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-"Fashion from Portugal" : Portal dedicado à promoção e informação da moda portuguesa.

-"Jornal-T" : Jornal do sector têxtil (ATP)

-
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-
Associação Home from Portugal -  têxteis-lar

--
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-FranceAgriMer, établissement national des produits de l’agriculture et de la mer

-AIPI - Associação dos Industriais Portugueses de Iluminação

-APF - Associação Portuguesa de Franchising

-APOGEN – Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares

-FIMET - Associação Nacional para Recuperação, Gestão e Valorização de Resíduos de Embalagens Metálicas

-"Futebol Clube Portugal Amsterdam" : Clube de futebol luso em Amesterdão (Sítio em holandês)

-APROLEP - Associação dos Produtores de Leite de Portugal

-APESF - Associação Portuguesa das Empresas do Sector Fotovoltaico

-"ALMA LUSA - Associação Cultural Portuguesa" :  Associação de portugueses de Rennes (na Bretanha).

-"ACPPN - Association Culturelle Populaire Portugal Nouveau" : Associação do clube de foutebol "Portugal Nouveau" de Colombes na região parisiense.

-INTERBIO - Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica

-"Qwant" : Motor de pesquisa

Um em cada cinco trabalhadores recebia salário mínimo em 2014 Apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência. Um em cada cinco trabalhadores por conta de outrem recebiam, em 2014, o salário mínimo nacional, correspondendo a 19,6% do total dos trabalhadores, mais sete pontos percentuais face ao ano anterior, segundo a base de dados Pordata. Em 2013, 12% dos trabalhadores encontravam-se nessas condições e em 2001 apenas 4%, revela a Pordata. O setor do alojamento e restauração é aquele que concentra a maior percentagem de trabalhadores por conta de outrem nestas condições, atingindo os 26%, seguido pelo das indústrias transformadoras, com 24,8%. Já o setor da eletricidade e gás destaca-se pela positiva e tem apenas 0,1% dos trabalhadores a receberem o salário mínimo nacional, seguindo-se as atividades financeiras e de seguros com 1,6% dos trabalhadores nessa situação. A base de dados divulga também que apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência, tendo por base dados de 2013. Desta forma, em 2013, apenas 51% das empresas nascidas em 2011 ainda se encontravam ativas, se bem que este valor mostra uma melhoria face a 2012, quando a percentagem atingia os 48,7%. No entanto, a capacidade de sobrevivência das sociedades não é tão crítica como a das empresas individuais, mostra a Pordata, sendo que apenas 43,3% destas sobreviveram a dois anos, contra os 78,2% verificados no caso das sociedades.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/economia/detalhe/um_em_cada_cinco_trabalhadores_recebia_salario_minimo_em_2014.html
 
Um em cada cinco trabalhadores recebia salário mínimo em 2014 Apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência. Um em cada cinco trabalhadores por conta de outrem recebiam, em 2014, o salário mínimo nacional, correspondendo a 19,6% do total dos trabalhadores, mais sete pontos percentuais face ao ano anterior, segundo a base de dados Pordata. Em 2013, 12% dos trabalhadores encontravam-se nessas condições e em 2001 apenas 4%, revela a Pordata. O setor do alojamento e restauração é aquele que concentra a maior percentagem de trabalhadores por conta de outrem nestas condições, atingindo os 26%, seguido pelo das indústrias transformadoras, com 24,8%. Já o setor da eletricidade e gás destaca-se pela positiva e tem apenas 0,1% dos trabalhadores a receberem o salário mínimo nacional, seguindo-se as atividades financeiras e de seguros com 1,6% dos trabalhadores nessa situação. A base de dados divulga também que apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência, tendo por base dados de 2013. Desta forma, em 2013, apenas 51% das empresas nascidas em 2011 ainda se encontravam ativas, se bem que este valor mostra uma melhoria face a 2012, quando a percentagem atingia os 48,7%. No entanto, a capacidade de sobrevivência das sociedades não é tão crítica como a das empresas individuais, mostra a Pordata, sendo que apenas 43,3% destas sobreviveram a dois anos, contra os 78,2% verificados no caso das sociedades.

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Um em cada cinco trabalhadores recebia salário mínimo em 2014 Apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência. Um em cada cinco trabalhadores por conta de outrem recebiam, em 2014, o salário mínimo nacional, correspondendo a 19,6% do total dos trabalhadores, mais sete pontos percentuais face ao ano anterior, segundo a base de dados Pordata. Em 2013, 12% dos trabalhadores encontravam-se nessas condições e em 2001 apenas 4%, revela a Pordata. O setor do alojamento e restauração é aquele que concentra a maior percentagem de trabalhadores por conta de outrem nestas condições, atingindo os 26%, seguido pelo das indústrias transformadoras, com 24,8%. Já o setor da eletricidade e gás destaca-se pela positiva e tem apenas 0,1% dos trabalhadores a receberem o salário mínimo nacional, seguindo-se as atividades financeiras e de seguros com 1,6% dos trabalhadores nessa situação. A base de dados divulga também que apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência, tendo por base dados de 2013. Desta forma, em 2013, apenas 51% das empresas nascidas em 2011 ainda se encontravam ativas, se bem que este valor mostra uma melhoria face a 2012, quando a percentagem atingia os 48,7%. No entanto, a capacidade de sobrevivência das sociedades não é tão crítica como a das empresas individuais, mostra a Pordata, sendo que apenas 43,3% destas sobreviveram a dois anos, contra os 78,2% verificados no caso das sociedades.

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Um em cada cinco trabalhadores recebia salário mínimo em 2014 Apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência. Um em cada cinco trabalhadores por conta de outrem recebiam, em 2014, o salário mínimo nacional, correspondendo a 19,6% do total dos trabalhadores, mais sete pontos percentuais face ao ano anterior, segundo a base de dados Pordata. Em 2013, 12% dos trabalhadores encontravam-se nessas condições e em 2001 apenas 4%, revela a Pordata. O setor do alojamento e restauração é aquele que concentra a maior percentagem de trabalhadores por conta de outrem nestas condições, atingindo os 26%, seguido pelo das indústrias transformadoras, com 24,8%. Já o setor da eletricidade e gás destaca-se pela positiva e tem apenas 0,1% dos trabalhadores a receberem o salário mínimo nacional, seguindo-se as atividades financeiras e de seguros com 1,6% dos trabalhadores nessa situação. A base de dados divulga também que apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência, tendo por base dados de 2013. Desta forma, em 2013, apenas 51% das empresas nascidas em 2011 ainda se encontravam ativas, se bem que este valor mostra uma melhoria face a 2012, quando a percentagem atingia os 48,7%. No entanto, a capacidade de sobrevivência das sociedades não é tão crítica como a das empresas individuais, mostra a Pordata, sendo que apenas 43,3% destas sobreviveram a dois anos, contra os 78,2% verificados no caso das sociedades.

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Um em cada cinco trabalhadores recebia salário mínimo em 2014 Apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência. Um em cada cinco trabalhadores por conta de outrem recebiam, em 2014, o salário mínimo nacional, correspondendo a 19,6% do total dos trabalhadores, mais sete pontos percentuais face ao ano anterior, segundo a base de dados Pordata. Em 2013, 12% dos trabalhadores encontravam-se nessas condições e em 2001 apenas 4%, revela a Pordata. O setor do alojamento e restauração é aquele que concentra a maior percentagem de trabalhadores por conta de outrem nestas condições, atingindo os 26%, seguido pelo das indústrias transformadoras, com 24,8%. Já o setor da eletricidade e gás destaca-se pela positiva e tem apenas 0,1% dos trabalhadores a receberem o salário mínimo nacional, seguindo-se as atividades financeiras e de seguros com 1,6% dos trabalhadores nessa situação. A base de dados divulga também que apenas uma em cada duas empresas nascidas em Portugal sobrevive após dois anos de existência, tendo por base dados de 2013. Desta forma, em 2013, apenas 51% das empresas nascidas em 2011 ainda se encontravam ativas, se bem que este valor mostra uma melhoria face a 2012, quando a percentagem atingia os 48,7%. No entanto, a capacidade de sobrevivência das sociedades não é tão crítica como a das empresas individuais, mostra a Pordata, sendo que apenas 43,3% destas sobreviveram a dois anos, contra os 78,2% verificados no caso das sociedades.

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Empresas defendem o têxtil 'Made in Portugal' em Paris Secretário de Estado da Internacionalização louvou o trabalho português. Cinquenta e oito empresas e entidades portuguesas estão presentes na Feira Première Vision, na região de Paris, uma feira para profissionais de moda, que decorre entre esta terça-feira e quinta-feira no Parque de Exposições Paris Nord Villepinte. Dos tecidos, aos fios e acessórios, passando pelas malhas, couros e o vestuário, os produtos 'Made in Portugal" não faltam. Esta é "uma das feiras incontornáveis" do setor, de acordo com Paulo Vaz, diretor-geral da Associação Têxtil de Vestuário de Portugal (ATP), que apoia 24 empresas através da Associação Seletiva Moda, o "braço armado para a internacionalização" da ATP no âmbito do projeto "From Portugal". Paulo Vaz destacou que "em termos coletivos, o setor vive um momento particularmente feliz e mais distendido", justificando que "desde há quatro anos" há um "crescimento sustentado das exportações". O diretor-geral da ATP sublinhou que o setor está a chegar a este recorde "com metade das empresas e metade dos trabalhadores" de então, o que mostra uma mudança de "drives" [vetores] de um "setor que está hoje alicerçado em empresas focadas no valor acrescentado, na inovação tecnológica, no serviço, nas coleções, na criatividade porque é a única maneira de fazer a diferença e escapar à concorrência que é o preço". Governo louva mérito de empresas têxteis portuguesas O secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Oliveira, louvou esta terça-feira, em Paris, o trabalho das empresas portuguesas que "sobreviveram" à crise no setor têxtil, mas considerou que esta ainda "não está ultrapassada". "Acho que hoje, embora a crise não esteja ultrapassada, as perspetivas em relação a este setor são claramente melhores do que eram há dois anos e muito melhores do que eram há quatro ou seis", disse à Lusa Jorge Oliveira durante a visita às empresas portuguesas presentes na feira Première Vision. Jorge Oliveira reconheceu que "hoje, as empresas portuguesas neste setor devem ser cerca de metade das que existiam há oito anos", mas salientou que os valores das exportações estão "muito perto dos cinco mil milhões, ou seja, do pico que alguma vez houve neste setor", o que significa "não apenas recuperação, mas que cada empresa está a vender produto com mais valor". Questionado sobre o contributo e intenções do executivo no apoio às empresas do setor, Jorge Oliveira afirmou que "hoje em dia, como é sabido, não existem muitas verbas públicas para efeitos de financiamento das empresas", lembrando que "o Governo tem vindo a estudar formas de recapitalizar empresas e injetar dinheiro nessas empresas". "Por outro lado, temos estado atentos a que as verbas disponíveis, que em bom rigor são os fundos comunitários que existem, seja ao nível dos fundos de coesão seja ao nível dos fundos regionais, possam ser utilizadas de forma mais racional e chegando tão breve quanto possível à economia", acrescentou Jorge Oliveira. Esta manhã, o secretário de Estado foi recebido na Câmara Municipal de Paris, onde reuniu com eleitos de origem portuguesa e com empresários da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, encontro no qual foi debatida a criação de redes para a internacionalização da economia portuguesa.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/economia/detalhe/empresas_defendem_o_textil_made_in_portugal_em_paris.html
 
Salários só valem 33,7% da riqueza do País Máximo histórico foi registado em 1975, quando atingiu 63,5%. Por Raquel Oliveira O desemprego e os cortes ou congelamento de remunerações fizeram, nos últimos anos, cair o peso dos salários na riqueza do País. No ano passado o peso dos salários brutos no PIB foi de 33,7%, o valor mais baixo dos últimos 55 anos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os trabalhadores (excluindo os patrões), que representam 81,6% da população empregada, recebem apenas um terço da riqueza produzida no País, sublinha Eugénio Rosa. Para o economista da CGTP, assistiu-se em 2015 ao agravamento da deterioração do rendimento do trabalho, "aumentando as desigualdades". O peso do rendimento dos trabalhadores no PIB está a cair desde 2004, depois de ter atingido o máximo histórico em 1975 (63,5%) e ainda ter-se mantido acima dos 40% no final dos anos 70 e princípio da década de 80. Ao valor revelado pelo INE, deverá retirar-se o peso dos impostos e dos descontos para a Segurança Social, pelo que em termos líquidos os trabalhadores recebem ainda menos. O que não é de estranhar num País em que 66,7% dos trabalhadores por conta de outrem recebem menos de mil euros mensais, segundo o Boletim Estatístico da Segurança Social de março. O documento revela ainda que cerca de 5,3% dos trabalhadores por conta de outrem ganham menos do que o salário mínimo nacional, que atualmente é de 530 euros.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/economia/detalhe/trabalho_perde_peso_na_riqueza_gerada.html
 
Salários só valem 33,7% da riqueza do País Máximo histórico foi registado em 1975, quando atingiu 63,5%. Por Raquel Oliveira O desemprego e os cortes ou congelamento de remunerações fizeram, nos últimos anos, cair o peso dos salários na riqueza do País. No ano passado o peso dos salários brutos no PIB foi de 33,7%, o valor mais baixo dos últimos 55 anos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os trabalhadores (excluindo os patrões), que representam 81,6% da população empregada, recebem apenas um terço da riqueza produzida no País, sublinha Eugénio Rosa. Para o economista da CGTP, assistiu-se em 2015 ao agravamento da deterioração do rendimento do trabalho, "aumentando as desigualdades". O peso do rendimento dos trabalhadores no PIB está a cair desde 2004, depois de ter atingido o máximo histórico em 1975 (63,5%) e ainda ter-se mantido acima dos 40% no final dos anos 70 e princípio da década de 80. Ao valor revelado pelo INE, deverá retirar-se o peso dos impostos e dos descontos para a Segurança Social, pelo que em termos líquidos os trabalhadores recebem ainda menos. O que não é de estranhar num País em que 66,7% dos trabalhadores por conta de outrem recebem menos de mil euros mensais, segundo o Boletim Estatístico da Segurança Social de março. O documento revela ainda que cerca de 5,3% dos trabalhadores por conta de outrem ganham menos do que o salário mínimo nacional, que atualmente é de 530 euros.

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Salários só valem 33,7% da riqueza do País Máximo histórico foi registado em 1975, quando atingiu 63,5%. Por Raquel Oliveira O desemprego e os cortes ou congelamento de remunerações fizeram, nos últimos anos, cair o peso dos salários na riqueza do País. No ano passado o peso dos salários brutos no PIB foi de 33,7%, o valor mais baixo dos últimos 55 anos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os trabalhadores (excluindo os patrões), que representam 81,6% da população empregada, recebem apenas um terço da riqueza produzida no País, sublinha Eugénio Rosa. Para o economista da CGTP, assistiu-se em 2015 ao agravamento da deterioração do rendimento do trabalho, "aumentando as desigualdades". O peso do rendimento dos trabalhadores no PIB está a cair desde 2004, depois de ter atingido o máximo histórico em 1975 (63,5%) e ainda ter-se mantido acima dos 40% no final dos anos 70 e princípio da década de 80. Ao valor revelado pelo INE, deverá retirar-se o peso dos impostos e dos descontos para a Segurança Social, pelo que em termos líquidos os trabalhadores recebem ainda menos. O que não é de estranhar num País em que 66,7% dos trabalhadores por conta de outrem recebem menos de mil euros mensais, segundo o Boletim Estatístico da Segurança Social de março. O documento revela ainda que cerca de 5,3% dos trabalhadores por conta de outrem ganham menos do que o salário mínimo nacional, que atualmente é de 530 euros.

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Salários só valem 33,7% da riqueza do País Máximo histórico foi registado em 1975, quando atingiu 63,5%. Por Raquel Oliveira O desemprego e os cortes ou congelamento de remunerações fizeram, nos últimos anos, cair o peso dos salários na riqueza do País. No ano passado o peso dos salários brutos no PIB foi de 33,7%, o valor mais baixo dos últimos 55 anos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os trabalhadores (excluindo os patrões), que representam 81,6% da população empregada, recebem apenas um terço da riqueza produzida no País, sublinha Eugénio Rosa. Para o economista da CGTP, assistiu-se em 2015 ao agravamento da deterioração do rendimento do trabalho, "aumentando as desigualdades". O peso do rendimento dos trabalhadores no PIB está a cair desde 2004, depois de ter atingido o máximo histórico em 1975 (63,5%) e ainda ter-se mantido acima dos 40% no final dos anos 70 e princípio da década de 80. Ao valor revelado pelo INE, deverá retirar-se o peso dos impostos e dos descontos para a Segurança Social, pelo que em termos líquidos os trabalhadores recebem ainda menos. O que não é de estranhar num País em que 66,7% dos trabalhadores por conta de outrem recebem menos de mil euros mensais, segundo o Boletim Estatístico da Segurança Social de março. O documento revela ainda que cerca de 5,3% dos trabalhadores por conta de outrem ganham menos do que o salário mínimo nacional, que atualmente é de 530 euros.

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A primeira cadeira de bebé com airbag nasce em Vila do Conde

A Dorel Portugal está a ampliar instalações e espera crescer 25% em 2017. Empresa facturou 47 milhões no fabrico de componentes de cadeiras e alcofas e na montagem de carrinhos de bebé. Próximo passo pode ser montar bicicletas.

É uma inovação mundial que anda a ser testada há quase três anos. Paulo Anjos, director-geral da Dorel Juvenile Portugal, de Vila do Conde, diz que é já em Setembro que das suas linhas de produção vão começar a sair as primeiras cadeiras de bebé para automóvel com airbags instalados no arnês que protege a criança.

As cadeiras vão ser integralmente produzidas em Portugal e distribuídas para toda a Europa. Estão actualmente em testes finais no laboratório próprio de crash test que detém a marca (em França) e quase prontas a entrar no mercado, depois das homologações finais.

A AxissFix Air (assim se chama o modelo da cadeira Maxi-Cosi, da Bebe Confort) que vai ter um airbag activo na própria cadeira é um dos quatro novos modelos que a Dorel vai começar a produzir em Setembro. E que já a “obrigou” a alargar a área de produção e a antecipar em 25% o aumento de actividade de produção que vai registar em 2017, face ao ano anterior. De acordo com as contas consolidadas do grupo Dorel, de origem canadiana, a unidade portuguesa facturou 47 milhões de euros em 2016. E de Vila do Conde saíram 600 mil cadeirinhas para automóvel, 80% delas destinadas ao mercado europeu, e 15% ao mercado ibérico

A pequena unidade industrial que abriu em Vila do Conde em 1988, com pouco mais de uma dezena de funcionários para confecionar forras para as cadeirinhas da marca, então francesa, Bebé Confort, é hoje em dia um parque logístico e industrial onde trabalham cerca de 400 pessoas – as últimas quarenta entraram há apenas alguns meses. Hoje em dia é, então, a única unidade fabril da Dorel Internacional da Europa, que faz cadeirinhas de bebé de raiz. A Dorel tem fábricas no Brasil, na China, nos Estados Unidos e, na Europa, a única fabrica que é detida pelo grupo é a unidade de Vila do Conde – há uma fábrica na Holanda, mas é subcontratada.(15/06/2017/Fonte : Público)

Teleperformance prevê contratar 1200 trabalhadores e abrir novo escritório em Lisboa

Os 1200 novos colaboradores serão contratados até outubro deste ano

A Teleperformance em Portugal prevê contratar 1.200 novos colaboradores até outubro e abrir um novo escritório em Lisboa, um investimento de 8,5 milhões de euros, que estará operacional em julho, avançou a empresa à Lusa.

A Teleperformance em Portugal prevê contratar 1.200 novos colaboradores até outubro e abrir um novo escritório em Lisboa, um investimento de 8,5 milhões de euros, que estará operacional em julho, avançou a empresa à Lusa.

Os 1.200 novos colaboradores serão contratados até outubro deste ano, para "posições na área operacional e para as várias funções de gestão e suporte", estando o Português, o Francês e o Alemão entre as línguas mais requisitadas.

A Teleperformance, responsável por conectar as marcas com os clientes, fornecendo, entre outros serviços, atendimento ao cliente e suporte técnico, emprega em Portugal mais de 8.000 colaboradores de 82 nacionalidades nos seus oito centros.

A empresa prepara-se para abrir um novo escritório em Lisboa, "onde serão integrados projetos multilingues para clientes dos setores de "e-commerce" (comércio eletrónico), turismo e lazer, "gaming" (apostas) e "financial services" (serviços financeiros).

À Lusa, a empresa adiantou que "o investimento será de 8,5 milhões de euros e o novo "contact center campus" estará operacional em julho".

Até ao momento, a Teleperformance já investiu em Portugal cerca de 48 milhões de euros em instalações e equipamentos, valor a que acresce investimento em formação, desenvolvimento e inovação.

"Esta nova vaga de recrutamento, com especial destaque para as oportunidades em Português, Francês e Alemão, está alinhada com o facto de termos vindo a conquistar muitos clientes internacionais que veem na Teleperformance Portugal o parceiro certo para os ajudar gerir as suas operações globais de "customer experience management [serviço de apoio ao cliente]", refere o presidente executivo da Teleperformance em Portugal, João Cardoso.

Criada em 1978, a Teleperformance está presente em 74 países e tem 274 "contact centers" (centros de contacto) que servem 160 mercados.

A empresa está em Portugal desde 1994, trabalha com mais de 100 empresas nacionais e internacionais, afirmando ser o "maior "hub" (centro) multilingue a operar na Europa, na área de "Customer Experience Management", com gestão em 29 línguas".(06/06/2017/Fonte : Diário de Notícias)

INE confirma crescimento de 2,8%, o mais elevado nos últimos dez anos

Trimestre mais positivo dos últimos 10 anos

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje que a economia portuguesa cresceu 2,8% em termos homólogos e 1% em cadeia no primeiro trimestre deste ano, mantendo os números divulgados na estimativa rápida.

Desta forma, o INE confirmou que o desempenho homólogo do PIB no primeiro trimestre foi o mais positivo dos últimos 10 anos, já que iguala o crescimento verificado no último trimestre de 2007, período em que a economia portuguesa cresceu também 2,8%.(31/05/2017/Fonte : Diário de Notícias)

Foram criadas mais de mil empresas tecnológicas no último ano em Portugal

Maioria das empresas do setor tem menos de 5 anos e estas pesam quase 3% do tecido empresarial.

Foram constituídas mais de mil novas empresas tecnológicas num período de 12 meses. A conclusão é do estudo realizado pela Informa D&B.

De acordo com os mesmos dados, a grande maioria das empresas tecnológicas portuguesas pertencem aos segmentos das empresas jovens (entre 1 e 5 anos) e adultas (6 a 19 anos).

Nos últimos anos aumentou significativamente o número de iniciativas neste setor, duplicando o número de nascimentos de empresas na última década.

Entre abril de 2016 e março de 2017 foram criadas 1032 empresas. No entanto, o aumento de empresas tecnológicas constituídas em cada ano não foi consecutivo desde 2007, com alguma irregularidade entre 2009 e 2014. “Visto na perspetiva dos 10 anos que compõem esta análise, há uma clara tendência para o crescimento do nascimento destas empresas. As atividades de consultoria informática e as atividades de programação informática destacam-se de todas as outras, respetivamente com 401 e 358 novas empresas criadas nos últimos 12 meses, representando 39% e 35% do total das empresas tecnológicas criadas nesse período”, diz o estudo.

Peso na economia
Em relação ao tecido empresarial o maior rácio de empresas tecnológicas verifica-se entre as empresas com menos de 5 anos, com quase 3%. As tecnológicas vão perdendo peso no universo do tecido à medida que a idade das empresas evolui. Em 31 de março de 2017, estavam registadas 7020 empresas tecnológicas (embora nem todas tenham de facto atividade comercial), que representam 1,8% do total de todas as empresas em atividade em Portugal.

O maior número de empresas tecnológicas pertence aos segmentos das empresas jovens e das empresas adultas, com 2270 e 2016 empresas, que faturaram 501 milhões e 187 milhões de euros, respetivamente, de acordo com os últimos dados disponíveis (2015). Em conjunto com as start-ups, as empresas jovens representam quase 3% do total do das empresas jovens do tecido empresarial. A dimensão média de volume de negócios das empresas do setor tecnológico é inferior ao universo empresarial (606 mil euros vs 988 mil euros).

Feitas as contas, o conjunto total das tecnológicas faturou mais de 3,2 mil milhões de euros em 2015, empregando quase 44 mil pessoas. Nesse ano estavam registadas e com atividade comercial 5318 empresas.(25/05/2017/Fonte : Jornal I)

Porto: Investimento imobiliário cresceu 64% em 2016

O estudo mais recente da Confidencial Imobiliário mostra que, no ano passado, o investimento imobiliário cresceu 64% no Centro Histórico do Porto.

De acordo com os resultados da análise, “em 2016, foram transacionados 513 imóveis no Centro Histórico do Porto, num total de 154 milhões de euros, um volume que apresenta um crescimento de 64% face ao investimento registado no ano anterior”.

Ainda assim, foi o segundo semestre do ano que mais contribuiu para o resultado registado, uma vez que o volume transacionado ultrapassou os 97 milhões de euros e fez deste resultado semestral o mais elevado deste 2007.

Também os preços dos imóveis continuaram uma verdadeira trajetória ascendente. De acordo com a Confidencial Imobiliário, o ano passado trouxe uma subida de 12,9% em relação ao ano anterior. “Com exceção de 2014, o crescimento anual dos preços mantém-se a dois dígitos desde 2012 e só nos últimos três anos, os preços apresentaram uma valorização acumulada de 48%”.(28/04/2017/Fonte : Jornal I)

Crédito à habitação. Prestação da casa volta a atingir novos mínimos

Os maiores beneficiados são aquelas que optam pela Euribor a 12 meses, mas que continua a ter pouco peso no mercado.

Os portugueses que revirem a taxa de juro do seu crédito à habitação, em maio, vão sentir um alívio no valor da prestação a pagar. Mas essa redução vai ser mais sentida nos empréstimos com indexantes de prazos mais alargados.

Mas vamos a números. Para quem tem a Euribor a três meses a redução será de apenas 0,1% e de 0,5% no caso de seis meses.

No entanto, irá atingir uma diminuição de 1,6% no crédito associado a Euribor a 12 meses. A verdade é que o número de famílias que irá tirar partido dessa redução será mais baixo, uma vez que, a Euribor a 12 meses continua a ter pouco peso no total do crédito à habitação. Os portugueses continuam a optar pela taxa a seis meses.

Na base desta redução está o nível historicamente baixo da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) que continua fixada fixada em 0% desde março do ano passado, o que arrastou os indexantes utilizados nos créditos à habitação de taxa variável para terreno negativo, nível em que ainda se mantêm.(01/05/2017/Fonte : Jornal I)

Vacina desenvolvida no Porto para a meningite, pneumonia e septicemia

Já passou por experiências em ratos e coelhos e agora os cientistas esperam que, ainda em 2017, a vacina passe à fase dos ensaios em seres humanos.

Investigadores do Porto desenvolveram uma vacina que ajuda a prevenir ao mesmo tempo infecções bacterianas que causam doenças como meningite, pneumonia e septicemia (invasão da corrente sanguínea por agentes patogénicos, que nos casos mais críticos pode levar à morte por choque séptico).

As bactérias que originam essas patologias – Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Estreptococus do grupo B, Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus – são estirpes muito resistentes e causam “um enorme problema para a saúde pública”, disse à gência Lusa o cientista Pedro Madureira, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto.

OMS diz que é urgente criar novos antibióticos contra 12 perigosas bactérias

A partir do momento que essas bactérias infectam o hospedeiro – neste caso, a pessoa – são capazes de libertar uma molécula designada GAPDH, que as torna “invisíveis” ao sistema imunitário, explicou o cientista, um dos fundadores da empresa Immunethep, responsável pela criação da vacina. Desta forma, as bactérias impedem o início de uma resposta do sistema imunitário para as combater.

Sem uma resposta adequada do nosso sistema imunitário, continua Pedro Madureira, as bactérias “rapidamente proliferam” na corrente sanguínea e nos órgãos infectados, podendo levar às tais patologias, consideradas bastante graves. “Embora esta vacina seja destinada a todas as pessoas”, existem indivíduos nos quais a “incidência desse tipo de infecções é maior”, como, por exemplo, os recém-nascidos, os idosos, os portadores de diabetes do tipo I, os pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas invasivas (operações ao coração ou à espinal medula) ou com doença pulmonar obstrutiva.

O investigador considera esta vacina “inovadora”, visto que, ao invés de induzir uma resposta imunitária (a produção de anticorpos) contra a bactéria em si, induz, sim, uma resposta que neutraliza uma única molécula (a GAPDH), libertada pelas bactérias, permitindo ao sistema imunitário controlar as diferentes infecções.

A vacina, que já passou por ensaios laboratoriais com ratos e coelhos, vai passar à fase dos ensaios clínicos no último trimestre de 2017, prevê o investigador.

Este foi um dos projectos apresentados esta sexta-feira no i3S, um dos institutos que participa nas comemorações do Dia Internacional da Imunologia, organizadas pela Sociedade Portuguesa de Imunologia. A iniciativa, que no Porto termina por volta das 17h00, conta com palestras e outras actividades para dar a conhecer aos alunos do ensino secundário a investigação desenvolvida na área da imunologia. Também participaram nestas comemorações o Instituto de Medicina Molecular, de Lisboa, o Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, a Universidade de Aveiro e o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho.

Para além da vacina, Pedro Madureira disse que a Immunethep está a desenvolver uma forma de terapia baseada em anticorpos monoclonais, que neutralizam a proteína GAPDH, podendo ser usados em pessoas já infectadas e para as quais não há tempo para vacinação. “Estes anticorpos têm a vantagem, em relação à vacina, de actuarem muito rapidamente e a desvantagem de não induzirem ‘memória imunológica’”, explicou o investigador. Esta memória está associada à capacidade do nosso sistema imunitário, após um primeiro contacto com um agente estranho, conseguir desencadear uma resposta muito mais rápida e eficiente.

Na apresentação no i3S, Pedro Madureira também falou da importância e da história das vacinas, de forma a “desmistificar” algumas incertezas sobre a vacinação e, ainda, sobre esta ter sido uma “grande conquista da imunologia e da medicina”. Pedro Madureira acredita que grande parte da polémica actual relacionada com a vacinação deve-se à “má informação” ou ao “pouco esclarecimento” que se tem sobre o tema, daí a necessidade de se transmitir uma informação “clara e precisa” quando se fala publicamente acerca deste assunto. As vacinas são “algo que funciona”, sendo esta a abordagem clínica que “melhores resultados trouxe para a humanidade”.

Apesar de compreender os casos em que os indivíduos não podem ser vacinados, devido a uma resposta alérgica, sublinhou que se “todas as outras pessoas estivessem vacinadas e não houvesse movimentos antivacinas”, esses indivíduos estes estariam seguros porque não haveria forma de transmitir a doença.(28/04/2017/Fonte : Público)

Portugal em primeiro lugar na Europa nos carros novos menos poluentes

Portugal lidera os países europeus na eficiência e emissões dos carros novos, ao apresentar a média mais baixa de dióxido de carbono por quilómetro.

A média de emissões de dióxido de carbono por quilómetro dos automóveis novos vendidos em 2016 desceu em todos os países europeus, com exceção para a Holanda, que estava em primeiro lugar no ano anterior, tendo sido ultrapassada por Portugal.

A Agência Europeia do Ambiente (EEA na sigla em inglês) aponta, no entanto, que a redução registada em 2016, de 1,2%, foi a mais pequena desde 2006.

Segundo a EEA, Portugal registava uma média de 104,7 gramas de dióxido de carbono por quilómetro nos carros adquiridos em 2016, seguido pela Holanda, com 105,9 gramas, Dinamarca, com 106,1 gramas, e Grécia, com 106,3 gramas.

Os carros menos eficientes foram vendidos na Estónia, com emissões de 134 gramas de dióxido de carbono por quilómetro.

A organização europeia acrescenta que as vendas de carros elétricos continua a aumentar, embora com "uma taxa significativamente mais moderada" que nos anos anteriores. Na Europa, foram registados 64 mil veículos, o que representa um acréscimo de 13% relativamente a 2015, com a França a liderar, seguida da Alemanha.

As emissões dos transportes são uma parte importante do total das emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelas alterações climáticas.

O Governo tem incentivado a opção por automóveis elétricos, nomeadamente com apoios na administração pública e o reforço da rede de postos de abastecimento no país.(21/04/2017/Fonte : Jornal de Notícias)

Portugal sobe para 11.º lugar entre 27 países europeus na produção de ciência

O número de publicações triplicou na última década, colocando Portugal entre o Reino Unido e a Alemanha na tabela das publicações por milhão de habitantes, segundo estatísticas agora divulgadas. Confrontando os dados com outros indicadores, conclui-se ainda que o país produz muita ciência e barata

A produção científica portuguesa continua a crescer e é assim há mais de 20 anos. As estatísticas divulgadas em Março pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) mostram que a produção de ciência cresceu entre 2005 e 2015 a uma taxa média anual de 10%, o que coloca Portugal entre os quatro países que mais progrediram neste indicador. Na “tabela geral” com 27 países europeus que avalia o número de artigos publicados por milhão de habitantes, a produção científica portuguesa passou do 16.º lugar em 2005 para o 11.º em 2015.

Se todos os gráficos de indicadores (positivos) fossem semelhantes aos da produção científica portuguesa, o país não estava nada mal. As curvas, barras e números no relatório da DGEEC não deixam qualquer dúvida: sempre a subir. Em 1995 registavam-se 2404 publicações científicas, em 2005 já eram mais de 7400 e, segundo os dados divulgados agora, em 2015 ultrapassámos as 21 mil. E se dividirmos as 21.130 publicações portuguesas em 2015 por 365 dias (incluindo, portanto, fins-de-semana e feriados) temos precisamente 57,8 artigos por dia em que pelo menos um dos seus autores tem afiliação a uma instituição nacional.

Mas será tão simples assim? Quando comprado com outros países, Portugal fica bem na fotografia? O que explica este crescimento? E, por outro lado, estarmos a produzir mais quer dizer que estamos a fazer melhor? “Só conhecemos bem a ciência portuguesa se a medirmos”, refere ao PÚBLICO Carlos Fiolhais, professor na Universidade de Coimbra, quando lhe pedimos para interpretar as estatísticas do número de publicações indexadas na Web of Science, uma base de dados de revistas científicas, que considera como um “bom indicador”.

Para melhor percebermos a evolução do país, temos de o comparar. E isso só é possível quando olhamos para o gráfico da DGEEC sobre o número de publicações científicas por milhão de habitantes nos vários países da União Europeia (UE), entre 2005 e 2015. Portugal produziu 1298 artigos por milhão de habitantes em 2015 (em 2005 eram apenas 510). Neste indicador estão contabilizadas apenas um total 13.464 publicações porque apenas são tidas em conta as chamadas “ciências duras” (excluindo-se as ciências sociais e humanidades) e apenas os artigos, revisões ou artigos curtos (deixando de fora publicações como opiniões, resumos e actas). “O número de publicações em dez anos quase triplicou, passando de 510 para 1298, calando aqueles que dizem que a ciência em Portugal é improdutiva”, assinala Carlos Fiolhais.

No topo da tabela, estão os países nórdicos, a Dinamarca (com 3050 publicações por milhão de habitantes) ou a Suécia (2563) e a Finlândia (2195). Portugal está entre o Reino Unido (com 1603) e a Alemanha (1248), representando o país de Sul da Europa que mais publicou nesta década. Nos últimos lugares da lista dos 27 países da UE estão a Letónia (357), a Roménia (616) e a Eslováquia (616).

E se, em vez de fazer as contas aos artigos publicados por milhão de habitantes, tentássemos perceber “quantas publicações produzimos por euro gasto em ciência e tecnologia”?, sugere o professor da Universidade de Coimbra, arriscando responder que “devemos fazer dos papers [publicações científicas] mais baratos da Europa!” E a resposta está correcta. Segundo dados da OCDE de Fevereiro de 2017, Portugal investiu, em 2015, 1,28% do PIB em investigação e desenvolvimento, enquanto a média da EU a 28 países era de 1,9%.

Mas, melhor do que o 11.º lugar alcançado no número de publicações por milhão de habitantes, é o 4.º lugar no gráfico que mostra a taxa de crescimento anual em 24 países. Aqui, Portugal só está atrás do Luxemburgo (16%), Malta (16%) e Chipre (13%) e com os mesmos 10% da Lituânia e da Letónia.

Falta o peso de Mariano Gago
“A nossa mudança é espectacular mesmo se olharmos só para a última década”, assinala Carlos Fiolhais, que faz questão de sublinhar que o “salto já vinha de trás e que é essencialmente resultado da política de ciência e tecnologia do ministro José Mariano Gago”. O salto, ou saltos se analisarmos as duas últimas décadas, foi grande também porque o ponto de partida era muito baixo, já se sabe.

Numa análise mais atenta, nota-se, no entanto, uma desaceleração no crescimento nos últimos anos da década. Logo à partida, se olharmos para taxa média de crescimento anual entre 2010 e 2015, ela já “só” foi de 9%, baixando para um (ainda) honroso 5.º lugar na tabela. Carlos Fiolhais também reparou neste travão e concluiu que “disciplina a disciplina estão à vista os efeitos do governo de Passos Coelho e da política de contenção de Nuno Crato”. “Crescemos muito em dez anos, mas muito mais na primeira metade dessa década. De 2013 para 2015, o crescimento das ciências exactas, ciências da saúde e ciências naturais foi muito pequeno e de 2014 para 2015 as ciências sociais e as humanidades baixaram”, diz, notando que a única excepção à “estagnação” dos últimos anos foram as ciências da engenharia e as tecnologias.

“O governo anterior revelou ser contra a ciência, tendo tido efeitos nefastos nalgumas áreas em particular. O ministro Manuel Heitor fez bem em virar as agulhas. Mas está afogado em contradições: quer aumentar o emprego científico, um grande problema entre nós, mas começou de uma maneira frouxa ao falar de ‘flexibilização’”, defende o físico. E chegamos à conclusão do costume: É preciso mais dinheiro. “O défice de 2,1% de que o [actual] Governo e o PS tanto se orgulham significa, por exemplo, que as universidades continuam à míngua, sem possibilidade de renovarem os seus recursos humanos”, avisa Carlos Fiolhais, que acrescenta ainda que “o grande problema do ministro Manuel Heitor (e, por isso, também o nosso) é que não tem dinheiro: nem o país tem o dinheiro que tinha, vindo da UE, nem ele tem o peso de Mariano Gago à mesa do orçamento”.

Temos de investir mais na ciência se queremos continuar a crescer, resume Carlos Fiolhais fazendo, sem saber, eco das palavras do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em entrevista ao PÚBLICO. Resta saber se estarão de acordo quando à parcela de investimento que é preciso fazer. O professor da Universidade de Coimbra deixa um desafio: “Estamos às portas do pelotão da frente da Europa. Devíamos ousar entrar.”(02/04/2017/Fonte : Público)

Preços da habitação aumentam

O índice de preços da habitação aumentou, em 2016, 7,1%. De acordo com o INE, a área metropolitana de Lisboa lidera o mercado, em volume e em montante.

"Em 2016, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) apresentou uma variação média anual de 7,1%. O ritmo de crescimento observado em 2016 foi superior em 4 pontos percentuais (p.p.) ao observado em 2015, verificando-se um crescimento médio dos preços dos alojamentos existentes (8,7%) superior ao dos alojamentos novos (3,3%) ", revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE revela ainda que no ano passado “registaram-se 127.106 transações de habitações, mais 18,5% do que em 2015, ultrapassando os 14,8 mil milhões de euros, mais 18,7% que em 2015". Este é o quarto ano consecutivo em que este indicador aumenta. Em 2012 tinha caído até aos 76 mil alojamentos.

A Área Metropolitana de Lisboa concentrou 34,9% do total de vendas efectuadas em 2016, mais 2% que no ano precedente, e captou quase metade do montante. "Os alojamentos transaccionados na Área Metropolitana de Lisboa (em 2016) totalizaram mais de 6,9 mil milhões de euros, o que representa o mais elevado peso relativo (47%) desta região na série disponível", realça o gabinete de estatísticas.(26/03/2017/Fonte : Jornal I)

Défice de 2,1% em 2016 confirmado

O INE confirmou que o défice orçamental de 2016 ficou em 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), entreabrindo a porta à saída de Portugal do Procedimento por Défices Excessivos (PDE), que tinha sido aberto ao país em 2009.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o saldo das Administrações Públicas ficou em -2,06% do PIB no ano passado. O valor ainda está por fechar - terá de ser ainda apreciado pelo Eurostat — mas a confirmar-se fica abaixo da meta de 2,5% que tinha sido imposta por Bruxelas a Portugal, em julho de 2016, e será o défice mais baixo desde 1974.

O facto cumprir a exigência de 2,5% da Comissão Europeia deixa Portugal com a porta entreaberta para sair do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE), uma decisão que será tomada em maio.

Além do valor do défice, a informação do INE ao Eurostat adianta a estimativa do Banco de Portugal para o valor da dívida pública de 2016 - 130,4% do PIB.

Para sair do PDE é necessário que um país tenha um défice orçamental abaixo dos 3% do PIB e que esse valor se mantenha a curto e médio prazo. De acordo com as previsões do Governo e da Comissão Europeia as condições serão cumpridos nos próximos anos. Mas há riscos que poderão alterar os dados.

Alguns analistas apontam que o valor de 2016 foi conseguido com um aperto extraordinário da despesa e cativações, que muito dificilmente será possível repetir em 2017. Também a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, se significar a ultrapassagem do teto de 3%, poderá colocar em causa a saída do PDE.(26/03/2017/Fonte : Jornal I)

PIB cresceu 2% no último trimestre de 2016

O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal cresceu 2% no último trimestre de 2016. No conjunto do ano passado o crescimento da economia foi de 1,4%.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em alta a estimativa provisória do produto dos últimos três meses do ano passado - 1,9% divulgada em fevereiro –, um valor que não alterou o conjunto do ano, que se manteve em 1,4%. Em 2015 o crescimento da economia foi de 1,6%.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas, em 2016, o PIB “atingiu cerca de 185 mil milhões de euros em termos nominais, tendo registado um aumento de 1,4% em volume, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) que o verificado no ano anterior”.

De acordo com o INE, “o contributo da procura interna para a variação do PIB diminuiu, situando-se em 1,5 p.p. em 2016 (2,6 p.p. em 2015), refletindo, principalmente, a redução do Investimento e, em menor grau, o ligeiro abrandamento do consumo privado”.

Em relação ao quarto trimestre “o PIB registou, em termos homólogos, um aumento de 2% em volume (variação de 1,7% no trimestre anterior), tendo sido revisto em alta em 0,1 p.p. face à Estimativa Rápida”.

O instituto revela que a “aceleração do PIB resultou do maior contributo da procura interna, que passou de 1,1 p.p. no 3º trimestre para 2,5 p.p., observando-se uma recuperação do Investimento e um crescimento mais intenso do consumo privado”.(01/03/2017/Fonte : Jornal I)

Imobiliárias e bancos antecipam crescimento no crédito à habitação este ano

As mediadoras imobiliárias e vários bancos nacionais antecipam que continue, em 2017, a tendência de crescimento no crédito habitação, mas sem se alcançarem níveis de anos passados.

Segundo o Banco de Portugal, em 2016, os bancos disponibilizaram 5790 milhões de euros em crédito à habitação, traduzindo um crescimento de 44,28% face aos 4013 milhões de euros registados em 2015.

Fonte do Millenium BCP afirmou a expectativa da tendência de crescimento, mas "com valores de produção ainda distantes dos registados há uma década".

Entre os principais motivos para a evolução positiva estão as taxas de juro historicamente baixas, a estabilização/redução da taxa de desemprego e o aumento do índice de confiança dos consumidores, segundo o banco, que explica que a atual concessão de crédito decorre "maioritariamente de transações de imóveis usados, e não de nova construção, que é neste momento mais reduzida do que a verificada há 10 anos".

O Santander Totta assumiu-se à Lusa "otimista" acerca da evolução do mercado e acredita haver margem para o banco continuar a crescer neste mercado, "até porque os valores atuais estão bastante abaixo dos registados no passado".

"'Spreads' [margem de lucro dos bancos] mais baixos e uma economia a apresentar sinais positivos" contribuirão para o crescimento, segundo fonte do Santander Totta, que informou como os novos empréstimos revelaram "grande dinamismo" em 2016, "o que se traduziu numa quota de mercado de cerca de 19%".

"Se tomarmos em conta um período mais largo, de 2008 a 2016, o Santander Totta concedeu 7100 milhões de euros de crédito a particulares", informou.

A Caixa Económica Montepio Geral indicou que o dinamismo no setor imobiliário começou desde finais de 2015 e a expectativa é de continuar a crescer em 2017, dada a "valorização do imobiliário e a tendência do aumento da procura".

A área de crédito do Bakinter recordou, por seu lado, que 2016 foi o ano em que se inverteu a tendência de redução da oferta e da procura de crédito, "com o retomar dos níveis de confiança e com os primeiros sinais dados por bancos como o Bankinter, mais resilientes e com melhores estruturas de capital, de que este é um mercado onde pretendem investir".

O Banco Popular afirmou, por sua vez, que "neste início de ano não há quebras na concessão de crédito à habitação", mas que não dispõe de dados para antever o resto do ano.

Pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o presidente, Luís Lima, disse que "o setor financeiro já tem revelado vontade em apostar mais neste tipo de produto, confirmando deste modo a existência de um setor imobiliário pujante, seguro e com perspetivas de crescimento".

À Lusa, o responsável observou a falta de financiamento na construção, o que "poderá levar a uma eventual subida dos preços no imobiliário português", por se estarem a esgotar as opções, sobretudo nos centros das cidades.

"É preciso que haja construção nova que promova a estabilização de preços, o que será benéfico para o mercado que, em algumas localizações, necessita de aliviar os preços praticados, até para evitar eventuais bolhas especulativas", acrescentou.

No seu balanço de 2016, a rede imobiliária Century 21 referiu que o crédito à habitação, além de impulsionar o mercado imobiliário residencial, "permitiu que muitas famílias portuguesas regressassem ao mercado", especialmente nas periferias.

O administrador da Century 21 Portugal, Ricardo Sousa, disse à Lusa que a rede cresceu "55% em volume de crédito à habitação, canalizado para parceiros, face ao volume registado em 2015".

"Para 2017, o nosso objetivo é incrementar em 50% o volume de crédito à habitação verificado em 2016", resumiu.

A rede ERA prevê que o crédito à habitação continue a crescer entre 25% e 30% na concessão por parte dos bancos em Portugal, "mas com critérios de risco controlados".(26/02/2017/Fonte : Jornal de Notícias)

Governo anuncia projectos de 800 milhões para energias renováveis

Portugal teve, em 2015, uma quota de 27% de energias renováveis no mix energético nacional, a sétima maior da União Europeia.
O Governo anunciou neste domingo que vão arrancar novos projectos em energias renováveis com uma capacidade instalada de cerca de 750 megawatts e um investimento potencial superior a 800 milhões de euros.

Segundo o Ministério da Economia, "a par dos 380 megawatts de licenças para centrais solares, sem tarifas subsidiadas pelos consumidores e com cauções já entregues pelos promotores, o Governo aprovou 41 megawatts relativos a três centrais de biomassa".

A este conjunto de investimento junta-se "o projecto de energias das ondas Windfloat que representa um investimento de cerca de 125 milhões de euros, a realizar nos próximos anos e cuja ligação a terra será feita sem onerar os consumidores (ao contrário do programado), adianta o gabinete do secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.

O executivo acrescenta que a EDP Renováveis anunciou, no quadro de um acordo com o fabricante de aerogeradores Senvion, a instalação de mais 216 megawatts em parques eólicos.

Indica ainda que, "no âmbito do grupo de trabalho criado pelo Governo para fazer a reforma da floresta, serão brevemente lançados cerca de 60 megawatts de licenças, destinadas a centrais de biomassa".

Portugal teve, em 2015, uma quota de 27% de energias renováveis no mix energético nacional, a sétima maior da União Europeia que, no seu conjunto, chegou aos 16,4%, divulgou, já este mês, a Comissão Europeia.

A União da Energia confirma assim um aumento constante na quota de energia proveniente de fontes renováveis desde 2013 (25,7% do consumo final bruto de energia), ano em que estava já ultrapassada a meta de pelo menos 20% até 2020.

"Com excepção de autorizações resultantes de pedidos anteriores, a nova orientação política do Governo passa pela autorização de centrais sem tarifas feed-in (ou seja, sem subsídios pagos pelos consumidores)", de acordo com o Ministério da Economia.

O gabinete de Jorge Seguro Sanches recorda que "a subsidiação da actual potência instalada custa aos consumidores portugueses cerca de 600 milhões de euros por ano, responsável, em boa parte, pela divida tarifária que, no início de funções deste Governo era de cerca de 5000 milhões de euros".(05/02/2017/Fonte : Público)

Subconcessionária dos estaleiros de Viana quer empregar 400 pessoas até 2018

O presidente da WestSea afirma ter uma carteira de encomendas de 80 milhões de euros, estimando até final de 2018, empregar cerca de 400 trabalhadores.

Segundo Carlos Martins “25 a 30%” daquele montante é garantido pelo contrato de construção dos dois navios-patrulha oceânicos (NPO) para a Marinha portuguesa.

“Estes navios são muito importantes não só pelo valor que representam para os estaleiros mas também por dotar os estaleiros de capacidade para construir estes navios, trabalhar junto com a Marinha e tentar exportar estes navios para outros países. É isso que estamos a trabalhar, em conjunto com a Marinha. Nós esperamos que este tipo de navios valham, mais ou menos, 25 a 30% da nossa carteira de encomendas”, afirmou o responsável.

A construção dos dois NPO nos estaleiros da WestSea foi anunciada, em maio de 2015, pelo então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Em julho desse ano, o consórcio liderado pela Martifer ganhou o contrato para a construção dos dois NPO depois de a Marinha ter sido autorizada a adquirir os dois navios-patrulha, orçados em cerca de 70 milhões de euros, “por negociação”, e não por concurso, face à “urgência imperiosa” de dispor das embarcações até ao ano 2018.

Carlos Martins, que falava aos jornalistas durante a visita que o secretário de Estado da Defesa fez hoje aos estaleiros da WestSea, para fazer um ponto de situação da construção dos dois NPO, adiantou que o futuro da empresa “está dentro do planeado, até acima do planeado”.

“Neste momento, temos cinco navios em construção, três para o Douro e estes dois (navios-patrulha), e temos mais dois navios que vamos iniciar a construção, uma draga e um navio para o Ártico”, sustentou.

O presidente da WestSea, empresa do grupo português Martifer, adiantou que aqueles estaleiros têm “260 trabalhadores diretos, uma parte significativa de ex-funcionários dos ENVC”, estimando, até final do próximo ano, “cumprir uma promessa nossa de atingir os 400 trabalhadores”.

“Todas as semanas entra gente nova. Hoje, por exemplo, estão aqui mais de 800 trabalhadores”, disse, referindo-se aos trabalhadores indiretos, de subempreiteiros.

Na setor da reparação naval, que classificou de “muito lucrativo”, disse que a empresa tem, em trabalhos de reparação, duas dragas holandesas e assegurou que aposta passa por “continuar a evoluir” nesta área, No entanto, lamentou a atual falta de condições do canal de navegação do porto de mar de Viana do Castelo para receber navios de maior dimensão.

“Mais de 50% do que poderíamos fazer é rejeitado porque os estaleiros não tem profundidade para navios de maior calado”, afirmou, manifestando-se otimista no crescimento daquele setor face à “promessa” do Governo de investir no aprofundamento do canal de navegação que dotará aquele estaleiro de ” mais capacidade de resposta”.

Na semana passada, a ministra do mar anunciou um investimento público de 15 milhões de euros na melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de mar daquela cidade, através do aprofundamento do canal de navegação. Aquela intervenção será complementada com um investimento privado de 11 milhões de euros, suportado pela WestSea, para a construção de uma nova doca seca.

O investimento, a concretizar até 2019, está incluído na estratégia para o aumento da competitividade do porto de Viana do Castelo dotada de um montante global de 36 milhões de euros.

A subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos ENVC, adjudicada a 18 de outubro de 2013 pela administração daquela empresa pública, atualmente em fase final de extinção, prevê o pagamento, pela Martifer ao Estado, de 415 mil euros por ano, até 2031. O grupo português assumiu a subconcessão em maio de 2014.(30/01/2017/Fonte : Dinheiro Vivo)

Compradores de mais de 40 nacionalidades apostaram em imobiliário em Portugal

A consultora JLL transacionou durante o ano passado 840 vendas de casas, 65% das quais a cidadãos estrangeiros.

A compra de casas por cidadãos de diferentes nacionalidades têm vindo a crescer nos últimos anos. Segundo dados revelados esta quarta-feira pela consultora JLL, em 2016 foram transacionadas vendas com membros de 43 nacionalidades estrangeiras.

Na apresentação do balanço de 2016 e perspetivas para 2017, a consultora revelou que 65% dos compradores das 840 casas que negociou em Lisboa eram estrangeiros, provenientes de sítios tão diversos como Brasil, França, China, África do Sul, Líbano e Turquia.

A responsável pela área residencial da JLL, Patrícia Barão, explica que o aumento do turismo, os benefícios fiscais e os “valores [das casas] mais apetecíveis do que nas restantes cidades europeias” estão entre os fatores que mais influenciaram o aumento da procura internacional.

Dados da consultora JLL mostram que o metro quadrado, no segmento ‘prime’ (de melhor qualidade) custa em Lisboa oito mil euros, abaixo dos 10 mil de Madrid, 12 mil euros de Berlim, 18 mil euros de Paris e 27 mil de Londres.

Patrícia Barão aponta ainda para uma desaceleração da procura de imóveis por cidadãos chineses, motivada pelo abrandamento das atribuições de Vistos Gold (autorizações de residência para investimento).

Para 2017, a consultora prevê que se mantenham os bons resultados obtidos este ano. “Tudo indica que este momento é para durar, sobretudo se soubermos perceber e apoiar as estratégias de investimento dos ‘players’ que estão atentos ou a atuar em Portugal e desde que se garanta estabilidade fiscal”, afirma o diretor-geral, Pedro Lencastre.(18/01/2017/Fonte : Jornal Económico)

Turismo. Empresários esperam novos recordes

De acordo com o último Barómetro do Turismo, do Instituto do Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), mais de 70% dos inquiridos consideram que falamos do setor que melhores resultados vai apresentar este ano.

O índice de confiança dos empresários no desempenho do setor do turismo é o segundo mais elevado de sempre: fixou-se acima dos 83 pontos.

A maioria considera que o número de empregos criados vai aumentar, assim como a procura externa e a rentabilidade das empresas do setor.

Apenas o investimento público apresenta um registo negativo, já que os empresários que foram ouvidos entendem que vai diminuir ao longo deste ano.

Já sobre a eficácia da promoção turística que foi feita em 2016, os empresários não escondem que consideram que a promoção interna “correspondeu às expetativas”.

No que respeita à vertente externa, sublinham que ficou “acima” de qualquer expetativa.(13/01/2017/Fonte : I-Olnine)

Novo dono da antiga fábrica da Triumph vai investir 1 milhão

A Têxtil Gramax Internacional quer expandir os mercados de exportação da fábrica de Sacavém com um modelo de negócio de produção multimarca

O novo dono da antiga fábrica da Triumph, o fundo suíço Gamax Capital, vai investir um milhão de euros na unidade localizada em Sacavém, Loures. A fábrica, que passa a designar-se Têxtil Gramax Internacional (TGI), tem um volume de negócios anual de 20 milhões de euros e emprega cerca de 500 colaboradores.

“A TGI quer reforçar a liderança do setor de produção em Portugal e afirmar-se como um dos maiores players europeus na produção de lingerie, shapewear e swimwear para homem e mulher. O investimento que está a ser feito para otimizar a produção, conjugado com a experiência e as competências humanas e técnicas existentes na empresa está enquadrado neste objetivo ambicioso”, disse Manuel Pereira, CEO da Têxtil Gramax Internacional, citado em nota de imprensa.

A antiga fábrica da Triumph, comprada em agosto do ano passado, regista um volume de negócios anual de 20 milhões de euros, com a totalidade da produção deste ano destinada à exportação. Até à compra da unidade pelo fundo suíço, a fábrica produzia unicamente para a Triumph sendo a produção exportada para a Áustria.

Os novos acionistas pretendem implementar um novo modelo de negócios, com produção multimarca para um “leque diversificado de marcas nacionais e internacionais”. Os mercados destino também aumentam, com a produção este ano ter como destino mercados a Alemanha, Áustria, Espanha, EUA, Holanda, França e Portugal.

A fábrica de Sacavém tem uma capacidade instalada de mais de 25 milhões de minutos por ano. A TGI é o maior empregador do concelho de Loures e com perto de 500 colaboradores. Em agosto de 2015, o grupo alemão Triumph comunicou que iria vender a fábrica em Portugal, a única na Europa, para “evitar ou limitar redundâncias”. O grupo alemão estava instalado no concelho de Loures desde 1961.(04/01/2017/Fonte : Dinheiro Vivo)

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 «Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir.
Da minha língua vê-se o mar.»
Vergílio Ferreira