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França: "Acaba o Português nos exames do 12°" com a nova reforma do ministro J.M. Blanquer. ASSINE A Petição para defender o ensino da LÍNGUA PORTUGUESA em França:
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Novos sítios nas nossas rubricas

-ANIA - Association Nationale des Industries Alimentaires

-Fédération des Industries Avicoles

-NATEXBIO - Fédération des transformateurs et distributeurs bio

-ACRAL - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve

-APMRA- Associação Portuguesa de Marketing Rural e Agronegócio

-APPPFN - Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais

-CNER - fédération des agences de développement économique

-"Fashion from Portugal" : Portal dedicado à promoção e informação da moda portuguesa.

-"Jornal-T" : Jornal do sector têxtil (ATP)

-
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Associação Home from Portugal -  têxteis-lar

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ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

-FranceAgriMer, établissement national des produits de l’agriculture et de la mer

-AIPI - Associação dos Industriais Portugueses de Iluminação

-APF - Associação Portuguesa de Franchising

-APOGEN – Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares

-FIMET - Associação Nacional para Recuperação, Gestão e Valorização de Resíduos de Embalagens Metálicas

-"Futebol Clube Portugal Amsterdam" : Clube de futebol luso em Amesterdão (Sítio em holandês)

-APROLEP - Associação dos Produtores de Leite de Portugal

-APESF - Associação Portuguesa das Empresas do Sector Fotovoltaico

-"ALMA LUSA - Associação Cultural Portuguesa" :  Associação de portugueses de Rennes (na Bretanha).

-"ACPPN - Association Culturelle Populaire Portugal Nouveau" : Associação do clube de foutebol "Portugal Nouveau" de Colombes na região parisiense.

-INTERBIO - Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica

-"Qwant" : Motor de pesquisa

Portugal : Há mais reformados do que trabalhadores em 23% dos concelhos

É uma medida do envelhecimento do país: em 23% dos concelhos do continente, vivem mais reformados por velhice do que trabalhadores. Há anos que a baixa natalidade e a maior esperança de vida ameaçam tornar Portugal um país de velhos mas, em um de cada quatro concelhos, essa já é a realidade.

Sem surpresa, estão sobretudo em Trás-os-Montes, Beira Interior e no Alentejo. Note-se que os dados respeitam só a trabalhadores e reformados do setor privado, pelo que a balança pesa a desfavor dos municípios menores, onde as câmaras são fortes empregadoras.

Neste mapa do envelhecimento, repete-se o cenário de um país com duas realidades. No litoral, cidades e zonas industrializadas, o número de trabalhadores no ativo, com descontos para a Segurança Social, ultrapassa (nalguns casos largamente) o número de quem recebe pensão de reforma por velhice. Dados enviados ao JN pelo Instituto de Segurança Social mostram que, com três trabalhadores por cada reformado, Albufeira lidera a lista, seguida por dois concelhos industrializados do Norte: Lousada e Paços de Ferreira.(21/05/2019/Fonte : Jornal de Notícias)
 

Portugal com a segunda menor taxa de inflação da UE em abril

Portugal registou em abril a segunda menor taxa de inflação anual (0,9%), tendo os preços subido 1,7% na zona euro e 1,9% na União Europeia, segundo o Eurostat.

Na zona euro, a taxa de inflação anual aumentou para os 1,7% em abril, face aos 1,2% homólogos e aos 1,4% de março.

A UE registou uma taxa de inflação de 1,9% em abril, uma aceleração homóloga (1,5% em abril de 2018) e também em cadeia (1,6% em março).

Segundo o gabinete estatístico europeu, a Croácia registou a menor taxa de inflação anual em abril (0,8%), seguindo-se Portugal e a Dinamarca (0,9% cada).

No outro extremo da tabela, com as maiores subidas nos preços, estão a Roménia (4,4%) e a Hungria (3,9%).

Face a março, a inflação recuou em seis Estados-membros, manteve-se em dois e aumentou noutros 19.

A inflação anual em Portugal foi 0,9% em abril, acima dos 0,3% do mesmo mês de 2018 e dos 0,8 de março deste ano, segundo o Eurostat. (17/05/2019/Fonte : Jornal de Notícias)

8ª edição do salão do Imobiliário e do Turismo de Portugal em Paris

Pela oitava vez em Paris, a Salon du Portugal, SAS em colaboração com a Câmara de Comércio da Indústria Franco-Portuguesa (CCIFP) organiza o Salão Imobiliário e do Turismo de Portugal em Paris na Porte de Versailles de 17 a 19 de maio de 2019.

Para investir numa propriedade imobiliária em Portugal, para as férias, para preparar a reforma ou investir num projecto imobiliário este salão oferece ao visitante un leque importante de informaçaoes para todos o franceses que se interessam cada vezmais pelo desino luso.

Famoso pela sua qualidade de vida, Portugal beneficia do sol e de um clima muito procurado pelos franceses. A apenas 2 horas de avião de Paris muitos são os franceses (pensionistas ou activos) e as suas famílias que optam pelo modo de vida dos portugueses.

Para esta 8ª edição, os visitantes poderão se beneficiar dos conselhos de cerca de 200 profissionais do imobiliários e dos serviços jurídicos e bancários. Serão propostas mais de 40 conferências sobre tributação, as vantagens oferecidas para investir em Portugal, a arquitectura, mas também o aspecto turístico da diversidade das regiões portuguesas.

O acesso ao salao é gratuito. https://www.immo-tourisme-portugal.salon/.(13/05/2019/Fonte : LusoPlanet)

Maioria das pessoas na pobreza vive no Norte e no Centro do país

Mais de metade das quase 1,8 milhões de pessoas que vivem na pobreza residem na zona Norte e Centro, segundo o INE.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) já tinha divulgado, em novembro, que 17,3% da população que reside em Portugal vivia na pobreza em 2017. São quase 1,8 milhões de pessoas.

Mas os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e de Rendimento de 2018 (sobre os salários do ano anterior), divulgados nesta terça-feira, 7 de maio, mostram como se distribui essa pobreza.

Segundo o INE, Açores e Madeira são as regiões do país com maior taxa de pobreza, com 31,6% e 27,5%, respetivamente. No entanto, nestas duas regiões, pela sua dimensão, vive a minoria da população na pobreza: 70 mil na Madeira e 77 mil nos Açores.

No Norte do país viviam, em 2017, 664 mil pessoas na pobreza. E no Centro viviam 415 mil. Estas duas regiões concentram, em si, 60% da população que vive na pobreza.

Na Área Metropolitana de Lisboa, 12,3% da população vivia na pobreza: são 348 mil pessoas.

Nestes casos o INE está a considerar os rendimentos a nível nacional para aferir a linha de pobreza. Recorde-se que a linha de pobreza corresponde à proporção de habitantes que vivem com rendimentos inferiores a 60% da mediana.

Mas o INE utiliza também linhas regionais, passando a considerar a mediana de rendimentos dessa mesma região, de modo a atenuar as diferenças nas taxas de pobreza entre as regiões. Isso faz com que os limiares de pobreza regionais, à excepção de Lisboa, desçam, "refletindo as diferentes condições socioeconómicas, nomeadamente, diferentes níveis de custo de vida", explica o INE. Ainda assim, Açores e Madeira continuam a apresentar taxas de pobreza mais altas, seguindo-se Lisboa.

Açores é a região mais desigual, Alentejo a menos
Os dados divulgados pelo INE confirmam ainda uma "forte desigualdade na distribuição dos rendimentos".
O Coeficiente de Gini, um indicador de desigualdade que varia entre 0 (quando todos os indivíduos têm um rendimento igual) e 100 (quando todo o rendimento se concentra num único indivíduo), registou um valor de 32,1% em 2017, menos 1,4 pontos percentuais do que no ano anterior.

Isto quer dizer que a desigualdade ao longo da curva de rendimentos da população em Portugal diminuiu ligeiramente, mas mantém-se alta.

A região do Alentejo é a menos desigual e a Região Autónoma dos Açores é a mais desigual, apresentando Coeficientes de Gini de 28,9% e 37,9%, respetivamente.(07/05/2019/Fonte : Sábado)

Sorria, está a ser filmado. Tecnologia portuguesa para sair da loja sem ir à caixa

Com o sistema da Sensei, câmaras registam o que os clientes levam para casa e as empresas recebem mais informação. A tecnologia levanta algumas questões laborais, mas a empresa garante que não quer lojas sem pessoas.

Criar lojas sem filas, ao substituir as caixas de pagamento por câmaras e algoritmos. Essa é a visão da Sensei, uma startup portuguesa que desde 2017 está a desenvolver aquilo que descreve como um “sistema de retalho inteligente” para diminuir o tempo que as pessoas esperam para sair de uma loja depois de ter as compras feitas. A tecnologia deve chegar aos clientes ainda este ano.

O PÚBLICO foi experimentar uma pequena loja de demonstração a funcionar em Lisboa. Só se entra com o telemóvel. É o aparelho que abre as portas depois de se apontar a câmara a um código electrónico, ou fazer o registo no site da empresa. Entra-se, retiram-se os produtos das prateleiras, e sai-se. Enquanto se está na loja, várias câmaras registam os movimentos do utilizador (na loja em Lisboa, com prateleiras a revestir duas das paredes, havia mais de dez câmaras no tecto).

À saída, o pagamento é debitado automaticamente do cartão de crédito associado à aplicação da Sensei. Em segundos, o utilizador recebe o recibo no telemóvel (que detalha o que comprou e o que gastou) e a loja recebe informação sobre os produtos em falta, fora do lugar, ou que estão a gerar interesse junto dos clientes. Por exemplo, o creme para barrar que foi tirado e posto de novo da prateleira por muitas pessoas.

“Diariamente quase todos precisam de ir às compras, mas perdem-se horas em filas. É um peso enorme para a economia e para a vida das pessoas. Nós queremos devolver essas horas. Especialmente numa era em que sentimos que precisamos de mais tempo”, resume ao PÚBLICO Vasco Portugal, fundador e director executivo da Sensei. Diz que o objectivo da empresa é “digitalizar empresas físicas”.

A tecnologia da Sensei baseia-se em visão computacional, um campo da inteligência artificial que treina computadores para interpretar e entender o mundo visual. É uma tecnologia que é muito usada, por exemplo, nos carros autónomos. Nas lojas, a informação pode ser retirada de câmaras de vigilância já instaladas. 

No começo de 2018, o projecto angariou um investimento de meio milhão de euros da incubadora norte-americana TechStars, da Sonae IM (um braço de investimento do grupo Sonae, que é também dono do PÚBLICO), do grupo germânico de retalho Metro Group, e de vários investidores individuais.

Mudar os hábitos

O caminho para lojas sem empregados nas caixas registadoras em Portugal pode ser longo, diz ao PÚBLICO Miguel Faias, gestor de retalho na GfK, uma analista de mercado: “Não se prevê que o modelo se torne popular a curto prazo, porque não é uma prioridade para as marcas actuais.” 

Há que considerar os hábitos da população. “Portugal é um país com uma faixa etária muito envelhecida”, nota Faias. Dados de 2019 da Euromonitor International mostram que Portugal ocupa a quinta posição na lista de países mais envelhecidos do mundo (à frente só mesmo o Japão, Itália, Grécia, e Finlândia). “Isso é uma franja da população que se torna mais alheia a novidades do digital. Para muitos, o único recurso é ir mesmo à loja”. Por outro lado, diz Faias “é verdade que os portugueses se adaptam muito rapidamente. É uma população muito sensível ao preço. Se a mudança implicar um preço mais atractivo, é mais fácil.”

Do lado dos retalhistas, o objectivo da Sensei é dar mais dados às lojas para poderem melhorar a estratégia de venda. “Há um vazio muito grande desde que um produto entra na loja e sai depois na caixa”, diz Vasco Portugal.

A Com a Sensei, todas as imagens captadas em loja são convertidas em dados sobre interacções. Numa plataforma de demonstração apresentada ao PÚBLICO, enquanto um cliente navega pela loja surge informação no ecrã em tempo real sobre o que está a ser feito (“Robert de Niro [é um nome de código] interagiu com Nutella na Demo Store”). No produto final, porém, a equipa diz que o retalhista não vai ter acesso a quaisquer imagens – serão automaticamente apagadas depois de convertidas em dados –​​​, nem vai saber o nome ou quaisquer outros detalhes dos clientes.

“A loja recebe apenas dados agregados de produtos com que os clientes interagiram”, explica ao PÚBLICO Joana Rafael, gestora de operações e co-fundadora da Sensei. Diz que a informação é fundamental para resolver os problemas do comércio tradicional, face ao digital.

Compras online crescem, mas continuam longe da média europeia Apesar do crescimento do comércio online, feito através da Internet, relatórios de analistas como a Deloitte e a eMarketer notam que mais de 90% das compras vêm de lojas físicas. “Grande parte do retalho ainda é feito nas chamadas ‘brick and mortar’… Lojas de cimento. Só que várias cadeias e lojas estão a fechar, porque não conseguem ter a mesma eficiência que as lojas online”, diz Joana Rafael. “O posicionamento de um produto na prateleira tem um grande impacto naquilo que é a venda. E nós vamos fornecer esses comportamentos ‘macro’ ao retalhista”.

Em 2019, a tecnologia da Sensei já foi testada em várias lojas dos grupos Metro e Sonae, que estão a investir na tecnologia. Em Portugal, as marcas do grupo Sonae incluem o Continente e a Go Natural. Numa fase muito inicial, também foi explorado um projecto-piloto na alfaiataria Dielmar, no Centro Comercial Amoreiras, que pertence à família de Joana Rafael.

“O que nós fazemos nestas lojas são apenas dados de treino e não são gravados, ou usados para coisa alguma”, frisa Rafael que as descreve como “laboratórios reais”. E acrescenta: “Obviamente, quando abrirem lojas Sensei, os clientes vão ser informados, vão ter de aceitar os termos e condições do serviço.”.

Lojas sem empregados? Em Portugal já há alguns serviços de retalho a funcionar sem empregados. “Nos grandes centros urbanos em Portugal, no Porto e em Lisboa, e em algumas cidades do litoral, já existem pequenas lojas de conveniência, abertas 24 horas por dia, sete dias por semana, como a Grab and Go”, lembra ao PÚBLICO Vera Maia, especialista em marketing digital e fundadora da empresa de consultoria TSe (Tudo sobre eCommerce). “Podemos também encontrar lavandarias e outro tipo de negócios que permitem o self-service do cliente”.

Maia partilha a opinião de Miguel Faias, da GfK, sobre a proliferação deste tipo de serviços: “Em Portugal o contacto físico e humano continua a ser de extrema importância, pelo que não prevejo que esta realidade se torne mainstream num futuro próximo.”

A Sensei diz que não quer criar lojas sem empregados. “A questão de a tecnologia provocar o fim de alguns empregos é uma questão transversal a muitas áreas”, diz Vasco Portugal. “O que queremos é substituir trabalho de desgaste mecânico e que ninguém gosta de fazer.”

A equipa compara a tecnologia a serviços como os da Amazon Go, nos EUA, e à Bingo Box, na China, lojas com poucos ou nenhuns empregados, que também usam sensores e visão computacional para perceber o que está a ser retirado da prateleira.

No caso da Bingo Box, na China, as câmaras até vêm equipadas com reconhecimento facial, para resolver eventuais furtos. É uma tecnologia que a startup portuguesa diz não ter planos para incluir. “Até os nossos servidores vão estar em loja. Não queremos que os vídeos saiam do perímetro da loja por uma questão de privacidade”, esclarece Vasco Portugal.

Para a equipa, uma das vantagens face a outras empresas fora da União Europeia, para clientes preocupados com a privacidade, é o Regulamento para a Protecção de Dados (RGPD). Desde que entrou em vigor em Maio de 2018, tornou-se possível um cliente pedir a uma empresa para revelar todos os dados que tem sobre si, apagar esses dados, e rever decisões feitas por programas informáticos.

Vera Maia, da consultoria TSe, nota, porém, que a preocupação com a privacidade ainda é “bastante reduzida” junto dos portugueses, e que a grande barreira – nas lojas sem filas – é garantir que não se perde o contacto humano.

“Nós não queremos lojas sem pessoas a trabalhar”, insiste Vasco Portugal. Diz que não seria lucrativo para os retalhistas. “Os clientes estão sempre a procurar pessoas a quem possam pedir ajuda”, diz. “Se puderem eliminar algo, é o tempo que passam a esperar em caixas.”(25/03/2019/Fonte : Público)

Bosch expande instalações em Braga com investimento de 38 milhões de euros

As novas instalações da Bosch em Braga são inauguradas esta sexta-feira, contando com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A multinacional alemã Bosch expandiu as suas instalações industriais em Braga com dois novos edifícios que representam um investimento de 38 milhões de euros. Esta sexta-feira, a empresa inaugura as novas instalações da Bosch Car Multimedia, que corporizam o principal polo produtivo e de inovação da Bosch, um momento que conta com a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Os dois novos edifícios vêm acrescentar 21.000 metros quadrados aos 54.000 metros quadrados já edificados no complexo e servirão cerca de 3.700 trabalhadores, sendo que esta expansão permitirá à Bosch chegar aos quatro mil colaboradores ainda este ano.

O administrador técnico da Bosch em Braga e representante do grupo em Portugal, Carlos Ribas, citado em comunicado, afirma que “a Bosch vê um enorme potencial em Portugal e vai continuar a investir no país. Vamos continuar com uma aposta clara na criação de conhecimento crítico e soluções inovadoras nas áreas da mobilidade autónoma e conectada.”.

Quanto aos novos edifícios hoje inaugurados, um abriga as instalações da cantina, numa área total de 3.900 m2. Noutro edifício existe cerca de 5.200 m2 de escritórios e uma área de produção com 10.000 m2, para “uma resposta clara à expansão das equipas e aos novos projetos que a empresa tem vindo a receber”.

O novo edifício que conta com uma área de produção servirá para produzir “sistemas inovadores de infotainment e painéis de instrumentação digitais marcas automóveis de renome a nível mundial”.

A multinacional alemã, no mesmo comunicado, informa que a Car Multimedia em Braga duplicou a sua faturação nos últimos 4 anos e ultrapassou a marca de mil milhões de euros em vendas totais, “conquistando um lugar entre os quatro maiores exportadores de Portugal em 2018”.

No ano passado, a empresa já tinha inaugurado um novo centro de Tecnologia e Desenvolvimento para a condução autónoma e, agora, com dois novos edifícios há a previsão de crescimento em Braga, “ainda que num ritmo mais moderado”.

No ano passado, a empresa já tinha inaugurado um novo centro de Tecnologia e Desenvolvimento para a condução autónoma e, agora, com dois novos edifícios há a previsão de crescimento em Braga, “ainda que num ritmo mais moderado”.

m Portugal, a Bosch emprega cerca de 5.800 pessoas.(22/03/2019/Fonte : Jornal Económico)

Lisboa à frente de Paris, Londres e Roma na lista das cidades com mais qualidade de vida
Central City Terrace Apartment with Beautiful View

Capital portuguesa volta a subir também entre melhores destinos para empresas estrangeiras localizarem operações e funcionários, segundo um ranking da Mercer. E destaca-se na segurança.

Mais um ano, mais um degrau. Há três anos que Lisboa sobe no ranking da Mercer das cidades mais atrativas - e, por isso, também mais baratas - para colocar funcionários em operações estrangeiras de empresas. A capital portuguesa surge neste ano colocada na 37ª posição, um lugar acima de 2018, da lista da consultora que serve de referência a multinacionais e organizações internacionais na hora de calcularem a compensação ao pessoal deslocado. A melhoria é constante desde 2016, ano em que Lisboa era 42º da lista.

Os dados da Mercer, divulgados esta quarta-feira, mantêm a capital portuguesa à frente de grandes capitais da Europa como Paris (39ª), Londres (41ª), Madrid (46ª) ou Roma (56ª). A lista é liderada pela capital austríaca, Viena, há já uma dezena de anos, e é dominada por cidades da Alemanha (cinco cidades nas primeiras 20 posições), Suíça (quatro), Canadá (três), Austrália (duas) e Nova Zelândia (duas). Bagdade, no Iraque, tem a pior qualidade de vida.

Mas, mais que na subida na classificação geral da qualidade de vida, Lisboa destaca-se neste ano por uma escalada significativa na lista das mais seguras cidades do mundo - a Mercer avalia mais de 450 e lista pouco mais de duas centenas. Segundo os critérios da consultora, a capital de Portugal surge agora na 31ª posição, logo atrás da cidade-Estado de Singapura, e subindo 12 lugares desde 2005, ano em que o índice foi lançado em Portugal.

"Estamos a atravessar um momento estável a nível económico, com investimento internacional, uma taxa de desemprego relativamente baixa e resultados animadores no que toca, por exemplo, às exportações. A qualidade de vida da capital portuguesa tem vindo a evoluir em todos os sentidos, fazendo de Lisboa uma opção incontornável a nível internacional", comenta Tiago Borges, líder da área de rewards da Mercer, em comunicado.

Nos destinos mais seguros do mundo para capital e recursos humanos, a dianteira é do Luxemburgo. O grão-ducado é seguido pelas cidades de Basileia e Berna, na Suíça. Damasco, na Síria, é a cidade mais insegura do mundo na ordenação da Mercer.

O estudo anual da consultora vai na 21ª edição e a importância da classificação no atual contexto internacional é destacada pela consultora, a elencar vários fatores que exigem maior prudência aos negócios internacionais: tensões comerciais, tendências populistas, política monetária restritiva e volatilidade nos mercados.

"As alterações que estão em curso em termos socioeconómicos a nível mundial estão a fazer com que as empresas e organizações reflitam mais a fundo sobre as oportunidades de negócio além-fronteiras", diz Tiago Borges.(13/03/2019/Fonte : Diário de Notícias)

Economia digital representou 4,6% do PIB português

Boston Consulting Group estima que a actividade associada aos produtos e serviços digitais tenha totalizado nove mil milhões de euros na economia portuguesa em 2017.

A economia digital cresceu nos últimos anos, aproximando-se dos 5% da riqueza gerada em Portugal, mas está ainda longe de ter o peso registado em alguns dos países europeus mais digitalizados, conclui um estudo do Boston Consulting Group, uma consultora internacional.

O relatório, que foi apresentado nesta sexta-feira e é apoiado pelo Google, estima que o “impacto do digital na economia” tenha significado nove mil milhões de euros em 2017, depois de ter crescido 20% ao longo dos quatro anos anteriores. O valor era o correspondente a 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano.

A economia digital analisada pelo Boston Consulting Group é uma categoria vasta que engloba, entre outros, as receitas do comércio electrónico, as mensalidades pagas por serviços de acesso à Internet, viagens em serviços como a Uber, os investimentos dos operadores de comunicações em infra-estruturas, e a despesa pública em tecnologias de informação. Alguns dos valores apurados resultam de estimativas.

O peso do digital no PIB de Portugal fica aquém do que a consultora estimou para Espanha, Alemanha, França, Itália e Reino Unido, um conjunto de países onde a média era de 7,9%. No Reino Unido, o país onde este indicador era mais elevado, o digital significou 13,8% da riqueza gerada. Em Espanha, o valor era de 6,4% e em Itália, de 5%.

O relatório nota que, em 2017, Portugal estava “apenas ligeiramente acima da média dos 27 países da União Europeia” em 2010, remetendo para um estudo daquele ano feito pela consultora que indicava um valor médio de 4,1% do PIB. “Se Portugal conseguisse atingir o valor médio do universo seleccionado de pares (7,9%), isto representaria um incremento superior a seis mil milhões de euros”, notam os autores do estudo.

Privados são o motor

As estimativas do Boston Consulting Group apontam que o consumo privado é “o principal motor económico digital”, representando 60% do total. Aqui, é o comércio electrónico que tem maior peso, seguido das despesas com o acesso à Internet.

“O e-commerce, que apresenta um crescimento acelerado nos últimos anos, é a principal componente do consumo privado, contribuindo em mais de dois mil milhões [de euros]”, refere o documento. “O acesso à Internet tem um peso bastante relevante, valendo quase 30% do total do consumo privado. Dentro do consumo privado, está ainda incluído o valor gasto em software, hardware, em seguros, na banca online e na economia colaborativa, sendo que esta última, apesar de se encontrar em forte crescimento, apenas representa 470 milhões de euros, menos de 10% do consumo privado em 2017.”

O hábito de fazer compras online tem crescido em Portugal, mas está ainda longe dos valores da média europeia. Em 2018, 37% das pessoas entre os 16 e os 74 anos a residir em Portugal fizeram compras online, segundo números do Instituto Nacional de Estatística. Em 2010, eram apenas 15%.

O estudo nota que muitos consumidores fazem pesquisa e comparação de produtos online, mas não concluem a compra na Internet. “Os retalhistas são assim desafiados a acompanhar jornadas de compra que não são puramente digitais ou offline, mas sim marcadas por uma alternância entre estes dois mundos muitas vezes descoordenados na estratégia comercial”, referem os autores. (22/02/2019/Fonte : Público)

Coração da artista Joana Vasconcelos ilumina Paris

A artista plástica Joana Vasconcelos realizou uma escultura em forma de coração, em Paris na "Porte de Clignancourt". Um trabalho criado para o Dia dos Namorados, mas que deverá permanecer no tempo.

Cerca de 3800 azulejos - azulejos decorados à mão - compõem este trabalho de Joana Vasconcelos. A artista nascida em Paris, e que hoje vive em Lisboa, desejou, desta forma, "declarar seu amor pela capital" francesa. Este "Coração de Paris" é uma obra que marcará a capital francesa com a pegada da artista portuguesa.

A escultura será inaugurada no Dia dos Namorados, nesta quinta-feira às 18h30. Um baile popular será organizado até às 9 da noite ao ritmo do "Petit Orchester Parisien" entre acordeão, jazz e tango. Esta obra da Joana Vasconcelos para o Dia dos Namorados que vem em acrescimo de outras iniciativas da cidade de Paris que propõe escrever declarações de amor que serão difundidas em 120 painéis luminosos da cidade.(14/02/2019/Fonte : LusoPlanet)

Fábrica da PSA em Mangualde ganha novo modelo da Opel

Novo Opel Combo passa a ser produzido em Mangualde a partir do segundo semestre de 2019, nas versões comercial e de passageiros. Unidade portuguesa partilha com a fábrica da PSA em Vigo o "exclusivo mundial".

O centro do grupo francês PSA em Mangualde vai “incluir, a partir do segundo semestre de 2019, a produção do novo Opel Combo, em duas variantes - comercial e de passageiros”, anunciou esta sexta-feira o construtor automóvel em comunicado.

A companhia que em 2017 juntou a Opel às marcas Peugeot e Citroën, liderada pelo português Carlos Tavares, adianta ainda que a produção do Combo “será partilhada com a fábrica de Vigo (Espanha), que já produz a marca Opel desde Julho de 2018”.

A “nova geração de veículos comerciais ligeiros” do grupo PSA está a ser produzida “em exclusivo mundial nas duas fábricas ibéricas – Mangualde e Vigo”, sublinha a comunicação emitida esta sexta-feira. Os principais mercados de destino dos modelos Opel Combo produzidos na fábrica de Mangualde "serão Portugal, Espanha, França e Itália".

Esta é, também, "a primeira vez" que a unidade da PSA em Mangualde produzirá "veículos da marca Opel", garante o construtor automóvel. E é, paralelamente, o regresso da produção da marca Opel a Portugal 12 anos depois do fecho da fábrica da companhia - então nas mãos dos norte-americanos da General Motors - na Azambuja, onde deixou 1.100 pessoas sem trabalho em Dezembro de 2006. Na altura, noticiou a Lusa dez anos depois, a unidade da Opel era a segunda maior fábrica automóvel do país. Tinha laborado durante 42 anos.

A unidade de Mangualde passa, agora, a integrar assim “toda a nova geração de pequenos furgões” do grupo construtor automóvel francês em Portugal. “Com 57 anos de história e mais de 1,4 milhões de veículos produzidos”, o centro de produção de Mangualde “está a fabricar 321 veículos por dia, com a laboração em três turnos”: modelos Peugeot Partner/Rifter e Citroën Berlingo/ Berlingo Furgão. Em 2018 aumentou a sua produção 17,8% face ao ano anterior, segundo o comunicado da empresa.

Em resposta por escrito, a PSA detalha ainda que "em 2018 foram produzidos 63.073 veículos" e adianta que a "previsão para 2019 é entre 70.000 e 80.000". "Este volume", salienta contudo fonte oficial da PSA Portugal, "dependerá da resposta do mercado" até porque "no início", o centro de Mangualde produzirá "15% do 'mix' de produção".

A fábrica portuguesa da PSA no distrito de Viseu "realizou um profundo processo de modernização e uma das mais importantes transformações industriais da sua história", para "receber a produção destes veículos com os melhores níveis de eficiência", sublinha o grupo. .

A PSA explica, em esclarecimento adicional, que "para receber a produção deste novo modelo, o Centro de Mangualde terá de realizar diversas modificações técnicas" mas que, "tendo em conta que o processo produtivo é semelhante aos pequenos furgões Citroën e Peugeot, não será necessário um novo investimento industrial" por agora. Quanto aos turnos, a unidade terá de "reorganizar o calendário de produção", respondeu, sem contudo pormenorizar.

A PSA empregava 700 trabalhadores em Mangualde há um ano, segundo a contagem da gestão da empresa em Fevereiro de 2018, número que foi utilizado como argumento pelo grupo na contestação à alteração das portagens. As mudanças acabaram por não penalizar os modelos da marca. Mas, em resposta por escrito ao PÚBLICO, fonte oficial da empresa em Portugal garantiu esta sexta-feira que a PSA encerrou em 2018 com "1000 postos de trabalho", o que significa a adição de mais 300 empregos no último ano. "Por agora", explica fonte oficial do construtor automóvel, "não está previsto contratar mais pessoas, apesar de estarmos em constante processo de recrutamento", adianta. . (08/02/2019/Fonte : Público)

Portugal: Taxa de desemprego em 2018 diminuiu para 7%

A taxa de desemprego no conjunto do ano passado ficou nos 7 por cento, o que representa uma diminuição de 1,9 pontos percentuais relativamente a 2017. De acordo com dados divulgados pelo INE, no quarto trimestre do ano, a taxa de desemprego foi de 6,7 por cento, igual à do trimestre anterior e inferior em 1,4 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2017. Um valor que “continua a corresponder à taxa mais baixa da série iniciada no 1.º trimestre de 2011”.

De acordo com o INE, Instituto Nacional de Estatística, a população desempregada, estimada em 349,1 mil pessoas, diminuiu 1,0% (3,6 mil) em relação ao trimestre anterior, retomando os decréscimos trimestrais observados desde o segundo trimestre de 2016 e interrompidos no trimestre anterior.

Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 17,3% (72,9 mil). A população empregada 4 883,0 mil pessoas, diminuiu 0,4 por cento (19,8 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 1,6% (78,1 mil) em relação ao período homólogo. A taxa de desemprego de jovens situou-se nos 19,9 por cento, menos 0,1 p.p. e 3,6 p.p., respetivamente, que nos trimestres anterior e homólogo. A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi 47,8 por cento, menos 2,2 p.p. e 6,3 p.p., respetivamente, que nos trimestres anterior e homólogo.

2018 fecha com taxa de desemprego em queda No conjunto do ano passado, a taxa de desemprego diminuiu 1,9 pontos percentuais relativamente a 2017, situando-se nos 7 por cento. A população desempregada, 365,9 mil pessoas, diminuiu 20,9% (96,9 mil) em relação ao ano anterior, enquanto a população empregada, 4 866,7 mil pessoas, aumentou 2,3% (110,1 mil).

Face a 2013, ano em que a população desempregada alcançou o seu valor mais elevado, houve um decréscimo acumulado de 489,3 mil pessoas.

Para o aumento da população empregada contribuíram, por exemplo, o aumento de emprego de empregados no setor dos serviços, sobretudo nas atividades de educação e da administração pública, defesa e segurança social obrigatória (8,7 por cento) e pessoas com nível de escolaridade completo correspondente ao ensino superior (5,8 por cento)..

Destaque ainda para o aumento do emprego de mulheres (2,9 por cento) e de pessoas dos 45 aos 64 anos (4,1 por cento). A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 20,3%, 3,6 p.p. abaixo do estimado para o ano anterior. A proporção de desempregados de longa duração foi 51,1%, tendo diminuído 6,4 p.p. em relação ao ano transato. A taxa de subutilização do trabalho foi 13,7%, 2,8 p.p. abaixa da do ano transato, correspondendo ao valor mais baixo da série iniciada em 2011. Dos jovens dos 15 aos 34 anos residentes em Portugal, 9,9% não tinham emprego nem estavam a estudar ou em formação (218,2 mil), uma percentagem que diminuiu 1,3 p.p. (33,1 mil) em relação a 2017.

Portugal ainda longe dos objetivos na Educação

“A estratégia Europa 2020 estabeleceu objetivos comuns para a União Europeia entre 2010 e 2020, definindo as suas linhas estratégicas com base num crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”, explica o INE. No âmbito da estratégia foram delineados cinco grandes objetivos em matéria de emprego, inovação, clima/energia, educação e inclusão social, associados a metas mensuráveis.

A análise dos indicadores de progresso revela que, em relação à taxa de emprego das pessoas com idade dos 20 aos 64 anos, Portugal, em 2018, alcançou o objetivo ultrapassando a meta de 75 por cento. Em 2011, Portugal encontrava-se a 6,2 p.p. de distância daquele valor.

Já em relação aos objetivos na área da Educação, “Portugal não alcançou ainda os valores pretendidos”. Em 2018, a taxa de abandono precoce de educação e formação foi estimada em 11,8 por cento, estando a meta estabelecida em 10 por cento. Portugal está a 1,8 pp do objetivo e em 2011 estava a 13 pontos percentuais.

Por sua vez, a taxa de escolaridade do ensino superior foi estimada em 33,5%, tendo sido a meta para 2020 estabelecida em 40 por cento (6,5 p.p. de diferença). Em 2011, Portugal encontrava-se a 13,3 p.p. de distância.(06/02/2019/Fonte : RTP)

Nestlé vai contratar 100 em Portugal para começar já em março

Os novos colaboradores vão reforçar as equipas das áreas financeira e de gestão do centro de serviços partilhados Nestlé Business Services Lisbon.

A Nestlé  vai contratar mais cem pessoas em Portugal para reforçar as equipas das áreas financeira e de gestão do seu novo centro de serviços partilhados Nestlé Business Services Lisbon (NBS Lisbon).

Os novos colaboradores vão reforçar as equipas das áreas financeira e de gestão do centro de serviços partilhados Nestlé Business Services Lisbon. Pedem-se candidatos com conhecimentos de alemão, dinamarquês, espanhol, finlandês, francês, holandês, inglês, italiano, norueguês e sueco.

O recrutamento será efetuado no decorrer de dois ‘Open Days’ multilingues a realizar em parceria com a empresa de recursos humanos Adecco nas instalações desta no Porto e em Lisboa. Na cidade Invicta, a ação realiza-se a 13 de fevereiro e na capital a 23 do mesmo mês. Além de informação sobre a operação em curso será realizada a primeira entrevista presencial com o candidato.

O NBS Lisbon da Nestlé é um centro de serviços partilhados que, além de Portugal, presta serviços a Espanha, países nórdicos, Itália, França, Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Holanda, Áustria e Alemanha, em atividades transacionais relacionadas com o processamento de encomendas, compras e desenvolvimento de campanhas de media sociais digitais. (31/01/2019/Fonte : Jornal Económico)

Aposta da Inditex na Turquia afeta Portugal

Grupo que detém a Zara está a diminuir encomendas a empresas lusas, mas continua a ser o melhor cliente espanhol das têxteis nacionais.

O grupo espanhol Inditex, que detém as marcas Zara, Bershka, Pull & Bear, Stradivarius, Massimo Dutti, entre outras, está gradualmente a deixar de comprar em Portugal e a passar a produção para países como Marrocos e, sobretudo, Turquia. Este último país tem sido uma grande aposta, tanto na abertura de lojas como na contratação de empresas de confeção, em detrimento de Portugal.

"Houve uma desvalorização em 40% da moeda na Turquia e a Inditex está a deslocalizar as encomendas para aumentar as margens", confirmou ao JN Paulo Vaz, diretor-geral da Associação de Têxtil e Vestuário de Portugal. O setor está ainda a tentar perceber se esta deslocalização "é estrutural ou conjuntural" porque a Turquia é um país "vulnerável nas questões sociais e políticas", explicou.

Ainda assim, a Inditex continua a ser o melhor cliente espanhol das empresas têxteis em Portugal, embora os números conhecidos até novembro do ano passado apontem para uma quebra de 4% nas exportações para o país vizinho, o que significou perdas balizadas entre os 60 e os 70 milhões de euros. Nada que os têxteis portugueses não tenham já vivido no passado, mas que na última década foi minorado pelas convulsões no Norte de África e no Médio Oriente, o que levou muitas empresas internacionais a escolherem Portugal.

Perigo do cliente único
"Nunca podemos aconselhar ninguém a estar dependente de um só cliente", sublinhou Paulo Vaz, frisando que a quebra no mercado espanhol, mas também do Reino Unido, "tem sido compensada com Itália".

Algumas empresas, nomeadamente do Vale do Ave, que dependam exclusivamente ou em grande parte da Inditex, podem vir a passar por dificuldades, mas Paulo Vaz lembra que o tecido económico nacional tem tido a capacidade de "reagir às conjunturas e encontrar alternativas encarando as coisas sem dramas", anunciando ainda que o setor têxtil em Portugal deverá apresentar em 2018 um crescimento de 2%.

O JN ouviu a administração de uma empresa muito ligada à Inditex que confirmou a baixa no número de encomendas. "Estão a fugir para a Turquia porque a moeda desvalorizou e não conseguimos concorrer", assumiu o empresário, sem querer dar a cara. Exemplificou com uma peça de vestuário que feita em Portugal pode custar à Inditex 1,25 euros, mas que baixa para os 80 cêntimos se vier da Turquia.

A redução das encomendas também parece ser uma realidade em Famalicão. "Temos empresas a trabalhar para o grupo Inditex e, de facto, há aqui alguma sensação de quebra de algumas encomendas, mas não temos informação que seja ao ponto de chegar a encerramentos", adiantou Augusto Lima, vereador da Economia da Câmara de Famalicão.

O vereador acrescenta que os anos anteriores foram "muito bons", por isso agora têm de ser feitos ajustes. "Mas julgo que as empresas no passado fizeram adaptações e algumas já não estão tão dependentes do grupo Inditex", afirmou.
SABER MAIS
Fábricas no país
A Inditex tem atualmente 161 fornecedores em Portugal. Eram 171 há três anos. No caso das fábricas em território português a produzir para o grupo espanhol, o site oficial indica 1344 unidades. Segundo o "Jornal de Negócios", há três anos, eram 887 as fábricas a trabalhar para a Inditex.

E na Turquia...
Na Turquia, o grupo Inditex tem 177 fornecedores e um total de 1459 fábricas a trabalhar para as várias marcas espanholas.

Lira desvalorizada
Segundo um artigo publicado em agosto pelo site espanhol "Bolsamanía", a Inditex tem beneficiado muito da desvalorização acentuada da lira turca relativamente ao euro, uma vez que tem parte da produção naquele país. Na vertente comercial, não tem parado de abrir lojas e já vai em 228.

COMÉRCIO
340
lojas do grupo espanhol estão situadas em Portugal, 86 das quais da Zara e 50 da Pull & Bear.

228
lojas da Inditex estão situadas na Turquia, 43 das quais da marca Zara e 34 da Pull & Bear. (12/01/2019/Fonte : Jornal de Notícias)
 

Produção de automóveis ligeiros de passageiros em Portugal aumenta 89%

Tanto a produção de ligeiros de passageiros como a de comerciais de passageiros em Portugal aumentaram em relação a 2017.

A Autoeuropa, recentemente afectada pelo conflito laboral no porto de Setúbal, continua a ser a maior responsável pelas exportações portuguesas no sector automóvel

A produção de automóveis ligeiros de passageiros em Portugal aumentou este ano, até Novembro, 89,5% face ao período homólogo, para 216,7 mil unidades. A produção de comerciais ligeiros subiu 29,1% no mesmo período para 51,3 mil, enquanto a de pesados caiu 18% para 4,9 mil unidades, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

No total, a produção geral de automóveis em Portugal aumentou 70,4% nos primeiros onze meses de 2018 para 273 mil unidades, se comparada com igual período do ano passado.

Olhando apenas para Novembro, a produção automóvel cresceu 11,1% face ao mesmo mês de 2017, num total de 25,5 mil veículos, e apenas o mercado de comerciais ligeiros registou uma quebra (-30,9%). Já a produção de pesados disparou neste mês para 565 unidades, o que representou um acréscimo de 67,2%).

O valor relativo aos 11 meses "confirma a importância que as exportações representam para o sector automóvel, já que 97% dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo", de acordo com o comunicado da ACAP.

 Europa continua a representar 90,7% das exportações dos veículos fabricados em Portugal, com a Alemanha (21,7%), França (14,9%), Itália (11,6%) e Reino Unido (11,1%) como principais mercados.

A Ásia, com a China a representar 2,8% do total, mantém o segundo lugar em termos de grandes regiões de exportação de automóveis fabricados em Portugal.

Já em Agosto deste ano, também no mercado de produção automóvel, as exportações de componentes atingiam valores recorde. Em 5459 milhões de euros de receitas, o crescimento de 8% face a 2017 foi conseguido num período em que um dos principais mercados, o Reino Unido, contribuiu com uma queda significativa de 11,9%.
(17/12/2018/Fonte : Público)

Receitas. Turismo deverá fechar o ano com um novo recorde

Confederação do Turismo de Portugal diz que as previsões apontam para receitas na ordem dos 17 mil milhões de euros

O turismo continua a ser uma das componentes mais importantes das contas nacionais e, apesar de alguns sinais de abrandamento, estima-se que o ano termine com novos recordes e receitas na ordem dos 17 mil milhões de euros.
De acordo com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), é ainda de prever que o setor volte a conseguir fechar o ano com uma “boa performance”, novos recordes nas receitas e estabilização das dormidas. “O turismo continuará a ser a maior atividade económica exportadora do nosso país e a principal fonte de financiamento da balança comercial”, diz a CTP.

Em comunicado, a entidade refere ainda que a prova de que o setor deverá estabilizar é o facto de tudo indicar que “iremos fechar 2018 com cerca de 57 milhões de dormidas e 21 milhões de hóspedes”. De acordo com o documento, pode ainda dizer-se que as receitas vão chegar facilmente aos 17 mil milhões de euros, o que significa uma subida homóloga de 12%.

A CTP destaca que Portugal tem vários motivos para sorrir tendo em conta que a trajetória ascendente começou já em 2013: “Estes são números que comprovam bem o excelente desempenho da nossa atividade, que reflete bem o esforço dos nossos empresários, a qualidade da nossa oferta e dos serviços turísticos prestados”.

A estes dados soma-se o destaque que é dado aos passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais: Este ano, o número de passageiros deverá chegar aos 27,4 milhões de passageiros, mais 7% do que em 2017.

Motivos para todos os gostos A palavra terrorismo chegou ao dia a dia da Europa como nunca tinha acontecido antes. Com ataques que se somam em diferentes países do centro europeu, a sensação de segurança acaba por ditar os destinos escolhidos quando chega a hora de viajar.

Para Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, com os atentados terroristas, Portugal pode ter acabado por sair beneficiado enquanto destino turístico. “Portugal estava no momento certo e nas condições certas para aceitar a procura e os desvios da procura. Fizemos nos últimos 10 anos um enorme esforço público e privado em termos de qualificação do nosso país, e isso deu frutos certos no momento certo, que é conseguir aproveitar os fluxos da procura turística”, explica.

No entanto, importa recordar que, no final de setembro, “o Reino Unido, principal mercado emissor de turistas para o país, voltou a diminuir pelo sétimo mês consecutivo, desta vez 11,7%. Desde o início do ano, a proporção de turistas ingleses já caiu 8,8%. Também o número de franceses (- 5,9%), alemães (-1,6%) e espanhóis (-1,3%) é cada vez menor. A preocupação com os números de julho só não é maior porque houve, por exemplo, mais canadianos (+48,5), norte-americanos (+33,6%) e brasileiros (+11,6%) a procurar a hotelaria nacional. Em contrapartida, os residentes contribuíram com dois milhões de dormidas, uma subida de 1,6%”, explicava o INE. (06/12/2018/Fonte : Sol)

Filiais estrangeiras já pagam mais 408 euros aos trabalhadores

Funcionários de sucursais estrangeiras em Portugal ganham, em média, 1351 euros.

As filiais estrangeiras com atividade em Portugal pagam mais 408 euros aos trabalhadores do que as empresas nacionais. A produtividade dos funcionários destas empresas não residentes também é superior em 18,1 mil euros face à que é apresentada pelos quadros das companhias portuguesas.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no ano passado os trabalhadores de filiais estrangeiras em Portugal ganhavam, em média, 1351 euros mensais, o "valor mais elevado" desde 2010. São mais 408 euros face aos 943 euros pagos, em média, aos funcionários nas empresas portuguesas.

As companhias estrangeiras não só pagam melhor como também têm mais produtividade. Apesar de representarem apenas 1,6% do total das sociedades, exceto financeiras (bancos, por exemplo), representam 25,3% do volume de negócios do País.

Um valor influenciado pela produtividade aparente do trabalho (valor acrescentado por trabalhador), que em 2017 se fixou em 45,2 mil euros. Ou seja, mais 18,1 mil euros que nas sociedades nacionais.

Ao todo, contavam-se, em 2017, 6455 filiais estrangeiras em Portugal, que empregavam quase 448 mil pessoas (um crescimento de 5% face a 2016). Já as sociedades portuguesas davam emprego a 2,5 milhões de pessoas.

As sucursais estrangeiras também investem mais. No ano passado, registaram uma taxa de investimento de 24,2%, mais quatro pontos do que em 2016, enquanto as empresas nacionais atingiram 20,6%.

"O país de origem do controlo de capital com maior peso em termos do número de filiais foi Espanha, com 23,4%", diz o INE. Já França foi o país com maior valor acrescentado bruto (VAB), ou seja, mais riqueza gerada. A riqueza criada por filiais estrangeiras no mercado português cresceu 5,3% no ano passado, em relação a 2016.(22/11/2018/Fonte : Correio da Manhã)

Web Summit: Hotéis de Lisboa com ocupação próxima dos 100%

A Associação da Hotelaria de Portugal estimou uma "ocupação próxima dos 100%" nos estabelecimentos de Lisboa na próxima semana, devido à realização da cimeira de tecnologia Web Summit.

"Prevê-se que os hotéis da cidade de Lisboa possam fechar com uma ocupação muito próxima dos 100% naquela semana [a próxima] e o preço naturalmente irá ajustar-se", indica a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) ​​​​​​ numa resposta escrita enviada à agência Lusa a propósito da terceira edição da Web Summit na capital portuguesa, que decorre de 05 a 08 de novembro.

Segundo esta entidade, nas duas edições anteriores, "há a registar que os participantes ficaram na hotelaria da cidade, mas também em toda a região de Lisboa".

"Outras formas de alojamento também foram bastante procuradas, sobretudo pelos participantes mais jovens", acrescentou. Um inquérito da AHP feito no ano passado revela que, durante o evento em 2017, "a taxa de ocupação hoteleira na cidade de Lisboa fixou-se nos 92% e o preço médio nos 141 euros, enquanto na região de Lisboa a taxa de ocupação foi de 88% e o preço médio de 128 euros".

Lembrando que nesta edição são esperados mais de 70 mil participantes de 170 países, a AHP refere que isso "naturalmente vai ter impacto no turismo e na hotelaria", realçando que "o impacto de ter a Web Summit em Portugal ultrapassa, e muito, a esfera da hotelaria".

"O posicionamento de Lisboa e de Portugal na captação de eventos desta natureza, que traçam tendências e abrem o caminho para o futuro, tem um enorme impacto na comunicação e traz ao nosso país notoriedade, além de milhares de empresas e investidores", adiantou. Esperados 70 mil participantes - devem gastar mais de 61 milhões de euros nos quatro dias Por seu lado, e também questionada pela Lusa, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) prevê que os participantes na Web Summit gastem mais de 61 milhões de euros nos quatro dias da conferência internacional de tecnologia. Estes valor resulta de um gasto médio diário de 220 euros por participante, dos quais 120 euros em alojamento e 50 euros em "restauração e animação".

Ainda de acordo com a AHRESP, o número de hóspedes deve aumentar 12,4% este ano, com o registo de maior crescimento entre os hóspedes estrangeiros (+18%). As dormidas deverão subir, na comparação homóloga, 13,5%, com o mercado externo a contribuir com um aumento de 17,3%. Entretanto, através da sua conta oficial na rede social Twitter, o presidente executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, estimou que os bilhetes do evento esgotem hoje à noite. Também através daquela plataforma, o responsável referiu que "a banda larga da Web Summit este ano será de 50GB por segundo, havendo ainda "dezenas de quilómetros de cabos de fibra ótica e quase mil pontos de acesso".

Segundo Paddy Cosgrave, a organização vai ainda colocar 'wi-fi' nas zonas onde decorrem as iniciativas paralelas, nomeadamente as atividades de convívio noturno Night Summit. A poucos dias da cimeira de tecnologia Web Summit, a organização informou esperar que esta seja "a maior e a melhor" edição de sempre. A edição deste ano realiza-se entre segunda-feira e quinta-feira, no Altice Arena e na FIL no Parque das Nações. A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo Web Summit nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa, devendo permanecer na capital portuguesa até 2028.(02/11/2018/Fonte : Jornal de Notícias)

Italianos, franceses e britânicos entre os que mais contam na subida da imigração

O número de estrangeiros a viver em Portugal aumentou, mas muito à conta dos cidadãos comunitários. Só a comunidade italiana registou uma subida de 51,7%.

Os cidadãos italianos a viver em Portugal passaram de 8523 (2016) para 12 927 (2017), mais 4407. Entraram quase tantos franceses, 4012 (de 11 293 para 15 319) e 3047 cidadãos do Reino Unido (de 19 384 para 22 431).

O geógrafo Jorge Malheiros explica que a imigração tem vindo a diversificar-se, não só em termos de nacionalidades como das causas que a motivam. "No caso dos italianos, um dos aspetos mais interessantes tem a ver com os jovens que não encontram trabalho em Itália e, aqui, a proximidade linguística e cultural é importante. O mercado laboral em Itália está muito complicado para os jovens, é mais fácil em Portugal e desde que as pessoas aceitem a precariedade. Encontramos em alguns sítios pequenos clusters italianos, por exemplo na investigação. E também me parece que houve aqui o efeito rede, que ajudou a que o número de italianos aumentasse nos últimos anos."

Italianos, franceses e britânicos são as nacionalidades comunitárias que mais cresceram e mais contribuíram para o aumento do número de residentes da UE no país, mais 15,8% comparativamente ao ano anterior.

O número de novos residentes italianos ultrapassou o dos brasileiros, a principal comunidade estrangeira no país.

Veio gente de toda a zona comunitária. O número de suecos aumentou 35,4 % (são agora 3564), os irlandeses 29,7 % (1337), os belgas 23 % (3508), os polacos 20,4 % (1898), os finlandeses 16,5% (1153), os holandeses 14,6 % (7837) e os espanhóis 12,5 % (12 526).

O especialista em migrações sublinha que a entrada de cidadãos da UE - e estamos a falar sobretudo dos oriundos dos países anteriores ao alargamento de 2004 - sempre se verificou, mesmo durante a crise económica, só que nos últimos anos houve um aumento significativo. Tem várias razões para o explicar: estudos, emprego, estilo de vida, a boa imagem conquistada por Portugal.

"Há uma componente de estudantes do ensino superior e de investigadores oriundos de países onde a compreensão do português é mais fácil, de Itália e Espanha mas também França, neste último caso devido às origens familiares. É uma componente menor mas é a primeira componente", começa por enumerar Jorge Malheiros.

Existe, depois, "uma componente de profissionais qualificados para empresas europeias ou para se estabelecerem por conta própria, o que se deve aos benefícios fiscais, mas também à imagem do país (tranquilo, em crescimento e com boas ligações à Europa".

Os reformados europeus continuam a entrar. "Este grupo junta os benefícios fiscais ao clima e alimentação, bons serviços, o preço da habitação que até há dois anos era barata e, mesmo hoje, ainda custa menos do que em Paris ou Londres."

A quarta componente "é composta por estrangeiros mais qualificados que vêm para serviços menos qualificados, sendo o melhor exemplo os call centers . As empresas instalam-se em Portugal, com serviços que servem particularmente o mercado espanhol, italiano, holandês e português, recorrendo a essas imigrantes". E, há, também, os alternativos, "os imigrantes do estilo de vida, que se instalam em zonas rurais, tranquilas, em áreas do Alentejo ou da Beira Interior"

É toda uma variedade de motivações e que leva a que os países europeus estejam entre as principais nacionalidades estrangeiras a viver em Portugal. "A entrada da França e da Itália na estrutura das dez nacionalidades mais representativas parece confirmar o particular impacto nos cidadãos estrangeiros oriundos dos países da União Europeia dos fatores de atratividade já apontados em anos anteriores, como a perceção de Portugal como país seguro, bem como as vantagens fiscais decorrentes do regime para o residente não habitual", refere o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA).

Reformados franceses
Os técnicos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que elaboraram o RIFA analisaram a situação dos imigrantes italianos e franceses, concluindo que embora tenham as mesmas semelhanças no nível de escolaridade, que é elevado (51% dos italianos e 45% dos franceses têm nível superior), têm uma situação profissional diferente: "Os reformados representam mais de um terço dos franceses mas apenas cerca de um quinto dos italianos." Além de que "17% dos cidadãos de nacionalidade italiana são naturais do Brasil, facto que poderá ser explicado pela concessão da nacionalidade naquele país (jus sanguinis), não impondo limite de gerações e a sua relação com a significativa comunidade descendente de italianos no Brasil".

No ano passado entraram mais italianos do que brasileiros. Entraram 4175 brasileiros (mais 5,8%), situando-se, agora, nos 85 426, a principal comunidade estrangeira em Portugal. Segue-se Cabo Verde (34 986), Ucrânia (32 453), Roménia (30 750) e China (23 197) na lista das cinco principais nacionalidades estrangeiras.

A Europa entra, assim, como a principal fonte de estrangeiros no país, seguindo-se a Ásia, continente que regista uma subida de 9,8%. As comunidades que mais contribuíram para esse crescimento foram os cidadãos do Nepal, mais 27,5% (são 7437), do Bangladesh, mais 23,3% (3450), do Paquistão (3380), mais 20,9%, e da Tailândia, mais 14,6% (1691).

"A Ásia vem a aumentar há algum tempo, durante muito tempo eram chineses, agora são nepaleses, tailandeses, paquistaneses e do Bangladesh. Há também um efeito de rede e, para além do perfil ligado ao comércio, alguns estão ligados à agricultura intensiva de mercado", explica Jorge Malheiros.

O continente americano subiu 5,8%, situando-se em terceiro lugar. Em número, são os brasileiros que ganham, mas em proporção quem cresceu mais foram os venezuelanos. Entraram 748 cidadãos da Venezuela no ano passado, o que representa uma subida de 31,7%, totalizando 3194 .(17/10/2018/Fonte : Diário de Notícias)

Com duas ondas de calor, este foi o setembro mais quente desde que há registos

No primeiro dia do mês, no Alentejo e no Centro registaram-se temperaturas superiores a 41º C. A média da máxima ficou quase quatro graus acima do que é normal.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) revelou esta segunda-feira que o mês passado foi o setembro mais quente desde que há registos. A temperatura média foi de 22,98º C, mais 2,8º do que o habitual nesta época do ano.

Para encontrar o segundo setembro mais quente é preciso recuar até 1985, quando a temperatura média foi de 22,89º C. O IPMA regista as temperaturas desde 1931.

No mês passado, as temperaturas máximas rondaram os 30 graus em quase todo o continente europeu. Em Portugal, os picos meteorológicos foram registados no Alentejo e no Centro. Logo no primeiro dia do mês, Lousã, Moura, Alvega e Tomar marcaram respetivamente 41,6º C, 41,5º C, 41,4º C e 41,3ºC.

A temperatura máxima média atingiu os 30,2ºC, mais 3,9º C acima do que seria habitual nesta altura do ano, revelou ao DN Vanda Pires, meteorologista da divisão de clima e alterações climáticas do IPMA.

A mínima foi de 15,7º C, a quarta mais alta desde 1931. E entre os dias 10 a 17 e 19 a 27 de setembro registaram-se duas ondas de calor, em que o termómetro marcou mais 5ºC em relação ao valor médio deste período.

Setembro foi ainda um mês fraco de precipitação. 91,6% do território esteve em seca fraca e 6,8 em seca moderada. Foi o segundo mês mais seco dos últimos 30 anos; o primeiro foi setembro de 2017. As massas de ar frias e as depressões causadas pelo anticiclone dos Açores foram apontadas pela especialista do IPMA como a origem deste fenómeno metrológico.

Devido às temperaturas elevadas, o alerta de risco de incêndios mantêm-se e foi declarado o alargamento do estado critico até 15 de outubro.

O verão de 2018​​​​​ começou tarde, com o mês de junho mais chuvoso desde 2000 e o de julho mais frio também desde o início do milénio. No entanto, em agosto houve uma inversão, tendo sido registadas temperaturas históricas em vários locais. O dia 4 de agosto foi o dia mais quente do século XXI.(01/10/2018/Fonte : Diário de Notícias)

Mercadona investe 100 milhões para abrir as primeiras dez lojas em Portugal

A retalhista espanhola vai abrir em 2019 os primeiros supermercados nos distritos do Porto, Braga e Aveiro. Aos 200 funcionários já recrutados vai somar 300 para arrancar a operação que desafia Sonae e Jerónimo Martins.

O investimento que está a ser feito pela Mercadona para a entrada no mercado português ascende a 100 milhões de euros, resultando na abertura dos primeiros oito a dez supermercados em 2019. O número total de trabalhadores no país deve ascender a meio milhar nesta primeira fase de instalação e abertura de lojas.

A revisão do montante total do investimento em Portugal, aprovado na última reunião do comité de direcção da empresa espanhola, surge dois anos depois do anúncio deste processo de internacionalização. Aos 25 milhões de euros e quatro lojas previstas inicialmente em Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar, a Mercadona acrescentou novas localizações e prevê agora oito a dez lojas a abrir no próximo ano.

Durante a apresentação de resultados da empresa, a 13 de Março de 2018, o presidente da Mercadona, Juan Roig Alfonso, já tinha confirmado a abertura de nove lojas em Portugal nesta fase de arranque da operação. Às quatro do projecto inicial somou entretanto outras cinco: uma segunda em Vila Nova de Gaia e supermercados também no Porto, Penafiel, Braga e Barcelos. O décimo deve ser em Aveiro, onde o grupo comprou os terrenos do antigo matadouro municipal por 2,5 milhões de euros.
Com sede e escritórios centrais no Porto, presença alargada entretanto a Lisboa e um total de 200 funcionários já contratados, a operação portuguesa da retalhista, através da sociedade Irmãdona Supermercados SA, prevê recrutar mais cerca de 300 trabalhadores para completar a preparação da entrada no país e a abertura destas primeiras lojas.

"Portugal é uma grande oportunidade para iniciar o crescimento internacional da empresa e estamos muito entusiasmados com a decisão e o desafio de um projecto com o qual estamos muito comprometidos", sustenta Juan Roig Alfonso, citado num comunicado de imprensa divulgado esta segunda-feira, 3 de Setembro.

Apoio "criativo" e logístico no Norte

Foi em Junho de 2016 que o grupo que quer desafiar a liderança de mercado da Sonae e da Jerónimo Martins anunciou a decisão de arrancar o plano de internacionalização por Portugal. Já em funcionamento está o Centro de Coinovação, construído na Avenida Menéres, em Matosinhos, onde está a definir e testar a gama de produtos num espaço de mil metros quadrados, com o objectivo de "adaptar a sua oferta aos hábitos e preferências do consumidor português e desenvolver produtos inovadores".

Assentando o seu negócio nas chamadas lojas de proximidade, a retalhista líder de mercado no país vizinho está também a construir um bloco logístico no Parque Industrial de Laúndos, no concelho da Póvoa de Varzim. Esta unidade que "servirá para o desenvolvimento da actividade logística em Portugal" terá duas parcelas e uma área total de 50 mil metros quadrados.

Compras de 63 milhões a fornecedores portugueses

As maçãs desidratadas da Fruteat (embaladas com a marca própria Hacendado), os chocolates da Imperial, as bolachas da Dan Cake ou o peixe da lota de Matosinhos são alguns dos 50 fornecedores portugueses que já alimentam os supermercados Mercadona em Espanha. Segundo os dados divulgados no primeiro trimestre deste ano, as compras desta cadeia em Portugal ascenderam a 63 milhões de euros em 2017, um acréscimo de 11 milhões face ao ano anterior. A administração prevê que esse valor irá aumentar nos próximos anos, com a abertura das primeiras lojas em território nacional. (03/09/2018/Fonte : Jornal de Negócios)

Taxa de desemprego de junho é a mais baixa desde setembro de 2002

O número estimado de população no desemprego é de 353 mil pessoas, o nível mais baixo dos últimos 16 anos A taxa de desemprego desceu para 6,8% em junho, quer em termos homólogos quer em cadeia, sendo a mais baixa desde setembro de 2002, divulgou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"A taxa de desemprego de junho de 2018 situou-se em 6,8%, menos 0,2 pontos percentuais que no mês anterior, menos 0,7 pontos percentuais em relação a três meses antes e menos 2,3 pontos percentuais que no mesmo mês de 2017", refere a estimativa mensal de emprego e desemprego do INE.

"Aquele valor representa uma revisão em alta, de 0,1 pontos percentuais, da estimativa provisória divulgada há um mês", prossegue o INE, adiantando que "desde setembro de 2002 que não era observada uma taxa de desemprego tão baixa".

O INE estima que a população desempregada ronde as 353 mil pessoas durante o mês de julho. (03/09/2018/Fonte : Diário de Notícias)

Investidores portugueses compram Toys "R" Us [ibérica] e mantêm lojas abertas em Portugal

A cadeia de brinquedos Toys "R" Us vai continuar com as operações em Portugal e Espanha após a sua compra por investidores portugueses, contando com a presidência executiva de Paulo Sousa Marques, anunciou hoje a empresa em comunicado.

"A operação da Toys "R" Us Ibéria continuará em funcionamento e desenvolvimento em Espanha, após um processo de aquisição por investidores portugueses, a Green Swan, representada por Paulo Andrez", que se juntam à atual equipa de gestão, "como novos proprietários", refere a empresa.

"Este processo garante a continuidade do negócio da Toys "R" Us em Espanha e Portugal, mantendo-se em funcionamento todas as lojas e garantindo a manutenção dos postos de trabalho. Depois de alguma incerteza, derivada do encerramento do negócio em mercados como os Estados Unidos e Reino Unido, este processo, que contou com o apoio do Grupo Toys "R" Us e dos 'stakeholders' [partes interessadas] da Toys "R" Us Ibéria, afirma a sustentabilidade do negócio em Espanha e Portugal", acrescenta.
Paulo Sousa Marques será o novo presidente executivo da Toys "R" Us Ibéria, "dando assim continuidade aos sucessos desta marca histórica nos mercados de Espanha e Portugal".

No comunicado, o presidente executivo afirma: "Estamos muito confiantes e seguros do futuro desta empresa, com todo o capital humano existente e as suas competências, nos colaboradores e parceiros, e muito motivados para continuar a oferecer às famílias, aos seus bebés e crianças, as melhores ofertas de produtos, desde a puericultura, materiais pedagógicos e os de entretenimento".
A Toys "R" Us Iberia foi adquirida por uma sociedade portuguesa, a Green Swan, com 60% do capital, representada por Paulo Andrez, e pela equipa de gestão, com 40%, garantindo a continuidade e viabilidade da marca em Espanha e Portugal.

O até agora diretor-geral da Ibéria e França, Jean Charretteur, considerou que "este acordo é consequência do processo desenvolvido pela empresa desde março, que tinha como objetivo encontrar um investidor que trouxesse os recursos e ambição para assegurar, em linha com a implementação do plano de negócios, a viabilidade da Toys "R" Us em Espanha e Portugal".
Em setembro, será inaugurada uma nova loja em Madrid.

"Nas próximas semanas serão definidos os novos objetivos para a empresa em Espanha e Portugal, que conta atualmente com 61 lojas e lojas 'online' e 1.300 colaboradores, e partilhados, como habitual, com todas as equipas e parceiros históricos, garantindo ainda mais o futuro desta marca icónica, mantendo a sua filosofia de oferecer experiências únicas nas lojas, sejam elas físicas ou 'online', que mantêm a sua atividade com normalidade", refere.

Em 14 de março último, o grupo anunciou que iria encerrar todas as lojas no Reino Unido, deixando mais de três mil pessoas no desemprego. No dia seguinte, divulgou que vai proceder à liquidação do negócio nos Estados Unidos.
Coincidindo com aquele anúncio, a Toys "R" Us Iberia explicou que estudaria a viabilidade em Espanha e a possibilidade de vender o seu negócio no mercado espanhol, onde possui 53 lojas e 1.600 empregados.

A Toys "R" Us entrou em Portugal em 1993, com a abertura das lojas de Telheiras (Lisboa) e de Vila Nova de Gaia. Um ano depois inaugurou a unidade no Cascais Shopping e em 1997 em Braga e no Centro Comercial Colombo (Lisboa).
Em 2002 inaugurou duas lojas no Almada Fórum e no Aveiro Retail Park. Em 2012 chegou ao Freeport, em 2014 ao Mar Shopping, em 2016 abriu em Braga e, em 2017, inaugurou a loja em Guimarães, de acordo com dados da empresa..(20/08/2018/Fonte : Diário de Notícias)

Portugal é o melhor destino europeu pela segunda vez

Portugal foi considerado o melhor destino europeu nos World Travel Awards 2018. A capital portuguesa trouxe duas distinções: foi nomeada a “Melhor Cidade Destino” do Velho Continente e a detentora do “Melhor Porto Europeu”.

Portugal foi eleito o melhor destino turístico europeu pelo segundo ano consecutivo pelos World Travel Awards, os "óscares do turismo mundial", comunicou a Associação Turismo de Lisboa (ATL) através de um comunicado enviado às redacções.

Esta distinção foi atribuída pela primeira vez ao nosso país em 2017 e é renovada em 2018. Além de Portugal, estavam nomeados para este prémio Áustria, Inglaterra, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia.

Lisboa também tem dado que falar por todo o mundo e desta vez foi considerada a Melhor Cidade Destino da Europa na cerimónia dos World Travel Awards, decorreu hoje, 30 de junho, em Atenas, na Grécia.

Lisboa foi seleccionada como a preferida entre os 12 destinos europeus nomeados pela organização, que contam cidades como Amesterdão, Barcelona, Londres, Moscovo, Genebra, Roma e Veneza. A "medalha" de "Melhor Destino Citadino da Europa" foi atribuída dada a "excelência da oferta turística conquistada nos últimos anos", justifica a ATL.

"Lisboa está de parabéns pelo investimento que tem vindo a fazer na requalificação do património, na disponibilização de novos equipamentos e no enriquecimento da oferta cultural e gastronómica, garantindo assim o crescimento do Turismo e a melhoria da qualidade de vida dos residentes", explica Vítor Costa, director-geral da Associação Turismo de Lisboa.

Já o título de Melhor Porto Europeu de Cruzeiros chegou com menos surpresa, dado que é o terceiro ano consecutivo que o prémio é atribuído a Lisboa. Os passageiros a terem o Tejo como porta de entrada para a cidade chegaram aos 521 mil em 2017 e conta-se com novos aumentos em 2018.

Por seu lado, a Madeira recebeu o prémio de Melhor Destino Insular. Já o Turismo de Portugal voltou a ser reconhecido como o melhor organismo oficial de turismo europeu.
(30/06/2018/Fonte : Jornal de Negócios)

Desemprego em abril no nível mais baixo desde 2002

A taxa de desemprego desceu para 7,2% em abril, atingindo o valor mais baixo desde novembro de 2002, divulgou, esta sexta-feira, Instituto Nacional de Estatística.

"A taxa de desemprego de abril de 2018 situou-se em 7,2%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior, menos 0,7 pontos percentuais em relação a três meses antes e menos 2,3 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017", refere o INE.

"Aquele valor representa uma revisão em baixa, de 0,2 pontos percentuais, face à estimativa provisória divulgada há um mês e ter-se-á de recuar até novembro de 2002 para encontrar uma taxa inferior a esta", acrescenta.

Taxa de desemprego em maio subiu para 7,3%

A estimativa provisória da taxa de desemprego em maio é de 7,3%, tendo aumentado 0,1 pontos percentuais face a abril, divulgou, esta sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística.

Em comunicado, o INE adianta que em maio deste ano "a estimativa provisória da taxa de desemprego foi de 7,3%, tendo aumentado 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior e diminuído 0,3 pontos percentuais face a fevereiro de 2018 e 1,9 pontos percentuais face a maio de 2017".

De acordo com o INE, as taxas de desemprego "dos jovens e dos adultos foram estimadas em 20,8% e 6,3%, respetivamente. Ambas aumentaram 0,2 pontos percetuais em relação ao mês precedente".
(29/06/2018/Fonte : Jornal de Notícias)

Algarve não tem gente que chegue para trabalhar no Verão

Uma campanha tenta aliciar os estudantes que assim podem juntar o útil ao agradável – trabalho e lazer em tempo de férias - sem perder o direito às bolsas ou abonos familiares.

A falta de mão-de-obra (barata, de preferência) no Algarve faz-se sentir em todos os sectores de actividade. Os anúncios de oferta de emprego multiplicam-se e a resposta dos candidatos é inferior à procura. Na tentativa de atrair jovens estudantes ao mercado de trabalho sazonal, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) lançou uma campanha de divulgação da oferta do “trabalho nas férias” junto das escolas, associações desportivas e juvenis (http://www.trabalhonasferias.pt). O objectivo é dar a conhecer as propostas de emprego que existem e a legislação para evitar os “pagamentos por baixo da mesa”, com fugas aos impostos.

Com uma população activa de 220 mil pessoas, o Algarve regista nos ficheiros do IEFP cerca de 9 mil desempregados - uma taxa inferior a 8%, a mais baixa desde 2008, segundo dados revelados pelo INE referentes ao primeiro trimestre. “Mantêm-se os contratos precários e os salários baixos, promovendo ofertas de emprego que não têm correspondência com a realidade”. A leitura, feita pelo coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares, Tiago Jacinto não encontra eco junto dos empregadores. “Actualizámos os salários de acordo com as condições específicas das empresas”, diz o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, não existindo ainda acordo com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores e Serviços (UGT) para negociar uma nova contratação colectiva: “As coisas estão bem encaminhadas”, adiantou. A última revisão foi em 2006. Tiago Jacinto, que representa um sindicato afecto à CGTP, diz que está “quase fechado um acordo” com Associação dos Industriais de Hotelaria e Similares (AHISA) para um aumento médico de 3% na massa salarial.

A falta de fiscalização e de informação, segundo o sindicalista, está na origem dos muitos abusos da mão-de-obra barata. “Usa e abusa-se dos estágios, criam-se expectativas de carreiras que acabam em frustrações”, denuncia. O aproximar da época balnear está a deixar os empregadores em dificuldade para garantir qualidade e quantidade a uma procura crescente do sector turístico. As empresas, admite Elidérico Viegas, “usam a mão-de-obra-de recurso, que não tem a formação desejada, e a produtividade baixa”. A dificuldade em atrair pessoas, do Alentejo e de outras regiões com maiores índices de desemprego, esbarra no preço da habitação. “As câmaras [agora em fase de revisão dos Planos Directores Municipais] deveriam ter em consideração esta questão, estruturante para o futuro da região”, sugere. Uma funcionária pública, ao pretender deslocar-se do norte para Faro, aproveitando as facilidades do regime da mobilidade, desistiu quando lhe pediram 750 euros de renda por um apartamento T2. O turismo, tal como está a suceder um pouco por todas as zonas turísticas, fez disparar os preços.

Trabalho a 2,50 euros por hora

O trabalho sazonal, de que se alimenta uma parte significativa da hotelaria, acaba por ser uma oportunidade para muitos estudantes: “Com o meu primeiro emprego, bagageiro, no hotel Ampalius, em Vilamoura, arranjei dinheiro para tirar a carta de condução automóvel e paguei as propinas”, diz Gonçalo Guerreiro, a terminar o curso de gestão na Universidade do Algarve. Este Verão, é um dos nadadores/salvadores da praia do Ancão, na Quinta do Lago. “Sempre fiz descontos, não fui dos que recebem por baixo da mesa”, acrescenta. Porém, o trabalho no paralelo é quase tão antigo quanto a actividade turística. Ao contrário do que sucedia nos anos anteriores, os trabalhadores estudantes não se sujeitam à perda dos abonos familiares ou bolsas de estudo por esse facto. Mas a empresa tem de fazer um desconto de 26 por cento para a Segurança Social sobre uma base remuneratória convencional. A legislação incorporada no Orçamento de Estado de 2018 alterou o código contributivo da Segurança Social para acomodar o trabalho de jovens no período de férias escolares. Miguel Ribeiro, de 22 anos, finalista do curso de Gestão da Universidade do Algarve, foi uma das vítimas do regime anterior: “Perdi a bolsa do pagamento das propinas em 2016/17, com a declaração dos rendimentos de nadador/salvador que recebi no ano anterior”. Está de serviço na ilha da Armona, uma praia segura desde que não haja ventos de sueste.

Vítor Santos “Bonixe”, colaborador da empresa “Mar Seguro” (contratação de nadadores/salvadores), diz: “Estamos a receber jovens do norte, aqui não há gente que chegue”. O ordenado andava na ordem dos 750 euros, subiu para os 1050,mais subsídio de almoço”. Nalguns casos, acrescenta, os concessionários oferecem alojamento. Daniel Martins, outro jovem universitário algarvio, trocou o trabalho de empregado de mesa na praia da ilha da Armona (ria Formosa) pelo de nadador/salvador na praia do Ancão. O trabalho na hotelaria e similares, diz, é “duro, mal pago e sem horários”. Por dia chegava a fazer dez a doze horas (3,60 euros/hora). Em comparação com os preços praticados noutros sítios, observa, já era considerado acima da média. Noutros estabelecimentos, acrescenta, “tinha colegas que recebiam 2,50 euros/hora”.

Tiago Jacinto pergunta: “Com salários destes, querem profissionais qualificados?”. Por outro lado, denuncia outro aspecto social: “ As empresas procuram fazer pressão sobre os trabalhadores mais velhos, empurrando-os para o despedimento forçado - fizemos várias queixas mas a Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) não actua”. Elidérico Viegas entende que os “sindicatos estão no seu direito de fazer denúncias, mas a realidade é que existe falta de trabalhadores em todas as áreas na região, desde as empregadas de limpeza a técnicos de manutenção”. No Verão do ano passado, a taxa de desemprego na região foi de 5,2%, este ano a previsão é que fique abaixo dos 5%.

Gonçalo Guerreiro ganhava 445 euros/mês há quatro anos a carregar malas no hotel Ampalius. “Mas dobrava o ordenado com as gorjetas”, revela. A experiência, diz, foi gratificante em todos os sentidos. “Treinei o meu inglês, juntei dinheiro, e conheci gente interessante”. Os clientes, recorda, “por vezes punham-se a contar histórias e eu gostava de ouvir”. Assim, combinava trabalho com divertimento, e não faltam motivos de animação dia e noite, em toda a região: “No Verão também gostamos de nos armar em turistas”. Agora é nadador/salvador na Quinta do Lago. “Ainda está tudo calminho mas a partir de agora é sempre a encher até final de Agosto”.

O formador “Bonixe” elogia os antigos alunos: “Os miúdos são um espectáculo”, diz, destacando o profissionalismo dos formandos e as experiências de vida que esta actividade proporciona: “Sr. Bonixe, não me conhece?”, perguntou-lhe há um tempo um jovem, de bata branca, no hospital das Gambelas, em Faro. O antigo bombeiro, com 33 anos a formar nadadores-salvadores, não se recordava do ex-aluno. “Fiquei muito orgulhoso do médico, boas recordações”, desabafa.(22/06/2018/Fonte : Público)

Preços das casas em Portugal com a maior subida em 26 anos

O preço das casas em território nacional subiu 14,2% no primeiro trimestre de 2018. É preciso recuar 26 anos para encontrar um registo de evolução dos preços superior ao verificado até Março deste ano.

O preço das casas em Portugal aumentou 14,2% no primeiro trimestre de 2018 face ao mesmo período do ano passado, segundo os dados do Índice de Preços Residenciais (IPR) da Confidencial Imobiliário, citados em comunicado.

Esta variação é a maior desde 1992. É preciso recuar ao primeiro trimestre de 1992, ou seja, há 26 anos, para encontrar um registo de evolução dos preços superior ao agora verificado. Na altura a valorização foi de 16,1%.

Este indicador foi apurado através da informação sobre os "preços efectivos de transacções captados no âmbito do SIR-Sistema de Informação Residencial", segundo avança o comunicado da Confidencial Imobiliário.

Este aumento no preço das casas em Portugal leva a que, pela primeira vez desde a crise financeira, os valores das casas tenham superado o pico máximo atingido no mercado no terceiro trimestre de 2007, estando agora 2,1% acima.

"No final do ano passado, apesar da recuperação que se vem sentindo desde a segunda metade de 2013 e que intensificou o ritmo a partir de meados de 2015, os preços das casas mantinham-se 0,9% abaixo desse pico de há mais de dez anos", adiantou a comunicação.

Esta subida registada acelera "o ritmo de valorização homóloga das casas", que nos dois trimestres anteriores tinha sido de respectivamente de 10,0% e de 12,8%. Esta variação confirmou "a tendência de intensificação que se vem fazendo sentir desde o terceiro trimestre de 2015 e que foi apenas interrompida (e de forma muito ligeira) no final de 2016", de acordo com o comunicado.

Este resultado foi também influenciado pelo "crescimento trimestral dos preços há 11 trimestres consecutivos", segundo afirma o comunicado. Já em Março, a taxa de variação trimestral atingiu os 3,1%, mantendo este indicador acima do patamar dos 3,0%, um patamar observado desde meados do ano passado.
(11/06/2018/Fonte : Jornal de Negócios)

Exportações aumentam 18,1% e importações crescem 13,1% em abril

As exportações aumentaram 18,1% e as importações cresceram 13,1% em abril em termos homólogos, acumulando subidas de 5,2% e 7,1%, respetivamente, no trimestre terminado em abril.

Os dados reportados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) traduzem uma recuperação das exportações em abril face ao recuo homólogo de 5,4% registado no mês anterior, enquanto as importações aceleraram relativamente à variação de 0,7% verificada em março.

Segundo o INE, "estas evoluções refletem, em parte, efeitos de calendário, dado que abril de 2018 teve mais dois dias úteis que abril de 2017".

No trimestre terminado em abril de 2018, as exportações e as importações de bens aumentaram, respetivamente, 5,2% e 7,1% face ao mesmo período de 2017.

No mês de abril, o défice da balança comercial de bens foi de 1.253 milhões de euros, diminuindo 39 milhões de euros face ao mês homólogo de 2017.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial atingiu um saldo negativo de 972 milhões de euros, correspondente a um aumento do défice de 19 milhões de euros em relação a abril de 2017.

De acordo com o INE, em abril as exportações cresceram 18,1% essencialmente devido ao aumento de 21,1% das exportações intra-UE (-0,4% em março de 2018), tendo as importações aumentado 13,1% também sobretudo devido ao acréscimo de 15,8% no comércio intra-UE (+1,0% em março de 2018).

Excluindo os combustíveis e lubrificantes e em termos homólogos, em abril as exportações cresceram 17,7% e as importações aumentaram 14,5% (-5,4% e -0,2%, respetivamente, em março de 2018).

No que respeita às variações face ao mês anterior, em abril de 2018 as exportações diminuíram 1,8% e as importações decresceram 1,1%, em ambos os fluxos devido ao comportamento do comércio intra-UE, dado que no comércio extra-UE se registaram aumentos.

No trimestre terminado em abril de 2018, as exportações e as importações aumentaram 5,2% e 7,1%, respetivamente, face ao mesmo período de 2017 (+2,9% e +6,6%, pela mesma ordem, no 1º trimestre de 2018).

Em abril de 2018, face ao mês homólogo de 2017, quase todas as grandes categorias económicas registaram acréscimos nas exportações, com destaque para o material de transporte (+46,0%) e os fornecimentos industriais (+11,3%).

Nas importações houve aumentos em todas as grandes categorias económicas, evidenciando-se os fornecimentos industriais (+18,1%), as máquinas e outros bens de capital (+17,6%) e o material de transporte (+15,0%).

No que se refere aos principais clientes de Portugal, em abril destacam-se os acréscimos homólogos das exportações para Espanha, França e (+17,6%, +25,0% e +24,4%, respetivamente), sendo que apenas as exportações para Angola e Bélgica diminuíram (-6,4% e -1,2%, respetivamente).

Entre os principais fornecedores, o INE reporta que em abril houve aumentos "na quase totalidade dos países", destacando-se as importações de Espanha, França e Alemanha (+11,5%, +39,1% e +14,9%, respetivamente).

Somente as importações originárias do Brasil diminuíram (-52,0%), facto justificado sobretudo pela redução verificada na aquisição de combustíveis e lubrificantes.
(05/06/2018/Fonte : Jornal de Notícias)

Eurofestival faz disparar procura de casas em Lisboa

O total de hóspedes na capital portuguesa durante a semana do festival deverá ser 83% superior aos valores registados no mesmo período de 2017.

De acordo com uma análise do Airbnb, o festival da Eurovisão colocou Portugal entre as principais tendências de viagens. A plataforma avança que, durante a semana do festival, “os anfitriões de Lisboa receberão nas suas casas quase 54 mil visitantes de mais de 109 países, originários de mais de 4 300 cidades diferentes, cobrindo os cinco continentes. Tal número representa um aumento de 83% em comparação com os hóspedes que visitaram Lisboa através da plataforma durante a mesma semana de 2017”.

A análise indica ainda que a reserva típica para estes dias inclui 2/3 hóspedes que ficarão por seis noites a pagar uma tarifa média de 65 euros por noite. 

“O papel da Airbnb durante grandes eventos como o do Eurofestival é cada vez mais importante, pois a plataforma permite que os anfitriões portugueses ganhem um pouco mais de dinheiro partilhando a sua casa e conhecimentos, beneficiando da chegada do turismo à sua cidade”, explica Arnaldo Muñoz, Country Manager da Airbnb Markerting Services em Portugal e Espanha.

Gastronomia, história e surf convencem

Embora a música seja o foco principal, a plataforma garante que as experiências mais reservadas estão relacionadas com comida e bebida. Destaque ainda para um jantar gourmet secreto, um passeio histórico por Lisboa e workshops de surf. (07/05/2018/Fonte : Jornal I)

Boeing conclui aquisição da brasileira Embraer. Como ficam as fábricas em Portugal?

Portugal e Marrocos passam a ser duas geografias de grande importância para o grande rival do grupo europeu Airbus. O negócio foi uma resposta à compra da canadiana Bombardier pela Airbus.

Enquanto a Airbus faz sofrer algumas das suas unidades industriais por causa dos cortes na produção dos modelos militares A400M e C295 e do superjumbo civil A380, a sua grande rival norte-americana, a Boeing, concluiu esta semana a compra dos negócios civis (jatos para aviação executiva e aviões de médio porte de passageiros) do grupo brasileiro Embraer. A operação, que está a ser negociada desde o início do ano, pretende responder à aquisição pela Airbus dos negócios civis da canadiana Bombardier.

No quadro destas movimentações, Portugal e Marrocos ganham revelo. A Embraer possui três fábricas em Portugal. A primeira é a Ogma, em Lisboa, onde o grupo brasileiro detém 65%, com o restante capital ainda em mãos estatais. A empresa faz estruturas aéreas e fornece serviços de manutenção para aviões civis, militares, motores e outros componentes.

As outras duas fábricas onde a Boeing assumirá o controlo são aquelas que a própria Embraer construiu há cinco anos em Évora. São fábricas de última geração que operam desde 2013 e no ano passado completaram uma modernização no valor de 63 milhões, dos quais 23 milhões eram fundos da União Europeia.

A Boeing tem outra frente de crescimento em Marrocos. Desde 2001, o grupo norte-americano tem sido o parceiro de referência do governo do país para o desenvolvimento do polo aeronáutico de Casablanca – onde se encontram também grandes grupos franceses como o Safran, o Stelia (subsidiária da Airbus) ou o Sagem, entre outros.

Segundo várias fontes, o governo marroquino está disposto a apoiar com até 2 mil milhões de dólares (cerca de 1,66 mil milhões de euros) uma unidade industrial que eventualmente a Boeing possa vir a decidir ali construir. O governo decidiu ainda colocar à disposição do grupo norte-americano mais 500 milhões de dólares (417 milhões de euros) para atrair novas empresas – possivelmente suas fornecedoras – para o polo de Casa Blanca.(03/05/2018/Fonte : Jornal Económico)

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Da minha língua vê-se o mar.»
Vergílio Ferreira