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Novos sítios nas nossas rubricas

-APSEI - Associação Portuguesa de Segurança

-"Jornal de Leiria"

-ANCV - Associação Nacional de Coberturas Verdes

-IA - Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço

-SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profisionais de Seguros e Afins

-"AJEPC - Associação de Jovens Empresários Portugal - China"

-"International Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Pau.

-"Diário da Lagoa" : Concelho de Lagoa, ilha de São Miguel – Açores

-"Correio dos Açores"

-"Diário dos Açores"

-"AOTP - American Organization of Teachers of Portuguese" : Organismo que apoia o ensino de português. "Uma organização em prol do ensino da Língua Portuguesa​."

-"Viva Montreal TV": Web Tv lusófona no Canadá.

-"LUSAQ TV" : Televisão lusófona no Canadá.

-"Luso Productions" : Portal da Comunidade Portuguesa radicada na Bélgica.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses 25 de Abril" : Associação cultural portuguesa sedeada em Genk com rancho folclórico "As Peixeiras de Portugal", e equipa de futebol.

-"Associação Os Lusitanos de Mutzig" : Associação cultural portuguesa sedeada em Mutzig com aulas de português

-"AJA Bruxelas" : Sítio do Núcleo da associação José Afonso de Bruxelas.

-"Clube dos Trabalhadores Portugueses de Liège" : Comunidade portuguesa radicada em Liège.

-"FAPB - Federação das Associações Portuguesas na Bélgica"

-"FEPB - Federação dos Empresários Portugueses na Bélgica"

-SER - Syndicat des énergies renouvelables

-SNESE - Syndicat National des Entreprises de Sous-traitance Électronique

-"União Portuguesa Cultural e Desportiva de Hagen" : Associação de portugueses na Alemanha composta de uma equipa de futebol e um rancho folclórico.

-"Associação Recreativa Portuguesa Sindelfingen" : Associação de portugueses de Sindelfingen.

-"Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft - Associação Luso-Hanseática" : Associação de portugueses de Hambourg.

-"Associação Estrela Portuguesa de Annemasse" : Associação perto da fronteira suíça (Genebra).

-"Casa de Portugal de Plaisir - Centre Culturel et Récréatif des Portugais de Plaisir (C.C.R.P.P.)"

-"Les Amis Portugais de Noisy le Sec"

-"Associação Cultural Portuguesa de Decines"

-"Association Portugaise de Brest - Casa de Portugal"

-"Portugal Business Club Touraine" : Associação de empresários lusófonos em Tours.

-"Portugal Business Club" : Associação de empresários lusófonos em Lyon.

-"Portugal Business Club Bordeaux" : Associação de empresários lusófonos em Bordeús.

-"ASCIPDA - Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri". Associação sem fins lucrativos, constituída em 2007. Além de agregar a Comunidade italiana, tem como principais objetivos: a divulgação da língua e cultura italiana, a promoção e o fortalecimento das relações entre os sócios, simpatizantes e admiradores de Itália.

-Câmara de Comércio Luso-Britânica

-"A.F.N.P. - Associação dos Franceses do Norte de Portugal"

-"Associação de Estudantes Angolanos em Portugal"

-"ACV - Associação Caboverdeana Lisboa"

-"ASIBA - Associação de Imigrantes Brasileiros dos Açores". Organização sem fins lucrativos, um grupo de amigos que se unem para criar pontes entre dois povos.

-CCILB - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira

-CCIPA - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha

-"DPG – Associação Luso-Alemã" : Associação registada, promove o diálogo amigável entre alemães e portugueses num espaço europeu plural.

-"Lusitânia APE" : associação fundada em 1972 por um grupo de portugueses residentes na Suécia que tem como objetivo a dinamização do convívio entre os elementos da comunidade Portuguesa em Estocolmo e arredores.

-"União dos Portugueses em Gotemburgo (UPG)" : Associacão de portugueses que vivem em Gotemburgo, Suécia.

-"Movimento Cívico Português do Reino Unido" : associação cívica, com o principal objectivo de apoiar os portugueses que residem no Reino Unido.

-"PARSUK – Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom" : é uma associação independente, sem fins lucrativos ou afiliação política

-"Mobinov" : Associação do Cluster Automóvel

-APQuímica – Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação

-AICC - Associação Industrial e Comercial do Café

-ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas

-ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins

-ANIET - Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora

-ANIPC – Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão

-AIVE- Associação dos Industriais do Vidro de Embalagem

-ANIA - Association Nationale des Industries Alimentaires

-Fédération des Industries Avicoles

-NATEXBIO - Fédération des transformateurs et distributeurs bio

-ACRAL - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve

-APMRA- Associação Portuguesa de Marketing Rural e Agronegócio

-APPPFN - Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais

-CNER - fédération des agences de développement économique

-"Fashion from Portugal" : Portal dedicado à promoção e informação da moda portuguesa.

-"Jornal-T" : Jornal do sector têxtil (ATP)

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Associação Selectiva Moda

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Associação Home from Portugal -  têxteis-lar

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ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

-FranceAgriMer, établissement national des produits de l’agriculture et de la mer
 

Redes de alta velocidade já chegam a seis milhões de casas

Dos cerca de seis milhões de alojamentos residenciais e não residenciais cabladas com rede de alta capacidade, 5,8 milhões são já servidas por fibra ótica, mais 4,4% do que no primeiro trimestre de 2021.

Cerca de 5,9 milhões de alojamentos residenciais e não residenciais estavam cablados com redes fixas de alta velocidade no final do primeiro trimestre. Esta é uma estimativa da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) que consta no relatório "Redes e serviços de alta velocidade em local fixo - 1.º trimestre de 2022". A cobertura das redes de alta velocidade atinge os 92,5%, em Portugal. O governo já anunciou que vai assumir o financiamento na implementação de redes de capacidade muito elevada nas zonas desfavorecidas (zonas brancas), para elevar a percentagem de cobertura.

De acordo com a Anacom, a Área Metropolitana de Lisboa e as regiões da Madeira e dos Açores registavam índices de cobertura "superior à média nacional". Por outro lado, até março, o maior crescimento do número de alojamentos cablados verificou-se no Algarve (+5,7%), Centro (+5,2%), Norte (+3,4%) e Alentejo (+3,2%), regiões "onde a cobertura de redes de alta velocidade se aproximou da média nacional". Mais de 66% dos novos lares e estabelecimentos com redes de alta velocidade "foram efetivamente utilizados para prestar serviços a clientes residenciais e não residenciais".

Das cerca de seis milhões de casas residenciais e não residenciais cabladas com rede de alta capacidade, 5,8 milhões são já servidas por fibra ótica, mais 4,4% do que no primeiro trimestre de 2021. Aliás, a cobertura de casas com fibra ótica já supera os 90%.

No entanto, "a proporção de alojamentos e estabelecimentos cablados com fibra ótica efetivamente utilizados [apenas] atingiu os 46,5% no final do primeiro trimestre de 2022".

No final do primeiro trimestre, "o número de clientes residenciais de serviços de alta velocidade em local fixo atingiu 3,4 milhões, mais 7,6% do que no mesmo período do ano anterior" e, segundo a Anacom, "nove em cada dez novos clientes contrataram um serviço suportado em redes de fibra ótica".

Atualmente, a percentagem de famílias que dispõem de serviços suportados por redes de alta velocidade ascende a 80,7%. Por região, em Lisboa (94,7%), Açores (89,7%) e Madeira (88,5%) "registaram-se penetrações acima da média", ao passo que as regiões Algarve (80,7%), Norte (77,1%), Centro (72,0%) e Alentejo (62,9%) têm níveis mais baixos, embora tenham crescido "acima da média nacional".

"As assimetrias regionais têm vindo a esbater-se", afirma o regulador liderado por João Cadete de Matos.

Governo assume responsabilidade de acabar com zonas brancas

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, afirmou em maio, aquando do congresso das comunicações da APDC, que o Estado vai assumir o financiamento na implementação de redes de comunicações de alta capacidade e que o concurso público para cobrir as zonas brancas (zonas sem cobertura ou com cobertura insuficiente) será lançado este ano.

O concurso com o objetivo de implementar redes nas zonas brancas deverá ser lançado nos últimos três meses.

"O setor das comunicações tem sabido responder às necessidades dos cidadãos e das empresas, investindo e dando o seu contributo para essa rápida transição digital" e "Portugal é, sabemos, um dos países da União Europeia com maior taxa de cobertura de redes fixas de capacidade muito elevada", afirmou, então, o ministro. "Portugal é, sabemos, um dos países da União Europeia com maior taxa de cobertura de redes fixas de capacidade muito elevada", acrescentou.

"No entanto, passados 15 anos após o início do investimento, o país ainda não está totalmente coberto", lamentou o governante, defendendo que "estas redes de capacidade muito elevada, que são já uma realidade nas áreas urbanas, têm de chegar também aos territórios do interior e de baixa densidade, por respeito das suas populações e valorização das suas empresas".

A importância do acesso a estas redes, apontou Pedro Nuno Santos, "justifica que o governo tenha assumido o compromisso claro de promover o acesso de todos às infraestruturas digitais de que necessita para viver e trabalhar".(26.06.22/Fonte: DinheiroVivo)

Exportações aceleram e crescem 17% em Abril

Entre Janeiro e Abril de 2022, as exportações totalizam 24.451 milhões de euros, mais 18% do que no ano passado. Já as importações aumentaram quase 35% nesse período.

As exportações de bens realizadas por Portugal aceleraram em Abril e aumentaram mais de 17%, enquanto as importações cresceram perto de 30%, taxa de variação que representa uma ligeira desaceleração face ao mês anterior, mas que, ainda assim, se mantém muito acima do aumento das exportações. Os dados foram publicados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica que o défice da balança comercial se agravou, assim, em mais de mil milhões de euros.

Em Abril deste ano, segundo os dados do INE, Portugal exportou 6246 milhões de euros em bens, valor que representa um aumento de 17,3% face ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2022, as exportações totalizam 24.451 milhões de euros, mais 18% do que se registava em igual período do ano passado.

á as importações totalizaram 8691 milhões de euros no mês em análise, um aumento de 29,2% face a Abril de 2021. Este valor eleva para 33.570 milhões de euros o montante total de importações de bens feitas por Portugal no conjunto dos quatro primeiros meses do ano, o que corresponde a um aumento de quase 35% em relação ano passado.

O défice da balança comercial fixou-se, assim, 2445 milhões de euros em Abril, um agravamento de 1039 milhões de euros face a Abril do ano passado, mas uma ligeira melhoria em relação ao défice de 2461 milhões que era registado em Março deste ano.

Importações de combustíveis mais do que duplicam

A explicar o crescimento das exportações e das importações está, sobretudo, a componente de combustíveis e lubrificantes, numa altura em que os preços do petróleo têm mantido uma tendência de aumento acentuado nos mercados internacionais.

“Nas exportações de Abril de 2022, face ao mesmo mês de 2021, salientam-se os aumentos de fornecimentos industriais (+26,7%) e de combustíveis e lubrificantes (+95,5%), ambos principalmente para Espanha. Em sentido contrário, destaca-se o decréscimo nas exportações de material de transporte (-8,2%), sobretudo para Espanha e Reino Unido”, indica o INE.

O mesmo se verificou na compra de bens. “Nas importações de Abril de 2022, face a igual mês de 2021, salientam-se o acréscimo de combustíveis e lubrificantes (+128,4%), em parte reflectindo a subida dos preços, e o aumento de fornecimentos industriais (+29,7%), ambos provenientes principalmente de Espanha”, detalha o INE.

Considerando o conjunto dos quatro primeiros meses deste ano, Portugal já importou um total de 5351 milhões de euros em combustíveis e lubrificantes, o que também representa um aumento de 128% em relação a igual período do ano passado.

Comércio com Reino Unido e França derrapa

Na análise por parceiros comerciais, o INE destaca que os maiores crescimentos se verificam na relação com Espanha, onde se registam aumentos de 17% das exportações e de 33% das importações.

Em sentido contrário, as exportações para o Reino Unido derraparam mais de 13% em Abril, tendo sido este o único país entre os principais clientes de Portugal a registar uma queda das exportações no mês em análise. Já as compras feitas por Portugal a França recuaram perto de 13% em Abril, essencialmente devido à quebra nas importações de material de transporte.(09.06.22/Fonte: Público)

Empresa aeroespacial Tekever produz primeiro radar de abertura sintética em Portugal

Com este equipamento, segundo o presidente executivo da Tekever, Ricardo Mendes, é possível observar, por exemplo, "através das nuvens ou através das folhagens das árvores [zonas florestais] ou no mar".

A empresa aeroespacial Tekever está a desenvolver o primeiro radar de abertura sintética produzido em Portugal, equipamento que tem como objetivo capacitar a indústria para a observação e vigilância terrestre e marítima, foi divulgado esta sexta-feira.

O projeto, que teve início há cerca de cinco anos, contou com vários parceiros, sendo um dos principais a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

"Com um radar de abertura sintética nós conseguimos na mesma produzir imagens, mas numa gama de sequências diferentes, que nos permite ver coisas que uma câmara de infravermelhos não nos permite ver", explicou o presidente executivo da Tekever, Ricardo Mendes, em declarações à agência Lusa.

Com este equipamento, segundo o responsável, é possível observar, por exemplo, "através das nuvens ou através das folhagens das árvores [zonas florestais] ou no mar".

"É uma tecnologia que já existe, é bastante rara, são poucos os produtores mundiais deste tipo de tecnologia", acrescentou.

Uma parte deste projeto da Tekever, que trabalha na área de rádios definidos por software e é também uma das maiores produtoras de 'drones', foi desenvolvido no interior do microssatélite português Infante.

Com uma tecnologia base "muito complexa", estes equipamentos que podem ser produzidos de várias formas e características, podem ter um custo, segundo Ricardo Mendes, de "cerca de meio milhão de euros, até aos vários milhões de euros".

O CEO da Tekever sublinha que este tipo de equipamento permite observar situações que "não são visíveis a olho nu, nem com uma câmara térmica", sendo os mesmos formados por várias versões e objetivos e atingir.

O mercado do espaço, dos `drones´ ou aviões, são os setores que a empresa pretende conquistar ao produzir os radares de abertura sintética.

"No espaço, estes equipamentos vão ser integrados em satélites para fazer observação da terra. Este equipamento poderá também ser usado na vigilância marítima", disse.

"Este é um sensor excelente para proteger, vigiar, evitar e ajudar a prevenir casos de contrabando, no fundo atividades ilegais no mar", acrescentou.

Através deste tipo de equipamento, é também possível detetar matérias na superfície da água, difíceis de detetar a olho nu, como por exemplo manchas de óleo e, ao mesmo tempo, classificar que tipo de matéria se encontra naquele espaço.

Já na área da floresta, o equipamento poderá detetar através das copas das árvores a existência de movimentações, situação que poderá contribuir para evitar furtos de madeiras mais valiosas.

"Num drone, nós conseguimos ver cerca de 20 a 40 quilómetros para cada lado, com as antenas do radar, depende da altura a que estamos a voar. Se estivermos a voar a oito mil pés, conseguimos ver seguramente mais de 30 quilómetros para cada lado, estamos assim a varrer uma faixa de 60 quilómetros", explicou.

A empresa Tekever, com unidades em Ponte de Sor, Caldas da Rainha, Porto e Lisboa, já está a comercializar este equipamento para a área espacial, nomeadamente para constelações de satélites e indústria aeronáutica.(03.06.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

20% dos ligeiros de passageiros novos em Portugal já são PHEV ou 100% elétricos

Até abril, 20% dos automóveis ligeiros de passageiros vendidos em Portugal são elétricos ou PHEV. Desta percentagem, 10% é mesmo 100% elétrica.

A Associação de Utilizadores de Veículos elétricos (UVE) acaba de analisar as estatísticas de vendas de veículos elétricos novos em Portugal, apontando para um total de 1.159 BEV comercializados e 1.221 Híbridos Plug-in (PHEV) entregues, o que representa um acumulado de BEV + PHEV de 2.380 veículos elétricos vendidos em abril de 2022.

"Os veículos 100% elétricos registaram assim uma queda de 38,4% face ao mês de março de 2022, mas consolidaram a trajetória de crescimento com um aumento de 23,2% em relação ao mês homólogo, tendo-se vendido mais 218 unidades em abril de 2022 do que em abril de 2021", refere a UVE.

Em relação aos veículos elétricos híbridos plug-in a queda em relação ao mês de abril de 2022 foi de 6,3% e em relação ao mês homólogo a queda cifrou-se em 13,4%.

No conjunto das duas categorias de veículos elétricos (BEV+PHEV) a queda face a março de 2022 foi de 25,3% tendo, no entanto, registado uma variação homóloga positiva de 1,2% face a abril de 2021.

A UVE refere ainda que, em relação à totalidade do mercado automóvel, as vendas de novos veículos ligeiros de passageiros com motores de combustão interna continuam a registar perdas sucessivas tendo caído 18,1% este mês de abril, acumulando perdas de 2,9% desde o início do ano de 2022.

"Com a generalidade do mercado automóvel de ligeiros de passageiros a cair, pela falta de componentes, transversal à generalidade das marcas, ou pelas interrupções nos transportes marítimos, os veículos elétricos têm consolidado a sua quota de mercado, com uma quota mensal de 17,9% e uma quota anual de 20,9%, o que quer dizer que, este ano de 2022, um em cada cinco automóveis ligeiros de passageiros vendidos em Portugal é elétrico!", 100% elétrico ou PHEV, realça a UVE.

"Embora este mês de abril as quedas nas vendas de novos ligeiros de passageiros tenham sido transversais a todas as categorias, os veículos elétricos caíram menos do que os veículos com motores de combustão interna, -4.5% versus -18.1%, mantendo e consolidando a sua presença no mercado automóvel nacional", refere a associação a partir da análise aos dados das vendas.

Quando analisamos exclusivamente os veículos 100% elétricos, verificamos que "um em cada dez ligeiros de passageiros vendidos em Portugal já é 100% elétrico durante o ano de 2022, embora tenha tido um ligeiro retrocesso em abril onde registou uma quota de mercado de 8,1%", afirma a UVE.

"Os veículos 100% elétricos (BEV) representam a única categoria com crescimento em todos os primeiros quatro meses do ano, terminado o período com um crescimento invejável de 88,1%", observa a associação. Se considerarmos todas as categorias de BEV (e não apenas os ligeiros de passageiros, o crescimento acumulado em 2022 dos 100% elétricos é de 113,1%.(26.05.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Duas fábricas espanholas de produção de cerveja vão instalar-se na Guarda

Segundo o autarca da Guarda, Sérgio Costa, o executivo municipal decidiu hoje alienar quatro lotes de terreno da Plataforma Logística a um grupo de empresas de origem espanhola para instalação de duas fábricas de produção de cerveja.

Duas fábricas espanholas de cerveja vão instalar-se na Plataforma Logística da Guarda, prevendo realizar um investimento global de 23,4 milhões de euros e criar, no arranque, 75 postos de trabalho, anunciou hoje o presidente da Câmara Municipal.

Segundo o autarca da Guarda, Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda), o executivo municipal decidiu hoje alienar quatro lotes de terreno da Plataforma Logística a um grupo de empresas de origem espanhola para instalação de duas fábricas de produção de cerveja.

"Estamos a falar num investimento muito avultado. Estamos a falar na potencialidade de um investimento de 23,4 milhões de euros", disse Sérgio Costa aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo.

O responsável adiantou que as empresas de produção de cerveja, cujo nome não mencionou, "estão a querer alicerçar esse investimento através dos fundos comunitários".

Referiu que, no seu arranque, as duas empresas "irão ter 75 postos de trabalho, podendo chegar até 90 a 100 postos de trabalho no futuro".

"É desta forma que nós trabalhamos para o futuro da Guarda, fazendo o trabalho da formiga, para que nós possamos, naturalmente, poder anunciar depois à Guarda estes investimentos e a aprovação deste pedido que as empresas nos formularam por escrito", declarou Sérgio Costa.

O presidente da autarquia da cidade mais alta do país adiantou que, nos últimos meses, decorreram "algumas conversas" e "algumas negociações" que culminaram com a proposta de alienação dos quatro lotes de terreno que hoje foi decidida, "para que no futuro próximo possam, naturalmente, iniciar os seus projetos e as suas obras".

A Plataforma Logística da Guarda, edificada perto da localidade de Gata, nas proximidades da cidade, é uma plataforma transfronteiriça inserida na Rede Nacional de Plataformas Logísticas, contemplando áreas de transportes/logística, localização empresarial, inovação tecnológica e de apoio e serviços.

A plataforma representou um investimento de 34 milhões de euros e é considerada um "projeto âncora" para o desenvolvimento empresarial e económico da região, disponibilizando um total de 196 lotes.

No complexo empresarial estão instaladas várias empresas e um Parque TIR para apoio ao transporte internacional rodoviário de mercadorias.

O executivo municipal presidido por Sérgio Costa também deliberou, entre outros assuntos, adquirir um imóvel na vila de Gonçalo para instalar o futuro Centro de Interpretação da Cestaria, que será "um espaço multifacetado".

"É essa uma velha ambição das gentes de Gonçalo, é essa uma velha ambição do município, mas que nunca ninguém teve a coragem de o querer fazer", assumiu o autarca.(23.05.22/Fonte: Jornal de Negócios)

Portugal tem o maior crescimento económico da UE no 1º. trimestre

O crescimento homólogo do Produto Interno Bruto (PIB) acelerou na zona euro para os 5,1%.

A economia da zona euro cresceu 5,1% no primeiro trimestre e a da UE 5,2%, com Portugal a registar a maior subida homóloga do PIB (11,9%) entre os Estados-membros, segundo o Eurostat.

Segundo dados divulgados esta terça-feira pelo serviço estatístico da União Europeia (UE), o crescimento homólogo do Produto Interno Bruto (PIB) acelerou na zona euro para os 5,1% e no bloco europeu para os 5,2%, depois de terem avançado, respetivamente 4,7% e 4,9% no trimestre anterior.

Na variação em cadeia, o PIB cresceu 0,3% na zona euro (em linha com os últimos três meses de 2021) e 0,4% na UE (uma ligeira baixa face aos 0,5% do período anterior.(17.05.22/Fonte: TSF)

Portugueses com menos de 10% do rendimento após pagarem contas

25% dos portugueses inquiridos afirma pedir dinheiro emprestado mensalmente, revela estudo da Intrum..

ACerca de 40% dos portugueses revela que, depois do pagamento das suas contas, sobra-lhes menos 10% do seu rendimento. E, para muitos, é provável que existam difculdades em conseguir suportar este aumento generalizado de preços.

Esta é uma das principais conclusões do estudo European Consumer Payment Report, da Intrum, que revela ainda que os consumidores portugueses estão entre os que sentem maiores dificuldades para gerir o pagamento das suas dívidas.

“À medida que a recuperação da economia acelera, o aumento da inflação em toda a Europa está a fazer com que alguns consumidores vejam as suas finanças a degradar-se. Este crescimento da inflação na Europa, causado em grande parte pelo aumento dos preços da energia e cadeias de abastecimento interrompidas, já está afazer disparar a ansiedade financeira entre os consumidores”, diz a Intrum.

Os dados mostram ainda que apenas 64% dos inquiridos entendem como o seu dinheiro seria afetado se a inflação fosse maior do que a taxa de juros sobre a poupança, por exemplo, o que realça a necessidade de uma educação financeira mais sólida.

No contexto de inflação, os dados demonstram também que um em cada sete (16%) dos inquiridos afirma que não tem controlo sobre o seu endividamento. Em Portugal, 10% afirma não saber quanto deve.

Por grupos etários, a Intrum diz que as gerações mais jovens são as que revelam menos interesse em saber o valor total das suas obrigações financeiras. Dos inquiridos portugueses, a geração Z (18-21 anos) destaca-se com 23%, praticamente o dobro do grupo etário dos 22 aos 37 anos, com 12%. Já os homens afirmam ter menos interesse no conhecimento das suas obrigações financeiras (13%) do que as mulheres (7%).

Mas há mais. 70% dos portugueses diz estar preocupado que as taxas de juro elevadas do seu país possam ter um impacto negativo no seu bem-estar financeiro. O valor é muito superior ao da média europeia: 48%.

A Intrum revela também que 25% dos europeus pede emprestado mensalmente, um valor entre dez e vinte e cinco por cento dos seus rendimentos mensais. Em Portugal, este valor situa-se nos 23%, um aumento significativo de cinco pontos percentuais face a 2020. “Situação que pode trazer preocupações adicionais com o aumento da inflação e em particular para quem afirma não ser sua prioridade saber o impacto que eventuais alterações nas taxas de juro possam ter nas obrigações financeiras assumidas (21% dos inquiridos em Portugal)”, diz.

“A pandemia deixou alguns grupos de consumidores em situação financeira delicada e alguns contraíram dívidas adicionais para sobreviverem até ao fim do mês. O nosso estudo revela que muitos perderam a noção do valor total da sua dívida”, diz Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, acrescentando que, “por este motivo e com o aumento da inflação, esperamos mais problemas com pagamentos no futuro. As empresas irão precisar de rever as suas estratégias de gestão de crédito para enfrentar os desafios futuros e reduzir as perdas por incobráveis. Por outro lado, os consumidores devem ter um comportamento responsável nas suas compras e aquisições de bens”, finaliza.(09.05.22/Fonte: Jornal I)

PORTUGAL, QUEL RÉGAL!
na La Grande Épicerie de Paris !

Portugal instala-se na La Grande Épicerie de Paris! Acaba de ser lançada a operação "PORTUGAL, QUEL RÉGAL!" que durante dois meses de 5 de maio a 7 de julho, vai permitir aos parisienses de descubrir ou redescubrir produtos exclusivos e típicos, da gastronomia portuguesa na capital francesa.

Aoperação lançada esta quinta-feira resulta da parceria entre a AICEP e a La GRANDE EPICERIE DE PARIS (cadeia de produtos gourmet do prestigiado grupo de luxo LVMH). Durante dois meses, de 5 de maio a 7 de julho, a Grande Epicerie de Paris vai propor mais de 200 referências de produtos portugueses. Produtos exclusivos e típicos, representativos da vasta gama de diversidade culinária e gastronómica portuguesa.

A La GRANDE EPICERIE DE PARIS é mais que uma mercearia, é um local de prestígio, criada em 1923, no rés-do-chão do “department store” LE BON MARCHÉ” com uma superfície de 2900m2 oferecendo mais de 30000 referências às quais se acrescentam a produção local dos pasteleiros, cozinheiros e padeiros que confecionam diariamente produtos na loja.

A AICEP em Paris e em Portugal envolveu-se desde o início do processo na realização da temporada “PORTUGAL, QUEL REGAL!”, tendo apoiado na seleção de produtos de alta qualidade e diferenciadores para propor aos clientes franceses e internacionais durante dois meses. Cerca de 220 referências de produtos portugueses, de 37 marcas diferentes, (aos que se acrescentam vinhos e cerâmicas) serão propostos durante esse período.

Prevê a AICEP que esta iniciativa contribuirá para aumentar a notoriedade dos produtos nacionais, ajudando ao seu reposicionamento no mercado francês.

No final desta ação a La GRANDE EPICERIE DE PARIS decidiu criar um novo espaço permanente de venda de produtos alimentares portugueses nas suas lojas.(05.05.22/Fonte: LUSO PLANET)

Klarna. Fintech mais valiosa da Europa abre centro de desenvolvimento em Lisboa e cria até 500 empregos

Este será o nono centro de inovação da Klarna. “Inicialmente procuramos engenheiros, mas também iremos recrutar managers de produto, cientistas de dados…”, disse o diretor tecnológico da empresa. “Precisamos de mais Klarnas”, reconhece Carlos Moedas.

A empresa sueca Klarna, a fintech mais valiosa da Europa, vai inaugurar um centro de desenvolvimento de produto em Lisboa, para o qual prevê criar 500 novos empregos ao longo dos próximos anos. O objetivo é que este hub permita auxiliar a expansão da tecnológica – que tem mais de 140 milhões de utilizadores em todo o mundo – a integrar talentos nacionais e internacionais altamente qualificados.

O centro lisboeta será o nono da Klarna, que abriu infraestruturas desse género nas cidades de Estocolmo (Suécia), Berlim (Alemanha), Giessen (Alemanha), Milão (Itália), Madrid (Espanha), Mannheim (Alemanha), Toronto (Canadá) e Gotemburgo (Suécia), para trabalhar na solução de pagamentos que cerca de 400 mil marcas mundiais integram nos seus marketplaces.

“Quando comecei neste projeto éramos 4 mil pessoas e hoje somos 7 mil pessoas. Estamos em Portugal há seis meses e conquistámos 100 marcas, portuguesas – como a Lanidor, Prozis ou Clube Fashion – e globais, como Michael Kors, Adidas ou Shein”, disse o diretor da Klarna em Portugal, Alexandre Fernandes Ribeiro, numa conferência de imprensa esta quarta-feira.

“Lisboa é conhecida pelo seu reconhecido talento. Planeamos criar 500 empregos tecnológicos. Inicialmente procuramos engenheiros, mas também iremos recrutar managers de produto, cientistas de dados…”, revelou o Chief Technology Officer (CTO) da Klarna, Yaron Shaer, no evento que se realizou no Coletivo 284, em Lisboa.

O CTO explicou que este centro requer ter uma equipa de desenvolvimento de produto que constrói e mantém as soluções tecnológicas da empresa (app de compras, por exemplo). Porém, para “criar impacto na vida das pessoas” vão precisar “do apoio das autoridades para encontrar talento”. “Contem comigo”, garantiu Carlos Moedas, sentado ao lado do diretor tecnológico da fintech.

O presidente da Câmara de Lisboa aplaudiu o investimento de uma multinacional como a Klarna na capital, que considera necessário para pôr Lisboa no mapa global de inovação. “É um dia muito importante par a nós. Lisboa quer ser esta capital da inovação. Temos tudo para isso e o facto de uma empresa como a vossa vir para Lisboa é parte dessa visão, que é um puzzle com várias peças”, afirmou.

O autarca elogiou as universidades de Engenharia em Portugal, mas deixou um alerta em termos de financiamento: “No capital de risco há trabalho que temos de fazer”.(04.05.22/Fonte: OJE)

Norte-americanos escolhem Portugal para viver. Número de residentes triplicou na última década

Só no último ano foram registados 6.921 novos residentes provenientes dos Estados Unidos em Portugal, o que correspondeu a um aumento de 45%.

Reformados, millenials ou nómadas digitais. São cada vez mais os norte-americanos que estão a escolher Portugal para viver, sendo que na última década o número de residentes provenientes dos Estados Unidos triplicou no nosso país, de acordo com a edição do “Wall Street Journal” desta terça-feira, 19 de abril.

De resto, só no último ano foram registados 6.921 novos residentes provenientes dos Estados Unidos em Portugal, o que correspondeu a um aumento de 45%. Os incentivos fiscais, custo de vida mais baixo e o clima são algumas das principais razões que levam os norte-americanos a optarem por viver em Portugal.

Outro dos aspetos mais relevantes para esta mudança deve-se à segurança do país, tendo o Instituto para a Economia e Paz, uma organização sem fins lucrativos considerado Portugal o quarto país mais seguro do mundo em 2021.

“Os americanos têm vindo para Portugal nos últimos três anos”, refere ao “WSJ”, Louise Hudson, co-autora do livro “A Worldwide Guide to Retirement Destinations”.

A própria mudou-se mesmo para Portugal com o seu marido em 2014 para viverem a reforma, tendo comprado uma casa com quatro quartos, piscina e vista para o mar na Praia da Luz, no Algarve, por 212 mil euros.

Outro incentivo para a atração de cidadãos estrangeiros para Portugal é o programa dos Residentes Não Habituais (NHR), que permite a alguns residentes estrangeiros pedirem isenções fiscais durante um período de 10 anos.

Por outro lado, a burocracia é um dos problemas com que os estrangeiros se deparam em Portugal, algo que levou a um número crescente de consultores de vistos e consultores que oferecem ajuda mediante o pagamento de uma taxa.

Contudo, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) pede cautela na contratação destes consultores. “Temos várias investigações em curso com consultores e advogados. Algumas pessoas dizem que estão a ajudar os estrangeiros e estão a cobrar dinheiro por isso e algumas vezes é uma fraude”, refere um porta-voz do SEF ao “WSJ”.(19.04.22/Fonte: OJE)

Exportações de vinho cresceram 10,3% em janeiro e fevereiro

Estados Unidos, Canadá e Reino Unido foram mercados determinantes na performance de arranque do ano, mas também Angola que quase duplicou as compras de vinho a Portugal.

As exportações de vinho cresceram 10,3% nos primeiros dois meses do ano para um total de 133,5 milhões de euros. São mais 12,5 milhões quase do que em igual período de 2021. Mas o mercado francês, o principal destino dos vinhos portugueses além-fronteiras, caiu 3,76% para 15,9 milhões de euros, o que representa uma perda de quase 621 mil euros.

Em contrapartida, os Estados Unidos cresceram 13,4% para 15 milhões, mais 1,777 milhões do que nos dois primeiros meses de 2021. Canadá e Reino Unido mantiveram, também, a performance positiva, com crescimentos respetivos de 28,3% e de 39,8%. Ambos os mercados asseguraram 9,7 milhões de euros de compras de vinho a Portugal em janeiro e fevereiro, um aumento de 2,1 milhões no caso do Canadá e de 2,77 milhões no caso do Reino Unido.

O último lugar do top 5 dos maiores mercados de destino das exportações de vinho nacionais é o Brasil, que arranca o ano em terreno negativo. Foram exportados vinhos no valor de nove milhões de euros para este mercado, 3,3% menos do que no arranque de 2021.

Do lado das quebras, destaque, ainda, para a Alemanha, que comprou vinho português no valor de 7,3 milhões de euros, menos 4,3% do que no período homólogo. Em contrapartida, Angola, que já chegou a ser o maior destino das exportações de vinhos tranquilos nacionais, mas tem estado em queda nos últimos anos, parece ter recuperado. As exportações de vinho português para este mercado nos primeiros dois meses do ano totalizou 6,7 milhões de euros, mais três milhões do que o ano passado na mesma altura. Trata-se de um crescimento de quase 83%.

Na análise por denominações de origem, o vinho do Porto assegurou 32,4% das exportações totais, no valor de 43,254 milhões de euros (um aumento de 5,76%). No arranque de 2021, o Vinho Verde perde terreno para os vinhos alentejanos, que foram os vinhos tranquilos mais exportados em janeiro e fevereiro, num total de 12 milhões de euros, com um aumento de 19,95% face ao período homólogo. O Vinho Verde cresceu 21,14% para 11,6 milhões de euros, seguido dos vinhos do Douro: 10,8 milhões, mais 17% do que em 2021.

Refira-se que todas as regiões vitivinícolas aumentaram as exportações no arranque do ano, com exceção da Península de Setúbal, Tejo e Beira Interior. (11.04.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Portuguesa Critical Software vai fornecer software e sistemas à Airbus

Tecnológica de Coimbra, mas com uma operação global, ter sido selecionada pela Airbus para ser um "parceiro estratégico".

A tecnológica portuguesa Critical Software anunciou esta terça-feira que passou fornecer software e sistemas especializados à gigante da aviação Airbus. As duas empresas mantêm uma ligação há 15 anos, mas, agora, a relevância do trabalho da Critical Software sobe de nível.

"Esta escolha reflete a confiança da Airbus no nosso trabalho a desenvolver sistemas críticos que irão moldar o seu negócio, a indústria em geral e o futuro das viagens", afirma o diretor de desenvolvimento empresarial para a indústria aeroespacial da Critical Software, Ricardo Armas, num comunicado enviado à redação.

A empresa portuguesa, cuja operação tem escala mundial e apresenta-se como especialista em sistemas informáticos críticos, realça ter sido selecionada para ser "fornecedor estratégico". O objetivo é assegurar "serviços especializados para a criação da próxima geração de sistemas críticos para os pioneiros aeroespaciais".

O acordo firmado define que a Critical Software vai "fornecer serviços especializados de software e sistemas a grandes projetos aeroespaciais, tal como o desenvolvimento de aplicações de gestão de cabines".

"Este acordo é uma demonstração do forte historial da Critical Software na concretização de projetos estratégicos complexos para os seus clientes e é o resultado de um processo de aquisição multifásico que avalia os serviços de engenharia da empresa, os conhecimentos da indústria, os standards de qualidade e o seu desempenho financeiro", salienta a tecnológica.

Criada há mais de duas décadas, em Coimbra, a Critical Software tem-se destacado em projetos internacionais. A crescente notoriedade levou que, em 2018, a empresa se juntasse à BMW numa joint-venture, criando a Critical TechWorks. (29.03.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Mariana Vieira da Silva sai reforçada num Governo que Costa tornou mais curto

Há dez novos ministros no governo de maioria absoluta e dos resistentes há quem transite de pasta. São nove as mulheres, mais uma do que no anterior.

São 17, menos dois do que no anterior governo, os ministros que António Costa escolheu para o acompanhar na maioria absoluta. Aquela que é considerada o seu braço-direito, Mariana Vieira da Silva, sai reforçada, embora se mantenha na mesma pasta, a da Presidência. Só que ganha a coordenação do portentoso Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que deverá gerir em plena comunhão com o primeiro-ministro, que chamou a si a secretaria de Estado da Digitalização e Modernização Administrativa e a dos Assuntos Europeus. Costa, que tinha prometido um Executivo mais pequeno e mais ágil, deixou cair os ministros de Estado, mas dá estatuto de Adjunto à nova ministra dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, até agora líder da bancada socialista. Há dez novos ministros no governo e dos que já tiveram lugar cativo há quem mude de pasta, como João Gomes Cravinho, que transita da Defesa para os Negócios Estrangeiros. E há ainda a entrada de Fernando Medina para a importante pasta das Finanças e a investigadora Elvira Fortunato para o Ensino Superior e Ciência.

Mariana Vieira da Silva
Ministra da Presidência

Foi das ministras com mais visibilidade durante a pandemia. Inúmeras vezes foi ela que substituiu o primeiro-ministro no anúncio das medidas para combater a covid-19. Assumia a pasta da Presidência e da Modernização Administrativa. Neste Governo, António Costa reforça-lhe os poderes, embora mantenha o mesmo cargo, já que lhe dá a responsabilidade de coordenar o PRR. Filha do antigo ministro Vieira da Silva, de 43 anos, é uma das mulheres de confiança do primeiro-ministro. É licenciada em Sociologia e doutorada em Políticas Públicas. Exerceu no primeiro executivo de António Costa, entre 2015 e 2019, as funções de secretária de Estado Adjunta do primeiro-ministro. E no segundo governo foi promovida para a pasta da Presidência e Modernização Administrativa. Dizem que é muito serena e ponderada nas opiniões e decisões que toma. P.S.

Fernando Medina
Ministro das Finanças

Fernando Medina perdeu a câmara de Lisboa, mas ganhou um ministério, talvez o mais poderoso: as Finanças. O ex-autarca fez 49 anos no dia 10 de março. A pasta que recebe é valiosa e mostra a confiança que António Costa nele deposita. Há meses que o nome deste economista e sociólogo nascido no Porto era falado para substituir João Leão, mas havia dúvidas sobre se seria o momento adequado (em plena crise e em ambiente de guerra na Europa). Mas Medina tem trunfos. Pertence ao círculo mais próximo do PM. Tem grande experiência governativa. Foi duas vezes secretário de Estado nos dois governos de Sócrates. Sempre sob a tutela de José Vieira da Silva, foi secretário de Estado do Emprego (de 2005 a 2009) e da Indústria (2009 a 2011). Depois sucedeu a António Costa em Lisboa de abril de 2015 a outubro de 2021, até Carlos Moedas (PSD) lhe tirar o lugar. L.R.R.

António Costa Silva
Ministro da Economia e do Mar

O ministro que vem do petróleo é um dos veteranos no novo governo. Nasceu em Angola, em 1952, e teve uma carreira ampla na área do crude, energia e outros recursos naturais. Engenheiro, formou-se no Imperial College da Universidade de Londres e no IST, onde é professor. Liderou o braço da Gulbenkian para os investimentos em petróleo e gás. Foi presidente da Partex Oil and Gas, com operações em países como Abu Dhabi, Omã, Cazaquistão, Brasil e Angola. É um grande conhecedor do Médio Oriente e dos desafios impostos pela Rússia. Com a venda da Partex em 2019 Costa Silva ficou livre. Em 2020, António Costa convidou-o para coordenar o Programa de Recuperação Económica e Social 2020-2030 cujos eixos estratégicos foram vertidos no PRR. Do petróleo para as energias "verdes" foi um passo. Nesse ano, o PM aliciou-o para ser ministro. Não se mostrou interessado na altura. Dois anos depois, aceitou. L.R.R.

Helena Carreiras
Ministra da Defesa Nacional

Foi ainda como diretora do IDN que Helena Carreiras deu terça-feira uma entrevista ao DN sobre o impacto nos países da NATO da invasão russa da Ucrânia: "É vital o processo de modernização das nossas Forças Armadas". E será esta portalegrense de 56 anos, professora no ISCTE, que terá de liderar essa transformação da nossa realidade militar, ela que é a primeira mulher a assumir esta pasta em Portugal (mas em Espanha já vão na terceira, e Ursula von der Leyen foi ministra alemã da Defesa antes de ir para a Comissão Europeia). Doutorada pelo Instituto Europeu de Florença, onde conheceu o marido (um reputado académico argentino), a socióloga Carreiras tem vasta obra sobre as Forças Armadas, com destaque para as questões de género. Em 2019, noutra entrevista ao DN, teve uma frase sobre o cargo que então assumia que agora se aplica bem ao novo: "Ser diretora do IDN tem um significado, pois a Defesa tem sido um bastião muito masculino". L.P.F.

João Gomes Cravinho
Ministro dos Negócios Estrangeiros

O novo chefe da diplomacia, que sucede a Augusto Santos Silva e assume a pasta em plena crise causada pela guerra na Ucrânia, não é uma cara nova no governo. Transita da Defesa, onde estava desde 2018. Nascido há 57 anos em Lisboa, é doutorado em Ciência Política em Oxford e foi embaixador da União Europeia na Índia (2011 a 2015) e no Brasil (2015 a 2018). Antes, tinha sido secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de José Sócrates (2005 a 2011), conhecendo bem o Palácio das Necessidades. Além das habituais prioridades da política externa (Europa, Atlântico e mundo de expressão portuguesa), houve uma aposta no último governo na valorização das comunidades portuguesas, internacionalização da economia e no reforço do multilateralismo. Terá que lidar com a candidatura de Portugal a membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU (2027-2028). S.S..

José Luís Carneiro
Ministro da Administração Interna

José Luís Carneiro, 50 anos, só teve uma experiência profissional na Administração Interna quando foi assessor de Carlos Zorrinho, de 1999 a 2000. Enfrentará agora uma realidade muito diferente na Segurança Interna, a começar pelo facto de uma das polícias, o SEF, ter sido extinta. José Luís Carneiro vai encontrar em cima da secretária o complexo processo de transferência de competências e funcionários para a GNR, PJ, PSP e IRN. O seu percurso partidário foi feito no Porto, foi presidente da Câmara de Baião, secretário-geral adjunto do PS e secretário de Estado das Comunidades. V.M.

Catarina Sarmento e Castro
Ministra da Justiça

É uma das surpresas do executivo. Catarina Sarmento de Castro, 52 anos, era uma discreta secretária de Estado dos Recursos Humanos e Antigos Combatentes do Ministério da Defesa, cujo desempenho deixa poucas marcas. Herda a pasta da prestigiada Francisca Van Dunem com muito trabalho feito na área da Justiça, mas com bastante ainda por consolidar, como é o caso da estratégia de combate à corrupção e o reforço de meios do Ministério Público e da PJ. Doutorada pela Faculdade de Direito de Coimbra, foi membro do Conselho Consultivo da PGR e juíza no Tribunal Constitucional. V.M.

Ana Catarina Mendes
Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares

A até então líder parlamentar do PS foi premiada e sobe a ministra. Com um estatuto de confiança do primeiro-ministro já que é Adjunta e dos Assuntos Parlamentares. Esta pasta casa com o seu perfil, já que é deputada há muitos mandatos e conhece o Parlamento e a oposição como os dedos da mão. Tem a tarefa facilitada nesta nova missão com um governo de maioria absoluta que dispensa, em casos mais bicudos, grandes e pesadas negociações com os partidos com assento parlamentar. P.S.

Pedro Adão e Silva
Ministro da Cultura

A sua nomeação para comissário executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril causou alguma polémica na altura e no momento em que arrancam, António Costa desvia Pedro Adão e Silva para assumir a função de ministro da Cultura. O sociólogo e comentador político, de 48 anos, assume uma pasta em que se somaram controvérsias com a anterior titular, Graça Fonseca. Adão e Silva trabalhou com Paulo Pedroso durante o governo de António Guterres e chegou a integrar o Secretariado do PS entre 2002 e 2004. P.S.

Elvira Fortunato
Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Elvira Fortunato nasceu em 1964. É cientista, professora e investigadora do Departamento de Ciências e Materiais da Universidade Nova de Lisboa, vice-reitora da instituição e reconhecida como pioneira mundial na eletrónica de papel, nomeadamente em transístores, memórias, baterias, ecrãs, antenas e células solares. Ao longo da carreira acumulou muitas distinções, como o Portugal"s Women"s Leadership Award. E talvez seja um dos nomes que mais surpreende neste Governo. A.M.I.

João Costa
Ministro da Educação

João Costa nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciou-se em Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e é professor Catedrático de Linguística na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, da qual foi diretor até novembro de 2015. Em 2019, entrou no XXI Governo e é o mentor do programa da Flexibilização Curricular, que deu mais autonomia às escolas na gestão dos currículos e abriu portas, nos ensinos básico e secundário, a novas disciplinas e ao ensino por semestres. A.M.I.

Ana Mendes Godinho
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social

A antiga inspetora da Autoridade para as Condições do Trabalho foi escolhida por Costa para, no último governo, suceder ao ministro Vieira da Silva. Com a chegada da pandemia, pouco depois, acabou por liderar as respostas de emergência a famílias e empresas que, ao longo dos últimos dois anos, assentaram em grande medida na Segurança Social. De 2015 a 2019, foi secretária de Estado do Turismo, tendo antes estado como chefe de gabinete de Bernardo Trindade, no cargo entre 2005 e 2009. É formada em Direito. M.C.

Marta Temido
Ministra da Saúde

Era uma das ministras remodeláveis, mas tudo mudou quando Costa, no XXIII Congresso do PS, em agosto passado, disse que "poderia ser sucessora à liderança do PS". A partir daqui, não mais se ouviu falar da sua substituição. Marta Temido, que chegou como independente à pasta da Saúde, a 15 de outubro de 2018 para substituir Adalberto Campos Fernandes, filiava-se no PS e tornava-se imprescindível para Costa. Foi o rosto político da gestão da pandemia e mantém-se na pasta. Até entrar no governo era administradora hospitalar. A.M.I.

Duarte Cordeiro
Ministro do Ambiente e da Ação Climática

Estava escrito nas estrelas que chegaria a ministro depois de ter organizado a campanha eleitoral do PS que deu a maioria absoluta a António Costa. Apoiante de sempre de Pedro Nuno Santos - com quem partilha experiência de ter liderado a JS - foi vice-presidente na Câmara de Lisboa com Fernando Medina. Duarte Cordeiro, economista de 42 anos, exercia as funções de secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e agora substitui Pedro Matos Fernandes no Ambiente e Ação Climática, numa pasta que tem ganho cada vez mais visibilidade. P.S.

Pedro Nuno Santos
Ministro das Infraestruturas e Habitação

O titular da pasta das infraestruturas e da habitação tem sido um dos "pilares" dos governos de António Costa. Era secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares aquando da geringonça. Por ter sido a "cola" capaz de unir PCP e BE na viabilização do primeiro executivo de Costa foi-lhe, na legislatura seguinte, confiada a pasta que mantém agora. Conquistou ganhos políticos com a validação da reestruturação da TAP, em Bruxelas. Mas descurou nas comunicações (imbróglio do 5G e atraso na nova concessão do serviço postal aos CTT). Agora, quererá mostrar que pode suceder a Costa. J.V.R.

Ana Abrunhosa
Ministra da Coesão Territorial

É um dos nomes que não muda no novo figurino executivo. Mantém-se na Coesão Territorial, pasta ministerial alargada agora com a entrada da Administração Local, até aqui alojada num Ministério da Administração Pública que se extingue. Natural de Angola, é doutorada em Economia, matéria que também leciona na Universidade de Coimbra. Chegou a ministra do último governo vinda da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, organismo no qual assumia funções desde 2008. Iniciou a carreira na Ernst & Young. M.C.

Maria do Céu Antunes
Ministra da Agricultura e da Alimentação

Mantém-se no cargo depois de ter conduzido a mais recente reforma da Política Agrícola Comum (PAC) cujo acordo político foi alcançado na presidência portuguesa da União Europeia, para entrar em vigor no próximo janeiro, alterando as regras dos apoios ao setor. Enfrenta agora ainda os efeitos da seca, mas, sobretudo, a crise nos custos de produção (energia, fertilizantes e pesticidas) e dos cereais, devido à guerra na Ucrânia. A escassez alimentar será o pior dos cenários, motivo que poderá ajudar a justificar a nova designação do Ministério. T.C. (24.03.22/Fonte: Diário de Notícias)

Preço dos bens alimentares vai subir 30%, mas “não vai haver rutura”, garante a APED

O aumento do preço dos bens alimentares, e as consequências para os rendimentos das famílias, vai ser um “desafio enorme”, afirmou o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), garante que não haverá uma rutura de produtos nos supermercados. Isto apesar de as expectativas apontarem para um aumento médio dos bens alimentares na ordem dos 30%, naquele que é um cenário de disrupção no mercado agravado pela guerra na Ucrânia.

“Quero começar por sossegar toda a plateia: não vai haver uma rutura de produtos. Não é preciso ir a correr aos supermercados”, disse o responsável da APED na conferência anual da Associação de Instituições de Crédito Especializada, que se realizou esta terça-feira em Lisboa.

De acordo com Gonçalo Lobo Xavier, há um “conjunto de riscos intrínsecos a tudo o que está a acontecer”, nomeadamente a escalada de preços. E isto está a “provocar uma distorção na cadeia”, disse o diretor-geral da associação que representa as empresas de distribuição. Ainda assim, garante que não vamos assistir a uma rutura do stock nos supermercados.

A subida dos preços, que já estava em curso, veio agravar-se com invasão russa à Ucrânia, tanto ao nível da energia e dos combustíveis, como das matérias-primas. Um aumento que já se sente nos bolsos dos consumidores. “O aumento médio dos bens alimentares vai ser na ordem dos 30%”, detalhou o diretor-geral da APED, considerando que isto vai ter consequências para os rendimentos das famílias. “É um desafio enorme que vamos ter seja nas [vendas] digitais seja nas [vendas] físicas”.

“Vai haver uma retração do consumo”, afirmou, por outro lado, João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), no mesmo painel.

“Em Portugal, vai haver um choque entre a inflação” e as dificuldades financeiras que as famílias vão sentir, num cenário em que é “impossível” as empresas acompanharem o nível da inflação com um crescimento dos salários. “Temos provavelmente espaço para haver alguma instabilidade social”, referiu, notando que, neste momento, “a situação que vivemos é a tempestade perfeita”.

Há a questão da inflação, que “já se percebeu que pelo menos nos próximos tempos vai ser uma característica estrutural”. Por outro lado, “temos as taxas de juro”, que vão ter tendência para subir, e os problemas nas cadeias de abastecimento, que “não vai ser simples voltar a estabelecer”, disse João Vieira Lopes.

Isto depois de um período de dois anos marcado pelo impacto da pandemia em vários sectores da economia, nomeadamente turismo, mas também o sector automóvel. Hélder Pedro, secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), recordou que a crise pandémica levou a uma escassez de matéria-prima para o fabrico de carros novos, o que levou a um aumento da procura por carros usados.

“Há procura, mas não há produto”, referiu, numa altura em que ainda não foi possível responder por completo à procura por automóveis. (22.03.22/Fonte: OJE)

Calçado quer chegar aos 2 mil milhões de exportações em 2025

Há uma nova campanha dos sapatos portugueses e recria obras icónicas de pintores como Amadeo de Souza Cardoso, José Malhoa ou Paula Rego, entre outros, sob o mote "Pode a indústria ser uma forma de arte?". Desde 2009, o setor investiu já mais de 8,5 milhões em promoção internacional

Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS) lança hoje, oficialmente, a sua nova campanha de promoção internacional, que procura homenagear obras e artistas de referência da pintura portuguesa, recriando oito quadros emblemáticos com a ajuda dos atores Albano Jerónimo e Anabela Moreira. "Pode a indústria ser uma forma de arte?" é o mote da campanha, que pretende ajudar a reforçar a presença internacional daquela que se intitula a indústria mais sexy da Europa. O objetivo é chegar aos dois mil milhões de exportações em 2025.

"A assinatura da indústria mais sexy da Europa foi muito importante, num primeiro momento, para criar um certo buzz e chamar a atenção para as potencialidades do setor. Mas também temos outros atributos e que fomos procurando destacar, ao longo dos anos, como a capacidade de aliar o saber fazer que passou de geração em geração à tecnologia de ponta, de uma indústria que procura estar sempre na vanguarda do desenvolvimento de novos produtos. Somos uma indústria multifacetada e que procura, desde a génese das campanhas, reposicionar a sua imagem nos mercados internacionais", explica o diretor de comunicação da APICCAPS, Paulo Gonçalves.

Catorze anos volvidos - a primeira campanha foi lançada em 2009 -, e mais de 8,5 milhões de euros investidos, a indústria do calçado exporta hoje quase 70 milhões de pares de sapatos, no valor de 1.676 milhões de euros, o que representa um crescimento de 29,12% relativamente aos 1.298 milhões de 2007. Mas se formos analisar os dados comparativamente a 2017, o melhor ano de sempre das exportações do setor, o aumento foi de 50,7%.

Com o abrandamento em 2018 e 2019 e com a pandemia em 2020, o setor perdeu quase 460 milhões de euros em exportações. Mas em 2021 já recuperou praticamente 180 milhões, tendo mesmo conseguido a melhor performance de sempre, no último trimestre do ano. A meta é chegar a 2025 na barreira dos dois mil milhões de euros.

"O setor terminou o ano a crescer a um excelente ritmo no exterior, sendo esse um registo que pretendemos manter em 2022. As empresas foram resilientes, adaptaram-se a um mercado em mudança e fizeram o trabalho de casa para estarem agora bem posicionadas para enfrentar uma nova década de crescimento nos mercados internacionais", refere, por seu turno, o presidente da APICCAPS, Luís Onofre.

Mas nem só de aumento nas exportações é feito o balanço desta aposta. "Um estudo de diagnóstico que fizemos em 2005 mostrava-nos que havia um défice de imagem que desvalorizava o calçado português em 30%. Novo estudo, feito há três anos, mostra que o made in Portugal acrescenta já valor aos nossos produtos", explica Paulo Gonçalves.

Num investimento de 600 mil euros, que contou com o apoio do programa Compete 2020, a campanha, que hoje é oficialmente lançada no Porto, terá a sua primeira aparição internacional na Micam, a maior e mais relevante feira de calçado do mundo que, domingo, arranca em Milão.

Foi o ano passado, em plena pandemia, que a campanha Portuguese Shoes recorreu a modelos e bailarinos, "num símbolo de força e graciosidade, de resiliência e liberdade" para levantar a pergunta "Pode a indústria ser uma forma de arte?". Este ano, "reforça a premissa de que a indústria é uma aliada dos artistas, que juntos criam momentos únicos e objetos de desenho", recriando alguns dos quadros mais emblemáticos de Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros, Eduardo Afonso Viana, José Malhoa, Júlio Pomar e Paula Rego, protagonizados por Albano Jerónimo e Anabela Moreira. A interpretação fotográfica ficou a cargo de Frederico Martins.

E é com base nestes oito quadros que, nos próximos meses, começarão a chegar aos profissionais do setor em todo o mundo postais e outras peças baseadas nestas obras. Isto sem falar dos vários vídeos que irão ser lançados ao longo do ano.

"Estas campanhas pretendem valorizar a herança do passado e do que fazemos melhor, para que esta qualidade e beleza sejam apreciadas por todos, num mundo cada vez mais rápido e instável, e se cruzem com outros talentos e culturas, sendo um exemplo do que continua, perdura e encanta, aperfeiçoando-se sempre em direção ao futuro", frisa Luís Onofre. (08.03.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Galp suspende compras de produtos petrolíferos russos

"O Conselho de Administração da Galp decidiu suspender todas as novas compras de produtos petrolíferos, quer de companhias russas, como de companhias baseadas na Rússia", disse a empresa em comunicado.

A Galp anunciou esta quarta-feira que suspendeu a compra de produtos petrolíferos russos e lamentou os "atos de agressão contra o povo ucraniano", segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"O Conselho de Administração da Galp decidiu suspender todas as novas compras de produtos petrolíferos, quer de companhias russas, como de companhias baseadas na Rússia", lê-se na comunicação ao mercado.

"A Galp lamenta os atos de agressão por parte da Rússia ao povo da Ucrânia", refere a petrolífera.

Embora a Galp não tenha quaisquer 'joint ventures' com entidades russas, a empresa disse também estar no processo de eliminação da "exposição direta ou indireta a produtos petrolíferos, ou originários da Rússia, ou de empresas russas em contratos existentes".

Em comunicado enviado à imprensa, a Galp esclareceu que adquire gasóleo de vácuo (VGO) através de contratos a prazo com entrega em Sines que não especificam (nem discriminam) a origem do produto, sendo que a Rússia é responsável por metade da produção mundial daquele produto, que é uma das matérias-primas utilizadas para a produção de gasóleo na Refinaria de Sines.

"A Galp está a desenvolver planos para obter o VGO através de fornecedores alternativos, ou para operar a refinaria a um ritmo limitado, embora assegurando sempre o fornecimento de gasóleo ao mercado português", apontou a empresa.

Já as cargas de produtos petrolíferos com origem na Rússia já adquiridas e atualmente em trânsito serão recebidas e descarregadas.

"Este terrível ato de agressão da Rússia contra a Ucrânia viola absolutamente os valores que a Galp defende, como a liberdade e os direitos humanos", realçou a presidente da Galp, Paula Amorim, na mesma nota, acrescentando que a petrolífera portuguesa "não vai contribuir para financiar a guerra".

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.(02.03.22/Fonte: Diário de Notícias)

Guerra obriga governo a repensar Orçamento do Estado de 2022

Média do petróleo desde início deste ano até ontem já vai em mais de 89 dólares. Está mais de 30% acima da hipótese de base da proposta de OE2022, por exemplo. É certo que a situação pode evoluir, o mercado é bastante volátil, e compensar este pico mais à frente, no ano. Mas se a guerra durar, há um problema grave.

Petróleo muito mais caro, inflação a acelerar, taxas de juro que devem subir para tentar deter o galope nos preços, bens industriais em falta, procura externa em xeque perante o cenário de uma nova crise económica internacional, um clima de pessimismo crescente que vai condicionar as decisões de empresários e investidores.

Ainda a pandemia não acabou e agora rebenta uma guerra mesmo ao lado da União Europeia (UE). A Rússia invadiu a Ucrânia. Sanções e barreiras ao comércio e aos negócios estão já garantidas e anunciadas. Vêm juntar-se ao fogo e às bombas que fustigam os céus e os solos da antiga república soviética. Já há baixas humanas.

Mesmo a quatro mil quilómetros de distância, Portugal está muito vulnerável e, sabe o Dinheiro Vivo, o governo de Lisboa está a repensar as grandes linhas da proposta de Orçamento do Estado de 2022 (OE2022), que acabou por ficar pelo caminho em novembro passado, levou à queda do governo e a eleições antecipadas em janeiro. O OE, se tudo correr como planeado, pode entrar em vigor lá para abril ou maio.

Mas é um facto que as hipóteses de base do OE parecem ter caducado. O petróleo, por exemplo. A economia portuguesa, mesmo com os progressos feitos noutras fontes menos carbónicas (solar, eólicas, barragens), continua a ser altamente dependente do crude importado. Logo por azar, o ano é de seca grave e extrema, o que pode limitar a capacidade de produção elétrica pela via hídrica.

Outubro já lá vai

Em outubro, o governo assumiu (com base na informação dos mercados de futuros do barril de petróleo Brent, a referência clássica da economia portuguesa), um preço médio de 67,8 dólares por barril em 2022. É o valor que consta nas "principais hipóteses para o enquadramento internacional" do Orçamento que não aconteceu ainda.

Ora, hoje, estamos muito longe desse valor. Esta semana, na quinta, no dia a seguir ao assalto russo à Ucrânia, o Brent chegou quase aos 106 dólares. Fazendo a média diária desde o início deste ano, o petróleo já vai em mais de 89 dólares. Está mais de 30% acima da referida hipótese de base.

É certo que a situação pode evoluir, o mercado é bastante volátil, e compensar este pico mais à frente, no ano. Mas se a guerra durar, há um problema grave.

Petróleo mais caro tem, só por si, um efeito depressor na economia. As Finanças dizem que o impacto no produto interno bruto (PIB) tende a ser ligeiro. Mas não no endividamento da economia, no défice comercial e na inflação.

Três pressupostos desatualizados, pelo menos.

O ministério refere que "de acordo com as expectativas implícitas nos mercados de futuros, o preço do petróleo deverá situar-se em torno de 68 dólares por barril (cerca de 57 euros) em 2022, valor próximo ao estimado para 2021, num cenário de continuação de um forte crescimento da procura mundial, em conjugação com a retoma gradual da oferta da OPEP ao longo desse ano, a qual foi sujeita a cortes de produção significativos desde o surgimento da pandemia".

E admitiu no OE que "nos preços das matérias-primas não energéticas prevê-se um crescimento mais moderado em 2022 relativamente a um aumento muito acentuado em 2021".

Assumiu ainda que "o prosseguimento de uma política monetária muito acomodatícia [juros muito baixos da parte do Banco Central Europeu]" e que "prevê-se que as taxas de juro de curto prazo se mantenham em valores negativos durante um período mais prolongado do que inicialmente previsto".

Nenhum destes três pontos que aparecem no OE são hoje adquiridos ou mesmo válidos. Está tudo muito mais caro e o BCE não vai (ou não pode) ser tolerante com uma inflação sem controlo. O eixo desejado pelo BCE é 2% de inflação no médio prazo.

Mas voltemos ao petróleo. Diz o governo que "um cenário em que o preço do petróleo se situe 20% acima do assumido no cenário base teria, de acordo com a simulação efetuada, um impacto pouco significativo no crescimento do PIB em 2022, em virtude da redução no crescimento das importações compensar o menor crescimento do consumo".

No entanto, este "choque", que agora já não está nos 20%, mas acima de 30%, "teria um impacto significativo na capacidade de financiamento da economia face ao exterior, estimando-se um efeito negativo resultante de uma deterioração da balança energética", segundo as Finanças.

"Adicionalmente, o choque levaria a um aumento do deflator do consumo privado [a inflação que cai em cima das famílias]." Já o impacto na taxa de desemprego "seria residual em 2022, uma vez que se assume um efeito no mercado de trabalho desfasado no tempo", defende o ministério de João Leão.

Outros canais de transmissão

Mas há outros canais de transmissão que estão e vão ser mais afetados pela guerra. A preciosa procura externa dirigida a Portugal. O quadro de hostilidade vem emperrar a lenta recuperação que estava em curso do comércio e dos negócios internacionais. Os fluxos de investimento também ficam mais vulneráveis e perturbados, como é óbvio.

Sobre isto, o Ministério das Finanças diz que "uma redução do crescimento da procura externa em 2 pontos percentuais (p.p.) face ao projetado no cenário base de 2022 teria um efeito negativo no crescimento real do PIB, originando um crescimento inferior em 0,3 p.p. relativamente ao cenário base". Traduzindo: a subida da procura externa prevista pelo governo era de 3,6% em 2022. Se emagrecer para 3,4%, a retoma será de 5,2% este ano em vez dos 5,5% previstos no OE.

O"Este impacto resultaria essencialmente de um menor crescimento das exportações, com um efeito igualmente negativo no saldo da balança de bens e serviços e reduzindo a capacidade de financiamento da economia face o exterior. No mercado de trabalho, apesar de este impacto apresentar um efeito diferido no tempo, o ritmo de redução da taxa de desemprego abrandaria 0,1 p.p. Em 2022", mas o efeito na inflação "seria pouco significativo", segundo o estudo do mesmo ministério.

Não parece muito, mas o efeito depressor no PIB complica sempre o caminho para a meta do défice e da dívida. Menos PIB significa que ambos os rácios aumentam, automaticamente. O alvo para o défice de 2022 estava em 3,2% do PIB. A dívida nos 122,8%.

Portugal quer cumprir as regras do Pacto, que vão voltar a ser ativadas em 2023. O défice tem de estar abaixo dos 3% e a dívida deve convergir para 60% do PIB. Portugal está bastante longe deste objetivo o que exige um esforço orçamental persistente e anual de grandes dimensões. Algo que é pouco consentâneo em clima de crise e guerra.

A folga de 2021

Se o ano de 2021 correu "melhor" do que o esperado no plano orçamental, como diz o governo e o próprio governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, pode ser que haja uma folga que ajude a acomodar os efeitos desta nova crise.

Em todo o caso, Portugal precisa mesmo que a economia cresça bem nos próximos anos para sarar as feridas da pandemia e resolver as heranças negativas das últimas décadas, como o endividamento excessivo e o fraco potencial produtivo. A guerra que está a contaminar a Europa (UE) só vem atrasar o esforço e baralhar o arsenal financeiro e económico que estava desenhado para impulsionar a retoma de Portugal.

Como referido, vários vetores cruciais para o normal funcionamento da economia portuguesa estão a sair dos eixos e isso já estará a obrigar o governo e o Ministério das Finanças, em particular, a calibrar várias traves mestras orçamentais.

Há países europeus onde não é bem assim, mas em Portugal o OE é (e tem sido historicamente) um instrumento estruturante que serve para guiar a economia e as expectativas de famílias e empresários. Mais ainda nesta fase, em que há um reforço de fundos europeus, designadamente subvenções (verbas a fundo perdido) sob o chapéu do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).(26.02.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Último trimestre de 2021 foi "o melhor de sempre" para as exportações de calçado

A indústria portuguesa de calçado exportou 1676 milhões de euros em 2021, mais 12% face a 2020 e 6% abaixo de 2019, com o último trimestre do ano a superar "as melhores previsões".

"O último trimestre foi já o melhor de sempre (mais 6% do que em 2019) do calçado português nos mercados internacionais, para onde o setor exporta mais de 95% da sua produção", avança a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS) em comunicado.

De acordo com a associação, "ainda que os dados internacionais apontem para uma recuperação plena do calçado a nível mundial apenas em 2023, no caso português o último trimestre do ano superou já as melhores previsões".

A APICCAPS recorda que o impacto da pandemia provocou uma queda do consumo de calçado na ordem dos 20% a nível mundial, que se traduziu numa quebra de quatro milhões de pares, "o equivalente a 70 anos de produção de calçado em Portugal".

Na totalidade do ano 2021, Portugal exportou 69 milhões de pares de calçado, no valor de 1676 milhões de euros, tendo as vendas crescido "em todos os mais relevantes mercados", com destaque para o alemão, com um acréscimo de 28%, para 389 milhões de euros.

Fora da Europa, a APICCAPS realça os "bons desempenhos" nos EUA (mais 15,2%, para 75 milhões de euros), Canadá (mais 26,7%, para 12 milhões de euros), China (mais 17,1%, para 20 milhos de euros) e Austrália (mais 39,8%, para nove milhões de euros).

A associação destaca mesmo que, em alguns segmentos de produtos, como o calçado segurança (crescimento de 16% para 29 milhões de euros), calçado impermeável (mais 56%, para 56 milhões de euros) ou calçado em materiais têxteis (crescimento de 36%, para 75 milhões de euros) o setor alcançou "novos máximos históricos em matéria de exportação".

"O setor terminou o ano a crescer a um excelente ritmo no exterior, sendo esse um registo que pretendemos manter em 2022", sublinha o presidente da APICCAPS, citado no comunicado.

Segundo Luís Onofre, "as empresas foram resilientes, adaptaram-se a um mercado em mudança e fizeram o trabalho de casa para estarem, agora, bem posicionadas para enfrentar uma nova década de crescimento nos mercados internacionais".

No que se refere às importações, em 2021 somaram 44 milhões de pares, no valor de 527 milhões de euros (mais 2,7%), o que resulta num saldo positivo do setor de 1.149 milhões de euros.

"O calçado continua a desempenhar um papel muito relevante na economia portuguesa, sendo um dos produtos que mais positivamente contribui para o equilíbrio da nossa balança comercial externa", salienta Onofre.

De acordo com a APICCAPS, o ano 2021 foi também "de afirmação no exterior" para o setor de artigos de pele e marroquinaria, que bateu um novo recorde ao exportar um total de 202 milhões de euros, mais 31% face ao ano anterior.

Os artigos de pele portugueses "cresceram praticamente em todos os mercados", com destaque para os desempenhos em Espanha (mais 24%, para 53 milhões de euros) e França (mais 49%, para 44 milhões de euros).(14.02.22/Fonte: Jornal de Notícias)

Economia portuguesa cresce 4,9% em 2021, acima do esperado pelo Governo. É o valor mais elevado desde 1990

Dados divulgados pelo INE indicam que a economia portuguesa cresceu 4,9% em 2021, o valor mais elevado desde 1990. Números superam as estimativas do Governo e das principais instituições nacionais e internacionais.

A economia portuguesa cresceu 4,9% em 2021, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O crescimento de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 é uma décima acima do esperado pelo Governo na proposta do Orçamento do Estado para 2022, entregue em outubro, e o mais elevado desde 1990.

Segundo o INE, no quarto trimestre de 2021, o PIB cresceu 5,8% em termos homólogos e 1,6% em cadeia

"No conjunto do ano 2021, o PIB registou um crescimento de 4,9% em volume, o mais elevado desde 1990, após a diminuição histórica de 8,4% em 2020, na sequência dos efeitos marcadamente adversos da pandemia COVID-19 na atividade económica", refere o INE.

Os dados superam quer as estimativas do Governo, quer das principais instituições nacionais e internacionais.

O ministro das Finanças, João Leão, recorde-se, assegurou a 17 de janeiro que as medidas de apoio à economia e saúde adotados em dezembro devido ao agravamento da covid-19 no país "não alteram a previsão" de crescimento económico de 4,8% em 2021.

"Portugal conseguiu resistir bastante bem a esta fase da pandemia e não tivemos de impor medidas com grande impacto na economia e, portanto, espera-se que o valor de 4,8% [de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)] previsto pelo Governo seja alcançado", declarou na altura o governante.

No entanto, na terça-feira, durante uma arruada em Coimbra, o primeiro-ministro, António Costa, apontou para uma estimativa de crescimento de 4,6%. Rui Rio, presidente do PSD, criticou depois o secretário-geral do PS, acusando-o de divulgar um dado a que só teve "acesso sob reserva" por ser primeiro-ministro.

Entre as principais instituições nacionais e internacionais, a menos otimista era o Fundo Monetário Internacional, que projetava um crescimento de 4,4%, enquanto a Comissão Europeia previa uma subida de 4,5% e o Conselho das Finanças Públicas de 4,7%.
"Contributo expressivo" da procura interna e "crescimentos significativos das importações e das exportações de bens e de serviços"

No quarto trimestre de 2021, o PIB cresceu 5,8% em termos homólogos e 1,6% em cadeia. Em termos homólogos, o contributo da procura externa líquida foi positivo, devido a uma aceleração em volume das exportações de bens e serviços, tendo-se registado também um contributo positivo da procura interna.

"Refira-se ainda que no quarto trimestre de 2021 se verificou uma perda significativa nos termos de troca, mais intensa que nos dois trimestres precedentes, em resultado do crescimento pronunciado do deflator das importações, nomeadamente de bens energéticos e matérias-primas", refere o relatório do INE.

Já a variação em cadeia do PIB no quarto trimestre refletiu uma diminuição do contributo positivo da procura externa líquida.
Leão acredita em crescimento acima de 5,5% este ano

O ministro das Finanças, João Leão, está confiante que o crescimento da economia supere os 5,5% inicialmente estimados para este ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) a ultrapassar o nível pré-pandemia já no primeiro semestre.

"Esta evolução do PIB reforça a confiança na continuação da rápida recuperação da economia portuguesa durante o ano de 2022, antecipando-se que se possa ultrapassar o nível pré-pandemia já no 1.º semestre e inclusivamente superar as estimativas do Governo para este ano, de 5,5%", afirma o Ministério das Finanças, num comunicado divulgado esta segunda-feira em reação aos dados divulgados pelo INE.

O Ministério das Finanças sublinha que este é o "mais elevado crescimento dos últimos 31 anos (desde 1990)", explicando que "a evolução positiva do investimento e das exportações foi determinante para este crescimento".

"Esta foi mesmo a segunda taxa mais alta de crescimento em cadeia da União Europeia, à data de hoje", assinala a tutela, considerando que "este é um resultado muito positivo para Portugal que mostra que a economia nacional está numa fase de forte recuperação e que retomou o processo de convergência com a União Europeia desde o segundo trimestre de 2021".
Crescimento de 4,9% em 2021 revela "trajetória de recuperação saudável", diz Siza Vieira

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse que o crescimento de 4,9% em 2021 revela uma "trajetória de recuperação saudável", destacando que a taxa de desemprego esperada para dezembro é "das mais baixas de sempre".

"A recuperação da economia ficou a dever-se a uma recuperação do consumo interno e também a uma aceleração das nossas exportações ao longo do ano. É uma trajetória de recuperação saudável, depois de uma queda muito brusca do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020", afirmou Siza Vieira, num vídeo divulgado pelo Ministério da Economia e da Transição Digital, em reação aos dados hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Pedro Siza Vieira destacou que o crescimento ultrapassa as projeções do Governo, do Banco de Portugal e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, bem como as previsões do Fundo Monetário Internacional ou da Comissão Europeia".

O ministro de Estado sublinhou ainda que o crescimento do PIB de 5,8% em termos homólogos coloca Portugal "bastante acima da média da zona euro e da União Europeia".

"Voltámos por isso a convergir com a União Europeia", vincou.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat, no quatro trimestre de 2021, a economia da zona euro avançou 4,6% e a da União Europeia 4,8%, face ao mesmo período de 2020, uma aceleração quando comparados com os 3,9% e 4,1%, respetivamente, do terceiro trimestre.

Portugal registou o terceiro maior crescimento homólogo do PIB, de 5,8%, entre os países da zona euro no quarto trimestre e o segundo maior (1,6%) face ao terceiro trimestre.

Pedro Siza Vieira defendeu ainda que a taxa de desemprego estimada para dezembro de 5,9%, conhecida hoje, "é o sinal de uma economia que continua a criar emprego, a crescer" e a projetar para este ano "uma recuperação em força", assinalando ser "das taxas mais baixas de sempre".

"Boas notícias por parte da capacidade das nossas empresas conseguirem conquistar mercados externos e recuperar da quebra muito grande do ano passado", acrescentou.(31.01.22/Fonte: Diário de Notícias)

PS absoluto: Costa 2022 supera Cavaco 1991 em Portugal Continental

Partido Socialista venceu todos os círculos eleitorais do Continente nas legislativas. Em 1991, PSD perdeu distrito de Beja para a CDU.

António Costa conseguiu algo inédito para o PS em eleições legislativas: vitória em todos os distritos de Portugal Continental. O desempenho dos socialistas supera a maioria absoluta do PSD em 1991.

Nas legislativas de 1991, o PSD conseguiu ganhar em todos os círculos eleitorais do Continente menos em Beja, na última vez que a CDU conquistou um distrito em eleições parlamentares.

Nesse ano, o partido então liderado por Aníbal Cavaco Silva também conquistou os círculos eleitorais da Europa e de Fora da Europa. O PSD venceu essas legislativas e obteve 135 mandatos - recorde para um Parlamento com 230 deputados.

Nas legislativas de 2005, o PS conquistou 17 círculos eleitorais no continente - a exceção foi Leiria - e perdeu a disputa na região autónoma na Madeira e no círculo de fora da Europa. O partido então liderado por José Sócrates obteve 121 mandatos. Até hoje, era a única maioria absoluta obtida pelo PS em eleições legislativas.

Fechadas as contas nos círculos eleitorais de Portugal, o PS obteve 41,68%, com 2,246 milhões de votos (117 mandatos). O PSD terminou em segundo, com 27,8%, com 1,498 milhões de votos (76 mandatos). O Chega ficou em terceiro, com 7,15%, 385,5 mil votos (12 mandatos).

A taxa de abstenção em território nacional foi de 42,04%, abaixo dos 45,5% registados nas eleições legislativas anteriores.(31.01.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

Preço das casas subiu 12,2% em 2021

Desde o início da pandemia, registou-se uma valorização acumulada das casas de 13,7%. Um claro contraste com o registado no tempo da troika, em que se verificou uma desvalorização de 7,4%.

Imune aos efeitos da pandemia, o preço das casas no país cresceu 12,2% em 2021, igualando a valorização registada em 2017 e sendo apenas superado pelo aumento de mais de 15% observado em 2018 e em 2019.

Segundo avança a Confidencial Imobiliário, em dezembro do ano passado, os preços da habitação em Portugal continental acumulavam uma subida de 13,7% face ao início da pandemia, em março de 2020.

Esta valorização contrasta com o comportamento observado na anterior crise, lembra a consultora. No período em que o país esteve sob intervenção da troika, registou-se uma desvalorização acumulada de 7,4%.

A consultora recorda ainda que a subida do preço das casas em tempo de pandemia sucedeu essencialmente nos últimos oito meses do ano passado, já que até abril a subida acumulada face ao início da pandemia estava nos 3,5%.

O primeiro trimestre de 2021, influenciado por um novo confinamento geral, ficou marcado por uma estabilização dos preços que se vinha a sentir desde o início da pandemia. A Confidencial imobiliária aponta que, no final desse trimestre, o aumento trimestral nos preços era de 1,2% e em termos homólogos de 2,6%, o menos robusto dos últimos cinco anos.

A partir de abril, a subida de preços intensificou-se, destacando-se, nesse período, o último trimestre do ano, com aumentos mensais superiores a 1% e uma valorização trimestral que culminaria em 3,9%.

O ano de 2021 fechou com o preço médio de venda das casas a atingir os ​​​​​​​1.822 euros por metro quadrado, com um valor médio de 2.826€/m2 na habitação nova e de 1.731€/m2 na habitação usada.(14.01.22/Fonte: Dinheiro Vivo)

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Da minha língua vê-se o mar.»
Vergílio Ferreira