notícias)

Alqueva vai receber maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa com 45 ME de base

No total, a energia obtida por estas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer 2/3 da população do Baixo Alentejo.

A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) lançou o procedimento para a instalação do maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa, com 45 milhões de euros de preço base do concurso, avançou o Governo.

"Já foi lançado pela EDIA o procedimento contratual para o fornecimento, instalação e licenciamento de quatro Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) junto a estações elevatórias da Rede Primária do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA)", adiantou o Ministério da Agricultura e Alimentação, numa nota enviada à Lusa. Segundo o executivo, este será o maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa, com uma produção estimada em 90 gigawatts-hora (GWh)/ano.

O preço base do concurso é de 45 milhões de euros. No total, a energia obtida por estas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer 2/3 da população do Baixo Alentejo. O EFMA já conta com nove centrais fotovoltaicas em funcionamento.

A energia vai ser produzida pelos painéis fotovoltaicos que vão ser instalados sobre estruturas flutuantes, sendo depois dirigida para estações elevatórias. As centrais vão ocupar uma área de, aproximadamente, 42 hectares sobre a água.

Estima-se que vão ser necessários cerca de 100.000 painéis fotovoltaicos, que vão evitar a emissão de 30.000 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano. "A transição energética e a descarbonização da economia são prioridades para o país e assumem-se como determinantes para a sustentabilidade do projeto Alqueva, uma vez que estamos perante a principal fonte de custos variáveis na distribuição de água", defendeu, citada no mesmo comunicado, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.(10.12.23/Fonte: Diário de Notícias)

CP adjudica aquisição de 117 comboios à Alstom e Domingo da Silva Teixeira

Decisão foi anunciada esta terça-feira e envolve a aquisição de unidades automotoras para o serviço urbano e regional.

A CP – Comboios de Portugal anunciou esta terça-feira a decisão de adjudicar a aquisição de 117 comboios elétricos ao agrupamento Alston Transporte S.A.U., Alstom Ferroviária Portugal, S.A. e Domingos da Silva Teixeira S.A.

No entender da CP, “este projeto promoverá o desenvolvimento e sustentabilidade do setor ferroviário no médio e longo prazo, sendo um marco fundamental na modernização e expansão do transporte ferroviário de passageiros em Portugal”.

Detalha a Comboios de Portugal que esta aquisição vai abranger a compra de 62 unidades automotoras para o serviço urbano e 55 unidades para o serviço regional, “refletindo o compromisso da CP em responder às crescentes necessidades de mobilidade dos cidadãos, com solução de transporte mais sustentáveis”.

Explica ainda a CP que a “incorporação destes novos comboios na frota da CP representa um avanço significativo na melhoria da eficiência, conforto e frequência dos serviços oferecidos, contribuindo decisivamente para a mobilidade sustentável e a diminuição da pegada ecológica no transporte nacional”.

Na edição última edição impressa, o JE avançou que a atual administração da CP, liderada por Pedro Moreira e nomeada pelo então ministro João Galamba em setembro de 2022, não tem assinado um contrato de gestão com o Estado. Esta situação viola o Estatuto do Gestor Público, que obriga a que os contratos de gestão sejam celebrados no prazo de 90 dias após a designação dos administradores das empresas do Estado, sob pena de, em alguns casos, as nomeações ficarem sem efeito.(28.11.23/Fonte: Jornal Económico)

 

Dois terços dos portugueses poupam menos de 10% do salário

Dois terços (66%) dos portugueses poupam menos de 10% do seu salário líquido, sendo que quatro em dez inquiridos não conseguem reservar nem 5% do seu rendimento após dedução de impostos, concluiu um estudo da BCG, divulgado esta quarta-feira.

De acordo com o Inquérito Sentimento dos Consumidores 2023, da Boston Consulting Group (BCG), 16% dos portugueses admitem poupar entre 10% a 20% do seu salário líquido, 10% reserva 20% a 30% e apenas 2% consegue economizar mais de metade.

O estudo refere também que o rendimento disponível após despesas das famílias portuguesas tem vindo a decrescer desde 2020, fixando-se nos 7,5% no primeiro trimestre deste ano, isto é, 6,7 pontos percentuais abaixo da média da Zona Euro (14,2%).

"A inflação, a subida das taxas de juro e o não acompanhamento dos salários são as principais causas de perda de compra, mas também da diminuição da taxa de poupança e de investimento", refere a BCG.

Dos inquiridos que conseguem poupar, 64% destinam aquele valor para cobrir eventuais imprevistos, 36% para acumular para a reforma e 30% em viagens.

Já comprar uma casa faz parte das intenções de investimento da poupança de dois em cada dez inquiridos, seguida de comprar um carro (11%) e gastar noutros bens de consumo (10%).

O inquérito concluiu também que os hábitos de consumo dos portugueses sofreram alterações este ano, com 64% dos inquiridos a revelarem sentir um aumento acentuado do peso da alimentação, 44% do veículo pessoal, 42% da renda da habitação, 36% da farmácia, 17% da saúde e 16% com os animais de estimação.

Este aumento da despesa em necessidades básicas provocou uma queda acentuada dos gastos noutras categorias, como entretenimento fora de casa (-40%), viagens (-37%), roupa e acessórios (-36%), mobiliário e decoração (-23%), perfumaria e maquilhagem (-22%), tecnologia e eletrónica (-19%) e bebidas alcoólicas (-17%).

O estudo tem como base um inquérito a 1.000 portugueses em todo o território de Portugal continental, conduzido entre 15 e 25 de setembro de 2023, com 33 perguntas relacionadas com o sentimento dos portugueses relativamente aos seus hábitos de consumo este ano.(22.11.23/Fonte: Jornal de Notícias)

Mais de 70% dos portugueses cortam gastos diários

Estudo da Intrum conclui que 74% dos portugueses estão a cortar nos gastos, enquanto 30% estimam utilizar as poupanças para pagar contas do dia-a-dia dada a inflação e a subida dos juros.

Um estudo da Intrum conclui que 74% dos portugueses estão a cortar nos gastos, enquanto 30% estimam utilizar as poupanças para pagar contas do dia-a-dia dada a inflação e a subida dos juros, segundo um relatório da Intrum.

"Embora 74% procurem cortar nos gastos diários e 30% planeiem utilizar as suas poupanças para pagar despesas e contas do dia-a-dia, estas são apenas soluções temporárias. Eventualmente, quando o seu dinheiro acabar, os consumidores deixarão de pagar algumas contas", revelou, no entanto, o European Consumer Payment Report 2023 -- Portugal da Intrum, a que a Lusa teve acesso.

Cerca de 16% das pessoas afirmaram ter agora menos dinheiro para gastar, após pagarem as contas e os bens essenciais, do que no ano anterior.

O estudo concluiu que 22% dos consumidores não pagaram, pelo menos, uma fatura dentro do prazo no ano passado.

Verificou-se um número crescente de incumprimentos entre a geração X e os millenials.

Aproximadamente três em 10 pessoas disse que sentiria menos culpa por ignorar o pagamento de uma conta agora, do que há alguns anos.

Já mais de 40% espera que as empresas não se preocupem em adotar medidas contra os consumidores que têm pagamentos em atraso.

"À medida que os rendimentos reais dos consumidores estagnam ou diminuem, uma grande parte dos consumidores terá que fazer escolhas difíceis sobre como irá enfrentar a situação nos próximos seis meses: 63% podem cancelar gastos em férias e 72% dizem que podem gastar menos no Natal", lê-se no documento.

Nos últimos seis meses, um em cada quatro inquiridos pediu dinheiro emprestado para pagar contas e 12% podem necessitar de um crédito adicional para pagar as suas despesas diárias.

Menos de 40% dos portugueses têm uma poupança equivalente a um mês de rendimento ou abaixo disto, enquanto um em cada cinco não tem uma "almofada".

O relatório mostrou também que 19% das pessoas não conseguem fazer poupanças para responder a despesas inesperadas, acima dos 18% verificados em 2022 e dos 16% do ano anterior.

Mais de metade (54%) dos consumidores acredita que a sua situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses e a maioria espera que a inflação se mantenha nos próximos anos.

Para a realização deste estudo foram inquiridas 20.000 pessoas em 20 países (cerca de 1.000 em cada), sendo o grupo-alvo constituído pelas que têm idade igual ou superior a 18 anos.

O trabalho de campo para o estudo foi realizado entre 19 de julho e 01 de setembro deste ano.(16.11.23/Fonte: Diário de Notícias)

Oitava edição da Web Summit recebe mais de 70 mil participantes de 153 países

Cimeira tecnológica conta ainda com o maior número de startups de sempre, mesmo após a desistência de várias grandes empresas internacionais. Hotelaria regista taxa de ocupação acima de 85%.

Depois da noite de abertura que se realizou segunda-feira, esta terça-feira foi o primeiro dia completo de Web Summit em Lisboa. A organização confirma que vão participar, ao longo dos quatro dias de evento, 70 236 pessoas de 153 países, menos do que os 71 mil registados em 2022.

Apesar de contar com cerca de menos 800 participantes do que na edição anterior, o recinto da cimeira tecnológica tem tido, ao longo do dia, uma grande afluência de espectadores. "Ao longo da última década, à medida que a Web Summit cresceu, juntámos dezenas de milhares de pessoas que usaram esta semana em Lisboa como trampolim para fazer coisas notáveis - lançar empresas, encontrar investidores, revelar projetos, avançar numa visão do mundo que vale a pena debater", afirmou a nova CEO, Katherine Maher, durante a noite de abertura.

Segundo a Associação de Hotelaria de Portugal, estima que a taxa de ocupação dos hotéis da Grande Lisboa se situe em torno dos 85% entre os dias 13 e 16 de novembro. A entidade espera ainda que o preço médio por quarto seja superior ao registado em 2022, que se fixou em 210 euros na cidade de Lisboa e 198 euros na área metropolitana.

Porém, é notória a ausência de muitos parceiros da Web Summit: os pavilhões têm vários espaços vazios, que deveriam estar ocupados por stands de empresas, e mais espaço do que o habitual entre os diferentes expositores. Recorde-se que multinacionais como a Google, a IBM, a Siemens, a Meta ou a Amazon voltaram atrás na decisão de participarem nesta edição do certame depois das declarações de Paddy Cosgrave, ex-CEO do evento, sobre o conflito no Médio Oriente.

Este ano, o espaço da Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações, conta com um total de 321 parceiros expositores, bem como 32 delegações de várias nações do mundo.

Elevada participação no feminino

Segundo o estudo Women in Tech, da McKinsey & Company, a representação de mulheres em empresas tecnológicas corresponde a cerca de 37%, ainda que os números tenham vindo a aumentar nos últimos anos. Nesta edição da Web Summit, a organização confirma que 43% dos participantes são mulheres, assim como cerca de 38% dos oradores confirmados.

Já no que respeita às startups, cerca de um terço das mais de 2600 que marcam presença este ano são fundadas por empreendedoras, lê-se em nota enviada às redações. Este é o maior número de sempre de startups no evento tecnológico, com origem em 93 países e que representam cerca de 30 indústrias.

Estes empreendedores têm a oportunidade de contactar com os mais de 900 investidores de 52 países - a organização confirma que serão realizadas 1180 reuniões entre investidores e startups.

A Web Summit realiza-se até quinta-feira, dia 16.(14.11.23/Fonte: Diário de Notícias)

Mais de um terço das famílias ganha 833 euros por mês e não tem como pagar despesas inesperadas

No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a Pordata aponta que, no primeiro semestre de 2022, 30% das famílias não conseguiam fazer face a despesas inesperadas e 6,1% referiu ter atrasos em alguns dos pagamentos relativos a rendas, prestações ou créditos.

Mais de um terço das famílias portuguesas ganha 833 euros brutos e não consegue pagar despesas inesperadas, segundo a Pordata.

No dia em que se assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a Pordata, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, compila alguns dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) para fazer um retrato do nível de pobreza da população portuguesa.

Através deste retrato é possível ficar a saber, por exemplo, que em 2021, e tendo por base as declarações de IRS entregues todos os anos pelos agregados fiscais, "mais de um terço dos agregados (36%) viviam, no máximo, com 833 euros mensais".

"Se acrescentarmos o escalão de rendimento imediatamente a seguir, conclui-se que mais de metade das declarações (53%) correspondiam a rendimentos até aos 1.125Euro brutos mensais", refere a Pordata, sublinhando que 688 mil agregados fiscais estavam no escalão mínimo de IRS (equivalente a 417 euros mensais).

No entanto, e tendo em conta os rendimentos declarados, "20% dos agregados fiscais mais ricos ganharam 3,5 vezes mais que os 20% dos agregados mais pobres" e "em concelhos como Lisboa, Porto, Oeiras e Cascais, a diferença é de cinco vezes mais".

Portugal está entre os pobres mais pobres da Europa. Luísa Loura, diretora da Pordata, afirma que a distribuição de rendimento em Portugal é má.

"Imagine uma pizza partida em 10 fatias para distribuir por 10 pessoas. Quatro dessas fatias vão para as duas pessoas mais ricas e as duas pessoas mais pobres têm que partilhar entre elas pouco mais de metade de uma fatia. A distribuição do rendimento em Portugal é muito pouco equilibrada, muito menos equilibrada do que noutros países da Europa. Além disso, o limiar de pobreza nos outros países permite comprar muito mais do que em Portugal. Se uma pessoa que vive no limiar da pobreza com 551 euros conseguir comprar quatro carrinhos de compras num mês, em Espanha consegue comprar seis e no Luxemburgo consegue comprar 13. Portugal está num grupo de sete países em que os pobres são mesmo pobres", explica à TSF Luísa Loura.

A população ativa jovem e a mais velha, com mais de 65 anos, representam o universo mais vulnerável à pobreza. Luísa Loura sublinha que os dados da Pordata são relativos aos rendimentos de 2021, mas a inflação é uma realidade e a pobreza cada vez maior neste universo.

"Estas franjas de população que vivem com menos de 551 euros por mês, que é o nosso limiar pobreza, sofrem muito mais o impacto da inflação, porque o rendimento que têm é praticamente só para o indispensável do dia a dia. Quem ganhe mais, pode abdicar de algumas coisas, as pessoas mais pobres não têm a possibilidade de abdicar de nada, portanto, o impacto da inflação é mesmo muito grande para eles", frisa.

O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, tem como valor referência a inflação de janeiro de 2022. Luísa Loura diz que os preços subiram de uma forma generalizada e a perda de poder de compra é uma realidade em sentido ascendente.

"Qualquer pessoa que não tenha sido aumentada entre janeiro de 2022 e o momento atual, pelo menos 12%, perdeu poder de compra, porque a inflação, desde janeiro de 2022 até setembro de 2023, subiu 12,2% e, portanto, só quem tenha tido um aumento salarial superior a isso é que não perdeu poder compra, todas as outras pessoas perderam poder de compra. É preciso ver que os produtos alimentares subiram 22%, portanto, as pessoas mais pobres, os seus gastos são primordialmente em produtos alimentares e, portanto, ainda terão perdido mais poder de compra, ainda estarão com mais dificuldades", reconhece.

O risco de pobreza estende-se à habitação. As famílias têm que escolher onde gastar o dinheiro: se gastam em bens essenciais ou nas despesas da casa.

"O preço das casas aumentou mais do dobro em oito anos. De 2015 até agora, o preço das casas, onde há um misto de casas novas, casas usadas, casas alugadas, e aumentou mais do dobro. Famílias com dois filhos, se não têm casa própria, se têm que arrendar uma casa neste momento, além do impacto da inflação ainda têm o impacto do aumento do preço das casas", acrescenta.

Como ponto positivo, a diretora da Pordata considera positiva a proposta do aumento do salário mínimo para 820 euros prevista na proposta de Orçamento de Estado para 2024. Luísa Loura defende que irá permitir recuperar algum poder de compra.

Com base em alguns resultados dos indicadores sobre privação material e social do Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos (ICOR), referentes ao primeiro semestre de 2022, a Pordata aponta que nessa altura 30% das famílias não conseguiam fazer face a despesas inesperadas e 6,1% referiu ter atrasos em alguns dos pagamentos relativos a rendas, prestações ou créditos.

Foi possível constatar que aumentou a percentagem da população que diz ser incapaz de aquecer convenientemente a casa, sendo que Portugal foi o 4.º país da União Europeia com maior proporção de pessoas a dar conta dessa incapacidade.

Por outro lado, "também subiu ligeiramente a proporção da população sem capacidade financeira para assegurar uma refeição de carne, peixe ou equivalente vegetariano de 2 em 2 dias (de 2,4% para 3%) e de pessoas sem capacidade para pagar uma semana de férias por ano, fora de casa (de 36,7% para 37,2%)".

Os indicadores mais recentes do INE sobre pobreza são relativos aos rendimentos de 2021 e mostram que nessa altura 1,7 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza, ou seja, viviam com menos de 551 euros por mês, e que 18,5% das crianças e jovens eram pobres, além de demonstrarem que aumentou o risco de pobreza nas famílias com dois adultos e duas crianças.

Relativamente à evolução da inflação e ao poder de compra dos portugueses, a Pordata refere que em 2022 se registou a taxa de inflação mais elevada dos últimos 30 anos e que a partir de fevereiro se assistiu ao aumento generalizado do preço dos bens e serviços, muito por culpa da guerra na Ucrânia.

"É preciso recuar 30 anos para encontrar uma taxa de inflação superior à de 2022 (7,8% vs. 9,6% em 1992). Desde que há registo, o pico da inflação ocorreu em 1984 (28,5%) e, desde meados de 1995, a inflação foi sempre inferior a 4,5%. Nos anos mais recentes, temos de recuar a 2017 para encontrarmos uma subida nos preços superior a 1,3%", refere.

Como consequência, diminuiu o poder de compra dos portugueses e os 760 euros do salário mínimo nacional equivalem a 678 euros, já que os produtos do cabaz de compra representativos das despesas das famílias encareceram, em média, 12,2%.

A Pordata refere também que em matéria de habitação, em 2022, o preço das casas aumentou 90% face a 2015 -- contra 48% da média da União Europeia, enquanto os salários subiram apenas 20%.(17.10.23/Fonte: TSF)

Primeiro café português é produzido nos Açores

Delta apresentou o novo café, que apenas vai ser comercializado nas suas Coffee House Experience

Portugal entrou no lote mundial dos produtores de café. A novidade foi apresentada esta segunda-feira pela Delta, que anunciou assim o lançamento do primeiro café luso, totalmente produzido nos Açores. O novo produto, que dá pelo nome de "Impossible Coffe" nasce de um projeto cujos primeiros passos se iniciaram em 2019, com a assinatura de um protocolo entre a Delta, a Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC) e o Governo Regional dos Açores.

Como explica Rui Miguel Nabeiro, no início foi levado a cabo um estudo muito alargado sobre o potencial da produção de café nos Açores. "Primeiro tínhamos que saber antes de produzir e foi isso que fizemos", detalha o CEO da Delta. O resultado desse trabalho de campo - que contou com a colaboração de especialistas que estudaram os solos, o clima e o ambiente das ilhas açorianas - culminou agora com a apresentação deste novo café. Que ainda é produzido em pequenas quantidades e que, de acordo com Rui Miguel Nabeiro não será vendido em grandes superfícies, limitando-se a sua comercialização às lojas Coffee House Experience da Delta. "Não é algo que vamos conseguir vender em supermercado, porque estamos a falar de lotes pequenos, que vamos comprando ao longo do tempo". O responsável frisou, ainda, que a prioridade da empresa que comanda é, sobretudo, a de apoiar os agricultores açorianos. "Em nenhum momento nós obrigamos ninguém a ter de nos vender. Não há aqui uma troca comercial direta. Na verdade, nós também seremos comercialmente compradores de um potencial café dos Açores que seja interessante", afirmou.

Para que fosse possível o lançamento deste café dos Açores, contou-se com mais de 1200 horas de trabalho no terreno e com o envolvimento de 11 instituições. Ao todo foram mais de 80 os produtores impactados em ações de capacitação e workshops e estão em estudo seis novas variedades de café.

Sem avançar valores para este trabalho, o CEO da Delta afirmou que foi investido muito dinheiro, que é "o suficiente para conseguirmos fazer este caminho e para conseguimos chegar a 500 produtores" num prazo de cinco anos.

Por seu turno, o presidente do Governo Regional dos Açores está convencido do sucesso do novo café. Tanto que acredita que "um dia o café poderá ter tanta relevância como já tem o chá". "Não pela qualidade, não pela quantidade, mas, basicamente, pelo produto agroalimentar. E, nessa matéria, tenho muita confiança que o café será um sucesso", afirmou José Manuel Bolieiro que está confiante nos resultados futuros - social, económico e cultural - do café dos Açores.(9.10.23/Fonte: Dinheiro Vivo)

Agosto regista recorde histórico em dormidas e hóspedes à boleia de estrangeiros

Portugal ultrapassou a fasquia dos 10 milhões de dormidas no oitavo mês do ano. Os turistas dos Estados Unidos e Canadá continuam a ser os mercados emissores com maior crescimento.

É um novo recorde no turismo para o mês de agosto que nunca tinha registado um número tão elevado de hóspedes e dormidas. No oitavo mês do ano, os alojamentos turísticos no país receberam 3,5 milhões de hóspedes (+4,8%) o que correspondeu a 10,1 milhões de dormidas (1,4%), revelam os dados divulgados esta sexta-feira, 29, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Portugal continua a seduzir cada vez mais turistas estrangeiros não só tendo recuperado rapidamente o fôlego pré-pandemia no que respeita aos mercados externos como continua a bater sucessivamente máximos de visitas . E os números provam-no. Em agosto os indicadores do turismo atingiram recordes à boleia da boa performance dos estrangeiros. Os não residentes foram responsáveis por 6,6 milhões de dormidas, uma subida de 6,4% face a igual período do ano passado.(29.09.23/Fonte: Diário de Notícias)

Francesa Aubay emprega 1.450 pessoas em Portugal e cria Espaço em Lisboa para mais 200

A tecnológica anuncia parceria com um fornecedor espacial para a criação de um centro de inovação e digital na capital portuguesa.

Contando já com mais de 1.450 trabalhadores em Portugal, onde aterrou há 16 anos – primeiro em Lisboa, em 2016 no Porto – e faturou 63 milhões de euros em 2022, a francesa Aubay soma e segue no nosso país.

"A Aubay Portugal anuncia uma nova parceria com um fornecedor espacial líder global. O objetivo comum é estabelecer um centro de inovação e digital em Lisboa com até 200 postos de trabalho", avança a tecnológica, esta segunda-feira, 18 de setembro, em comunicado.

Consultora especializada na gestão, implementação, desenvolvimento e manutenção de sistemas de informação, a Aubay apoiará o fornecedor espacial "com a sua experiência em transformação digital, inovação, digitalização e recrutamento".

De acordo com a tecnológica francesa, fundada em 1998 e que emprega perto de oito mil pessoas em sete países europeus, o novo centro de inovação e digital a abrir em Lisboa "permitirá que o parceiro da Aubay assuma um papel de liderança como um fornecedor espacial ágil e inovador, impulsione o crescimento e permaneça no topo da engenharia espacial".

O futuro "hub" lisboeta irá promover "tecnologias emergentes como a Inteligência Artifical, melhorando todo o núcleo de TI e infraestrutura digital com novas tecnologias".

Para José Cruz, COO da Aubay Portugal, esta tecnológica "é reconhecida por estar na vanguarda da inovação e este é um testemunho desse compromisso, já que irá impulsionar a indústria aerospacial para novos horizontes. Ao reunirmos uma equipa especializada, pretendemos também criar um centro de colaboração, que dará vida às experiências mais ousadas", enfatiza.

Afiançando ter mais de 150 clientes ativos em Portugal, a subsidiária lusa da tecnológica gaulesa anuncia que "haverá mais de 30 ofertas de emprego disponíveis ainda este ano" e planeia criar "mais de 150 novas ofertas de emprego em 2024 altamente especializadas para profissionais que pretendam aproveitar uma nova oportunidade nesta área, desde o design de satélites ao desenvolvimento de aplicações, incluindo finanças e gestão da informação, dando continuidade à estratégia de crescimento da empresa".(18.09.23/Fonte: Jornal de Negócios)

 

Mais de 60% da eletricidade gerada em agosto teve origem renovável

Cerca de 60% dos 3.177 GWh (gigawatts-hora) de eletricidade gerada em agosto em Portugal continental teve origem renovável, segundo dados hoje divulgados pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

"Em Portugal continental foram gerados 3.177 GWh de eletricidade em agosto de 2023, dos quais 60,7% tiveram origem renovável", informou a APREN em comunicado, explicando que o aumento de 5,9 % face a agosto de 2022 "deve-se ao aumento da incorporação solar em 9,4%, produzindo respetivamente 425 GWh, face aos 157 GWh em agosto de 2022".

No acumulado de janeiro a agosto, o setor eletroprodutor emitiu um total de 2,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2eq), sendo que o setor da eletricidade renovável evitou a emissão de 6,2 MtCO2eq e o gasto de 1.251 e de 385 milhões de euros na importação de gás natural e de eletricidade, respetivamente, indicou a associação.

No mês de agosto, registou-se um preço médio horário no Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel) em Portugal de 97,9 euros por megawatt-hora (MWh), tendo-se esse valor situado nos 91,3 MWh no acumulado dos primeiros oito meses do ano.

De acordo com a APREN, desde 15 de junho de 2022, quando o mecanismo ibérico de limite do preço do gás natural entrou em funcionamento, até 31 de agosto deste ano, o mesmo gerou uma poupança de 22,8 euros/MWh, o que equivaleu a uma redução de 13,6% no preço horário médio no Mibel.

Analisando a poupança devido ao limite do preço do gás natural, correspondente à diferença entre o preço sem o mecanismo e o preço com a compensação a pagar às centrais a gás natural, verifica-se que, durante os meses de abril a agosto, o mecanismo não provocou alterações no preço da eletricidade.

No total, 245,1 dos 332,1 terawatts-hora (TWh) produzidos foram sujeitos ao mecanismo de ajuste dos consumidores na Península Ibérica. Os dados da APREN indicam ainda que o Sistema Elétrico Nacional registou, entre janeiro e agosto, um saldo importador de 7.538 GWh, com exportações de eletricidade de 1.902 GWh e importações de 9.440 GWh..(08.09.23/Fonte: Jornal de Notícias)

Excedente orçamental foi de 2.118 milhões de euros até julho

É uma melhoria de 1.546 milhões de euros face ao período homólogo.

As Administrações Públicas registaram, na ótica da contabilidade pública, um saldo orçamental ajustado de 2.118 milhões de euros até julho, o que corresponde a uma melhoria de 1.546 milhões de euros face ao período homólogo. Os números foram avançados esta quinta-feira pelo Ministério das Finanças no comunicado que antecede a síntese de execução orçamental.

E detalha que esta variação reflete, em termos homólogos, não só uma melhoria da receita efetiva de 8,6%, em termos ajustados, como de um aumento da despesa efetiva, de 5,9%, fortemente influenciado por fatores como, no sentido ascendente, as medidas de reforço de rendimentos anunciadas no início do ano, pelas prestações sociais, e pelo reflexo da inflação nos contratos públicos. E, no sentido descendente, que foi suplantado pelo efeito anterior, pela redução das despesas associadas à pandemia.

Mas, segundo o ministério liderado por Fernando Medina, o resultado é ainda influenciado pelo impacto das medidas associadas ao choque geopolítico que ascendeu, até julho, a 1.516 milhões de euros. “Deste montante, 630,3 milhões de euros são medidas com impacto no lado da despesa, de onde se destaca o apoio a setores de produção agrícola (187 milhões de euros), o apoio extraordinário às famílias mais vulneráveis (175 milhões de euros) e o apoio extraordinário para crianças e jovens (100 milhões de euros)”, explica.

O Ministério das Finanças detalha também que, de janeiro a julho, a receita fiscal aumentou 8,9%, “influenciada pelo crescimento da receita de IRS (+13,1%), de IRC (+16,4%) e de IVA (+8,1%), apresentando este último um abrandamento face aos meses anteriores (até junho cresceu 9%, face ao período homólogo)”.

Já a receita contributiva “continua a espelhar as boas dinâmicas do mercado de trabalho, aumentando 11,6% face ao mesmo período do ano anterior. Esta melhoria representa cerca de um terço do crescimento da receita efetiva ajustada”.

E detalha ainda que, excluindo medidas extraordinárias (medidas Covid-19 e de mitigação de choque geopolítico), a despesa efetiva cresceu 8,2%, enquanto a despesa primária (que exclui juros) cresceu 8,5%, em termos homólogos. “O acréscimo na despesa continuou a ser impulsionado pelos salários, pela aquisição de bens e serviços, pelo investimento e pelas prestações sociais”, justifica..(31.08.23/Fonte: Jornal I)

Portugal é o melhor país europeu para desfrutar da reforma

“Das capitais europeias, Lisboa é uma favorita assegurada mas os reformados adoram outras partes diversas de Portugal”, indica, relembrando o forte turismo sentido na região do Algarve.

Esta é a conclusão de um estudo da plataforma ‘Moving to Spain’ destinada a cidadãos americanos, o que parece irónico.

Com base no índice do estudo da plataforma, Portugal arrecadou o primeiro lugar de melhor país da Europa para desfrutar de uma vida após o fim de uma vida de trabalho.

O último país da ponta mais ocidental da Europa somou uma pontuação de 7,83 pontos, num total de dez.

“Portugal é um país seguro, com uma elevada percentagem de população acima dos 65 anos”, descreve o portal espanhol. Portugal é o terceiro país com a percentagem mais elevada de pessoas acima dos 65 anos, sendo destronado por Itália e Finlândia, relembrando que, atualmente, a idade da reforma é 66 anos e sete meses, “uma das mais altas da Europa”.

Portugal, nas palavras da plataforma espanhola, “oferece muito sol, praias de boa qualidade, bem como um custo de vida razoável”. Isto é, embora o custo de vida tenha apresentado uma subida nos últimos anos, em grande parte devido à atenção turística e investimento estrangeiro que tem recebido, este ainda é acessível aos cidadãos dos países da Europa.

“Das capitais europeias, Lisboa é uma favorita assegurada mas os reformados adoram outras partes diversas de Portugal”, indica, relembrando o forte turismo sentido na região do Algarve. A análise incluiu ainda o número de praias com bandeira azul e preço médio de um apartamento por metro quadrado, bem como a qualidade do sistema de saúde.

“Uma das coisas por que Portugal é famoso é o seu vinho e o porto. Adicionem campos de golfe espetaculares e cenários maravilhosos, e é um pacote completo”.

O segundo lugar é ocupado por Espanha e Itália, que estão empatados com uma pontuação de 7,31 pontos, enquanto o quarto lugar é ocupado pela Grécia com 6,70 pontos. Seguem-lhe a Bulgária (6,39), França (5,53), Eslovénia (5,36), Croácia e Malta (5,35) e Irlanda (5,15).(26.08.23/Fonte: OJE)

Portugal tem 12 mil startups que faturaram em conjunto 1,7 mil milhões em 2021

Entre 2018 e 2021 o volume de negócios das startups cresceu 16,4%. Criação de empresas no sector tecnologia mais do que duplicou nos últimos dez anos.

Portugal conta atualmente com cerca de 12 mil startups que em conjunto faturam 1,7 mil milhões de euros no ano de 2021, empregaram perto de 25 mil pessoas e exportaram 562 milhões de euros, segundo os dados revelados pela Informa D&B esta sexta-feira, 30 de junho.

Entre 2018 e 2021 o volume de negócios das startups cresceu 16,4% e subiu 12,2% no emprego, tendo a criação de empresas no sector tecnologia mais do que duplicado (110%) nos últimos dez anos, sendo que em 2022 já tinham um peso de 7% no total de constituições do ano.

No último ano, o número de novas empresas no tecido empresarial aumentou 39% face a 2013. As microempresas representam também a maior parcela do volume de negócios (59%), empregados (76%) e exportações (50%) entre as startups.

Numa análise feita por distritos, Lisboa e Porto concentram quase 60% do total das startups e do seu volume de negócios, seguidos por Setúbal, Braga e Aveiro.

Lisboa tem atualmente o o maior número de startups ativas (5.174 empresas, 43% do total), tendo sido também neste distrito que foram constituídas mais startups na última década (44%).(30.06.23/Fonte: OJE)

Taxas de juro “arrefecem” compra e avaliação das casas em Portugal

Desde o início do ano que a taxa de avaliação das habitações tem vindo a abrandar no país. “Esta tendência de desaceleração é claramente o que vamos viver até ao final do ano”, afirma ao JE Diário o CEO da Century 21 Portugal.

Até ao final de 2023, o mercado de habitação em Portugal não irá ver uma tendência para a quebra dos preços, mas sim para um abrandamento. O arrefecimento do mercado imobiliário em Portugal está patente no valor médio das avaliações das casas que se fixou nos 1.510 euros/m2 em maio, um aumento de 9,4% face ao mês anterior, mas abaixo dos 10% registados em abril, de acordo com os dados do Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Pelo quinto mês consecutivo a avaliação das casas desacelerou, assim, em Portugal.

Especialistas atribuem esta tendência ao aumento das taxas de juros e às dificuldades dos portugueses em concluírem o processo de crédito habitação. É o caso de Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, em declarações ao JE Diário: “esta tendência de desaceleração, ou seja, o arrefecimento, é claramente o que vamos viver até ao final do ano, com muita segurança”.

O responsável explica que na base desta desaceleração está aumento das taxas de juro que a 15 de junho registou a sua oitava subida consecutiva com um aumento de 25 pontos percentuais, elevando a taxa diretora para 4%. Ricardo Sousa sinaliza ainda como justificação para esta tendência as dificuldades os portugueses em concluírem o processo de crédito habitação.

Para o CEO da Century 21 Portuga trata-se de um processo que começou em meados de 2022 e que tem vindo a prolongar-se durante este ano em indicadores como o número de transações que “claramente começam a ter um abrandamento e uma queda comparativamente ao ano anterior”.

“Estamos a assistir desde o início deste ano com o aumento das taxas de juro e com muitas das operações que estavam em curso, ou pessoas que já tinham escolhido a casa, mas ainda não tinham tomado essa decisão e quando vão para a tomar já não conseguem fechar o seu crédito à habitação e isso fez com que o mercado parasse bastante no início do ano”, realçou ao JE Diário.

Apesar de defender que o mercado começa agora a dar sinais de recuperação e a caminho de uma estabilização, o CEO da mediadora imobiliária, destaca que “o número de imóveis em venda ajustados aquilo que é a procura atual e a sua capacidade é muito limitada, o que faz com que o número de operações tende a diminuir”.

Pelo quinto mês consecutivo a avaliação das casas desacelerou em Portugal, segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados na segunda-feira, 26 de junho.

Em janeiro deste ano, o valor da avaliação das casas era de 14,9%, sendo que os dados de maio revelados esta semana pelo INE apontam para os 9,4%, em maio, e com o valor médio do m2 a fixar-se a nível nacional nos 1.510 euros, o que significou um aumento de 19 euros em comparação com o mês anterior.(27.06.23/Fonte: OJE)

Economia portuguesa com excedente externo de 693 milhões de euros até abril

Segundo o Banco de Portugal, as exportações de viagens e turismo totalizaram 1942 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre para um mês de abril.

A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 693 milhões de euros até abril, que compara com um défice de 1965 milhões de euros no período homólogo, divulgou esta segunda-feira, 19, o Banco de Portugal.

Esta evolução reflete um défice das balanças corrente e de capital de 303 milhões de euros, inferior em 122 milhões de euros ao observado no mesmo mês de 2022. Segundo os dados das estatísticos da balança de pagamentos do banco central, o défice da balança de bens e serviços caiu 598 milhões de euros, à boleia de um recuo de 163 milhões de euros, do défice da balança de bens, para 1989 milhões de euros.

"Esta redução refletiu um decréscimo das exportações, de 271 milhões de euros, inferior ao decréscimo das importações, de 434 milhões de euros (-4,5% e -5,3%, ​​​​​​​respetivamente)", indica.

Já o excedente da balança de serviços avançou para 1900 milhões de euros, refletindo um aumento de 435 milhões de euros, fruto de um salto nas exportações (+20,2%) e importações (+12,8%) de serviços. A boa performance do turismo e os serviços e transportes deram ânimo às contas.

"As exportações e as importações de viagens e turismo cresceram 22,5% e 10,0%, respetivamente, e resultaram num aumento do saldo desta rubrica de 308 milhões de euros. Em abril de 2023, as exportações de viagens e turismo totalizaram 1942 milhões de euros, o valor mais elevado da série para um mês de abril", indica o Banco de Portugal.

Em abril, o banco central destaca ainda o excedente da balança de rendimento secundário, que aumentou 68 milhões de euros, para 420 milhões de euros. Já a balança de capital viu o excedente cair 69 milhões de euros para 114 milhões de euros. Já a subida dos rendimentos de investimento pagos ao exterior impulsionaram o aumento do défice da balança de rendimento primário, que avançou 475 milhões de euros, para 749 milhões de euros.

Já no que respeita à necessidade de financiamento da economia portuguesa no quarto mês do ano, o BdP refere que esta se traduziu num saldo da balança financeira de -137 milhões de euros, fruto "da redução dos ativos sobre o exterior, de 489 milhões de euros, com destaque para os ativos externos do Banco de Portugal em numerário e depósitos (-480 milhões de euros)" e da "redução dos passivos externos, de 352 milhões de euros, que é explicada pela redução dos títulos de dívida pública Portuguesa na posse de entidades não residentes (-1007 milhões de euros), que mais do que compensou o aumento dos passivos das sociedades não financeiras no contexto de operações de investimento direto estrangeiro (866 milhões de euros)".

Olhando para o conjunto dos primeiros quatro meses do ano, a capacidade de financiamento da economia portuguesa traduziu-se num saldo da balança financeira de 1296 milhões de euros, refletindo, justifica o BdP, um aumento dos ativos sobre o exterior (5566 milhões de euros) e um aumento dos passivos externos (4270 milhões de euros).

"Os setores que mais contribuíram para a variação positiva dos ativos líquidos de Portugal perante o resto do mundo foram as administrações públicas (3511 milhões de euros), o banco central (1446 milhões de euros) e as instituições financeiras não monetárias exceto sociedades de seguros e fundos de pensões (941 milhões de euros)", indica ainda a nota estatística do banco central.(19.06.23/Fonte: Dinheiro Vivo)

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