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Novos sítios nas nossas rubricas

-"O Figueirense" : Mensal da Figueira da Foz.

-APSEI - Associação Portuguesa de Segurança

-"Jornal de Leiria"

-ANCV - Associação Nacional de Coberturas Verdes

-IA - Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço

-SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profisionais de Seguros e Afins

-"AJEPC - Associação de Jovens Empresários Portugal - China"

-"International Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Pau.

-"Diário da Lagoa" : Concelho de Lagoa, ilha de São Miguel – Açores

-"Correio dos Açores"

-"Diário dos Açores"

-"AOTP - American Organization of Teachers of Portuguese" : Organismo que apoia o ensino de português. "Uma organização em prol do ensino da Língua Portuguesa​."

-"Viva Montreal TV": Web Tv lusófona no Canadá.

-"LUSAQ TV" : Televisão lusófona no Canadá.

-"Luso Productions" : Portal da Comunidade Portuguesa radicada na Bélgica.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses 25 de Abril" : Associação cultural portuguesa sedeada em Genk com rancho folclórico "As Peixeiras de Portugal", e equipa de futebol.

-"Associação Os Lusitanos de Mutzig" : Associação cultural portuguesa sedeada em Mutzig com aulas de português

-"AJA Bruxelas" : Sítio do Núcleo da associação José Afonso de Bruxelas.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses de Liège" : Comunidade portuguesa radicada em Liège.

-"FAPB - Federação das Associações Portuguesas na Bélgica"

-"FEPB - Federação dos Empresários Portugueses na Bélgica"

-SER - Syndicat des énergies renouvelables

-SNESE - Syndicat National des Entreprises de Sous-traitance Électronique

-"União Portuguesa Cultural e Desportiva de Hagen" : Associação de portugueses na Alemanha composta de uma equipa de futebol e um rancho folclórico.

-"Associação Recreativa Portuguesa Sindelfingen" : Associação de portugueses de Sindelfingen.

-"Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft - Associação Luso-Hanseática" : Associação de portugueses de Hambourg.

-"Associação Estrela Portuguesa de Annemasse" : Associação perto da fronteira suíça (Genebra).

-"Casa de Portugal de Plaisir - Centre Culturel et Récréatif des Portugais de Plaisir (C.C.R.P.P.)"

-"Les Amis Portugais de Noisy le Sec"

-"Associação Cultural Portuguesa de Decines"

-"Association Portugaise de Brest - Casa de Portugal"

-"Portugal Business Club Touraine" : Associação de empresários lusófonos em Tours.

-"Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Lyon.

-"Portugal Business Club Bordeaux" : Associação de empresários lusófonos em Bordeús.

-"ASCIPDA - Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri". Associação sem fins lucrativos, constituída em 2007. Além de agregar a Comunidade italiana, tem como principais objetivos: a divulgação da língua e cultura italiana, a promoção e o fortalecimento das relações entre os sócios, simpatizantes e admiradores de Itália.

-Câmara de Comércio Luso-Britânica

-"A.F.N.P. - Associação dos Franceses do Norte de Portugal"

-"Associação de Estudantes Angolanos em Portugal"

-"ACV - Associação Caboverdeana Lisboa"

-"ASIBA - Associação de Imigrantes Brasileiros dos Açores". Organização sem fins lucrativos, um grupo de amigos que se unem para criar pontes entre dois povos.

-CCILB - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira

-CCIPA - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha

-"DPG – Associação Luso-Alemã" : Associação registada, promove o diálogo amigável entre alemães e portugueses num espaço europeu plural.

-"Lusitânia APE" : associação fundada em 1972 por um grupo de portugueses residentes na Suécia que tem como objetivo a dinamização do convívio entre os elementos da comunidade Portuguesa em Estocolmo e arredores.

-"União dos Portugueses em Gotemburgo (UPG)" : Associacão de portugueses que vivem em Gotemburgo, Suécia.

-"Movimento Cívico Português do Reino Unido" : associação cívica, com o principal objectivo de apoiar os portugueses que residem no Reino Unido.

-"PARSUK – Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom" : é uma associação independente, sem fins lucrativos ou afiliação política

-"Mobinov" : Associação do Cluster Automóvel

-APQuímica – Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação

-AICC - Associação Industrial e Comercial do Café

-ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas

-ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins

-ANIET - Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora

-ANIPC – Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão

-AIVE- Associação dos Industriais do Vidro de Embalagem

-ANIA - Association Nationale des Industries Alimentaires

-Fédération des Industries Avicoles

-NATEXBIO - Fédération des transformateurs et distributeurs bio

-ACRAL - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve

-APMRA- Associação Portuguesa de Marketing Rural e Agronegócio

-APPPFN - Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais

-CNER - fédération des agences de développement économique

-"Fashion from Portugal" : Portal dedicado à promoção e informação da moda portuguesa.

-"Jornal-T" : Jornal do sector têxtil (ATP)

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Associação Selectiva Moda

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Associação Home from Portugal -  têxteis-lar

--
ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

-FranceAgriMer, établissement national des produits de l’agriculture et de la mer
 

Mais de metade dos trabalhadores recebia menos de 1.000 euros em 2022

No caso dos jovens, 65% recebiam abaixo de 1.000 euros, em 2022, segundo dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Mais de 50% dos trabalhadores receberam salários inferiores a 1.000 euros em 2022, uma percentagem que sobe para 65% no caso dos jovens com menos de 30 anos, segundo dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

De acordo com o documento elaborado pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, apresentado na Concertação Social, no ano passado 56% dos trabalhadores em Portugal recebiam um salário inferior a 1.000 euros, uma percentagem que compara com 72% em 2015.

No caso dos jovens, 65% recebiam abaixo de 1.000 euros, em 2022, face a 84% em 2015.

O salário médio dos trabalhadores com remuneração declarada à Segurança Social era no ano passado de 1.269,34 euros, superior em 29% ao valor de 2015, enquanto para os jovens (até 30 anos), o salário médio era de 1.037,57 euros, mais 40% em comparação com 2015.

Os dados do GEP mostram ainda que a percentagem de trabalhadores a receber até 760 euros (o valor do salário mínimo nacional em 2023) reduziu-se para metade em 2022 face a 2015, tendo passado de 60% para cerca de 30%.

Quanto à dinâmica salarial, o documento indica que os trabalhadores que mudaram de empresa viram o seu salário crescer em média 16,3% em 2022 face a 2021, enquanto que os que se mantiveram na mesma empresa tiveram um aumento médio de 6,2%.

Considerando o total de trabalhadores em outubro, em média, os salários aumentaram 5,2% face a 2021, indicam os dados.(19.01.23/Fonte: Diário de Notícias)

Valor das remessas de emigrantes em 2021 representa 1,7% do PIB português

A Suíça e a França continuam a ocupar as duas posições cimeiras entre os países com o valor mais elevado de remessas.

O valor total das remessas de emigrantes em 2021 foi de 3.677,76 milhões de euros, o mais alto das últimas duas décadas e que representa 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) português, de acordo com o Relatório da Emigração.

Citando dados do Banco de Portugal, o relatório elaborado pelo Observatório da Emigração, um centro de investigação do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa, identifica um aumento de 1,8% do valor das remessas, em relação a 2020.

A Suíça e a França continuam a ocupar as duas posições cimeiras entre os países com o valor mais elevado de remessas, sendo que "mais de metade das remessas recebidas" é proveniente destes dois países: 1.051,26 milhões de euros e 1.023,45 milhões de euros, respetivamente.

O documento identifica os países com o maior volume de transferências para Portugal, como o Reino Unido (429,38 milhões de euros), Angola (251,82 milhões), Estados Unidos da América (250,54 milhões), Alemanha (223,44 milhões), Espanha (124,44 milhões), Luxemburgo (71,85 milhões), Bélgica (58,05 milhões) e Países Baixos (44,56 milhões).

Em 2021, registou-se um aumento de 64,9 milhões de euros no valor das remessas recebidas, o que corresponde a um aumento de 1,8% em relação a 2020.

Ainda em comparação com 2020, e tendo por base a análise dos 10 países com maior volume de remessas em 2021, o relatório refere uma variação positiva em seis: Reino Unido (13,19%), Espanha (11,33%), Angola (2,56%), Estados Unidos (2,37%), Suíça (1,37%) e Países Baixos (0,20%).

Registou-se uma variação negativa nos restantes quatro países das 10 principais fontes de remessas: Luxemburgo (menos 8,35%), Bélgica (menos 1,44%), França (menos 1,27%) e Alemanha (menos 1,08%).

O Relatório da Emigração 2021 será hoje apresentado no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.(11.01.23/Fonte: TSF)

Três empresas portuguesas apresentam inovações Estados Unidos

A Noras Performance, BestHealth4U e Omniflow estiveram na feira de tecnologia CES,em Las Vegas à procura da expansão no mercado norte-americano.

Três empresas representaram Portugal na grande feira de tecnologia CES, que encerra hoje em Las Vegas depois de quatro dias de apresentações, lançamento de produtos e serviços e a participação de cerca de 100 mil pessoas.

A Noras Performance, BestHealth4U e Omniflow estiveram na feira pela primeira vez e apresentaram as suas inovações em busca da expansão no mercado norte-americano.

"Tem sido uma boa surpresa e é fácil perceber porque é que os Estados Unidos são o país que são", disse à Lusa Jorge Noras, CEO da Noras Performance, que levou à feira a boia salva-vidas U SAFE criada e produzida em Torres Vedras.

"Ainda não tínhamos posto o pé nos Estados Unidos com este produto. O constrangimento da covid impossibilitou-nos de viajar e este produto é preciso ir demonstrar", explicou o responsável.

"A recetividade tem sido impecável", continuou, referindo que o espaço da Noras Performance na feira foi visitado por responsáveis do exército norte-americano interessados na boia, além de potenciais parceiros e compradores.

A boia foi distinguida pela associação que organiza a feira, Consumer Technology Association (CTA), com um CES 2023 Innovation Award na categoria "Human Security for All" (Segurança Humana para Todos).

"Entrámos nos Estados Unidos, eu acredito, da melhor maneira", considerou Jorge Noras. "Ser reconhecido como um dos melhores produtos para a segurança humana é importante", acrescentou.

A boia patenteada é feita de material resistente e depois de ser atirada à água pode ser guiada remotamente para ir buscar a pessoa que se está a afogar. A empresa já vendeu unidades a várias guardas costeiras na Europa, incluindo Itália, França, Noruega e Suécia, e está agora a apostar no mercado norte-americano.

O interesse, segundo Jorge Noras, vem não apenas do governo, mas também de outras áreas, como o segmento dos super iates de luxo e concessões de praia.

"Este ano não tenho dúvidas que vai ser exponencial", afirmou o responsável. "Nos Estados Unidos estamos a falar de dimensões completamente diferentes", salientou.

É também do tamanho do mercado que fala Sónia Ferreira, fundadora e CEO da BestHealth4U, que esteve na CES 2023 integrada no Pavilhão Europeu. A empresa mostrou o Bio2Skin, um adesivo biomédico sem cola que não danifica a pele, e o adhesiv.AI, um adesivo biomédico com sensores que permite monitorizar à distância o processo de recuperação das feridas.

"A dimensão do mercado americano é muito maior e o investimento que fazem na área da saúde também é muito maior que na Europa", disse a responsável à Lusa. "Na nossa área estamos a falar de várias empresas que trabalham na área do cuidado de feridas, e também de clínicas e hospitais que usam este tipo de tecnologia", explicou.

A BestHealth4U venceu um desafio da Johnson & Johnson, concretizou uma ronda de investimento semente em Portugal e recebeu ainda apoio europeu para ajudar a desenvolver a empresa, baseada na inovação por detrás destes adesivos que se ligam à pele sem colar.

"Estamos também à procura de investidores nos Estados Unidos para a próxima ronda, porque 'startups' na área da saúde precisam de capital", explicou Sónia Ferreira. "Estamos a tentar trabalhar isto no sentido de nos implementarmos no mercado americano, porque a internacionalização da BestHealth passa por se instalar cá", sublinhou.

O Bio2Skin, que é um material para ser usado em produtos finais como pensos, emplastros, sacos de ostomia e outros, deverá estar no mercado já em 2023. O adhesiv.AI, por precisar de estudos clínicos e aprovação do regulador FDA (Food and Drug Administration), deverá chegar em 2024.

No caso da Omniflow, os produtos já estão estabelecidos no mercado. A empresa portuguesa criou uma luminária inteligente alimentada por sol e vento e esteve na CES, também no Pavilhão Europeu, à procura de parceiros e clientes, com o intuito de alargar o seu mercado internacional.

"Nós temos particular interesse na Califórnia, Nevada, Texas, Florida e também Nova Iorque", disse à Lusa o fundador e CEO Pedro Ruão. "O mercado é enorme. Só Los Angeles tem 400 mil luminárias que pretende substituir", exemplificou. "Eles instalaram a primeira geração de LED que agora já é obsoleta e vão ter de trocar. É uma oportunidade gigantesca", acrescentou.

A luminária Omniled não só é alimentada por energia solar e eólica como também tem armazenamento de energia e pode fornecer Wi-Fi, 5G, ter câmaras e captação de áudio, sensores de qualidade do ar. "É uma plataforma de serviços inteligente completamente aberta", resumiu Pedro Ruão.

Com projetos-piloto a decorrer em paragens de autocarro de Los Angeles, outra área de interesse nos Estados Unidos será a educação, já que a luminária pode conter, por exemplo, um botão de alerta para campus universitários ou análise de som para detetar riscos em escolas.

"Este ano tudo indica que vamos crescer cinco vezes em relação ao ano passado", revelou Pedro Ruão. A produção é feita no Porto e a maioria do material é?fabricado em Portugal.

A CES é uma das feiras tecnológicas mais importantes do mundo e termina hoje em Las Vegas, depois do arranque a 05 de janeiro.(08.01.23/Fonte: Dinheiro Vivo)

C&W: Investimento imobiliário em Portugal aumenta 39% em 2022 para 3 mil milhões de euros

Subida de 39% face ao observado em 2021, com o segmento da hotelaria a representar 30% deste total, o de escritórios 27%, o industrial 21% e o retalho 9%.

investimento imobiliário atingiu três mil milhões de euros em 2022 (+39%), com o país a entrar em 2023 com investimentos identificáveis de valor semelhante a 2022, mas com menor robustez de concretização, segundo a consultora Cushman & Wakefield (C&W).

Numa apresentação hoje aos jornalistas, a consultora salientou o "excelente ano" que 2022 se revelou, registando um "desempenho muito consistente" e a mostrar que "Portugal continua no radar dos investidores".

O valor global de três mil milhões de euros em investimento registado em 2022 traduz uma subida de 39% face ao observado em 2021, com o segmento da hotelaria a representar 30% deste total, o de escritórios 27%, o industrial 21% e o retalho 9%.

Durante a apresentação, Eric van Leuven, diretor-geral da consultora em Portugal, salientou que muitas das operações que contribuíram para aquele valor global foram fechadas no final do ano, o que revela "um sinal de grande confiança do mercado" e dá "algum alento para antever que 2023 será um ano mais ativo do que a atual conjuntura poderia levar a antecipar".

O país, disse, entra em 2023 com um 'pipeline' [projetos em carteira] de investimentos já identificáveis de valor semelhante ao observado na entrada de 2022 (cerca de dois mil milhões de euros), porém, referiu, "a robustez" deste 'pipeline' é este ano "mais fraca".

"Há uma maior incerteza à entrada do ano", disse, acrescentando que entre os vários segmentos do mercado, aquele em que apresentará maior incerteza no conjunto dos investimentos identificáveis é o do retalho, o que tem a ver sobretudo com o atual contexto de perda de rendimento dos consumidores (perante a subida dos preços e das taxas de juro).

Apesar de os "fundamentais" do mercado português se manterem robustos e inalterados e de o país continuar no radar dos investidores internacionais, o responsável pela C&W em Portugal olha para 2023 com mais cautela.

"Depois de um ano surpreendentemente positivo para o mercado português, considerando as circunstâncias, estamos um pouco mais cautelosos no que respeita a 2023", refere Eric van Leuven, assinalando que "Portugal não ficará imune ao clima de apreensão que reina no norte da Europa", onde são tomadas "muitas das decisões relativamente a investimento no nosso país".

Dos três mil milhões de investimento em 2022, 76% são de capital estrangeiro -- sendo que esta percentagem não inclui os investimentos conjuntos de capital nacional e estrangeiro.

Por outro lado, assinala, a subida das taxas de juro e a maior dificuldade de financiamento "resultam num clima de incerteza quanto ao real valor dos ativos, o que por sua vez fará adiar decisões de investimento até haver maior clareza", além de que os indicadores existentes apontam para uma expansão das 'yields', o que resultará "em valores de venda inferiores".

Sobre o ano de 2022, os dados da consultora indicam que, no segmento de escritórios, a área da Grande Lisboa teve em 2022 o melhor ano de sempre, com este mercado a absorver quase 260 mil metros quadrados e a surgir com uma oferta futura de cerca de 255 mil metros quadrados (74% dos quais já absorvidos).

No retalho, a C&W aponta a tendência de recuperação registada ao longo de 2022, "particularmente suportada pela retoma dos planos de expansão dos retalhistas nacionais e internacionais".

No segmento industrial e de logística, o ano de 2022 não bateu os recordes de 2021, mas os resultados atingidos foram "muito bons", ao registar uma absorção de 331.400 metros quadrados entre janeiro e setembro.

O ano que agora acabou foi igualmente de "enorme recuperação" na atividade turística, tendo sido inauguradas 44 novas unidades, com cerca de 2.600 quartos, perto de metade dos quais com classificação 4 estrelas.

"Quanto à oferta futura encontram-se em fase de projeto e/ou construção cerca de 115 novos projetos hoteleiros que totalizam 9.900 quartos, com abertura prevista para os próximos três anos", refere a consultora que em 2022 avançou com o serviço de 'design & build'.(04.01.23/Fonte: Dinheiro Vivo)

Expansão do metro de Lisboa vai custar mais 222 milhões de euros do que o estimado

Expansão da linha vermelha encareceu em 101,4 milhões de euros, enquanto o prolongamento das linhas amarela e verde vai custar mais 121,4 milhões.

As obras em três linhas do Metropolitano de Lisboa vão custar mais 222,8 milhões de euros do que a estimativa inicial, aumento justificado com a subida de preços, segundo duas resoluções publicadas esta quinta-feira em Diário da República.

Em causa está a expansão da linha Vermelha, orçada em novembro de 2020 em 304 milhões de euros (ME), valor revisto agora para 405,4 ME, e o prolongamento das linhas Amarela e Verde, tendo em vista a construção de uma linha circular, com um investimento previsto, em 2018, de 210 milhões de euros, mas que entretanto subiu para 331,4 milhões de euros.

Os dois projetos estavam orçados inicialmente, segundo contas da agência Lusa, em 514 milhões de euros, verba que sobe, segundo os diplomas hoje publicados, para 736,8 milhões de euros, ao que acresce o valor do IVA, o que significa uma subida de custos de 43%.

As resoluções do Conselho de Ministros, assinadas pela ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, justificam a revisão do investimento, no caso da linha vermelha, com a "atualização de preços ocorrida entre a conclusão" do estudo de viabilidade, em novembro de 2020, e "o momento em que se estima iniciar o procedimento de contratação pública da empreitada, em 2022", o que se traduz num "acréscimo ao custo total do investimento de 101,4 milhões de euros".

Relativamente ao prolongamento das linhas Amarela e Verde, o plano tinha um custo, segundo uma resolução do Conselho de Ministros de dezembro de 2018, de 210 milhões de euros, valor revisto em junho de 2021 para 240 ME, na sequência de "vicissitudes que determinaram um acréscimo dos custos envolvidos na concretização dos diversos empreendimentos", fundamentado "na alteração do mercado de construção e obras públicas", aliado "aos tempos dos procedimentos da contratação pública em causa", o que tornou os valores anteriormente autorizados "insuficientes".

Agora, o Governo justifica a revisão do investimento para 331,4 milhões de euros com "várias vicissitudes" no decurso das obras que não podiam ser antecipadas, "como singularidades geológicas não detetadas nas sondagens efetuadas e desconformidades entre os levantamentos cadastrais e as prospeções que antecederam as obras", o que obrigou "a desocupações temporárias, expropriações e reforços de construções existentes".

"Atualmente, e considerando que as dificuldades nas cadeias de abastecimento e as circunstâncias resultantes da pandemia da doença Covid-19, da crise global na energia, assim como os efeitos da guerra na Ucrânia provocaram um aumento abrupto dos preços das matérias-primas, dos materiais e da mão-de-obra, com especial relevo no setor da construção, o que gerou o crescimento súbito e imprevisível dos preços, que tem consequências não só sobre a revisão de preços dos contratos em execução, mas também sobre os preços base dos procedimentos de contratação a iniciar, conclui-se que os valores autorizados são insuficientes", justifica ainda o executivo.

A expansão da linha Vermelha é financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência em 304 milhões de euros e 101,4 milhões de euros através de "verba inscrita ou a inscrever" no ano de 2026.

Já o prolongamento das linhas Amarela e Verde é financiado em 103 milhões de euros pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), 137,2 milhões de euros pelo Fundo Ambiental e 91,2 milhões de euros de verbas provenientes do Orçamento do Estado, em 2023 e 2024.

O plano de expansão do Metropolitano de Lisboa centra-se na criação de uma linha circular capaz de reduzir os tempos de transbordo e estender-se a zonas da cidade que beneficiarão da abertura de duas novas estações - Estrela e Santos -- com o prolongamento da estação do Rato (linha Amarela) até à estação do Cais do Sodré (linha Verde).

A expansão tem ainda previsto o prolongamento da linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara, com quatro novas estações - Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião). Normalmente, o metro funciona entre as 06h30 e as 01h00.(29.12.22/Fonte: TSF)

Inapa conclui a aquisição da francesa LOOS

O Grupo Inapa concluiu a aquisição da LOOS, empresa especializada na comercialização de equipamento de impressão e consumíveis para comunicação visual (Viscom). A J.J LOOS tem sede em Mulhouse, França. O valor do negócio não foi revelado.

O Grupo Inapa concluiu a aquisição da LOOS, empresa especializada na comercialização de equipamento de impressão e consumíveis para comunicação visual (Viscom). A J.J LOOS tem sede em Mulhouse, França.

O valor do negócio não foi revelado.

“Esta transação enquadra-se no plano estratégico da Inapa para o triénio 2022-2024, que destaca como uma das prioridades explorar oportunidades de crescimento por aquisição nas áreas de embalagem e comunicação visual”, revela a empresa liderada por Diogo Rezende.

O Grupo reforça desta forma a sua posição em França, onde está presente no setor da distribuição de papel através da Inapa France, e
no setor da embalagem com a Inapa Packaging SAS, a Semaq e a Embaltec SAS.

Para Diogo Rezende, CEO do Grupo Inapa, “este é um passo importante na estratégia de diversificação para negócios complementares, através da aposta na comunicação visual e na LOOS. Reconhecemos neste segmento elevado potencial de criação de valor. Com a conclusão desta operação, aumentamos de forma relevante o volume de negócios em Viscom em França (atualmente feito através da Inapa France) e desenvolvemos condições para criação de sinergias comerciais e ao longo da cadeia de fornecimento”.

Além desta nova aquisição em França, a Inapa tem empresas especializadas em comunicação visual na Alemanha (Inapa ComPlott) e em Portugal (Inapa Comunicação Visual), atuando em Espanha na área da comunicação visual a partir da Inapa España.

Com uma equipa de 1.643 colaboradores, o Grupo Inapa opera em 10 países – Alemanha, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Áustria, Holanda, Turquia e Angola – ocupando uma posição de liderança no conjunto dos mercados onde atua.(30.11.22/Fonte: Jornal Económico)

Receitas do turismo aumentam 70,3% em setembro e superam níveis pré-pandemia

Regista-se uma subida de 21,3% relativamente a 2019.

Os proveitos na atividade turística aumentaram 70,3%, para 608,2 milhões de euros, em setembro face ao mesmo mês de 2021, tendo subido 21,3% relativamente a setembro de 2019, pré-pandemia, divulgou esta segunda-feira o INE.

"Os proveitos totais aumentaram 70,3% [em termos homólogos] para 608,2 milhões de euros e os proveitos de aposento atingiram 469,2 milhões de euros, refletindo um crescimento de 74,5%. Comparando com setembro de 2019, registaram-se aumentos de 21,3% e 22,5% nos proveitos totais e de aposento, respetivamente", avança o Instituto Nacional de Estatística (INE) nos dados da 'Atividade Turística' relativos a setembro.

No mês em análise, o setor do alojamento turístico - hotelaria (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos, aldeamentos turísticos, pousadas e quintas da Madeira), alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural/de habitação - registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, correspondendo a variações homólogas de +41,3% e +37,4%, respetivamente (+33,2% e +32,3% em agosto, pela mesma ordem).

Face a setembro de 2019, registaram-se crescimentos de 0,2% e 0,7%, respetivamente.(14.11.22/Fonte: TSF)

INE. Salário médio fixa-se nos 1353 euros no terceiro trimestre, menos 4,7% em "termos reais"

Remuneração bruta total mensal média por trabalhador cresceu 4% entre julho e setembro, em termos homólogos. INE diz que em "termos reais", devido à inflação, o salário médio em valores brutos caiu 4,7%.

O salário bruto total mensal média por trabalhador aumentou 4% no terceiro trimestre do ano, para 1353 euros, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira. Contudo, "em termos reais, tendo como referência a variação do Índice de Preços do Consumidor [leia-se inflação], a remuneração bruta total média diminuiu 4,7%", explica o INE. No segundo trimestre, o ordenado médio caía 4,6% em termos reais.

O nível do salário bruto total médio verificado, no final de setembro, abrange 4,5 milhões de postos de trabalho, que correspondem a beneficiários da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações.

De acordo com o INE, o ordenado médio passou de 1302 euros (julho-setembro de 2021), para 1353 euros (julho-setembro de 2022). "Esta variação é superior em 0,7 pontos percentuais à observada em junho de 2022", lê-se na análise do gabinete de estatística nacional. Este seria um dado positivo não fosse o efeito da inflação (9,1% no terceiro trimestre) no valor real dos salários.

Para o cálculo do salário médio conta tudo o que um trabalhador recebe, desde o salário base até outras prestações regulares. Em termos nominais, o INE refere que "a componente regular e a componente base daquela remuneração [de 1353 euros] aumentaram 3,8% e 3,7%, situando-se em 1145 Euros e 1076 euros, respetivamente". Só que, em termos reais, "as componentes regular e base diminuíram ambas 4,9%".

Ou seja, apesar da evolução positiva da remuneração bruta total mensal por trabalhador, em termos nominais, verificou-se, graças ao efeito da subida generalizada de preços, uma quebra real do salário médio.

Um maior aumento nominal do salário médio verificou-se, sobretudo, na área da educação, em pequenas empresas de um a quatro trabalhadores, no setor privado e nas empresas de serviços de alta tecnologia "com forte intensidade de conhecimento".

"Não foram observadas variações negativas da remunaração total", mas verificaram-se diferenças na evolução dos ordenados entre trabalhadores do Estado e trabalhadores no setor privado. As menores variações homólogas foram "observadas nas atividades de administração pública e defesa; segurança social obrigatória, nas empresas com 500 ou mais trabalhadores, no setor das administrações públicas e nas empresas de serviços financeiros com forte intensidade de conhecimento".

Revela o INE que, no setor privado, em termos nominais, a variação homóloga foi de 4,9%, para 1222 euros, enquanto no Estado, a variação homóloga foi de 2%, para 1724 euros.

"As diferenças nos níveis remuneratórios médios entre o setor das AP [Estado] e o setor privado refletem, entre outras, diferenças no tipo de trabalho realizado e nas qualificações dos trabalhadores que os integram", explica o gabinete de estatística, notando que a maioria dos trabalhadores do Estado são licenciados.(10.11.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Exportações vão representar "49% do PIB" no fim deste ano

Ministro da Economia e do Mar destacou o comportamento positivo da economia portuguesa ao longo deste ano.

O ministro da Economia e do Mar mostrou-se convicto de que as exportações portuguesas vão representar no fim deste ano 49% do PIB e defendeu que os dados indicam que a economia nacional não se resume ao turismo.

Durante uma intervenção no segundo e último dia do debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), no parlamento, António Costa Silva destacou o comportamento positivo da economia portuguesa ao longo deste ano, assinalando a evolução do consumo privado e da procura externa líquida.

"Vamos chegar ao fim do ano com exportações a representarem 49% do Produto Interno Bruto (PIB) português", salientando que destes 49% do PIB, 20% correspondem ao turismo, afirmou o governante.

Isto "significa que a economia portuguesa não é só turismo", disse, justificando este ano a evidência "clara do comportamento extraordinário" de indústrias metalomecânica e das tradicionais como o calçado, apontando para mais de 40 milhões de pares de sapatos.

Perante os dados conhecidos até à data, António Costa Silva antecipa que o país irá "bater o recorde de exportações nestas indústrias em 2022".

"A confiança que as empresas portuguesas e as internacionais revelam na economia nacional está neste número extraordinário: tivemos no primeiro semestre deste ano investimentos de 16 mil milhões de euros, um recorde absoluto na história", acrescentou.

O ministro indicou que no primeiro trimestre este valor ascendeu a oito mil milhões de euros, o que, disse, "significa o maior de sempre num trimestre".

Costa Silva apelou ainda a uma atuação coletiva para que o país avance.

"Para o país avançar, para mudarmos e reforçarmos a economia portuguesa temos de ser capazes de atuar coletivamente, de construir grandes plataformas colaborativas entre os partidos, os parceiros, as empresas e os cidadãos com objetivos claros para mudar o destino do país e fortalecê-lo ainda mais", rematou.(27.10.22/Fonte: TSF)

Algarve é uma das regiões favoritas dos investidores imobiliários estrangeiro

Nas regiões algarvias a procura por investidores estrangeiros é alta devido às condições climatéricas e praias. Portimão, Vilamoura e Quarteira estão no top. Lisboa só vem depois.

A região de eleição por parte de investidores estrangeiros é o Algarve, sendo que em Portimão, nove em cada dez aquisições de propriedades intermediadas pela Engel & Völkers foram realizadas por compradores estrangeiros, provenientes de países como a Alemanha, a Inglaterra e a Suécia. Vilamoura, Quarteira, Carvoeiro, Porches e Tavira são as regiões algarvias que se seguem na lista. Só depois é que vem Lisboa, avança a imobiliária esta quinta-feira em comunicado.

Estes são dados divulgados pela imobiliária Engel & Völkers no market report e que revelam que no primeiro trimestre do ano 5,9% das transações foram realizadas envolvendo compradores estrangeiros.

"Quase metade dos investidores estrangeiros pertencem à União Europeia e as transações com compradores com domicílio fiscal na UE aumentaram 72,3%. No relatório, verifica-se que o preço médio de vendas de alojamentos adquiridos por investidores estrangeiros fixou-se nos 2105 euros por metro quadrado (m2)", avança a imobiliária em comunicado.

Vilamoura e Quarteira seguem-se a Portimão, sendo que os compradores estrangeiros representaram 75% das operações, e a maior parte dos investidores estrangeiros são franceses e suecos. A zona do Carvoeiro e Porches atrai mais compradores franceses e suíços. Já em Tavira, a procura é feita por holandeses, suíços, norte-americanos, irlandeses e franceses.

No que diz respeito à capital lisboeta, Alcântara, Parque das Nações, Penha de França e São Vicente são as zonas que mais atraem investidores estrangeiros.

Em contraste, o Porto ainda é algo 'desconhecido' para a grande maioria dos compradores estrangeiros. No entanto, há procura em algumas zonas como na Foz do Douro e o centro histórico.

A zona Oeste é, em sentido contrário, "um paraíso ainda por descobrir para muitos dos investidores estrangeiros em Portugal", sendo que é uma forte aposta de investidores nacionais. Mas Óbidos já conta com uma grande percentagem de investidores britânicos, sendo que registou uma diminuição graças ao Brexit, explica o comunicado.

O presidente da Engel & Völkers para Espanha, Portugal e Andorra, Juan-Galo Macià, afirma que "em 2022 continua a registar-se um crescente interesse de investidores estrangeiros no mercado imobiliário em Portugal. É a região do Algarve que regista um maior investimento por parte dos investidores estrangeiros, por norma atraído pelo clima do país e pela proximidade e qualidade das praias da costa algarvia. Por outro lado, o Porto e o Oeste apresentam um grande potencial de crescimento".(20.10.22/Fonte: DinheiroVivo)

Mercado das Tecnologias da Informação vai ultrapassar os 5 mil milhões em Portugal este ano, estima IDC

Os especialistas da consultora anteveem ainda que a transformação digital vá representar metade de todo o investimento nacional em TIC o até o final de 2025.

O mercado das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Portugal vai ultrapassar, pela primeira vez, os 5 mil milhões de euros este ano, o que representa um ligeiro crescimento homólogo de 3,9%, de acordo com as previsões da consultora International Data Corporation (IDC) divulgadas esta quarta-feira.

Os especialistas da IDC anteveem ainda que a transformação digital vá representar metade (50%) de todo o investimento nacional em TIC o até o final de 2025, segundo a informação que foi transmitida no evento IDC Directions, que se realizou esta manhã no Centro de Congressos do Estoril.

A nível mais técnico, os peritos creem que mais de 50% do investimento em software será no modelo Software as a Service (SaaS), que hoje supera significativamente os esquemas de licenciamento de software tradicionais. Quanto à cloud (armazenamento na nuvem), dizem, está “mainstream”. Ou seja, a tecnologia encontra-se a ser amplamente adotada pelas empresas, sem surpresas.

A maioria desse capital para digitalização das organizações será aplicado em novos use cases (“casos de uso”. Apesar da recessão que se aproxima a passos largos, a IDC reforça o argumento que, por vezes, no circula na indústria de que as TIC não são imunes, mas manter-se-ão a crescer. Aliás, a consultora norte-americana prevê que os investimentos tecnológicos passem a ter uma taxa de crescimento anual média de 16,5%, entre 2022 e 2025.

Ainda assim, o country manager da IDC Portugal considera que “devemos ambicionar mais para Portugal e para a Europa”. “O tecido empresarial tem de acelerar ainda mais a transformação digital. A transição digital no sector público tem de ser mais rápida. Portugal tem obrigatoriamente de apostar mais na criação e atração de talento e posicionar-se como um hub para vários ecossistemas digitais e reforçar o foco na sustentabilidade”, afirma Gabriel Coimbra, que é também vice-presidente do grupo IDC.

“Não obstante continuarmos a prever crescimento para 2022 e 2023, a impacto da guerra, da inflação e do respetivo abrandamento económico fará com que o crescimento em Portugal cresça menos de 1/3 do que estava previsto”, ressalva Gabriel Coimbra.(28.09.22/Fonte: O Jornal Económico)

Portugal "no pelotão da frente" na redução de plásticos de uso único

Na lista dos países da União Europeia que implementaram, de forma correta, a diretiva sobre Plásticos de Uso Único, Portugal surge em primeiro lugar.

Portugal, Chipre, Dinamarca, Irlanda, Franca, Grécia, Letónia, Luxemburgo e Suécia: são estes os países da União Europeia (UE), por ordem, que implementaram corretamente a diretiva sobre Plásticos de Uso Único, segundo revelou a organização europeia Rethink Plastic Alliance (RPA).

Esta aliança de organizações não-governamentais europeias, que representa milhares de grupos e cidadãos de todos os Estados membros, integra o movimento global Break Free From Plastic, que une mais de dois mil grupos e milhões de cidadãos globalmente. Assim, partilhando estes dados, no domingo, a associação ambientalista Zero referiu que “Portugal está no pelotão da frente porque já transpôs grande parte” da diretiva e propôs medidas ambiciosas, como naquilo que diz respeito à redução de copos de bebidas e embalagens de plástico para take away (redução de 80% até final de 2026 e de 90% até 2030, tendo por referência os valores de 2022).

Recorde-se que o Governo prevê arrecadar aproximadamente 10 milhões de euros, este ano, com a aplicação de uma contribuição sobre as embalagens de plástico ou de alumínio de utilização única, usadas pelos restaurantes para as entregas ao domicílio. Segundo o Orçamento do Estado para 2022, a contribuição é de 30 cêntimos por embalagem e seria discriminada na fatura.

“Será dado especial enfoque à temática do uso sustentável do plástico, assegurando a implementação da diretiva europeia sobre os plásticos de uso único, a operacionalização das medidas previstas na recente revisão do regime jurídico das embalagens, bem como de outras importantes medidas, como o sistema de depósito de embalagens de bebidas, a contribuição sobre as embalagens de utilização única adquiridas em refeições prontas e a proibição de determinados produtos que contêm microesferas de plástico”, diz no Orçamento.

“Medidas ambiciosas não são uma novidade” Já em dezembro de 2018, o Conselho de Ministros do Ambiente da UE salientava em comunicado que “o lixo marítimo é um problema global cada vez maior” e anunciava ainda que, até 2021 queria proibir a utilização de produtos que poluam os oceanos e praias, como cotonetes, palhinhas ou talheres de plástico. Em causa estava a redução da poluição marítima uma vez que os plásticos de utilização única representam 70% dos detritos poluentes. No mesmo comunicado, o conselho avisou que, se nada for feito, até 2050 haverá mais plástico do que peixes no mar.

Agora, volvidos quatro anos, em comunicado, a Zero lembrou igualmente que o país integrou na legislação medidas que concernem a proibição de utilização de sacos de plástico para pão, frutas e legumes a partir de junho de 2023, estando prevista a obrigatoriedade de pagamento das alternativas não reutilizáveis. Deste modo, adiantou que “o grande desafio para Portugal passa pela implementação” e rematou que as “medidas ambiciosas em legislação não são uma novidade”, pois a “novidade será conseguir implementá-las de forma eficaz”.

A título de exemplo, a Zero explicou que, desde 2018, a lei prevê o arranque do funcionamento de um sistema de depósito com retorno para embalagens de uso único de bebidas de plástico, vidro e metal em janeiro de 2022, algo que não aconteceu ainda e, portanto, constitui um “sinal claro da incapacidade política do anterior e do atual Governo para implementar um sistema fundamental para o cumprimento de algumas das obrigações da diretiva”.

Por fim, mencionou os objetivos de redução ambiciosos de Portugal, contudo frisou que tal “não irá implicar necessariamente uma redução no número total de copos e recipientes para alimentos usados no país, mas antes uma transição para outros materiais, não necessariamente melhores do ponto de vista do ambiente e mesmo da saúde humana”. Importa recordar que a diretiva foi aprovada em julho de 2019 pelo Parlamento Europeu e o Conselho, com prazo para transposição de dois anos (julho de 2021), sendo que, a nível nacional, devido à pandemia de covid-19, a diretiva foi parcialmente transposta em setembro de 2021.(26.09.22/Fonte: Jornal I)

Airbus abre em 2023 em Coimbra um escritório e prevê criar até 100 empregos

A Airbus Global Business Services lembra que depois de ter iniciado, em 2021, as suas operações em Lisboa, com a contratação de cerca de 200 pessoas em seis meses -- número que, atualmente, se situa em mais de 350 -- reforça "o investimento que está a fazer em Portugal".

A Airbus anunciou esta quarta-feira a abertura, em 2023, em Coimbra, de um novo escritório satélite da sua plataforma internacional de desenvolvimento de talento (Global Business Services) que prevê criar até 100 postos de trabalho.

No comunicado, a Airbus GBS disse ainda que tem uma plataforma internacional de desenvolvimento de talento da Airbus na Europa, localizada em Lisboa, que conta com mais de 350 colaboradores "a trabalhar nas áreas de Finanças, Recursos Humanos, Procurement, Gestão de Informação, Engenharia, Comunicação, Atendimento ao Cliente, Jurídica e Compliance.".

"É uma das empresas com maior diversidade em Portugal, com uma equipa que representa 30 nacionalidades, tem paridade de género e uma idade média de 33 anos", acrescentou.

A nota acrescenta que a empresa "oferece um pacote salarial atraente e uma gama completa de benefícios para o bem-estar profissional e pessoal dos seus colaboradores, incluindo seguro de saúde, práticas de 'success sharing' e equipamentos para teletrabalho.

"Para facilitar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, a Airbus oferece uma política de trabalho flexível e disponibiliza também oportunidades de mobilidade e desenvolvimento internacional", sublinhou.

Em Portugal, além do 'hub' da GBS em Lisboa, o grupo europeu possui a Airbus Atlantic Portugal, em Santo Tirso, no distrito do Porto, recentemente inaugurada, que produz peças, secções de fuselagem e outros equipamentos para diversos modelos de aviões comerciais e helicópteros.

"Ao longo dos últimos três anos, a Airbus tem vindo a expandir a sua cooperação com Portugal, identificando novas áreas de trabalho a desenvolver. O forte desenvolvimento das atividades no país permitiu à Airbus aumentar o investimento global em Portugal em 16% nos últimos quatro anos", lê-se no comunicado.(21.09.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Mercado automóvel ainda regista queda de 36,3% de janeiro a agosto

Em termos globais, de janeiro a agosto, o mercado automóvel registou uma queda de 2,8% face a igual período do ano anterior, revelou a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

E deu números: Em agosto deste ano foram matriculados pelos representantes legais de marca a operar em Portugal 13214 veículos automóveis, ou seja, mais 32,1% que no mesmo mês de 2021 e menos 17,6% quando comparado com agosto de 2019.

Fazendo as contas de janeiro a agosto deste ano, foram colocados em circulação 120093 novos veículos, o que representou uma diminuição de 2,8% relativamente ao período homólogo de 2021. Em comparação com o mesmo período de 2019 verificou-me uma queda de 36,3%.(01.09.22/Fonte: Jornal I)

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Vergílio Ferreira